História Dois tons - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Lemon, Long-fic, Mistério, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 278
Palavras 1.374
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá Armys!!!

Cheguei cedo pra janta kkkk
Amigos... Espero que ainda me amem depois dessa kkkk
Essa história é meu sonho de consumo e ver que estão gostando é incrível.
Espero que gostem, apesar dos pesares!

Capítulo 26 - I should never try to die.


Assim que abri os olhos, percebi que não estava em casa, porque a luz artificial que me cegou era branca demais. Na verdade, tudo ali era branco, menos as roupas do meu amigo de infância, sentado em uma cadeira e com a testa encostada nos joelhos. Tudo doía, como se eu tivesse sido atropelado por um caminhão e dormido por dias. Olhei ao redor, devagar, constatando que estava em um quarto de hospital e que haviam cortes em um dos meus braços, enquanto o outro estava envolto em uma tipóia e soro entrava no meu pulso por uma agulha. Que merda tinha acontecido? Do lado de fora já era noite e eu não estava conseguindo me situar no tempo.

Algumas imagens e sons de antes de eu desmaiar vieram à minha mente. Conseguia me lembrar da batida e do som ensurdecedor e, antes disso, os sons dos gemidos de V… Eu realmente havia feito aquilo? Era a coisa mais constrangedora e deplorável que já havia feito na vida. Rebaixei-me tanto por causa de um mísero desafio. E minha mãe, sabia? Ah, seria terrível se a resposta fosse “Sim”.

— Hoseok, cadê minha mãe?— Minha voz estava baixa e fraca, mas foi o suficiente para que o Hobi levantasse a cabeça subitamente, assustado.

— Jungkook! Você acordou!— O garoto veio até mim com um sorriso enorme, abraçando-me e fazendo com que um gemido de dor escapasse dos meus lábios.— Desculpe, esqueci… Preciso ir chamar um médico, ou uma enfermeira! — Hoseok praticamente correu até a porta, mas eu o impedi.

— Hobi! Espera! Minha mãe sabe o porquê de ter acontecido o acidente? — Perguntei, claramente desesperado. O garoto se deteve perto da porta, girando nos calcanhares para me encarar com uma expressão séria. Engoli em seco no mesmo momento, já sabendo a resposta antes mesmo dele verbalizá-la.

— O médico chamou ela mais cedo, quando nós dois estávamos aqui no seu quarto, para uma conversa particular. Desculpe ser intrometido, Kookie, mas eu queria saber o seu estado de verdade e pensei que ele fosse dizer isso. Então, os segui furtivamente e fiquei ouvindo do lado de fora da sala que eles entraram. — Hoseok pressionou os lábios um no outro, desviando os olhos para as próprias mãos. Meu estômago embrulhou, causando-me calafrios. — Jungkook, eu escutei o médico falando que encontraram sêmen do V nas roupas em que ele deu entrada no hospital e em você. A teoria deles é que vocês estavam fazendo sexo no carro e por isso ele bateu… Isso é verdade, Jungkook?

Não pude respondê-lo, porque fiquei estático, encarando fixamente um ponto qualquer na parede branca. Então ela sabia. Ela sabia o quanto eu era impuro e indigno do seu amor. Era meu futuro irmão postiço e, por mais que ele fosse mais velho, eu deveria ser o racional e me lembrar disso, além de lembrar o quanto eu era importante para minha mãe. A coisa mais importante da minha vida era não decepcioná-la e fazer por ela o que meu pai não era mais capaz, por estar morto. Mas, minha imagem estava completamente arruinada com ela, com seu futuro marido, com o Taehyung… Ah, pobre Tae. Perdoe-me mamãe.

Quando dei por mim, o Hoseok não estava mais no quarto e eu estava sozinho. Se ele disse mais alguma coisa, eu não fazia ideia, mas com certeza foi chamar os médicos… e a minha mãe. Como poderia encará-la? Arranquei a agulha do meu braço, levantando-me ligeiramente tonto. Porém, a tontura não me impediu de caminhar até a janela do hospital e abrir o vidro, notando que estava no sexto andar de um prédio.

Uma queda daquela altura, poderia causar a morte, ou múltiplas fraturas na melhor das hipóteses. Não havia mais sentido eu viver se não atendia mais às expectativas da pessoa mais importante da minha vida. Eu só precisava pular e nunca mais a faria passar vergonha, ou se decepcionar de novo.

Subi no parapeito com aqueles pensamentos fixos na minha mente e o vento balançando meus cabelos. Seria rápido, porque antes mesmo de chegar ao chão eu teria um ataque cardíaco fulminante provavelmente. Estava confiante em pular e nem mesmo uma lágrima escorria pelo meu rosto. Porém, antes de fazer qualquer coisa, senti braços rodeando minha cintura, me puxando para dentro do quarto novamente e eu caí no chão, com dor.

— Jungkook!— Vi minha mãe me chamar e correr até mim, além de Hoseok, uma enfermeira e um médico estarem na porta, boquiabertos. Levantei o rosto, para ver quem havia arruinado completamente minha tentativa de suicídio. O rosto conhecido do meu irmão mais velho, que eu não via à dois anos, estava lá, me encarando tão assustado quanto os outros, como se eu fosse… louco.— Jungkook, o que estava fazendo?! Porque estava fazendo isso?!

— Não me toque!— Arrastei para trás, impedindo que minha mãe me tocasse. Eu estava errado e não merecia ser adulado por ela de forma alguma, ou receber seu carinho e preocupação. Ela me encarou com os olhos arregalados e colocou as mãos sobre os lábios._ Por que você me impediu, Jin? Minha mãe não merece o que eu fiz… Eu sou horrível!

— Jungkook, eu te amo!— Sun Hee se aproximou de mim, acariciando meus cabelos com uma das mãos, enquanto a outra ia para as minhas costas. O que eu ia fazer? Ela ficaria muito mais triste se eu me matasse, não é? Podia ver os olhos de Hoseok cheios de lágrimas, porque ele também estava assustado e provavelmente se culpando pela tentativa de suicídio, já que ele me contou o que o médico disse.

Iria me levantar, pedir desculpas e pedir para ir pra casa, mas senti uma dor aguda no braço e, em seguida, uma sonolência. Pela expressão compadecida no rosto da minha mãe, aquilo provavelmente era uma espécie de calmante. Deixei que a letargia tomasse conta do meu corpo, sem poder lutar contra ela. Simplesmente, voltei a adormecer com a cabeça sobre os joelhos da minha mãe.


****


Eu estava ficando louco? Todos agiam como se fosse, como se tudo que eu acreditava piamente, fosse bobagem. Eu acreditava que minha mãe precisava de mim, mas todos agiam como se fosse eu a precisar dela. Eu acreditava que deveria ser perfeito, como ela merecia, mas todos pareciam achar isto o meu maior defeito. No fim, era o Hoseok quem estava certo? Eu realmente era um obcecado? Ou todos estavam errados e só eu via a verdade?

— … Você consegue entender o problema do seu filho, Sra. Jeon?— Minhas pálpebras estavam pesadas, mas eu podia escutar a voz grave falando em sussurro, próximo à mim. Talvez não muito próximo, alguns metros.

— Sim, doutor. Só não consigo entender uma coisa: Por que ele? O senhor disse que era comum em crianças entre três e seis anos, uma forma de construção da personalidade... Então, porque ele ainda tem isso com quinze?— Era a voz da minha mãe, em um tom choroso. Eu havia a feito chorar.

— Ainda não podemos ter certeza, mas pelo que a senhora e o amigo do seu filho disseram, os sintomas são bastante conclusivos. Talvez a morte do seu marido tenha impedido que o complexo se resolvesse sozinho. Sugiro consultas frequentes com nossa psicóloga, para reverter o complexo de Édipo. Quando ele se prolonga até a adolescência, pode gerar sérias consequências, como presenciamos hoje: Paranóia e Síndrome de Borderline e Psicose, nos piores casos.— O médico continuou falando e, aos poucos, minha ficha ia caindo. Eu realmente estava ficando louco… Até mesmo Psicose?— Agora, só deixe-o descansar e, quando acordar, converse com ele. Diga que a senhora entende os desejos dele, principalmente nessa fase da vida e que não está irritada, que só pede para que não arrisque mais sua vida. Até mais tarde, Sra. Jeon.

— Muito obrigada. O senhor ajudou muito e vou seguir os conselhos.— Escutei o som da porta se fechando e depois não ouvi mais nada. Arrisquei entreabrir um dos olhos, constatando que não havia mais ninguém no quarto. Meu corpo ainda estava mole, então permaneci deitado, olhando para o teto. Eu precisava começar a agir normalmente e ficar longe do V, do Tae e de qualquer outro que mexia com minha cabeça. Precisava continuar sendo o filho perfeito, mas sem que minha mãe notasse que eu tentava. 


Notas Finais


Aeeeeoo!
Acho que tem uns parafusos soltos na cabeça do JK. E o pior, ele não admite que precisa de ajuda e isso é o principal. E agora José?

Agora é me esconder e esperar para ver oq vcs vão achar kkkkk Vou clicar ali em "enviar capítulo" e correr.

Beijos com açúcar, tempero e BTS 😘


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