História Dois Estranhos Perdidos - Capítulo 28


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Dois Estranhos Perdidos, Romance, Sobrenatural
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Incesto, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 28 - Dois Estranhos Perdidos - Capítulo 28


Fanfic / Fanfiction Dois Estranhos Perdidos - Capítulo 28 - Dois Estranhos Perdidos - Capítulo 28

 

Uma nuvem negra começará forma-se no céu, junto a ela, fracas garoadas molhavam meu rosto, as mesmas limpavam o sangue que se encontrava nele.

 

Suki – Cof! Cof! – levantei empurrando os troncos de árvores que estavam por cima do meu corpo.

 

Logo depois que me atingiu com seu o ataque, o garoto perdeu sua consciência. O que foi bom. Não sei o que poderia acontecer se ele continuasse atacando de tal forma. Aquele era mesmo o Yndra que começará lutar?

 

Suki – H-Huh…

 

Dei passos lentos, não por receio, há um grande ferimento em minha perna impedindo-me de andar normalmente. Observei por alguns instantes seu corpo debruçado ao chão repleto de hematomas obviamente causados por nossa luta.

 

Segurando pela gola de sua camiseta, o tirei do chão trazendo seu rosto de encontro ao meu.

 

Suki – Puxa… você me deu um bocado de trabalhos.

 

Agarrei com minha mão esquerda, o tesouro que ele carrega consigo em seu pescoço.

 

Suki – Isso pertence a mi… AH!

 

Larguei seu corpo quase que de imediato dando alguns pequenos saltos para trás segurando fortemente minha mão.

 

Suki – Que porra foi essa!? G-Grr…

 

Cerrei os dentes quase os quebrando. Sangue começou a minar da palma da minha mão. Maldito tesouro, atingiu-me com uma energia estupenda.

 

Suki – Maldição… – agachei-me fitando seu rosto pálido. – Já não tenho paciência pra essa brincadeira, entende?

 

Retirei uma adaga que matinha presa em meu tornozelo.

 

Uma adaga antiga. Seu cabo é feito a madeira karydiá com uma tonalidade escurecida e lustrosa. Sua lâmina foi criada com o canino do primeiro chefe do clã, Týchi. É uma adaga passada de geração em geração. Ela carrega todos os segredos dos antepassados.

 

Suki – Acho que terei de corta sua cabecinha… Hã…? – pelo canto dos olhos, observei a escuridão atrás de mim – Quem est…

 

Inari – Anh… – lágrimas percorriam seu rosto.

 

Suki – Como ela escapou…?

 

Inari – Por que…

 

Suki – … – me levantei virando totalmente para a mesma. Meu semblante, diferente de antes, não transmitia qualquer emoção que fosse.

 

Inari – Por que… machucou… ele…

 

Suki – Veja bem, apenas faço o meu trabalho.

 

Inari – …

 

Suki – Você também carrega um tesouro, certo? Entregue-o.

 

Yndra – I-Inari…

 

Inari – Onii-chan!

 

Suki – Huh? – o olhei com desprezo.

 

Yndra – S-Saia… saia d-daqui… vá!

 

Suki – Morra de uma vez, seu verme!

 

Desferi-lhe um chute no rosto fazendo com que sangue escorressem dos seus orifícios faciais.

 

Inari – A-A-A-AH…!

 

Suki – Rum.

 

Inari – C-Cretino…

 

Suki – Seus túmulos serão aqui no resto dessa floresta, me parece uma boa ideia.

 

Inari – C-Crr… não vou perdoa… não vou…

 

Suki – Oh… o que você vai fazer, em?

 

Uma energia bruta emanou do seu corpo destruindo tudo que ainda poderia ser chamado de floresta.

 

Suki – G-Grr… – coloquei os punhos a frente do meu rosto protegendo-o.

 

Inari – Por sua culpa… Pamela e Laila… onii-chan… todos estão machucados… por sua culpa!

 

Suki – Hahaha! Eu não tenho culpa se eles se meteram no nosso caminho.

 

Inari – Maldito…

 

O sol começava a nascer trazendo consigo a brisa da manhã.

 

Suki – Vamos, Inari! Deixe-me provar do teu sangue também!

 

Ela começou a erguer lentamente suas mãos como se estivesse agradecendo aos céus por algo. Partículas solares começaram a vir de todos os lugares entrando em seu corpo que emanava cada vez mais energia mística.

 

Inari – Você machucou meus amigos… você…

 

Suki – Todos eles vão morrer quando Arkys cair, apenas os entreguei ao inferno mais cedo.

 

Inari – Argh…

 

A energia que está a sair do seu corpo tornou-se em uma aura hostil.

 

Suki – O que…

 

Inari – Arkys… – ela fechou seus olhos e quando tornou abri-los um símbolo surgiu neles – Arkys não será a primeira a cair.

 

Suki – A-Am? – essa voz … essa voz veio dela, mas não foi ela quem falou.

 

Uma rajada, tão parecida com a que o Yndra lançou em mim, veio de dentro da sua testa mas, diferente da do seu irmão, essa sem dúvidas me mataria.

 

Sua força destruidora pulverizava qualquer coisa que tocasse.

 

Suki – AAAAAH!! A-A-A-AH!!!!

 

Meu corpo foi engolida por sua energia.

 

Inari – Vou te levar para o inferno. – ela aumentou ainda mais a força da rajada.

 

Suki – AAAAAAAH!!!!

 

Suki

 

Inari – Huh…

 

Seu ataque estava perdendo o controle. Ela já não consegue o manter por muito tempo. Vai acabar se destruindo junto a ele.

 

Suki

 

Suki – Uh… – escutei algo sussurrar em meu ouvido e então meu corpo começou a se desfazer sumindo no ar.

 

Inari – H-Huh… aaaah! – seu poder cessou e a mesma caiu sem consciência.

 

Um homem surgiu das sombras segurando a garota em seus braços.

 

??? – …

 

O sol nasceu por completo iluminando o que restou da floresta na colina. Grande parte das árvores foram reduzidas a pó, já as outras foram derrubadas. O cheiro de sangue percorria pelo ar.

 

~~ Quebra de Tempo ~~

 

Inari – Cof! Cof! – abri os olhos vendo um teto de madeira. – Huh… Kyah!

 

Dei um pulo da cama em que eu dormia quando percebi que não estava em minha casa.

 

Inari – Onde… onde estou…?

 

??? – Não grite na casa dos outros. Fracamente.

 

Inari – Huh…!

 

??? – Não seja tão severo, ela acabou de acordar!

 

Um homem entrou porta a dentro dando um tapinha leve nas costas do outro. Eu o reconheço. Sãos os mesmos homens que eu havia visto naquele sonho.

 

??? – Calado.

 

??? – Seja mais amoroso, Enzozinho. Se continuar desse jeito vai acabar sozinho…

 

Enzo – É o que eu mais desejo, Aye.

 

Sem saber o que fazer, dei alguns passos para trás e sentei novamente na cama. Ambos me olharam, acho que não fui tão discreta assim.

 

Aye – Como está se sentindo?

 

Inari – … – olhei ao redor percebendo que estava dentro de uma biblioteca caseira. – Quem são vocês?

 

Aye – … Eh?

 

Enzo – Dispenso apresentações. Vamos direto ao ponto.

 

Inari – … – assenti com a cabeça.

 

Enzo – Como conseguiu o tesouro?

 

Inari – Tesouro?

 

Enzo – … – ele me fitou por alguns segundos antes de se levantar e ir em direção a uma pequena cômoda. Acho que ele percebeu que não vai ser fácil arrancar algo de mim.

 

Inari – Isso é um sequestro? Meu pai é pobre.

 

Aye – N-Não. É apenas… uma reunião…

 

Enzo – Aceita um chá?

 

Aye – Os chás do Enzozinho são sempre magníficos.

 

Inari – Está bem.

 

Observei-o colocar a bebida quente em uma xícara de porcelana, pintada a mão com detalhes dourados e logo em seguida veio em minha dieção.

 

Enzo – Aqui está.

 

Inari – Obrigada.

 

Aye – E o meu?

 

Enzo – Então, como está se sentindo? – ignorou completamente a pergunta feita ao mesmo.

 

Inari – Eu não me lembro. Lembro-me daquele homem, suki. Mas o que aconteceu com ele… não me lembro.

 

Aye – Compreendo.

 

Enzo – Eles queriam isso, estou certo? – falou posicionando seu dedo em sua testa.

 

Inari – … – abaixei a cabeça encarando o chão.

 

Enzo – Como conseguiu.

 

Inari – Eu… eu não sei bem. Eles simplesmente… vem até mim.

 

Enzo – …

 

Inari – Primeiro a Katára, logo então a Caledfwitch. Em seguida o Chróno dachtylídi. E por último Enkainiázei.

 

Aye – Você sabe o nome dos tesouros… incrível.

 

Enzo – E os outros três?

 

Inari – Temo que estejam com eles…

 

Aye – Eles?

 

Inari – Sim. Não sei quem são, não sei suas intenções.

 

Aye – …

 

Enzo – Sebastian está envolvido, estou correto.

 

Inari – Não. Ele não sabe de nada. Apenas eu, eu descobri tudo.

 

Aye – E Yndra?

 

Enzo – …

 

Inari – Ele… ele não tem nada ver.

 

Aye – …

 

Inari – O que farão? Comigo.

 

Enzo – Nada.

 

Inari – Am…

 

Aye – No passado ocorreu o mesmo. Você deve saber, não é? Não cometa o mesmo erro.

 

Inari – Que erro…? – engoli seco.

 

Enzo – Deixe-me cuidar desses ferimentos. – ele ignorou minha pergunta colocando um pano quente em minha testa.

 

Aye – Seus amigos estão salvos. Bom… na medida do possível.

 

Inari – Onde está onii-chan?

 

Aye – Ele está descansando. Seu corpo sofreu muito danos. Muito graves.

 

Inari – Ele está bem, não está?

 

Aye – Sim, sim. Ele está ótimo. Enzozinho tratou bem dele. Não é mesmo? – deu outro tapa de leve em suas costas forçando um sorriso.

 

Enzo – … – Entendo que ele tenha lutado muito e isso resultou em ferimentos. Mas como ele conseguiu se ferir internamente… digo, não foi um ou dois ossos quebrados. As cordas da sua corrente sanguínea foram arrebentadas por dentro.

 

Inari – Ele está bem mesmo?

 

Enzo – Sim.

 

Inari – Posso vê-lo?

 

Enzo – Não.

 

Inari – Por quê?

 

Enzo – …

 

Aye – Ele está em repouso, vocês logo irão para casa. Apena descanse. O que passaram não foi fácil.

 

Ianri – …

 

~~ PV Yndra On ~~

 

Sebastian – Gigi…

 

Yndra – Te lembra a algo?

 

Sebastian – Não me recordo.

 

Yndra – Aposto que esse deve ser o líder.

 

Sebastian – Líder de quantos?

 

Yndra – …

 

Sebastian – Humf… – suspirou olhando da janela.

 

Yndra – A-Ai… – vesti minha blusa com dificuldade.

 

Sebastian – Sua situação não está boa. Como deixou-o ferir-lhe dessa maneira?

 

Yndra – Ah cala à boca.

 

Sebatian – …

 

Yndra – Não foram esses ferimentos que fizeram isso comigo.

 

Sebastian – Sim. Enzo me contou.

 

Yndra – …

 

Sebastian – Suas cordas sanguíneas foram partidas.

 

Yndra – …

 

Sebastian – Você deveria estar morto.

 

Yndra – Mas eu estou vivo. O resto não importa.

 

Sebastian – Que criança problemática…

 

Yndra – …

 

Sebastian – Eles não vão voltar. Não por agora.

 

Yndra – Hum? Por que acha isso?

 

Sebastian – Eu não acho, tenho certeza. Quando voltarem, não será só para pegar os tesouros.

 

Yndra – …

 



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