História Dois Verões - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Cascão, Cebola, Denise, Do Contra, Magali, Mônica, Xaveco
Tags Drama, Férias, Romance, Turma Da Mônica Jovem
Exibições 99
Palavras 1.741
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Consegui postar dois capítulos em uma semana de novooo!
Podia ter feriado sempre, né?
A música desse capítulo é Pra Você Dar O Nome - 5 à Seco

Capítulo 22 - Ligação


Xaveco abriu um sorriso imenso ao ver a irmã aparecendo no portão de desembarque, carregando um carrinho cheio de malas roxas de rodinhas e usando um par de calças jeans e uma camiseta comum. Desde que ela entrara para a corporação da Hoshi, era cada vez mais raro dividirem momentos de irmãos como aquele.

Justamente por isso o garoto fizera questão de busca-la no aeroporto, para que pudessem conversar e zoar um com o outro antes que ela fosse para a casa da mãe.

- E aí, feioso? – ela sorriu, vindo abraça-lo e bagunçando seu cabelo. – Mas parece que toda vez que eu volto você cresceu mais!

- Impressão sua. – ele correspondeu, notando que agora era vários centímetros mais alto que ela. – Tudo tranquilo. Cheguei da praia esses dias. – contou, embora “tranquilo” não fosse um bom adjetivo para descrever aqueles dias.

Ainda falando sobre bobagens os dois seguiram até o carro da mãe, que estava parado no estacionamento. Descarregaram as bagagens enquanto ela contava sobre os últimos projetos de pesquisa que estavam realizando no espaço. Era sempre fascinante ouvir sobre o trabalho dela, as novidades tão surreais que pareciam roteiro de gibi.

- E os seus amigos? – ela perguntou, assim que se sentou no banco do passageiro. – O Cebolinha e a Mônica continuam naquela briga eterna?

- Até parece que um dia aqueles dois vão ter jeito. – respondeu, franzindo a testa. Ele sempre achara bobo os ciúmes que Mônica teimava em sentir de sua irmã. Se ela soubesse como o coração de Xabéu já tinha dono...

Ela riu baixinho, se apressando para ligar o rádio do carro. Demorou alguns segundos para escolher uma estação e parou numa canção que acabara de começar. O toque romântico que já era seu velho conhecido soou nas caixas de som e a loira cantarolou os primeiros versos, assistindo a paisagem do Limoeiro passar através da janela.

Deixa pra lá
Que de nada adianta esse papo de agora não dá.
Que eu te quero é agora e não posso nem vou te esperar,
Que esse lance de um tempo nunca funcionou
Pra nós dois.

O garoto tentou disfarçar a expressão triste que aquela música lhe fez querer colocar no rosto. Nesses últimos dias fora como se estivesse vivendo no limite, sempre se aborrecendo ao ver qualquer coisa que remotamente lhe fizesse lembrar dela. E para piorar, aquela garota estava em todos os cantos.

- Então... – sua irmã começou, preocupada. – Você vai me contar o que aconteceu nessas férias ou vai ficar disfarçando mesmo? - sorriu amistosamente.

- Não aconteceu nada, Xabéu. – respondeu, fazendo cara feia.

- Ah irmãozinho... Cara de quem tá disfarçando dor de amor eu conheço de longe. – riu.

Xaveco xingou mentalmente, chateado com aquela capacidade que sua irmã tinha de descobrir tudo o que se passava em sua cabeça.

Sempre que der
Mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez
Qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem,
Ou deitada nos braços de um outro qualquer
Que é melhor

- A Denise foi pra a praia com a gente. – confessou por fim – Eu sou um burro. Já devia ter parado de gostar dela há muito tempo.

- Como se a gente controlasse essas coisas! – ela respondeu, girando os olhos exageradamente.

- Eu cansei de fazer papel de trouxa. – continuou – Mesmo que eu não possa apagar ela da minha cabeça, pelo menos posso parar de correr atrás dela feito um cachorrinho.

- Espero que um dia eu também tenha essa determinação toda. – pontuou a frase com um sorriso melancólico. Não é fácil amar pessoas complicadas e ela sabia com certeza que o dono de seu coração não era um cara fácil. Por mais que ao longo desses anos de trabalho houvessem se tornado grandes amigos, Astronauta continuava sendo o mesmo cara fechado de sempre. E isso provavelmente não mudaria tão cedo.

Ainda assim, continuava o amando, mesmo que como um amigo.

Do que sofrer
De saudade de mim como eu to de você
Pode crer,
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo,
Imagina só, pra você.

Xaveco se concentrou no caminho, se deixando levar pela letra daquela música. Doía pensar que ela não queria nada com ele, que nunca o levaria à sério. No entanto, ainda torcia para que ela fosse feliz e encontrasse seu caminho. Se tudo desse certo, depois daquele verão sua vida no Limoeiro seria passado e ele poderia deixar tudo o que sentira por ela para trás. Mas por que não conseguia querer isso?

Era loucura sonhar que em algum momento eles se reencontrariam e tudo seria diferente? Que, talvez numa manhã chuvosa ou numa tarde de sol, se esbarrariam no campus da faculdade e agora tudo seria simples e completo? Parte dele queria acreditar que era isso que o destino lhe reservava. Outra parte, sonhava com o dia com que se veria livre daquele amor louco e poderia seguir em frente.

Quero é te ver
Dando voltas no mundo indo atrás de você,
Sabe o que?
E rezando "prum" dia você se encontrar
E perceber
Que o que falta em você sou eu.

-

-

Cascão sentou-se debaixo da sombra de uma árvore no campinho e esticou as pernas no chão, chutando o skate um pouco pra frente. Não conseguia parar de rir da queda desastrosa que Cebola acabara de levar ao tentar fazer uma das manobras mais básicas.

- Para de rir da minha cara! – ele gritou, emburrado. O tombo tinha feito um rasgado no joelho da calça e um belo arranhão na pele, que o fez franzir o cenho de dor.

- Foi você que disse que queria aprender as manobras, Careca. – o outro deu de ombros – Ninguém vira skatista sem passar por uns remendos antes.

- Isso é muito difícil! – reclamou, sentando-se ao lado do outro e deixando o próprio skate largado no chão.

- Ah não, nada de moleza! – ele riu. – Tu ta meio aéreo hoje. Tem que se concentrar, se não vai continuar caindo!

Deixa pra lá
Que de nada adianta esse papo de agora não dá.
Que eu te quero é agora e não posso nem vou te esperar,
Que esse lance de um tempo nunca funcionou
Pra nós dois.

- To com umas coisas na cabeça.

- Umas coisas ou a Mônica? – o moreno riu, sacaneando.

- Er... – o outro começou, coçando a nuca – Ela é uma dessas coisas.

- Ih... Já vi que vem desabafo. – comentou, deitando-se no chão e colocando os braços atrás da cabeça. – Manda ver.

- A gente meio que... Ah, ta junto. Desde lá da praia. – confessou, fazendo a expressão do amigo tornar-se chocada.

- QUÊ? – ele gritou – Desde quando isso?

- Daquele dia do parque, que você terminou com a Cascuda. – contou – Foi tão sem querer. Eu juro que não fiz nenhum plano pra conquistar ela nem nada.

- Claro que não fez. Se tivesse feito tinha dado errado. – brincou. – E qual é o problema?

- Nenhum. – deu uma pausa – Sabe quando tá tudo tão bem que você fica com medo de perder? Então.

Sempre que der
Mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez
Qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem,
Ou deitada nos braços de um outro qualquer
Que é melhor

- Não complica o que não tem que ser complicado, Careca. – suspirou pesadamente – Agora que tu conseguiu sair do buraco, vê se não se enfia de novo.

- Eu tô tentando! – protestou, aborrecido – Sei lá, fico com medo de a qualquer momento fazer alguma burrada e ela desistir de mim. Ou de a gente ir pra faculdades em cidades distantes.

- Vocês vão vencer essas tretas aí, se elas aparecerem. – ele disse, acreditando verdadeiramente naquilo. – Namoro é isso, brother. Você vai levando, fazendo dar certo.

- O que aconteceu com você e a Cascuda? – Cebola perguntou, sem conseguir conter a curiosidade. Tinha suas suspeitas, mas achara melhor deixar o amigo ficar em paz por um tempo antes de trazer o assunto à tona.

- Ah... – murmurou, sem saber como começar. – To gostando de outra pessoa. – respondeu por fim, constrangido.

- Da Magali?

- Como você sabe? – Cascão gritou, se levantando de súbito, com os olhos arregalados.

- Foi um chute! – o outro riu – Mas acertei, pelo visto.

Do que sofrer
De saudade de mim como eu to de você
Pode crer,
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo,
Imagina só, pra você.

- É... – murmurou, aliviado por finalmente ter dividido aquele segredo com seu melhor amigo. – Eu sei que é doido porque... É a Magali, né? Eu achei que tava confundindo, mas... Não to. Eu gosto dela de verdade e mais do que como amigo.

- Conheço esse sentimento, parceiro. – Cebola deu um sorrisinho sincero – Posso te dar um conselho?

- Se não for nenhum plano infalível, pode.

- É justamente o contrário. – riu alto - Não põe nada acima do que você sente por ela. Não faz plano, nem joguinho, nada disso. Quando você encontra a garota dos seus sonhos, cada segundo com ela vale à pena.

Cascão encarou o chão, absorvendo aquelas palavras. Cebola sabia mais do que ninguém o que era perder a pessoa que amava por pura besteira. Talvez se tivesse feito tudo diferente, ele e Mônica poderiam estar juntos e felizes como estavam agora há muito tempo. Não mudaria nada no passado porque aquela era a história dos dois e até o sofrimento fazia parte dela. Porém, se pudesse, nunca teria inventado todas aquelas besteiras e desculpas.

Os dois continuaram ali, mergulhados em pensamentos por mais um tempo, até que foram acordados por um toque de celular.

Cascão pegou o aparelho no bolso e congelou ao ver o nome no identificador de chamadas. Aquela ligação poderia mudar tudo, botar seu mundo de cabeça para baixo, fazer sua vida valer muito mais à pena. Mas também poderia fazê-lo perceber que todos os seus esforços não valeram de nada.

- Tenho que ir. – murmurou, sem querer ter aquela conversa na frente de ninguém.

Colocou o skate para andar e seguiu para casa o mais rápido possível, tentando não pensar em todas as possibilidades que poderiam acontecer. Só quando se viu sozinho em seu quarto é que apertou o botão de retornar a chamada

Quero é te ver
Dando voltas no mundo indo atrás de você,
Sabe o que?
E rezando "prum" dia você se encontrar
E perceber
Que o que falta em você sou eu.


Notas Finais


Olá gatos e gatas do orkut!
Bom, eu tenho uma notícia que eu acho que é ruim e outra que acho que é boa:
A ruim é que a fic está entrando em reta final. Não posso adiantar exatamente quantos capítulos ela ainda vai ter (afinal, no meu planejamento inicial ela só teria uns 15 e vejam onde estamos), mas daqui pra frente várias coisas vão acontecer pra fechar esse momento entre os personagens.
E a boa é que eu gostei tanto desse universo que estou querendo muito fazer uma segunda parte! Até pensei em continuar aqui mesmo, mas não quis tirar o foco desse verão, então uma continuação soou melhor.
A ideia é que ela se passe algum tempo depois dessa e siga as vidas deles na faculdade. O que vocês acham? Alguém animaria em acompanhar?
Agora as notas sobre esse capítulo em si: eu amo essa música! Já a escutei enquanto escrevia vários momentos dessa história, então nada mais justo do que incluí-la.
Esses dois últimos capítulos foram bem momentos de transição entre a viagem e o restante das férias, né?
Não se acanhem por causa desse aviso! Ainda temos muuuitas coisinhas pra acontecer!
E afinal, de quem será essa ligação pro Cascão? Se alguém adivinhar ganha um prêmio! hehehe
Beijos ♥


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