História Dois Lados - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley
Tags Harry Potter
Exibições 39
Palavras 1.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 1 - O Menino Que Sobreviveu e a Criança Roubada


  O MENINO QUE SOBREVIVEU

 —O que estão dizendo– continuou ela– que na noite passada Voldemort apareceu em Godric's Hallow. Foi procurar os Potter. O boato é que Lilian e Tiago e a menina estão... estão mortos. 

Dumbledore fez que sim com a cabeça. A Professora Minerva perdeu o fôlego. 

—Lilian e Tiago...a menininha... Não posso acreditar... Não quero acreditar...Ah, Alvo. 

Dumbledore estendeu a mão e deu-lhe um tapinha no ombro. 

—Eu sei...Eu sei...– disse deprimido. 

A voz da Professora Minerva tremeu ao prosseguir. 

— E não é só isso, estão dizendo que ele tentou matar o menino também, Harry. Mais... Não conseguiu. Não conseguiu matar o garotinho. Ninguém sabe o porquê, mas estão dizendo que na hora que não pôde matar Harry Potter, por alguma razão, o poder de Voldemort desapareceu e é por isso que ele foi embora. 

—É verdade?– gaguejou a professora– Depois de tudo que me fez...Todas as pessoas que matou... Não conseguiu matar uma garotinho? É simplesmente espantoso...Ele matou a menina...De tudo que poderia detê-lo...Mas, por Deus, como foi que Harry sobreviveu? 

—Só podemos imaginar–disse Dumbledore– Talvez nunca cheguemos a saber. 

A Professora Minerva pegou um lenço de renda e secou com delicadeza os olhos por baixo das lentes dos óculos. Dumbledore deu uma grande fungada ao mesmo tempo em que tirava o relógio de ouro do bolso e o examinava. Era uma relógio muito estranho. 

Tinha doze ponteiros, mas nenhum número, em vez deles, pequenos planetas giravam á sua volta. Mas, devia fazer sentido para Dumbledore, porque ele o repôs no bolso e disse: 

—Hagrid está atrasado. A propósito, foi ele que lhe disse que estaria aqui suponho. 

—Foi. E suponho que você não vá me dizer  porque está aqui e não em outro lugar. 

—Vim trazer Harry para o tio e a tia. Eles são a única família que lhe resta. 

—Você não quer dizer... não pode estar se referindo às pessoas que moram aqui– exclamou a Professora Minerva, pulando de pé e apontando para o número quatro–Dumbledore você não pode. Estive observando a família o dia todo. Você não poderia encontrar duas pessoas menos parecidas conosco. E têm um filho, vi-o dando chutes na mãe até a rua, berrando porque queria balas. Harry Potter não pode vir morar aqui! 

—É o melhor lugar para ele– disse Dumbledore com firmeza– Os tios poderão lhe explicar tudo quando ele for mais velho, escrevi-lhes uma carta. 

—Uma carta?– repetiu a professora com a voz fraca, sentando-se novamente no muro– Francamente Dumbledore, acha que pode explicar tudo isso em uma carta? Essas pessoas jamais vão entendê-lo! Ele vai ser famoso, uma lenda. Eu não me surpreenderia se o dia de hoje ficasse conhecido no futuro como o dia de Harry Potter. Vão escrever livros sobre Harry. Todas as crianças no nosso mundo vão conhecer o nome dele! 

—Exatamente– disse Dumbledore olhando muito sério por cima dos oclinhos de meia-lua– Isto será o bastante para virar a cabeça de qualquer menino. Famoso antes mesmo de saber andar. Famoso por alguma coisa que ele nem vai se lembrar! Veja, ele não estará muito melhor se crescer longe de tudo isso, ter a capacidade de compreender? 

—Dumbledore, e enquanto a irmã dele?– perguntou a professora. 

—Não se preocupe, ele vai saber a verdade– Respondeu Dumbledore. 

—Certo, como o menino o menino vai chegar  aqui? 

—Hagrid vai trazê-lo. 

—Você acha que é sensato confiar a Hagrid uma tarefa importante como essa? 

—Eu confiaria mimha vida a Hagrid– respondeu Dumbledore. 

—Não estou dizendo que ele não tenha coração no lugar– concedeu a professora de má vontade– Mas você pode fingir que ele é cuidadoso. Que tem uma tendência a...Que foi isso? 

Um ronco discreto quebrara o silêncio da rua. Hagrid estava trazendo Harry. 

 —Hagrid– exclamou Dumbledore, parecendo aliviado–Finalmente. E onde foi que arranjou a moto? 

—Pedi emprestada, Professor Dumbledore– respondeu o gigante, desmontando da moto ao falar– O jovem Sirius me emprestou. Eu o trouxe, professor. 

—Não teve nenhum proble uima? 

—Não senhor. A casa ficou quase destruída. Mas consegui tirá-lo, eu nã... Não consegui achar o corpo da menininha. 

Dumbledore e a Professora Minerva curvaram-se para o embrulho de cobertores. Dentro, apenas visível, havia um menino que dormia a sono solto. Sob uma mecha de cabelos muito negros caída sobre a testa eles viram um corte curioso, tinha a forma de um raio. 

—Foi aí que...?– sussurrou a professora. 

—Foi– confirmaou Dumbledore– Ficará com a cicatriz para sempre. 

—Será que você não poderia dar um jeito, Dumbledore? 

—Mesmo que pudesse, eu Não o faria. As cicatrizes podem vir a ser úteis. Tenho uma acima do joelho esquerdo que é o mapa perfeito do metrô de Londres. Bem, me dê ele aqui, Hagrid, é melhor acabarmos logo com isso. 

Dumbledore recebeu Harry nos braços e virou-se para a casa dos Dursleys. 

—Será que eu podia...Podia me despedir dele, professor?– Perguntou Hagrid. 

Ele  curvou a enorme cabeça descabelada para Harry e lhe deu um beijo muito áspero e peludo. Depois, sem aviso, Hagrid soltou um uivo como o de um cão ferido. 

—Psiu!– Sibilou a Professora Minerva– Você vai acordar os trouxas! 

—Desculpe– soluçou Hagrid puxando um enorme lenço sujo e escondendo a cara nele–Mas nã...nã... Não consigo suportar. Lilian Tiago e a irmãzinha dele mortos, e o coitadinho do Harry ter de viver com trouxas... 

—É, é Hagrid controle-se ou se não vão nos descobrir– sussurrou a professora, dando uma palmadinha desajeitado no braço de Hagrid enquanto Dumbledore saltava a mureta de pedra e se dirigia a porta da frente. 

Dumbledore depositou devagar Harry no batente, tirou uma carta da capa, meteu-o entre os cobertores do menino e em seguida, voltou para a companhia dos dois.

—Bem–disse Dumbledore finalmente– Acabou-se.Não temos mais nada a fazer aqui já podemos nos reunir aos outros para comemorar. 

—É– disse Hagrid com a voz muito abafada– Vou devolver a moto de Sirius. Boa noite, Professora Minerva, Professor Dumbledore... 

Enxugando os olhos na manga da jaqueta, Hagrid montou na moto e acionou o motor com um pontapé. Com um rugido, ela levantou vôo é desapareceu na noite. 

—Nos viremos em breve, espero, Professora Minerva– falou Dumbledore, com um aceno da cabeça. 

A Professora Minerva assou o nariz em resposta. Dumbledore se virou e desceu a rua, na esquina parou e puxou o desiluminador. Deu um clique e doze esferas de luz voltaram aos lampiões  de modo que a Rua dos Alfeneiros de repente iluminou-se com uma claridade, e ele divisou o gato listrado se esquivando pela outra ponta da rua. Mal dava para enxergar o embrulhinho de cobertores no batente do número quatro.  

—Boa sorte, Harry– murmurou ele.Girou nos  calcanhares e, com um movimento da capa, desapareceu. 

Uma brisa arrepiou as cercas bem cuidadas  da Rua Dos Alfeneiros, silenciosas e quietas sobre o negror só céu, o último lugar no mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas. Harry Potter virou-se dentro dos cobertores sem acordar. Sua mãozinha agarrou a carta ao lado, mas ele continuou a dormir, sem saber que era especial, sem saber que era famoso, sem saber que iria acordar dentro de poucas horas com o grito da Sra Dursley ao abrir a porta da frente para pôr as garrafas de leite do lado de fora, nem que passaria as próximas semanas levando cutucadas e beliscões do primo Duda. Ele não podia saber que neste instante havia pessoas se reunindo em segredo em todo o país que erguiam os copos e diziam com vocês abafadas. 

—Á Harry Potter o menino que sobreviveu. 

          **************************** 

              A CRIANÇA ROUBADA 

A quilômetros, PedroPettigrew carregava um embrulho de cobertores onde havia uma menina sorridente de grandes olhos verde esmeralda intenso. Lilian Potter não sabia que estava sendo levada para longe de seu irmão, não sabia que o homem que a carregava era o amigo traidor de seus pais. 

Pettigrew chegou aos portões da mansão. 

—Diga o seu nome– falou comensal que estava no portão. 

—Vim trazer a filha dos Potter para os Maclife- respondeu Pedro. 

—Entre. 

Pedro foi adentrando a mansão passou pelo imenso jardim, e ao chegar na sala se deparou com a mulher sentada ao sofá. 

—Trouxe a menina  Rabicho?– Perguntou Alyssa Maclife. 

—Sim– Respondeu o homem. 

—Muito bem Rabicho!–falou a mulher com falsa satisfação.

—Posso ir?– falou Pedro

—Mais é claro! Você foi de grande utilidade esta noite– falou Alyssa. 

— Obrigado Senhora não sabe como me deixa feliz. 

—Sem drama Rabicho, agora vá antes que eu perca a paciência– disse a mulher. 

Allyssa pegou a garota no colo de má vontade e colocou em cima da poltrona. 

—Não se preocupe irei cuidar muito bem de você, Ariane Riddle.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Até o próximo!!
Beijinhos de Luz!😘


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