História Dois estranhos perdidos - Capítulo 29


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dois Estranhos Perdidos, Romance, Sobrenatural
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Palavras 1.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 29 - Luna


Fanfic / Fanfiction Dois estranhos perdidos - Capítulo 29 - Luna

Suki – AAAAAAAAAAAAAAAAH! QUE MALDIÇÃO!!!!!

 

??? – Contenha-se, Suki.

 

Suki – A-Argh… AAAAAAAH!!!!!

 

Com uma pequena pinça, a mesma retirou os restos que sobrará da minha pele carbonizado deixando meu corpo em carne viva.

 

Suki – Malditos sejam… pirralhos desgraçados… AAAAAAAAAAAH!!!!!

 

??? – Rum.

 

Passos rápidos ecoam pelo corredor. Uma sombra vem se aproximando ao longe. Posso ver mechas de cabelo voarem com a medida que se movimenta.

 

Suki – Tsc…

 

??? – Onde está Udo? – falou parada já em minha frente.

 

Sua pele pálida em um tom azulado dava-lhe uma parecência morta. Seus cabelos, como mencionados antes, são extremamente longos de cor azulada, assim como sua pele, porém, de tonalidade mais escura. Seus olhos negros mostram a escuridão que habita dentro de si. Luna. A renegada guardiã da lua.

 

Suki – …

 

??? – Eu não consegui o trazer de volta. Não consigo o encontrar…

 

Luna – … – ela me olhou com seu olhar severo de sempre antes de se aproximar da maca.

 

??? – Podemos considerá-lo como sem importância.

 

Luna – Uh. – assentiu sem emoção.

 

Suki – …

 

Luna – Agnes, pode sair.

 

Agnes – Está bem. – a mesma concordou deixando-me e retirou-se da sala.

 

Observei cada detalhe do seu rosto. Como já era de se esperar, ele não transmitia quais quer sentimento que uma pessoa normal sentiria. De fato, um rosto morto. O símbolo do seu povo gravado em sua bochecha. Uma lembrança inapagável que ela é forçada a carregar consigo.

 

A muitas vidas atrás, Celeste nasceu em Selíni, um planeta onde não havia o brilho do sol, apenas o da lua. Eles acreditavam em uma divindade espiritual chamada Lámpsi, deusa protetora do seu mundo. Há cada 100 anos, uma guardiã era escolhida para proteger Lámpsi. Digo guardiã, pois em seu planeta não existiam sexos opostos. Celeste foi a escolhida assim herdando o nome Luna.

Contra sua vontade, foi selada na lua sendo obrigada a produzir luz ao seu planeta. Essa era a verdade, não existia deusa alguma. A lua estava desaparecendo e o povo morria aos poucos. A única maneira de deixar tudo estável era se alguém, claramente forte e de coração puro transferisse sua energia para lua, simplificando, dá sua vida pela dela… mas o coração de Luna já não era tão puro. Trevas se manifestavam dentro de si atraindo trevas que moravam na lua. Seu corpo aos poucos ia sendo destruído pelo ódio. Um certo dia, em uma certa hora, a lua desapareceu. Luna havia perdido o controle do seu ódio de tal forma que acabou por consumir tudo ao seu redor. Ela tornou-se a própria lua.

 

Luna – Conte-me o que aconteceu, Suki.

 

Suki – As crianças… algumas delas conseguem manipular os tesouros.

 

Luna – Isso, de fato, nos já sabemos.

 

Suki – Sim. É verdade. Mas foi diferente

 

Luna – Conte-me.

 

Suki – A garota, Inari é seu nome. Pude jurar que ela deixou o tesouro consumir sua alma, nem que fosse por alguns minutos.

 

Luna – O tesouro voltou a vida, você quer dizer?

 

Suki – Sim. Ela o reviveu. Provavelmente ela não saiba disso.

 

Luna – O tempo está escorrendo por nossas mãos. Logo os outros tesouros vão reviver também. Temos que agir depressa.

 

Falou se levantando e seguiu para o corredor que a propósito não possui luz alguma.

 

Luna – Descanse. Quero que seus ferimentos se curem logo. Soldado ferido não passa de peso extra.

 

Suki – … – fechei os olhos repousando meus pensamentos. Ouvi seus passos afastarem-se.

 

Seria interessante se um dia eu pudesse enxergar o que há pôr de trás dessa armadura que ela carrega no peito. Um coração talvez? Quem sabe…

 

. . .

 

Meridy – O que há, Luna?

 

Joky – Suki não se saiu bem em sua missão?

 

Adônis – Francamente.

 

Hulda – Eu avisei que um soldado como eu era o mais adequado.

 

Gaje – São apenas crianças. O que aconteceu com Suki?

 

Luna – O que Suki fez ou deixou de fazer é irrelevante agora.

 

Hulda – G-Guh…

 

Eros – Então voltamos a estaca zero? – um garoto loiro parou na porta. Seus olhos violetas dançavam na escuridão que é o seu rosto.

 

Luna – Está atrasado.

 

Eros – Sinto muito. Passei para dar um olá pro Suki.

 

Luna – …

 

Adônis – O que faremos? Temos três. Eles tem quatro.

 

Luna – Vamos pegar os quatro.

 

Joky – Impossível. Eles estão cientes que vamos atrás dos tesouros novamente.

 

Meridy – Precisaremos pensar em algum método…

 

Gaje – Está corret…

 

Luna – Vamos invadir.

 

Gaje – … Invadir?

 

Luna – Vamos invadir Arkys.

 

Eros – Oh…

 

Adônis – Está querendo dizer que vamos atacar Arkys?

 

Luna – Sim.

 

Huldo – Estou gostando…

 

Joky – Por que não.

 

~~ PV Off ~~

 

A chuva caía fortemente lá fora. Observei seus pingos se juntarem a poção formada no chão da calçada. A noite está calma formando uma tensão no ar.

 

** Ding Dong **

 

Cobra – Hã…

 

O som da companhia tirou-me dos meus pensamentos. Meus pais não estão em casa, eles haviam viajado ontem pela tarde, então apenas ignorei esperando que quem quer que fosse desiste-se e fosse embora.

 

** Ding Dong **

 

O som continuou a soar impertinentemente nos meus ouvidos.

 

Cobra – Que droga! – levantei indo em direção a porta e a abri brutalmente – Meu pai não se…

 

Sem nem ao menos perceber, meu corpo já estava indo de encontro ao chão.

 

Cobra – A-Ah…

 

Pamela – Cobra!

 

Cobra – O-O que… – a olhei agarrado ao meu peitoral.

 

Pamela – S-Sinto… snif… m-m-muito… snif…

 

Cobra – Ah…

 

Observei que suas roupas estavam encharcadas de água. Sem fazer contato visual, coloquei a mão sobre sua cabeça.

 

Pamela – Am… – me fitou com seus olhos esverdeados como esmeraldas.

 

Cobra – T-Tudo… bem.

 

Pamela – Uh… snif…

 

Colocou sua cabeça em meu colo fechando seus olhos. Apenas a observei em silêncio.

 

Cobra – …

 

Pamela – Obrigada… – falou.

 

Cobra – Huh… pelo quê? – fitei-a.

 

Pamela – De todos… eu escolhi você… eu vim até você. Mesmo sabendo que você bateria a porta em minha cara… eu vim até você…

 

Lágrimas voltaram a se aglomerar em seus olhos já inchados.

 

Pamela – Mas você… você não bateu…

 

Cobra – E-Eu… – não consegui – D-Digo… você precisa tirar essas roupas… vai ficar doente…

 

Pamela – Está… tudo bem… não se preocupe!

 

Cobre – …

 

Me levantei indo em direção a escadaria. Subi até o quarto dos meus pais e vasculhei o guarda-roupa da minha mãe em busca de algo que servisse nela.

 

Cobra – Humf… – suspirei sentando na cama – O que… está acontecendo?

 

Passei a mão entre meus cabelos bagunçados pensando no que acabará de acontecer. Em como Pamela se sente em relação a Laila. Por alguns segundos, tudo aquilo reviveu em minha mente mas logo me levantei da cama e peguei um dos vestidos que minha mãe já não mais usava e fui de encontro a Pamela que me esperava no salão.

 

Pamela – É um dos vestidos de sua mãe? Ela não vai brigar contigo? – disse vindo ao meu encontro.

 

Cobra – Huh… acho que ela não lembra da existência dele. Use o banheiro.

 

Pamela – B-Bom… ok…

 

A observei desaparecer no corredor e logo então escutei o barulho da porta trancar.

 

Cobra – Cobra… Cobra… – balancei a cabeça atordoado.

 

~~ PV Pamela On ~~

 

Pamela – …

 

Retirei meu vestido ensopado de água e coloquei em cima da pia. Apoiei minhas costas na porta escorregando até o chão.

 

Pamela – Por que… – coloquei a mão no peito sentindo uma dor percorrê-lo.

 

Memórias de Laila rondam minha cabeça. Se não fosse por mim… se não fosse essa minha obsessão pelo Cobra… Laila… Laila… Laila…

Passei a mão no rosto secado as lágrimas que trasbordavam como rios.

 

Pamela – Como posso encarar mamãe… papai… eles… eles vão me odiar!

 

Meus olhos inchados pararam fitando o vestido branco que Cobra acabará de entregar. Me levantei tocando no mesmo. Seu pano é fino e macio.

 

Pamela – Huh… – finalmente o peguei e vesti me olhando no espelho. A mãe de Cobra é uma mulher de alto escalão. Suas roupas são sempre maravilhosas.

 

Ele ficou perfeitamente justo em meu corpo valorizando todas as minhas curvas.

 

Pamela – … – soltei um leve sorriso imaginando-me como esposa do Cobra.

 

Abri lentamente a porta saindo do banheiro.

 

Pamela – … – andei pelo corredor passando pelo salão que estava vazio.

 

Cobra – Toma.

 

Pamela – Ah! – me virei rapidamente com a mão na barriga – Você me assustou!

 

Cobra – Sinto muito… – ele carrega consigo uma xícara – É chá, te fará bem.

 

Pamela – Oh… o-obrigada… – peguei gentilmente a xícara de sua mão sentando me no chão do corredor.

 

Cobra – … – sem dizer nada, apenas sentou-se do meu lado.

 

Pamela – Cadê o seu chá?

 

Cobra – Não gosto de chá.

 

Pamela – É mesmo… – sorri me lembrando – É verdade.

 

Cobra – …

 

Pamela – … – encarei meu chá como se ele fosse realmente a coisa mais interessante do mundo.

 

Cobra – …

 

Pamela – O que aconteceu… lá. – resolvi trazer a tona.

 

Cobra – Lá?

 

Pamela – O que está acontecendo, Cobra? Minha irmã morreu… eu mereço saber o que está acontecendo!

 

Cobra – …

 

Pamela – Por que aquelas pessoas queriam tanto o tesouro? Que tesouro?!

 

Cobra – … – ele não disse nada, apenas mantinha seus olhos fechados.

 

Pamela – O que aconteceu lá… Cobra! – gritei novamente em prantos.

 

Cobra – O que aconteceu lá… – ele abriu seus olhos fitando os meus.

 

Pamela – Uh…

 

Cobra – Não importa… certo? – seu olho esquerdo que fica coberto por metade do seu cabelo brilhou.

 

Pamela – …Ugh! – senti algo sair de dentro da minha cabeça.

 

Cobra – Você… está bem?

 

Pamela – A-Ah… – coloquei a mão no rosto sentindo as lágrimas escorrerem – E-Eu… não sei…

 

Cobra – … – ele acariciou meu rosto limpando-as.

 

Pamela – O-Obrigada… Ugh…! – seus lábios quentes tocaram minha pele gelada fazendo meus pelos arrepiarem.

 

Cobra – …

 

Pamela – C-Cobra…?

 

Cobra – Vá embora.

 

Pamela – Am…?

 

Cobra – Não escutou? Vá embora! – se levantou bruscamente indo em direção a escadaria.

 

Pamela – M-Mas o vestido de sua mãe…

 

“Vá embora.” – gritou já do andar de cima.

 

Pamela – Cobra…


Notas Finais


Ele é todo bipolar ele
(eu shippo os dois) ~corre


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