História Dominadora e Submissa II - O Treinamento. - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Laura Prepon, Orange Is the New Black, Taylor Schilling
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Exibições 547
Palavras 3.354
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Citado no primeiro capítulo, mas não explicado.

"Wartenberg Wheel, também chamado de Cata-Vento Wartenberg ou Wartenberg Neurowheel , é um dispositivo médico para uso neurológico. Robert Wartenberg (1887-1956) o projetou para testar nervosas reações ( sensibilidade ). A roda wartenberg é geralmente feita de aço inoxidável com um identificador de aproximadamente 7 polegadas (18 cm) de comprimento. A ponta possui espaçadas uniformemente irradiando pinos pontiagudos, sendo assim, uma roda metálica com saliências destinada a provocar sensações muito excitantes ao rolar sobre a pele no BDSM. Podendo ampliar ainda mais as sensações combinando com a utilização de vendas para os olhos e algemas."

Obs: Li todos os comentários e respondi a todas as questões no cut. Vcs são incríveis. :)

Capítulo 16 - Wartenberg Wheel.


Fanfic / Fanfiction Dominadora e Submissa II - O Treinamento. - Capítulo 16 - Wartenberg Wheel.

-16-

 

No domingo à noite fomos para a cama relativamente cedo e ficamos conversando. Estava senta entre suas pernas, com as costas pousadas em seu peito e seus braços me envolviam. Ainda me sentia um pouco irritada por ela não ter me deixado chegar ao orgasmo, mas o lado mais racional da minha mente compreendia suas razões. 

— Eu sei que você estava preocupada quanto a beijar os pés — disse ela. — Como se sente com isso agora? 

Pensei no tempo que ficamos na sala de jogos. 

— Fiquei surpresa por ter gostado tanto. Pensei que não gostaria, mas gostei. Me deixou tão...— Procurei pela palavra certa. — Humilde? Não sei se é isso mesmo, mas senti que estava ainda mais sob seu controle quando fiz isso. 

Embora, eu supunha, não tanto sob o controle dela a ponto de conseguir frear minha língua sobre a depilação. 

— E você? — perguntei. — O que achou? 

— Não gostei muito. Mas não poderia saber de antemão. 

Isso me surpreendeu. 

— Você não sabia se ia gostar e ainda assim me pediu para fazer? 

— Sim. De que outro jeito descobriria se eu gosto? 

— Não sei. Eu só supunha que você tinha experiência suficiente para saber do que gostava e o que queria. 

— Mas nunca tive ninguém brincando com meus tornozelos enquanto fazia amor comigo — disse ela, acariciando meu braço. — Só você fez isso, lembra? No fim de semana em que te convidei a se mudar para cá? Eu não sabia como iria me sentir pedindo para fazer uma coisa assim na sala de jogos. 

Eu ainda me esquecia de que a dinâmica da nossa relação era nova para ela. 

— Como você não gostou e eu sim, vai me pedir para fazer outra vez? — perguntei. 

Ela riu. 

— Você espera que eu te fale de todos os meus planos? 

Pressionei o traseiro contra a intimadade dela. 

— Sim. 

— Bem, isso não vai acontecer — disse ela. Depois cochichou em meu ouvido: — Espere e verá. 

Estremeci com suas palavras.  

Hmmm.  

Ela tinha razão: esperar e ver era muito melhor do que saber de antemão. 

— Tenho uma preocupação — disse ela, a voz ficando séria. — Você parecia estar com problemas para se concentrar hoje. 

— Você percebeu isso? 

— Percebi, e estava me perguntando se ajudaria se você voltasse a fazer ioga. 

Não continuei a ioga depois de ela me devolver a coleira. Eu malhava três vezes por semana como prerrogativa própria e pretendia usar a academia dela nos fins de semana sempre que tivesse tempo, mas não havia recomeçado a ioga. Porém, agora que ela tinha mencionado isso... 

— Acho que ajudaria em sua concentração e, à medida que progredirmos, ajudaria também em sua respiração e na sua elasticidade corporal — argumentou ela. 

— Vou pensar nisso. Ver quando e como encaixar no meu horário. 

— Talvez possamos fazer juntas. 

— Sério? — Seria muito mais divertido se ela fizesse comigo. 

— Preciso manter minha mente afiada também, você entende. 

Eu disse a ela que ia pensar seriamente nisso e a conversa passou à semana seguinte. Os homens da mudança estariam no meu apartamento na quarta-feira para pegar minhas caixas e solicitei apenas aquele dia de folga no trabalho. Eu não achava que me acomodar na casa de Alex daria muito trabalho. 

Enquanto conversávamos, comecei a notar que ela se mexia um pouco atrás de mim. 

Afastando-se, para que não ficasse tão perto. 

— Você está bem? — perguntei.

Ela não podia estar se afastando de mim.

Em especial antes de dormir. 

— Estou ótima. 

— Então, por que você está... — Cheguei mais perto dela, batendo em suas mãos enfiadas entre as pernas. 

— Ah. 

Ela se afastou de novo e suspirou. 

— É que abraçar você desse jeito me deixa excita... Agora posso dizer com certeza que isso é mais duro para mim do que para você. 

Eu ri. 

— Não me diga que você acaba de fazer uma piada infame sobre mim, Al. 

— Eu fiz porque sei que você está do mesmo jeito. 

Sim. Eu estava enlouquecendo. 

Mas meu cinismo e a tentação eram maiores no momento. 

Eu me encostei bem nela. 

— Lamento por isso, mas já que não vai resolver o meu probleminha, você vai me desculpar se eu não estiver disposta a lhe ajudar no momento. — Deixei que ela provasse um pouco do próprio remédio. 

— Eu não ia pedir sua ajuda. Mas, se você não se importa, poderia parar de esfregar esse seu traseiro delicioso contra mim? 

— Quer dizer, assim? — perguntei, me esfregando de novo contra ela. 

Ela cravou as unhas em meu quadril e gemeu. 

— Sim, que merda. 

— Vou tentar parar, mas você sabe que tenho uma tendência a me remexer dormindo. 

— Boa noite, Pipes — disse ela numa voz dura, beijando minha nuca. 

Esfreguei-me contra ela mais uma vez. 

— Boa noite, Alex. 

Liguei para meu instrutor de ioga na terça-feira e agendei uma sessão para nós duas. Alex tinha razão. Ajudaria tanto na minha concentração quanto na respiração e a elasticidade corporal. Contudo, fiquei feliz que ela deixasse a decisão final para mim. Fiquei ainda mais satisfeita por ela ir comigo. 

Como ela não me permitia ter orgasmos, não fizemos sexo desde que ela ejaculou em mim na sala de jogos no domingo. Eu me perguntei por quanto tempo ela pretendia levar isso adiante. Com toda sinceridade, pensei que talvez tivesse começado alguma coisa na terça-feira. Em especial porque me depilei mais cedo naquele dia. Mas estava enganada. 

Assim, na sexta-feira às seis da tarde eu estava mais uma vez no hall com Alex repetindo as palavras que me fariam dela no fim de semana. Prometeu me castigar, e também me respeitar e resguardar meus limites, me mantendo como foco de sua atenção por todo o tempo. Em troca, eu me entregaria completamente a ela. 

Depois de receber a coleira e de ela gozar em minha boca, ela pôs o dedo sob meu queixo e ergueu minha cabeça. 

— Jantar na sala de jantar daqui a uma hora. 

A cozinha dela era familiar e eu tinha transferido a maior parte das minhas coisas na quarta-feira. Ainda não me sentia inteiramente em casa, mas estava mais à vontade do que antes. Fiquei feliz por ela querer comer na sala de jantar; me ajudaria a me manter no papel correto. 

Fiquei de pé ao lado dela enquanto Alex comia o salmão grelhado que preparei.

Meu próprio jantar esperava por mim na cozinha e supus que ela me deixaria comer quando terminasse. 

Minha mente vagava enquanto ela comia.  

Observei seus braços tatuados expostos pela regata justa e como os dedos longos envolviam o copo. Meus olhos passaram por sua boca enquanto ela comia um pedaço da refeição que preparei. Não havia sensação no mundo que se comparasse a servir a Alex. Minha confiança nela ficava mais forte a cada minuto que passávamos juntas e meu desejo aumentava sempre que a olhava. 

Saber da intensidade com que ela se concentrava em mim me excitava ainda mais. Não havia dúvida de que pensava em mim enquanto comia. Talvez estivesse decidindo o que faria comigo. Ou talvez planejando quantos orgasmos me deixaria ter. 

Merda. Ela vai me deixar gozar, não vai? 

Meu desejo por ela não tinha desaparecido durante a semana.

Em vez disso, havia aumentado. 

Provavelmente ela só precisava tocar em mim para que eu derretesse em suas mãos. Eu sabia que minha punição também não tinha sido fácil para ela. Depois da loucura da semana antes do casamento, eu sabia que nós duas ansiávamos por uma semana mais tranquila. Mas, pensando bem, tivemos muita tranquilidade. 

Imersa em pensamentos, precisei de alguns segundos para perceber que ela havia falado e ordenado que eu me ajoelhasse a seu lado.

Quando obedeci, ela colocou a mão sob meu queixo e levantou minha cabeça. 

— Pelo resto do fim de semana, você vai manter a cabeça abaixo da minha — declarou ela. 

O quê? 

— Sempre que entrar em um ambiente em que eu estiver, sua cabeça deverá estar mais baixa do que a minha. — Ela parou por um instante, depois continuou: — Deixarei a você a tarefa de decidir como obedecer a minha solicitação. 

Olhei em seus olhos e vi certa ironia. 

"Gosto de você briguenta", tinha falado no último fim de semana. 

Hmmmm... Talvez isso seja divertido. 

Enquanto ela terminava de comer, minha mente disparava.  

Se eu saísse da sala de jantar antes dela, como tiraria a mesa?   

Eu teria de engatinhar para a cozinha?  

Como carregaria seu prato? 

Talvez tivesse de andar de joelhos. 

Ai. Isso não seria nada divertido. 

Felizmente, depois de comer, ela colocou a mão em minha cabeça mais uma vez, instruindo-me a comer na cozinha e encontrá-la na sala de jogos depois. Depois se levantou e saiu, deixando-me para tirar a mesa. 

Finalmente. 

Meia hora depois, ela esperava por mim quando entrei nua na sala de jogos. Sem estar preparada para encontrá-la à espera apressei-me em me posicionar diante dela e me ajoelhei a seus pés. 

Estou atrasada? 

Não, concluí. Ela não me dera uma hora para encontrar com ela. 

— Vá para sua posição de inspeção, Piper. Vamos ver se você está mais bem preparada hoje. 

Passei à posição que ela havia me mostrado no fim de semana anterior e ela se ajoelhou entre meus joelhos. 

— Excelente — falou, acariciando minha pele nua. — Era isso que eu esperava.

Ela se levantou e me instruiu a voltar à posição de espera. 

Quando obedeci, ela voltou a falar. 

— Você suportou muito bem sua punição. Me lembre mais uma vez por que você foi castigada e olhe nos meus olhos ao falar. 

Encontrei seu olhar e disse: 

— Eu estava despreparada para a senhora, mestra, e mesmo assim pedi para jogar. Depois fui insolente e discuti quando estava com a sua coleira. 

— E devo permitir que você goze esta noite? 

Sim!

Merda, sim! 

Mas sabia que não deveria ser esta minha resposta. 

— Se for de seu agrado, mestra, e se a senhora achar que mereço. 

— É isso o que você realmente sente? — perguntou ela. 

A tentação de baixar o olhar era forte, mas obriguei meus olhos a ficarem fixos nos verdes intensos dela. 

— Não, mestra — eu disse com sinceridade. — Quero muito gozar e é difícil deixar de lado meu desejo pelo seu. 

Envergonhou-me admitir que eu ainda não estava onde precisava para servi-la. 

— Sua sinceridade me agrada. — Ela acariciou meu queixo. — Não se sinta culpada por seus sentimentos. Sei que ainda é o começo da sua jornada. Sei que você ainda não é capaz de deixar seus desejos inteiramente de lado. Um dia você chegará lá. 

Ela entende.

O alívio na mesma hora substituiu a culpa. 

— Obrigada, mestra — eu disse, sorrindo. 

— Eu conheço você, minha linda. Conheço seus pensamentos e sua mente. Conheço cada linha de seu corpo. E sei dos desejos que você tem escondidos bem no fundo. — Ela se curvou um pouco e sua voz baixou. — Eles são idênticos aos meus. 

Ai. 

Eu me derretia.  

Eu sabia. 

Ela ainda não havia me permitido baixar os olhos, então observei enquanto ela me dava outra ordem. 

— Engatinhe até a mesa acolchoada, Piper. 

Engatinhar? 

Eu sabia que isso viria. Sabia que ela queria que eu experimentasse pelo menos uma vez. Para ser franca, eu esperava gostar depois de tentar, tanto quanto gostei de beijar seus pés. Assim, fiquei surpresa quando fui até a mesa e descobri ter detestado cada segundo em que andei de quatro. 

Não detestei tanto a ponto de usar minha palavra de segurança, mas tive certeza de que foi o suficiente para que meu desprazer transparecesse quando ela olhou para mim. 

É tudo por ela, disse a mim mesma. Confiar nela. Deixar que ela decida. 

E eu gostei de beijar seus pés. Eu não saberia disso se ela não tivesse me obrigado a tentar. Eu realmente esperava que ela não gostasse de me ver engatinhar. 

Fui com cuidado para a mesa, certificando-me de que minha cabeça ficasse abaixo da dela. 

Depois de subir, fiquei imóvel de quatro e esperei. 

— Deite-se virada para cima — ordenou. 

Seus saltos fizeram eco no quarto quando ela se aproximou de mim.

Notei que estava de robe e carregava quatro cordas na mão. 

Ela as ergueu. 

— Vou amarrar você à mesa — disse ela. — Antes de amarrar um membro, vou colocar a corda em seus lábios e você a beijará. 

As expectativas dela não deviam ter me excitado desse jeito. 

Uma corda vermelha e suave tocou meus lábios. 

— Esta é para sua perna direita — falou. 

Beijei a corda. 

— Amarre minha perna direita, mestra. 

Ela puxou minha perna direita e passou a corda nela.

Outra corda tocou minha boca. 

— Perna esquerda — disse ela. 

Pressionei meus lábios nela. 

— Por favor, amarre minha perna esquerda, mestra. 

Como antes, ela usou a corda para amarrar minha perna. Repetiu o gesto mais duas vezes; primeiro com o braço direito, depois com o esquerdo. A cada vez, colocava a corda em meus lábios para que eu a beijasse. A cada vez, eu lhe pedia para me amarrar. 

Quando terminou, eu estava esticada sobre a mesa. 

Suas mãos correram de meus ombros, descendo pelo vale dos meus seios, atravessando minha barriga e indo parar entre minhas pernas. Um dedo longo deslizou para dentro. Ela acrescentou um segundo.

Oh, Deus.

Obriguei meus quadris a continuarem imóveis. 

— Seu corpo me reconhece — disse ela, sentindo a prova do meu desejo. — Ele conhece sua mestra. 

Eu estava quase ofegante por ela; não havia por que argumentar. 

Além disso, aprendi essa lição de uma forma difícil. 

— Feche os olhos, Piper. Vamos experimentar uma coisa de novo. 

Eu tinha uma boa idéia do que ela ia fazer. 

— Não faça nenhum som até que eu mande — disse ela. 

Puxei o ar na primeira passagem da roda de Wartenberg.

Como da outra vez, ela usou uma para começar; correndo-a levemente por meu colo, evitando os mamilos.  

Depois pegou uma segunda e trabalhou com elas juntas, uma correndo na direção contrária da outra. Elas atravessavam meu corpo, cada uma espelhando perfeitamente o movimento da outra, cada uma aproximando-se de um mamilo e rolando para longe. Percebi imediatamente o momento em que iria gemer e, depois de uma semana de punição, eu não estragaria tudo de novo.  

Meu corpo se sacudiu quando as rodas rolaram pelos mamilos, mas continuei em silêncio. 

— Muito bem, Piper. Devo continuar? 

Eu me contive segundos antes de responder.

Ela soltou uma risada curta e disse: 

— Acredito que uma vez será suficiente para você. Fique parada. 

As rodas rolaram levemente por meu corpo. A sensação era estranha — quando ela as corria em paralelo, quase parecia que eu estava sendo aberta. Depois elas se separaram e correram por meu quadril e prendi a respiração, ficando completamente imóvel. As rodas com espinhos chegaram a minha parte mais sensível antes de se afastar. 

Eu ia enlouquecer amarrada à mesa dela e tinha esperanças de que ela não me tocasse lá. 

Meus sentidos estavam tão despertos, tão tensos, que um mero toque me provocaria um orgasmo arrasador. 

Entrei em pânico por um segundo.  

E se ela quisesse que eu gozasse sem sua permissão?  

E se ela decidisse me testar para ver quanto tempo eu aguentaria?  

Eu não ia conseguir, não depois de quase seis dias de rejeição. 

Ah, droga.  

Vou fracassar.  

De novo. 

Devo usar a palavra de segurança “amarelo” ? 

Ela deve ter sentido minha preocupação, porque as rodas pararam. 

— Você está bem? — perguntou ela. 

— Sim, mestra, acho que sim. 

— Acha que sim? Acho que sim não basta. Abra os olhos. Qual é o problema? 

Suas mãos estavam em meus pés e nos tornozelos, verificando as cordas. 

— Não são as cordas — respondi. — Sou eu. 

— Está sentindo dor? — perguntou ela, a preocupação embotando sua fisionomia enquanto suas mãos alcançavam meus braços. 

— Não, mestra. Só estou com medo. 

Ela rapidamente desfez as cordas que me amarravam à mesa e eu me senti uma tola por provocar um falso alarme. 

— Não é nada, juro — eu disse. 

— Sente. Fale. 

Suspirei e me levantei, jogando as pernas pela beirada da mesa. 

— Por um momento pensei que iria gozar e, enquanto tentava reprimir, pensei que talvez a senhora quisesse que fracassasse. Que quisesse que eu gozasse sem permissão. 

— E entrou em pânico? 

— Sim. 

— Não quero que você fracasse — disse ela devagar. — Quero mostrar a você o quanto evoluiu desde a última vez em que tentamos algo parecido. Sei que você está tensa. Sinto isso. — Ela acariciou meu rosto, retirando uma mecha dos meus olhos. — Eu já te falei. Conheço seu corpo. 

— Desculpe, mestra. 

— Não peça desculpas por ser sincera. 

Ela ficou parada por um minuto, pensando.

As mãos estavam sobre as minhas pernas enquanto ela fitava a parede atrás de mim.  

O que eu não daria para estar dentro de cérebro dela por um segundo. 

Finalmente ela ergueu a cabeça, a expressão intensa. 

— Sua punição terminou. Goze quando quiser. 

Com isso, ela foi até o armário e retornou.  

Meu olhos brilharam ao vê-la colocando-o envolta de seus quadris. 

Merda, sim. 

Por favor. 

Me fode. 

Ela subiu na mesa, pegou meu rosto nas mãos e me beijou.

Empurrando para trás, ela subiu em meu corpo, pressionando seu peso em mim. 

Isso.  

Ah, isso. 

O alívio me dominou e quase senti vertigem. De repente as mãos dela estavam no meu corpo e a vertigem passou com a mesma rapidez com que veio. O anseio, o desejo e a urgência me tomaram e não demorei muito para voltar ao ponto em que estava segundos antes. Imaginei que ela sentia o mesmo; a ânsia de seus toques pelo meu corpo. 

Ela se afastou e vi minha resposta em seus olhos escuros. Ergueu meus joelhos e os afastou para que eu ficasse aberta diante dela. Depois levantou minhas pernas e as colocou em sua cintura, puxando-me mais para perto. 

Nenhuma de nós se mexeu.

A ponta do consolo roçava minha entrada e resisti ao impulso de erguer os quadris para ela.

Em vez disso, desfrutei da expectativa deliciosa de quase ter seu brinquedo delicioso dentro de mim, sabendo que logo ele estaria lá. 

Quase. 

Quase. 

Ela se moveu uma fração de centímetro, empurrando-o um pouco para dentro de mim. 

Ah, sim. 

A sensação dela me comendo era tal que eu jamais me cansava — como ela me abria e me possuía com aquilo. 

Com uma estocada forte ela o empurrou para dentro e, simples assim, eu me desmanchei, gozando e gemendo feito louca. 

Ela sorriu com malícia. 

— Está melhor agora? 

— Ah, meu Deus — exclamei, ainda tomada pela sensação. — Sim, mestra. Mais, por favor. 

Era só o que ela precisava.

Ela deu início a um ritmo firme, dando estocadas repetidamente. 

Eu tinha razão — a semana também havia sido longa para ela — porque não demorou muito para que ela gemer e estremecer, aproximando-se do orgasmo. 

A mão dela se colocou entre nossos corpos e ela passou o polegar por meu clitóris. 

— Pode gozar de novo? — perguntou, respirando pesadamente. — Para mim? 

Ela estava certa, mais cedo; meu corpo conhecia sua mestra. Desta vez não era diferente. 

Minha carne inchada reagiu imediatamente, provocando uma nova onda de prazer por meu corpo. 

Ela gemeu e expos sua expressão de deleito enquanto gozava: lábios entre abertos, rosto e percoço levemente vermelhos e suas bochechas rosadas entre os finos de cabelo que as cobriam. Não havia visão mais prazerosa que essa.

Tanto que eu poderia gozar novamente.  

Mas eu estava no meu limite. 

Ficamos deitadas na mesa por alguns minutos e me enchi de alegria novamente diante da sensação de ter aquele corpo esgotado de prazer em cima de mim. Como meu próprio orgasmo tinha me deixado fraca e mole. Ela percorreu meu corpo aos beijos, descansando inteiramente sobre mim. 

Quando chegou a minha boca, beijou-me longa e apaixonadamente. 

— Você precisa ir para a cama — disse por fim e me beijou mais uma vez, brevemente. 

Era um pedido estranho.

Eu sabia que não podia passar de nove horas.

Por que ela queria que eu fosse dormir tão cedo? 

Talvez pretendesse me acordar no meio da noite.

Depois de cinco dias sem nada sexo, isso não me surpreenderia.

Ou talvez tivesse planos para um dia intenso e longo amanhã. 

Quem sabe as duas coisas? 

Contudo, não cabia a mim conjecturar.

O que quer que ela tivesse planejado, eu queria estar preparada. 

— Boa noite, mestra — falei, descendo da mesa e indo para a porta a fim de chegar a meu quarto. 

— Boa noite, minha linda. 

 

 


Notas Finais


"Sua punição terminou. Goze quando quiser"
Pipes viu estrelas...


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