História Dois Mundos: A Batalha Final - Capítulo 7


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Categorias As Crônicas dos Kane, Os Heróis do Olimpo
Personagens Personagens Originais
Tags Cdk, Dois Mundos, Hdo, Pjo
Exibições 0
Palavras 985
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


É a demora que faz ficar bom

Capítulo 7 - Paz em meio ao Caos


Em um impulso, lanço meu corpo para frente e beijo-o, como nunca o beijei. Sinto ele sorrindo, e minhas lágrimas escorrem. Ouço alguns gritos e palmas atrás, mas azar. Nos separamos, e ficamos apenas com as testas coladas. Nós dois sorrimos, olhando um nos olhos do outro.

-Estava com saudade. –Consigo dizer com a voz embargada.

-Também estava. –Ele sorri e me beija novamente.

Pedro tenta se levantar, e ajudo-o a ficar em pé. Sua pele está fria ainda, mas por causa do frio mesmo. Abraço-o com força, sentindo seus músculos e sua respiração. Ele é maior que eu, sempre foi, mas agora, parece menor e mais magro. Isso não tem importância no momento.

Sinto um peso enorme sumir dos meus ombros. Era tão bom poder abraça-lo de novo.

Ele se afasta de mim, e segura meu rosto com as duas mãos. Me avaliando. Sei que está muito romântica essa situação, mas não faço nada para mudar, mesmo isso não combinando comigo. Pedro sabe que não terá outra chance para ser romântico assim.
-Eu senti muito a sua falta. Não sei como é possível sentir tanto a falta de alguém em tão pouco tempo, mas parece que foi muito. –Ele diz, com algumas lágrimas em seu rosto.

-Eu sei. –Engulo a emoção. –Eu te amo.

Nos beijamos novamente, mas a trégua melosa acabou aí.

Empurrei seu peito e dei um golpe de judô, que aprendi aos seis anos de idade, derrubando-o no chão. Com a mão direita pressionei sua garganta, e com a esquerda, segurei seu pulso.

-Nunca mais tente bancar o herói pra cima de mim. –Falei baixinho, apenas pra ele ouvir.

Pedro sorriu e soltei-o.

Todos em volta estavam sorrindo. Os casais estavam abraçados, e Jason tinha se reunido ao grupo. Perçy e Annabeth sorriem um para o outro, como se já tivessem passado por algo assim.

Pedro veste o moletom, e tenta arrumar o cabelo, mas está tão sujo que chega a estar duro. Ele recebe vários abraços e apertos de mãos. Todos estão felizes em vê-lo salvo.

Mas a batalha não estava acabada.

Ouvimos um grito vindo da outra rua. Um grito agudo e sofrido. Corremos para lá, e vimos outra cena bizarra.

Os Doze olimpianos formavam um círculo no meio da rua. No centro, Carter e Amós seguravam Jéssica, vestindo uma roupa de linho tingido de vermelho. Douglas empunha uma faca em seu pescoço, pressionando a jugular.

Tento chegar perto, mas os deuses fizeram uma barreira nos impedindo de nos aproximar mais.

Vejo Sadie parada no limite do círculo, segurando uma estatueta de Jéssica, feita provavelmente de argila. Hieróglifos brilham ao redor dela, enquanto efetua o encantamento para a execração. Sufoco um grito.

Douglas solta Jéssica, e larga o punhal. Ele conversa com ela, e de repente, dá um abraço apertado em sua mãe.

Do outro lado do círculo, vejo minha mãe e Bruna abraçadas. As duas choram enquanto assistem. Não consigo chegar até elas. Elas me veem, e em seguida, enxergam Pedro abraçado em mim.

Jéssica grita alguma coisa e Douglas se afasta dela. Ele vira o rosto pra mim, e vejo que está chorando. Se ajoelha ao lado de Sadie e assente levemente com a cabeça. Ela aumenta a velocidade do encantamento, e Douglas canta com ela.

O círculo de hieróglifos fica mais forte, e começam a ser empurrados por uma força invisível para Jéssica. A pele dela começa a borbulhar, descascando. É horrível de ver.

Minha mãe vira o rosto e não vê. Bruna me encara, com um olhar sofrido. Não há nada que eu poderia fazer. Jéssica estava corrompida pelo Caos. Ela pediu isso, e nós juramos mata-la (eu fiz isso muitas vezes).

Os magos e bruxos surgem, descendo do prédio. Muitos sujos e sangrando, outros apenas cansados. Eles param e veem a cena. Caras horrorizadas se formam, compreensivelmente.

O corpo de Jéssica cresce. Sua pele se rasga, mostrando uma segunda pele vermelha e escamosa. Apófis. Minha tia não existe mais. Sua essência fora espalhada pelo Duat, e nunca mais se reconstituiria. Ela estava morta oficialmente agora.

A única coisa que sobrava, era Apófis, pelo menos uma parte dele. A cobra já tinha a altura de um prédio de três andares, e crescia mais.

Carter e Amós gritavam um com o outro, até que finalmente Carter soltou as amarras e correu até Sadie e Douglas, deixando apenas Amós segurando o monstro. O encantamento ganhou mais força quando ele se juntou a eles.

Apófis urrou e tentou ataca-los, mas foi impedido por uma barreira invisível. Os hieróglifos queimavam em suas escamas. Um vento forte começou a soprar de todas as direções para Apófis.

Douglas levantou, deixando os dois irmãos para trás, e caminhou até a cobra. Ele tirou sua espada flamejante do Duat, e segurou com força. As chamas estavam mais fortes do que nunca e a espada brilhava muito.

Ele levantou a cabeça, e gritou algumas coisas para Apófis, que se debatia dentro de sua cela. Não conseguia atingir meu primo. Finalmente, Douglas gritou com força, e cravou a espada no corpo de Apófis, furando o campo de proteção.

A cobra se contorceu e começou a implodir. Douglas se abaixou para proteger-se enquanto Apófis desabava. Ele explodiu e choveu gosma de monstro em nós.

O silêncio atingiu-nos com força. Olhei em volta, percebendo tudo calmo. Douglas levantava-se com a ajuda de Amós. Ele estava muito fraco e quase desmaiou.

Ignorei a barreira dos deuses e corri até ele. Bruna e minha mãe fizeram o mesmo. Nós quatro nos abraçamos ali, no meio da rua. Quando tudo der errado, a família sempre vai estar ali para nos apoiar, e eu sabia disso. Nós quatro erámos uma família, querendo ou não. Sempre fomos e sempre seríamos. Minha mãe sempre se comportou como mortal, minha irmã uma bruxa, meu primo um mago e eu uma semideusa. Uma combinação muito arriscada.

Choramos juntos. Era muita coisa para um dia só.


Notas Finais


Desculpa pelos erros de continuidade com o próximo capítulo. Só me dei conta da besteira depois que tava tudo pronto.


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