História Dois passados ... Um futuro - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Lemon, Naruto, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 131
Palavras 1.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - O passado de Naruto


- É lindo não é. Comentou ele ao olhar a paisagem em contraste com o céu.

- Oh desculpe. Pediu ele largando a minha mão com um rosto envergonhado e depois um pouco triste. A sua reação parecia um espelho da minha.

- Já que viemos até aqui, eu gostaria que você ouvisse uma história. Disse ele andando para longe de mim e indo até alguns arbustos, aonde ele os moveu revelando um pequeno templo que estava encoberto pela vegetação.

- O que é isso? Perguntei indo até ele.

- Esse pequeno templo foi construído há 500 anos atrás, pelos aldeões que temiam um poderoso demônio conhecido como raposa de nove caudas. Um demônio cruel e malefício que destruiu muitas vilas e cidades. Começou ele com um olhar mais do que triste, um olhar culpado. Enquanto se sentava em um raiz de árvore e me convidava a fazer o mesmo.




Capítulo 4: O passado de Naruto.




Atendendo ao seu pedido eu me sentei ao seu lado e escutei pacientemente o que ele tinha a me dizer.

- Na verdade, nem mesmo eu sei o quanto dessa parte da historia é verdade e o que é mentira, mas mesmo assim, acho que você deveria saber. Explicou ele voltando a encarar o horizonte, numa tentativa de não me encarar.

- O demônio da Raposa de nove caudas que esteve selada há séculos, finalmente se libertou do selo e começou a novamente causar estragos e mortes. Desesperados, as pessoas correram até um homem chamado Minato Namikaze que era um descendente direto do homem que havia selado a raposa no passado.

- Eles imploraram por ajuda e Minato decidiu ajudá - los, mesmo sem saber se realmente poderia fazer algo. As pessoas que estavam presentes disseram que com a ajuda do espírito de seu antepassado Minato selou novamente a raposa, porém dessa vez em um corpo humano, o corpo de seu filho que havia acabado de nascer.

- Algumas poucas pessoas que estavam presentes, disseram que Minato deu a vida para selar a raposa e que sua esposa morreu ao dar a luz, deixando o bebê recém nascido órfão. Porém o que se comenta na cidade vizinha ao acontecido, aonde o casal morava é que quando criança, o jovem bebê de poucos meses se zangou e com os poderes do demônio ... Matou seus próprios pais.

Disse ele me fazendo lembrar do aviso que Danzo me dera, " As desgraças seguem aquele garoto, é melhor se afastar dele ou vai acabar morrendo ... Como a sua família ". Agora os fatos começavam a se encaixar e eu comecei a entender o motivo pelo qual ele me contava aquela história.

- Como eu disse antes ... Eu não sei o quanto da história é verdade, mas tem algo que eu posso confirmar ... Minato Namikaze era casado com Kushina Uzumaki e seu filho ... Sou eu. Encerrou com uma lágrima correndo de seus olhos.

- O espírito da raposa de nove caudas ... Está selado ... Dentro de você? Perguntei tentando ver se havia entendido certo.

- Sim ... E essa parte também é verdadeira. Disse ele se levantando e tirando a camisa. Eu estava prestes a perguntar o que ele estava fazendo, quando percebi ... A ausência do seu ferimento. Não havia nada perto de seu ombro, se eu mesmo não tivesse feito o curativo, jamais iria acreditar que aquele ferimento sequer existiu.

- Um dos motivos pelo qual a raposa era tão temida, era porque possuía uma regeneração muito poderosa, o que tornava difícil matá - la. Por isso desde criança eu me curo facilmente, as vezes até instantâneamente, dependendo do dano.

Ainda de costas para mim e com a sua camisa nas mãos eu o vi cair de joelhos no chão, como se suas pernas já não aguentassem mais o peso de seu corpo e enquanto as lágrimas saiam desenfreadas de seus olhos.

- Aquele demônio vive dentro de mim ... Por isso ... As pessoas ao meu redor correm perigo ... Você deveria se afastar de mim ... Eu não quero te machucar. Encerrou ele enquanto tentava conter o seu choro. Ele parecia angustiado, como se cada palavra que foi proferida, saísse contra a sua vontade. No fundo ele provavelmente não queria dizer aquilo.

Eu estava petrificado ... Mas não por ouvir aquilo e sim por não saber o que lhe dizer. Ele se sentia culpado, apenas por existir e carregava a raiva que era destinada a raposa dentro de si. Para mim ele era um herói e não um monstro ou um demônio, mas eu não sabia como me expressar. Me levantei e observei novamente a paisagem, era realmente uma bela vista.

- A vista daqui é realmente linda, eu adoraria vê - la à noite ... Espero que você possa me trazer aqui novamente. Comentei antes de me virar para ele e encará - lo. A expressão em seu rosto era pura incredulidade. Ele rapidamente se levantou, jogou a sua camisa no chão e veio até mim literalmente me pegando pelo colarinho. Enquanto me encarava.

- Maldito, você está louco, não ouviu o que eu acabei de dizer. Se ficar perto de mim vai se machucar pode até morrer, você precisa se afastar e ...

Ao ouvir aquelas palavras, eu cheguei ao meu limite e antes de perceber eu dei - lhe um soco fazendo - o dar alguns passos para trás atordoado.

- IDIOTA ... Escute com atenção, a decisão de ficar ou partir é minha, e você nas pode mudar isso. Você pode me mandar embora o quanto quiser, mas eu não sou do tipo que obedece ordens. Então é melhor tirar essa ideia da cabeça. Terminei com a respiração acelerada, por ter falado tudo de uma única vez vendo - o me encarar surpreso.

- Mas ...

Ele estava prestes a dizer alguma coisa, quando me aproximei vendo - o fechar os olhos ao achar que levaria outro soco ... Porém a minha ação não foi tão violenta ... Eu apenas parei em sua frente e o abracei colocando meus braços por cima de seus ombros e trazendo o seu corpo para mais perto do meu.

- Acredite Naruto ... O meu passado é tão obscuro quanto o seu. No momento em que te conheci achei que éramos parecidos, e ainda acho. As pessoas ao nosso redor não desejam a nossa presença e não temos ninguém a quem chamar de familia. Expliquei percebendo que ele não me afastara e que me escutava com atenção.

- Eu estou muito feliz de ter vindo para esta cidade, e de ter te conhecido. Pela primeira vez em toda a minha vida, eu encontrei alguém a quem eu quero chamar de amigo ... Então ... Por favor não me afaste. Pedi em uma súplica, pela primeira vez em minha vida realmente implorando por algo.

Um longo minuto de silêncio se passou e ele nada disse. Até que algo aconteceu. Senti seus braços me envolverem pela cintura e seu rosto se esconder em meu ombro, enquanto ele novamente começou a chorar ... Mas dessa vez não parecia ser de tristeza. Vários segundos se passaram, até que ele enfim se afastou saindo do meu abraço.

- Se você se arrepender depois, é melhor que se lembre que eu tentei te afastar. Disse ele com rosto vermelho, antes de ir pegar a sua camisa e vesti - la. Depois descemos a montanha e voltamos ao carro. E ainda em silêncio eu comecei a dirigir.

O clima parecia um pouco estranho, apesar de saber que estávamos bem. Ele ainda não havia sorrido. Era como se estivesse preocupado com algo. Ele estava ali, mas a sua mente, parecia não estar.

- Você costuma ir para a escola a pé? Perguntei interrompendo os seus pensamentos e fazendo - o enfim me olhar.

- Quase sempre ... As vezes quando estou muito atrasado vou de bicicleta. Respondeu ele rapidamente.

- Tudo bem para você se formos juntos? Perguntei calmamente. Seria bom estar acompanhado no primeiro dia, já que eu não estava acostumado com transferências.

- Se você quiser, eu não vejo problemas, mas não vai ser um bom começo escolar se te virem comigo e além disso você não gosta de andar. Vai ser uma caminhada longa. Encerrou ele parecendo preocupado.

- Podemos usar o carro, se você não se importar. Respondi ignorando a parte sobre sermos vistos juntos.

- Tudo bem, então. Concordou com um suspiro pesado, ao ver que eu novamente ignorei o seu aviso. Logo chegamos até a sua casa e estacionamos o carro na garagem. Novamente em silêncio subimos até o seu quarto, aonde ele abriu a sua sacada e me ajudou a colocar as minhas compras na minha própria sacada.

Quando terminamos olhei para ele e vi que seu rosto continuava inexpressivo e com um olhar distante, então em um movimento impulsivo eu levantei a minha mão e toquei o seu rosto aonde mais cedo eu o havia golpeado. Fazendo - o me encarar surpreso.

- Ainda está doendo? Perguntei um pouco culpado, enquando fazia um leve carinho em sua bochecha com o polegar.

- Um pouco. Admitiu honestamente, fazendo - me chegar ainda mais perto e dar um beijo em seu rosto, antes de sussurrar um fraco " Desculpe ". Já que me desculpar não era a minha especialidade.

- Está tudo bem. Você não precisa se preocupar. A dor logo irá passar. Disse ele dando um pequeno sorriso, o primeiro desde que saímos da montanha.

- É melhor você ir ... Arrume as suas coisas e descanse bem. Eu estarei esperando amanhã de manhã para irmos para a escola. Até lá, eu vou tentar me acostumar com a ideia de que finalmente tenho um amigo e que ele é extremamente teimoso. Informou ele desistindo de tentar me persuadir a não acompanha - lo.

- Certo, até amanha Naruto. Me despedi com um sorriso já pulando para a minha sacada. " Ate amanhã Sasuke " Disse ele antes de fechar a sua janela e ir para dentro antes de eu também entrar em minha casa.

Após colocar as compras para dentro, quando já estava deitado em minha cama, as imagens vagaram em minha mente, o abraço, o carinho no rosto e ... O beijo no rosto. Eu havia feito tudo aquilo e apenas agora havia lembrado que ... Naruto também era homem.

- O que estou fazendo? Perguntei a mim mesmo colocando o braço sobre os olhos e sentindo o meu rosto queimar, assim como o meu corpo.

Continua ...

Notas Finais


O próximo capítulo será postado no dia 11/08 na sexta - feira à noite. Até mais.


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