História Dollhouse - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Lu Han
Personagens Lu Han, Sehun
Tags Exo, Hanhun, Hunhan
Visualizações 44
Palavras 3.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


pode ser que eu demore pra postar o próximo capítulo porque ainda estou escrevendo ele. Esses capítulos são bem mais demorados porque tenho que ficar de olho nas músicas.
Esse capítulo, na verdade, seria o segundo, mas achei melhor deixar pra ser o terceiro.

Pode conter erros!!!!

músicas nas notas finais.

Capítulo 4 - Capítulo 3


Havery Day era uma escola particular com profissionais qualificados em todas as funções existentes na instituição. Os dois prédios de tijolos vermelho-escuro que compunham a escola estavam nas melhores mãos possíveis.

Todo ano jovens se formavam e se tornavam profissionais de sucesso, apenas aumentando a perfeição da comunidade de Flawood. E era lá que Lu Han e Sehun estudavam, desde pequenos. Muitas coisas aconteciam dentro das paredes de tijolos, mas nenhuma saía dali.

Lu Han era um bom aluno. Suas notas sempre foram perfeitas e sua relação com o corpo docente não poderia ser melhor. Antes, quando era mais novo, fora presidente de classe diversas vezes e mais de uma vez fora chamado para fazer parte do grêmio estudantil — onde futuros políticos nasciam —, mas essas coisas nunca o interessou muito.

Lu Han gostava de brincar.

Se pudesse passaria o dia todo brincando, mas não com brinquedos, isso não, com as pessoas. Pessoas eram seus brinquedos favoritos. Sempre maleáveis, influenciáveis e o mais importante, imprevisíveis. Toda brincadeira fica mais interessante quando não se tem total controle — mesmo que seja importante ter 'bastante controle.

Lu Han tinha seus brinquedos favoritos, aqueles com quem gostava de passar o tempo vago. Tinha Sehun, seu amigo de infância, teve o homem que morava em sua rua, que passava de carro lentamente sempre que o via, tinha o namorado de sua irmã… e tinha seu professor de gramática.

O professor de gramática de Lu Han era um homem jovem com um belo sorriso e uma bela aparência. As alunas soltavam suspiros e risinhos sempre que falavam com ele ou o vinham andando por algum corredor. As professoras e funcionárias sempre lhe sorriam gentil, colocando-se ao dispor dele. Ele se chamava Minseok.

Lu Han não se interessou por ele a primeira vista. Para ele Minseok era apenas outro professor com o qual teria que lidar, nada fora do normal. Porém, com o tempo, não pôde ignorar todos os olhares e sorrisos que o mais velho jogava em sua direção, nem todas as palavras com duplo sentido que ele falava quando estavam a sós. Antes mesmo de perceber já estava naquela relação secreta que tanto fazia seu coração acelerar.

Durante as aulas nada acontecia, e nem poderia. Lu Han era somente outro aluno que prestava atenção na aula e anotava o que o professor falava, mesmo que na maioria das vezes ficasse entediado. Enquanto o olhava ensinar percebia como ele era diferente de quando estavam sozinhos. Ali, na frente da turma, ele era todo apaixonado por sua profissão, todo atencioso com as dúvidas que os alunos tinham e sempre disposto a ajudá-los. Mas Lu Han sabia que existia um Minseok bem diferente, e era isso que o fascinava.

Quando estavam sozinhos Minseok jogava aviõezinhos de papel em Lu Han, exatamente como as crianças faziam. Minseok o colocava em um pedestal, dizendo que nunca tinha encontrado alguém como ele, e depois o derrubava como bloquinhos de construção, dizendo que ele não passava de uma criança e que nada sabia. A relação deles era assim.

Às vezes Lu Han sentia raiva de Minseok, daquele jeito dele de sempre querer ser o mais esperto dentro da sala. Quando o afrontava, não importava a forma que fosse, ele sempre dizia palavras que faziam Lu Han se sentir pequeno e ingênuo. Você pode destruir os meus doces, mas não me verá chorar, pensava, enquanto segurava as lágrimas que vinham quando Minseok deixava claro que ele não passava de um casinho.

Observava Minseok ralha sobre como ele era um adulto e como deveria obedecê-lo, exibindo o diploma que tinha como se fosse a prova de que sua sabedoria era superior a de Lu Han. Lu Han odiava aquilo, porque odiava ser tratado como​ uma criança. "Se exibir esse diploma e eu te matar não fique surpreso" Lu Han dissera uma vez, e Minseok apenas riu balançando a cabeça como adultos faziam para as crianças.

Porém, por mais que Minseok o irritasse com aquele jeito dele, ele também fazia seu coração acelerar de forma surpreendente. Lu Han gostava de quando ficavam sozinhos e toda a atenção do professor ia para sua direção, gostava de quando os olhos luxuriosos o admirava tão abertamente.

Quando o sinal tocou, anunciando o final da aula, os alunos saíram da sala sem fazerem bagunça, se despedindo do professor que estava perto da porta. Lu Han os seguiu, olhando nos olhos do professor antes de murmurar um "até logo" e ser arrastado por Sehun para o lado de fora.

O corredor logo ficou vazio. Os alunos desceram para o andar térreo onde ficava o refeitório e a cantina. Tinha uma hora antes que as aulas da tarde começassem. Lu Han andava lentamente ao lado de Sehun, esperando os minutos passarem para que pudesse voltar para sala de aula, onde Minseok estaria o esperando.

— Você sabe que não precisa me esperar. — Lu Han disse olhando para Sehun que estava parado ao seu lado, na frente dos​ armários de metal.

— Você não vai almoçar? — Sehun perguntou enquanto Lu Han o observava. O viu morder o lábio em sinal de insegurança, assim como desviar os olhos dos seus​. Sabia que Sehun sabia que ele e o professor de gramática tinham um caso, porém o amigo se comportava como se nada estivesse acontecendo.

— Talvez depois. — respondeu virando-se para frente, os dedos tamborilando no armário de metal atrás de si. Alguns alunos ainda passavam pelo corredor de piso branco, rindo e conversando sobre qualquer coisa sem importância — Apenas vá.

Sehun abriu e fechou a boca, se aproximou e depois voltou a se afastar, sem saber o que fazer. Lu Han continuava fitando os armários do outro lado, à sua frente. Suspirou baixo e disse tchau, se virando para seguir o corredor que o levaria até o refeitório barulhento e cheio. Lu Han fitou suas costas, observando-o desaparecer em uma virada.

Fechou os olhos e sorriu, mordendo o lábio antes de caminhar para o lado oposto, subindo as escadas e chegando na porta de madeira clara da sala de gramática.

Como o esperado Minseok ainda estava lá, sentado em sua cadeira, com a mão no queixo. Sua mesa estava cheia de papéis e o quadro apagado. Lu Han entrou na sala sem fazer​ barulho, indo até o professor que o aguardava.

— Voltei. — Sussurrou contra a orelha do professor, deslizando seus braços pelo pescoço dele e deixando um beijo na bochecha.

— Hm… — Minseok suspirou baixinho, quase gemendo. Virou-se o suficiente para que seus lábios pudessem beijar os de seu aluno.

Lu Han gostava do beijo que trocavam, ele não era calmo nem cuidadoso, era apenas cheio de desejo. Sentir a boca de seu professor chupando sua língua o excitava. Rompeu o beijo e deu a volta na cadeira em que Minseok estava, sentando em seu colo e voltando a abraçá-lo pelo pescoço, o trazendo para mais perto, voltando a sentir a língua alheia em sua boca.

Gemeu contra a boca de Minseok quando o sentiu apertar sua bunda por cima da calça jeans que usava. Sorriu enquanto deixava seus lábios escorregarem para o pescoço de seu professor e sentia as mãos dele subindo por sua cintura, para logo em seguida o apertar com​ firmeza entre os dedos.

Lu Han se afastou de Minseok, o olhando enquanto também era olhado. O professor estava com os lábios vermelhos, assim como alguns pontos de seu pescoço. Lu Han sorriu novamente, levando as mãos até os botões da camisa social azul que Minseok usava. Enquanto os abria seu professor descia as mãos novamente pelo seu corpo, parando em suas coxas. Ele ziguezagueava sobre ela com a ponta dos dedos, chegando perto demais de seu membro e depois se afastando. Mas ele não era o único que sabia provocar, e logo Lu Han movimentou o quadril contra o dele, fazendo-o gemer baixinho.

A maior parte dos encontros deles se resumia a sexo. Quando estavam transando Lu Han não precisava escutá-lo tagarelar sobre como era ensinar e coisas do tipo, não precisava ouvir que ainda tinha muito a aprender. Continuou rebolando sobre o colo de Minseok, ouvindo-o gemer seu nome baixinho. Eles tinham uma hora para se divertirem, então não precisava ter pressa.

Desceu a boca até o peitoral desnudo de Minseok, o beijando. Quando voltou a levantar o rosto o professor o puxou para um beijo afoito, enquanto suas mãos iam até o botão da calça jeans de seu aluno, a abrindo. Por mais que Lu Han prezasse a calma, Minseok sempre​ ia na euforia.

Não demorou para os dois estarem com as calças abertas e os membros de fora, se tocando enquanto gemidos tomavam conta da sala de aula. Viu o professor jogar a cabeça para trás quando voltou a rebolar sobre o colo dele, fazendo com que o membro duro e molhado roçasse sua entrada. Um sorrisinho alastrou-se por seu rosto. Conseguia deixar Minseok louco com tão pouco…

Minseok espalmou as mãos na bunda de Lu Han, apertando as nádegas com força e deixando com seus dedos deslizassem entre elas. Os gemidos de um eram engolidos pela boca de outro, enquanto a temperatura aumentava entre eles. Logo Lu Han sentiu o pênis rijo de seu professor dentro de si, entrando assim que os dedos afoitos terminaram de lhe preparar. Os gemidos ficaram mais altos, e qualquer um que passasse pelo corredor poderia ouvir se dedicasse um pouco de atenção para tal.

As bocas de Minseok e Lu Han voltaram a se encontra, enquanto as mãos do mais velho seguravam o quadril dele, ditando a velocidade dos movimentos.

Tocava o próprio membro enquanto a língua de seu professor de gramática lambia seus lábios e seu pênis entrava e saía de dentro de si. Tudo aquilo era uma explosão de sensações que inundava não só sua mente como também seu coração. Porque mesmo Minseok o irritando às vezes ainda gostava mais dele do que de qualquer outro brinquedo. Porque quando ele sussurrava em seu ouvido que era especial e que ficaria com ele para sempre, não precisava de mais nada.

Ali, quando estavam só os dois, em quase silêncio, Lu Han mostrava que não era uma criancinha, que Minseok poderia vê-lo crescer como um adulto e que no final quem soletraria o nome dele seria Minseok, letra por letra, através de gemidos. Porque Minseok era apenas o príncipe no playground que era Havery Day, e Lu Han sabia bem disso.

Minseok mordeu o lábio com força, descontando neles para não gemer mais alto. Lu Han gemia em seu ouvido, deixando a respiração quente bater em sua pele arrepiada. Não demorou para sentir outro arrepio pelo corpo, para logo em seguida gozar, sendo seguido por Lu Han. De repente a sala de aula voltou ao silêncio, somente a respiração alta deles sendo audível.

— Eu te amo. — Lu Han disse baixo, enquanto repousava a cabeça no ombro de Minseok. Ouviu o estalar de língua baixo, seguido de um risinho contido.

Aquilo era tudo? 

Levantou a cabeça e olhou para Minseok que estava com os olhos fechados, o encarou até que ele abrisse os olhos. Fitava-o sério, sem acreditar que aquilo era tudo o que receberia depois de um 'eu te amo. Não era assim que as coisas funcionavam, não era assim que era 'perfeito.

— Você não vai dizer nada? — perguntou, se afastando do professor quando este tentou lhe beijar.

— O que você quer que eu te diga? — Minseok perguntou um pouco entediado — Já tivemos essa conversa antes. Você não sabe o que está falando, ainda tem muito o que aprender.

E lá estava novamente Minseok dizendo que estava errado. Será que ele não se cansava? Saiu do colo dele e nos próximos minutos ficaram em silêncio, apenas se arrumando. Porém, mesmo que Lu Han não dissesse nada, sua mente não estava quieta. Ela estava farta.

Foda-se os seus a-b-c's, pensou, enquanto observava Minseok fechar os botões de sua camisa. Mesmo que continue me ensinando eu digo foda-se. Você acha que é mais inteligente, melhor do que eu, com toda essa poesia ruim que derramo nos meus ouvidos. Foda-se.

Estava cansado de sempre ouvir a mesma coisa. De sempre ter muito o que aprender. Já bastava o que sabia e mesmo que fosse aprender mais não significava que não sabia nada naquele momento. Minseok que deveria aprender alguma coisa, pensara, aprender a enxergar os sentimentos dos outros.

— Quer ir à minha casa?

— Hoje?

— Sim. — Lu Han respondeu, um sorrisinho nos lábios. Aquele sorrisinho que só Sehun conhecia bem — Não tem ninguém lá.

Minseok parou por uns instantes, pensando. Terminou de colocar a roupa e ajeitá-la no corpo. Sorriu.

— Tudo bem.

— Eu irei na frente. Não vá de carro. Te espero lá. — avisou, e sorriu mais uma vez antes de sair da sala.

 

Lu Han estava sentado à mesa de madeira da cozinha, observando o nada à sua frente. Do lado de fora pássaros cantavam em uma árvore próxima e voavam para longe. Lu Han observava o belo jogo de facas que sua mãe tinha sobre a bancada do armário. Havia se passado duas horas desde que transara com seu professor de gramática na sala de aula. Duas horas desde que dissera que o amava e fora tão rudemente tratado.

Levantou da cadeira quando ouviu a campainha tocar. Não havia mais ninguém em casa além dele. Caminhou até a porta branca calmamente, lembrando-se de todas as vezes em que Minseok o tratou como um ignorante​. Quando abriu a porta lá estava seu professor, com um sorriso pequeno nos lábios, o olhando. Ele o beijou rapidamente antes de entrar, e Lu Han pôde ver que o carro dele não estava estacionado na rua.

Andava na frente do professor, guiando ele até o andar de cima. Maçãs nem sempre eram um pedido de desculpas apropriado, e chicletes e caramelos eram agridoces em sua opinião. Então qual era a melhor forma de fazer Minseok se desculpar por fazê-lo se sentir tão insignificante?

Subiram a escada e entraram no corredor. Lu Han mantinha-se à frente, mas sentia Minseok muito perto de seu corpo. Parou em frente a uma das portas brancas, a abriu, se afastou e sorriu indicando para que Minseok entrasse. 'Você sempre me chama de criança, pensou enquanto suas mãos percorriam o aparador posto do outro lado do corredor, encostado na parede cor-de-rosa, com porta retratos e jarro de flores.

Minseok deu um passo para dentro do quarto. Lu Han pegou o jarro de flores, sentindo o peso nas mãos. Minseok se virou nos calcanhares, em sua direção. Lu Han o acertou na cabeça com o jarro de vidro.

— Você não é meu pai e eu não sou sua bonequinha, então não venha me ensinar o que não pedi.


[♦♦♦]

 

Lu Han mexia com a pequena colher o líquido morno na xícara de porcelana branca com pequenos detalhes em dourado e azul. O tempo no lado de fora de sua casa havia mudado drasticamente e agora o céu azul estava cinza. Há não muito tempo Sehun havia ligado para sua casa, perguntando se ele estivera na escola durante a tarde, já que não conseguiu encontrá-lo.

Tudo estava muito calmo e quando Lu Han pôs a xícara nos lábios se lembrou de algo. Com um movimento lento deixou-a sobre o pires, levantando da cadeira.

— Acho que deixei a torneira aberta. — disse a si mesmo, saindo da cozinha em seguida.

Lu Mi já tinha chegado em casa, mas como em muitas outras tardes se enfiou no quarto que havia no corredor, aquele que ela não deixava ninguém entrar, e não saíra mais. Quando passou em frente ao cômodo Lu Han pôde ouvir os murmúrios da mãe bêbada.

Caminhou até o fim do corredor e virou para a esquerda. A porta que lá havia ainda estava meio aberta, e Lu Han avançou rápido até ela. O cômodo, como ​todos os outros, era decorado em tons de rosa. O piso era de um tom escuro de púrpura, tão escuro que quase chegava ser preto se o olhasse sem cuidado. A pia era branca com a torneira dourada. Os armários eram rosa, e dentro das portas de vidro transparente ficavam as toalhas — também cor-de-rosa.

Lu Han entrou e fechou a porta atrás de si, tirou os sapatos e as meias, pisando no piso gelado. No meio do banheiro espaçoso existia uma banheira de cerâmica, e dentro dela estava o corpo de Minseok. Pela torneira dourada saía água, aumentando a espuma rosada que quase cobria todo o corpo do professor. Foi até ela e a fechou.

— Querido você está se encharcando. — disse rodeando a banheira, deixando seu dedo deslizar pela beirada gelada — Mas sei que irá sair em um minuto, quando perceber que seus dedos estão enrugados.

Minseok estava com os olhos semiabertos, ainda meio grogue da pancada que levara na cabeça. Sentia seu corpo molhado, as mão escorregadias. Sua cabeça doía, e doía mais sempre que tentava mexê-la. Sabia que Lu Han estava ao seu lado, sentado na beirada da banheira, e até gritaria com ele caso conseguisse.

— O que você… ? — Minseok conseguiu dizer, com a voz baixa e a nuca latejando. Lu Han o olhou, por um instante, e logo voltou a atenção para água rosada na banheira.

— Eu estou cansado de ser cuidadoso, mantendo a água quente. — disse baixo — Sempre chegando no limite mas nunca extrapolando. Me deixe sob sua pele... — falou, deslizando os dedos molhados pelo ombro do professor — Está com fome?

Lu Han se levantou da beirada da banheira. Colocou-se a sorrir e esperar uma resposta de Minseok, que não chegou. Mas aquilo não o aborrecia, não tanto quanto às vezes em que era tratado como uma criança estúpida.

— Farei algo para você comer! — disse animado, dando a volta novamente na banheira e indo para a porta — Não saía daí.

 

Quando Lu Han voltou para o banheiro, com uma torradeira vermelha nas mãos, encontrou Minseok fora da banheira, com a mão atrás da cabeça, tentando se pôr de pé. Lu Han o olhou com o sorriso sumindo dos lábios, sem entender o que o professor estava tentando fazer.

— Disse para você não sair.

— Lu Han, você tem noção do que fez? — Minseok perguntou, ficando com o corpo ereto, olhando para seu aluno. Sempre soube que se envolver com alunos poderia dar problemas, mas não tinha noção de quanto — Você poderia ter me machucado de verdade!

Lu Han crispou os lábios, olhou sério para Minseok e andou até ele, deixando a torradeira sobre a bancada branca da pia.

— E você tem ideia do quanto me machucou?

— Do que você está falando? — Minseok perguntou franzindo as sobrancelhas.

Quando começou a dar aulas em Havery Day escutou os cochichos que os professores faziam na ampla sala destinada ao corpo docente. Muitos deles tinham a ver com os alunos e um, em especial, chamou sua atenção. Tinha algo a ver com o desaparecimento de alunos há quatro anos e há algumas semanas. Os  alunos que sumiram eram os mesmos que faziam brincadeiras de mau gosto com Sehun e, eventualmente, Lu Han. Nada nunca foi esclarecido e nenhum culpado preso, mas os cochichos existiam. As suspeitas existiam.

Quando viu Lu Han pela primeira vez não pôde negar o quão belo o garoto era, mas também havia algo mais, algo que ele não entendia... E agora Lu Han o atacara, e estava dizendo e fazendo coisas sem sentido.

— Do que eu estou falando? — Lu Han repetiu, seu rosto ficando vermelho de raiva e vergonha. Como Minseok poderia perguntar isso?! — Eu amo você, e você não admite sentir o mesmo por mim! E isso me machuca!

Minseok olhou espantado para Lu Han. Sentir o mesmo? Nunca havia dito isso. Não podia deixar de sentir seu ego aumentar ao ouvir tal declaração, mas não sentia o mesmo por Lu Han, não o amava. Para ele o belo aluno não passava de um caso. Sexo casual.

— Você está maluco. — disse com um sorrisinho convencido — Me desculpe Lu Han, mas eu nunca disse que amava você.

A boca de Lu Han abriu, mas nenhum som saiu por ela. Seu rosto estava vermelho e ele sentia as lágrimas transbordarem. Como um bebê chorão. Não podia acreditar naquilo, não queria. Ele tinha dito… Tinha dito... Passou as mãos no rosto, observando Minseok olhar em volta. Sua respiração falhada por causa do choro voltava ao normal, não gostava de chorar na frente das pessoas.

Minseok olhou o banheiro, querendo sair dali. Nunca mais voltaria a encostar um dedo em Lu Han, e se dependesse dele em nenhum outro aluno, independente de quão atraente fosse. Seus pés descalços deram um passo vacilante para frente, o chão estava molhado.

Lu Han estava parado, sua mente processando o que Minseok havia dito. 'Me desculpe Lu Han, mas eu nunca disse que amava você. Suas bochechas rosadas de raiva, seus olhos escuros de ódio.  Fechou as mãos em punho e antes que percebesse empurrou Minseok, fazendo o professor escorregar e bater a cabeça na beirada da banheira.

O banheiro estava em silêncio. Lu Han observava o corpo inerte do professor no chão, o peito subindo e descendo lentamente, o sangue escorrendo atrás de sua cabeça.

— Eu disse para você não sair da banheira.

 

— Acho que me meti em encrenca, então encho a banheira com sabão. — Lu Han cantarolou, abrindo a torneira dourada da banheira novamente. As bolhas cor-de-rosa enchiam o móvel arredondado e transbordavam para o chão — Depois vou colocar todas as toalhas longe. — tirou a toalha que estava próxima da Minseok, o olhando nos olhos enquanto cantarolava.

O professor tinha aberto os olhos faziam alguns minutos. Sua cabeça doía mais do que nunca, era uma dor que jamais sentira antes. Não conseguia mover o corpo, e se via novamente dentro da banheira de cerâmica branca. Lu Han estava agindo estranho novamente, e isso o assustava ainda mais.

Viu Lu Han ir até a pia e pegar a torradeira vermelha. Não entendeu o que ele queria ao levá-la até onde estava. Iria mandá-lo parar de agir daquela forma e deixá-lo sair, mas as palavras ficaram em sua boca fechada quando viu o fio preto da torradeira ainda na tomada.

— Nunca deveria ter dito a palavra amor. — Lu Han disse, o olhando, e então jogou a torradeira na banheira.

Às vezes Lu Han ficava cansado de todos os jogos que tinha que jogar, cansado de ter que ser sempre perfeito. Olhando Minseok naquela água, tremendo enquanto as luzes do cômodo piscavam, percebia o erro que tinha cometido​. Ele sentia aquilo saindo por sua garganta, mas não iria falar. Sua mãe sempre disse que bons meninos não diziam palavras feias.

— Acho melhor eu lavar a minha boca com sabão. — falou para si mesmo, deixando Minseok na banheira com a torradeira e indo até a tomada onde ela estava ligada, tirando-a. Não olhou novamente para o corpo do professor, apenas caminhou para a porta branca — Deus, eu nunca deveria ter dito nada!


Notas Finais




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