História Dominadora e Submissa II - O Treinamento. - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Laura Prepon, Orange Is the New Black, Taylor Schilling
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Exibições 576
Palavras 4.087
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Capítulo um pouco maior que o normal.
Notas finais importantíssimas.
Okay?!

Capítulo 17 - Will not fail.


Fanfic / Fanfiction Dominadora e Submissa II - O Treinamento. - Capítulo 17 - Will not fail.

-17-

 

Alex não me acordou. 

E Pensei que acordaria — cheguei até mesmo a esperar por isso. Fiquei na cama por algum tempo, procurando ouvir o piano ou seus passos do lado de fora do quarto. Mesmo quando finalmente fechei os olhos, disse a mim mesma que era só por um breve descanso. Com certeza ela me pegaria em algum momento durante a noite. 

Com certeza eu esperava que pegasse. 

Em vez disso, o despertador me acordou às seis horas. A menos que eu receba instruções do contrário, preciso deixar o café da manhã preparado na sala de jantar às oito toda manhã de sábado e domingo. Como eu queria malhar antes de cozinhar, ajustei o despertador para as seis horas. 

Vesti minhas roupas de ginástica e fui para a academia dela. 

A nossa academia, me corrigi. Agora a casa também era a minha. 

O barulho que vinha do outro lado da porta me impediu de entrar.

Alex corria na esteira. 

Minha mão pairou acima da maçaneta.

Eu tinha de manter a cabeça mais baixa do que a dela. 

E se eu começasse a correr e ela fizesse alongamentos ou coisa parecida, como seria?  

Eu teria de parar o que estivesse fazendo e ficar numa posição mais baixa do que a dela? 

Olhei para fora.

Chovia. 

Droga.

Não posso correr lá fora também. 

Por mais que ela tivesse dito que gostava de mim briguenta, era cedo demais para lidar com a dinâmica de manter a cabeça abaixo da dela na academia. Eu malharia depois. Como eu tinha muito tempo, voltei para cima, tomei um banho e vesti um jeans e uma camiseta escura. Depois voltei a descer e decidi preparar ovos beneditinos. 

Ela não estava na sala de jantar quando entrei com o prato, então aprontei o café da manhã, a mesa completa com um bule de café e uma jarra de suco de laranja, e esperei.

Quando chegou e se sentou, ajoelhei-me a seu lado. 

— Bom dia, Piper — disse ela, cheirando a um creme adocicado e com o cabelo molhado. 

— Bom dia, mestra. — Se tudo saísse de acordo com os planos e eu não me atrapalhasse neste fim de semana, talvez pudéssemos tomar um banho juntas na semana que vem antes do trabalho.

Eu adorava tomar banho com ela. 

— Ovos beneditinos. — Ela pegou os talheres. — Parece delicioso. 

— Obrigada, mestra. 

— Por que não prepara um prato para você e se junta a mim? 

Ela continuou em sua cadeira, assim fui de joelhos até a porta e me levantei quando cheguei ao corredor.

Eu não gostava de engatinhar e certamente este assunto viria à tona quando ela perguntasse, ou se fôssemos para a biblioteca depois. 

Levei meu café da manhã para a sala de jantar, de novo andando de joelhos, e me sentei de frente para ela. 

— Dormiu bem? — perguntou ela. 

— Muito bem, mestra. E a senhora? — O protocolo da sala de jantar ainda era uma área nebulosa para mim. Eu sabia que não devia falar com a mesma liberdade de quando comíamos na cozinha, mas certamente tinha permissão para perguntar como ela dormiu. 

— Foi estranho ter a cama toda só para mim. Mas, tirando isso, dormi bem. 

Concordei com um gesto de cabeça, compreendendo o que ela dizia. 

Notei que seu suco de laranja quase tinha acabado, assim ergui a jarra para servir-lhe mais. 

— Não, obrigada. Não quero mais. Estou quase acabando, minha linda. 

Comemos por mais alguns minutos em silêncio.

Só o que se ouvia na sala era o bater dos talheres nos pratos. 

— Gostaria de usar a academia esta manhã, Piper? — perguntou ela quando seu prato estava vazio e ela bebia o que restava do café. 

— Sim, mestra — respondi, sem nem mesmo me surpreender que ela soubesse o que eu queria. Depois de um tempo, a gente acaba se acostumando com isso. — Eu gostaria. 

Ela assentiu. 

— Depois que você terminar de comer, tirar a mesa e limpar a cozinha, está livre para usar a academia. 

— Obrigada, mestra. 

— Esteja na sala de jogos às dez e meia. — Ela se levantou. — E trate de se alongar muito bem. 

Meu coração deu um salto só de pensar no que isto poderia significar. 

Eu esperava por ela na sala de jogos, nua, às dez e vinte e cinco.

Havia uma almofada vermelha abaixo das correntes no meio da sala, assim ajoelhei-me na posição de espera.

Ela entrou no quarto logo depois de mim e se aproximou. 

— Posso crer que você teve uma boa sessão de exercícios? — perguntou ela. 

— Sim, mestra. 

— E, já que pedi, posso também supor que tenha se alongado? 

Eu ainda sentia a endorfina pós-exercício correndo por meu corpo, embora agora estivesse acompanhada pelo inconfundível toque do desejo. 

— Sim, mestra. 

— Muito bem. Fique de pé para mim. 

Levantei-me, mas mantive a cabeça baixa.

Ela pegou um braço, depois o outro, prendendo-me pelos pulsos de modo que minhas mãos ficaram no alto da cabeça.

Presa, mas com folga suficiente para permitir movimentos limitados. 

— Olhe para mim — disse ela. 

Quando olhei, percebi que ela estava de jeans preto com uma camiseta de manga curta.

Ela quase não usava roupas na sala de jogos, pelo que eu me lembrava foi uma única vez. 

Perguntei-me o que isto significaria; talvez mais tarde fosse querer que eu tirasse sua roupa, igual da última vez? 

— Piper — ordenou ela, evidentemente sem ter consciência de meus pensamentos errantes. 

Fixei meus olhos nela, em vez das tatuagem coloridas em contrante com a pele pálida de seus braços. 

— Você só gozará quando eu der permissão — disse ela e em seguida se curvou para perto e mordiscou minha orelha, provocando um solavanco de desejo por meu corpo. — Você não fracassará. 

Quando ela disse isso, acreditei nela. 

— Você não fracassará comigo — disse ela. — Repita isso para si mesma, se for necessário. Quero que você compreenda e concorde. Diga isso para mim. 

— Eu não fracassarei — repeti. 

A mão dela pegou meu queixo. 

— E não fracassará mesmo, minha linda. Confie em mim. 

Assenti com a cabeça. 

— Diga isso ou não revelarei o que planejei para hoje. 

— Eu confio na senhora. 

Ela largou meu queixo e foi para trás de mim, com as mãos forçando minhas costas.

Deu um tapa brincalhão em meu traseiro. 

— Acho que esta bunda precisa de um bom espancamento por não ter me chamado de mestra. O que você acha? 

Ai.

Sim, por favor. 

— O que a satisfizer, mestra. 

— Hummm — murmurou ela, subindo por minhas costas aos beijos. — Que você confie em mim me satisfaz. Que sua pele assuma um delicioso tom de cor-de-rosa sob a minha mão e ouvir seus gemidos de prazer quando a levo a novos limites, isso me satisfaz. — Ela esfregou as mãos por meus ombros enquanto sussurrava novamente: — Lembra da sensação que experimentou no fim de semana passado? 

Lembrei-me de como ela me açoitou, a doçura de me render quando me deixei levar e me permiti sentir. 

— Sim, mestra — eu disse num sussurro. 

— Vou fazer isso de novo. 

Estremeci com suas palavras. 

— Tão lindo. Como seu corpo reage a minha voz. — Os lábios dela percorreram minhas omoplatas, sua voz era um murmúrio contra minha pele enquanto ela falava em tons tranquilos que eu não conseguia distinguir. 

Eu não estava consciente que ela tinha um açoite na mão, mas quando recuou, as tiras macias de pelo de coelho roçaram suavemente por minhas costas. Ela fez o acoite subir e descer devagar. 

Roçando. Afagando. Acariciando.  

Meu corpo estava ansioso por seu toque e eu o queria, fosse suave ou firme. 

Meus olhos se fecharam quando ela se colocou diante de mim, ainda passando o açoite em minha pele.

Arrastou a ponta por meu peito e reprimi um gemido. 

— Não — disse ela. — Quero ouvir você. Quero ouvir cada gemido, cada murmúrio, cada suspiro. 

O pelo baixou e roçou meu sexo.

Ergui os quadris, procurando mais. 

— Ainda não — falou, indo para trás de mim para bater no meu traseiro de novo. 

Gemi, mas o som foi interrompido quando senti a pancada macia da camurça em minhas coxas. 

— Não estamos nem perto. Vou mostrar a você o quanto evoluiu desde nosso primeiro fim de semana. — O pelo seguiu a mesma trilha da camurça. — O que foi que eu disse mais cedo? 

— Eu não fracassarei, mestra. 

— Exatamente. — A camurça atingiu minha nádega esquerda. — Você não fracassará. 

Ela então não disse nada, preferindo se comunicar com o açoite.

Às vezes usava o pelo, às vezes a camurça. Em geral, usava os dois juntos.

Achei mais fácil desta vez apenas me deixar dominar pelas sensações que ela evocava.  

Meus olhos continuaram fechados e gemi quando as pontas da camurça golpearam entre minhas pernas, por trás.

Murmurei quando foi substituída pelo coelho. 

Mais.

Eu precisava de mais. 

Vasculhei meu cérebro, desesperada para que a sensação continuasse, lutando para me lembrar das palavras. 

— Verde — eu disse, quase gritando. — Verde. Por favor. 

O golpe seguinte da camurça desceu mais forte, uma dentada aguda em minha nádega direita. 

— Assim? — perguntou ela. 

— Sim. — Suspirei quando a dor deu lugar ao prazer. 

Os golpes seguintes caíram com força e rapidez, exatamente o que eu queria. Reagi aos gemidos, pronta e disposta a ser levada aonde ela queria. Não sentia mais o pelo de coelho, apenas a camurça. Muito de vez em quando, a mão dela batia em meu traseiro, seus dedos parando para entrar em mim, acariciando e provocando minha parte sensível. 

— Linda demais — sussurrou ela quando eu tremia a seu toque. 

Ela se apertou contra mim, o brim áspero do jeans contra minha pele estimulada. Senti cada parte dela: seus quadris pressionando minha bunda, seus braços envolvendo meus ombros, seus dedos brincando com meus mamilos, sua respiração pesada e ofegante em meu ouvido.  

Arqueei as costas, desesperada para que ela penetrasse seus dedos em mim e colocasse um fim a meu desejo. 

— Ainda não — disse ela de novo, mais uma vez destruindo minhas esperanças de gozar logo.— Mais tarde. Quando eu decidir que você está pronta. — Ela soltou as algemas de meus pulsos e massageou com ternura meus braços. — Abra os olhos — disse ela, colocando-se na minha frente. 

O olhar intenso de Alex encontrou o meu. 

— Você está bem? — perguntou, as mãos ainda fazendo magia em meus braços. 

— Sim, mestra. 

Ela não respondeu, pegando minha mão e levando-me para o canto do quarto, onde uma manta havia sido estendida. 

— Vamos fazer um pequeno intervalo — disse ela. — Quero que você se sente e espere por mim. 

A manta era macia e convidativa.

Ela deve ter colocado algum tapete por baixo. 

— Será um longo dia, Piper. Espero que você tenha dito a verdade quando falou que dormiu bem e fez um bom alongamento. 

Fiquei tonta imaginando o que Alex poderia ter planejado que exigiria uma boa noite de sono e um bom alongamento.

Passaríamos o dia todo na sala de jogos? 

Puta que par... 

— Piper — ordenou ela. 

Minha cabeça se ergueu de repente para olhá-la nos olhos. 

— Sim, mestra? 

— Fique aqui, em sua posição de espera. Voltarei logo. 

Fui rapidamente para minha posição padrão, ajoelhada, e baixei a cabeça. Meus joelhos afundaram no tapete macio sob a manta e fiquei agradecida por ela ter decidido me fazer esperar no tapete em vez de no chão duro. 

Não havia como medir a passagem do tempo na sala de jogos. Mesmo que eu estivesse à vontade e livre para olhar o ambiente, não havia relógio que pudesse indicar se já tinha passado da hora do almoço.  

Quanto tempo havia transcorrido desde que entrei, às dez horas?   

Meus olhos estavam loucos para espiar por uma janela, mas elas eram cobertas com cortinas blackout, escurecendo o ambiente, então fiquei de cabeça baixa. 

Ouvi quando ela voltou e senti o tapete afundar quando parou a meu lado. 

— Relaxe, minha linda — disse ela, sentando-se a meu lado. 

Enquanto eu deslizava para me sentar, notei que ela trazia uma travessa: grande, com muitos itens que pareciam gostosos. 

— Tapas — disse ela. — Estou com fome. 

O quê?  

Então ela decidiu fazer um lanche na sala de jogos? 

— Tome. — Ela colocou a travessa em minhas mãos. Tudo parecia delicioso: almôndegas, pão com aioli e espetinhos de legumes. 

— Banderillas. — Ela assentiu para os espetos e abriu uma grande garrafa de água a seu lado. —Vou começar por um desses. 

Olhei para os palitos de madeira com pepino, azeitona e cebola baby.

Ela começaria por um desses? 

A meu lado, ela esperou. 

Ela queria que eu...? 

Oh. Oh! 

Sim.

— Mas, primeiro — começou ela, pegando do bolso os grampos de mamilo com a corrente.— Quero enfeitar você um pouco. 

Engoli em seco e baixei a travessa.

Lembrei-me do beliscão dos grampos e da dor aguda quando ela os soltou. Como um puxão na corrente provocava um solavanco de desejo que chegava a doer entre minhas pernas. 

Eu me ajoelhei e estufei o peito, ao mesmo tempo um convite e uma aceitação.

Meus mamilos endureceram ao pensar no que ela faria. 

Ela trabalhou com uma tranquilidade confortável, esfregando entre os dedos primeiro um mamilo, depois o outro.

Ela me provocava. Atiçava. Sussurrava para mim que eu era linda. 

Ainda assim ofeguei quando o primeiro grampo se fechou no meu mamilo.

Ela deslizou um dedo entre minhas pernas e traçou círculos lentos em volta de meu clitóris, provocando-me e atiçando-me novamente antes de voltar a colocar um grampo no outro mamilo. 

— Lindos — disse ela quando terminou. Sentou-se sobre os calcanhares. — Agora você pode me servir. 

Peguei um espeto, notando imediatamente como a corrente se balançava quando me mexia. 

Tudo que fazia levava a corrente a se mexer, dando um leve puxão nos grampos.

Seria um longo horário de almoço.

Escondi um sorriso só de pensar nisso. 

— Agora, Piper — disse ela, puxando a corrente e me fazendo gemer. 

Olhei para a travessa.  

Eu deveria tirar os legumes do espeto e dar com a mão ou apenas levar uma banderilla à sua boca? 

Ela não me deu nenhuma instrução, então eu tinha certeza de que podia fazer uma coisa ou outra.  

O que ela ia querer? 

Eu não sabia. 

Mas eu sabia o que eu ia querer, se a situação fosse ao contrário. 

Tirei o pepino de um espetinho e levei à sua boca.

Seus lábios se abriram.

Sua língua roçou a ponta de meus dedos enquanto o pepino desaparecia lá dentro. 

Merda, era tão... excitante. 

Dei a ela uma azeitona e uma cebola baby, sempre oferecendo a comida com os dedos e sentindo o choque elétrico quando seus lábios carnudos encostavam em minhas mãos. Entre isso e a dor ainda perceptível em meus mamilos, eu era uma massa trêmula quando ergui um pequeno pedaço do pão com aioli. 

Mais uma vez, a corrente se balançou.

Mais uma vez, os lábios dela beijaram de leve a ponta de meus dedos. 

Aconteceu o mesmo quando dei as almôndegas.

O mesmo quando voltei à banderilla.  

Como era possível que o ato de dar comida na boca fosse tão excitante? 

Eu não sabia como, mas era. 

Percebi que servir a ela era exatamente isso: oferecer a mim mesma em qualquer âmbito que ela quisesse. Era a oferta sexual do meu corpo. O modo como eu lhe servia o café da manhã na sala de jantar. Como eu me preparava para ela, fosse esta preparação a ioga, correr ou me depilar. E era simples como pôr uma azeitona em sua boca. 

— Está com fome, minha linda? — perguntou ela, os olhos sombrios de desejo. 

— Sim, mestra. — Sorri. 

Ela tirou a travessa de minhas mãos em silêncio.

Seus olhos observavam os meus enquanto ela tirava um pepino de um espeto e colocava em meus lábios.

Abri a boca, aceitando sua oferta. 

Quando mastiguei e engoli, ela trouxe os dedos a minha boca. 

— Tem marinada nos meus dedos — disse ela, a voz provocante. — Você precisa limpar. 

Peguei seus dedos em minha boca, um de cada vez, e gentilmente lambi o molho.

Quando terminei, ela apanhou uma azeitona e me deu.

Mais uma vez, ela ergueu os dedos e novamente eu limpei cada vestígio de marinada. 

Em seguida, ela esbarrou em meu mamilo ao baixar a mão à travessa e reprimi um gemido. 

Alex me dando comida na boca, combinado com a dor dos mamilos, me deixou num estado primitivo e devasso, considerando que não era o dedo dela que eu queria em minha boca. 

— Paciência — ordenou ela quando me mexi em meu lugar. — Vou tirar cada grama de prazer que puder do seu corpo e, quando você pensar que não pode suportar mais — ela puxou a corrente —, vou te mostrar o quanto ainda resta. 

Estremeci, acreditando em cada palavra dela. 

Ela sorriu diante da minha resposta, pegou uma almôndega e terminou de me dar o almoço. 

— Você já está com os grampos há bastante tempo — observou ela quando terminamos. — Levante-se e coloque as mãos nas costas. 

O almoço me excitou mais do que eu teria imaginado.

Ela me deu comida na boca num ritmo tranquilo.

De vez em quando, segurava a garrafa de água em meus lábios e me instruía a beber. 

Só quando bebi minha parcela da água foi que ela bebeu um pouco. 

Nos intervalos do processo de me alimentar, ela brincava com os grampos do mamilo. Às vezes, esbarrava levemente como que por acidente, mas eu sabia que Alex nunca fazia nada por acaso. Em outras ocasiões, ela puxava de maneira descarada a corrente ou dava um peteleco na pele em volta de um dos grampos. Independentemente do que fizesse, o efeito ainda era o mesmo. No final do almoço, eu era um corpo trêmulo de desejo. 

Com uma ordem, Alex me fez esperar até que ela se levantasse para que eu pudesse ficar de pé diante dela.

Baixei a cabeça e esperei por outras instruções.

Depois de retirar os grampos, ela amarrou meus bíceps as minhas costas com uma corda macia. 

— Vá para a mesa — ordenou ela. 

Passei a curta caminhada fazendo o meu melhor para não pensar no que viria. Em vez disso, procurei me concentrar em seguir suas ordens, sem tentar prever ou adivinhar qual era o passo seguinte. Levei alguns minutos para conseguir chegar à mesa, com os braços amarrados às costas. Mas quando consegui alcançá-la, no que devia ser um dos momentos mais deselegantes de minha vida, ela me posicionou de bruços para que a parte inferior de meu tronco pousasse em um apoio acolchoado e escorou a parte superior em almofadas. 

Ouvi que ela se afastava, voltando segundos depois.

Suas mãos passaram uma venda por meus olhos.

Senti um momento fugaz de pânico, mas me acalmei quando acariciou meu cabelo. 

— Você está bem? — perguntou ela. 

— Sim, mestra. 

— Amarelo ou vermelho se você precisar que eu pegue mais leve ou pare — disse ela, ainda acariciando o cabelo. — Tenho de preparar mais algumas coisas. Relaxe. 

Sua voz era baixa, mas trazia seu tom pragmático normal.

Entre isto e suas mãos descendo por meu pescoço, por meus ombros e batendo os dedos de leve pela minha coluna, eu havia me entregado. 

— Linda — disse ela, sem jamais tirar as mãos do meu corpo. 

Percebi depois de um tempinho que os preparativos de que ela havia falado tinham a ver comigo. 

Eu é que estava sendo preparada. 

Ai

Minha desconfiança foi confirmada quando ela pegou um dos braços e amarrou uma corda no pulso.

Eu me remexi um pouco na mesa. 

A mão dela desceu para meu traseiro em um tapa firme. 

— Eu não disse para você se mexer. 

Fiquei inteiramente imóvel enquanto ela amarrava outra corda no outro pulso. Suas mãos desceram mais e massagearam minha cintura, seus dedos macios trabalhando na porção inferior das minhas costas. Relaxei ainda mais. 

Eu já estava exposta a ela, mas ela esticou a ponta da corda do punho esquerdo até meu tornozelo esquerdo; depois repetiu o gesto com o tornozelo e o punho direitos, me deixando ainda mais exposta. Eu me sentia indefesa. 

— Linda — disse ela. 

Eu não me sentia realmente linda.

Sentia-me indefesa e desajeitada. 

O som do disparo de uma câmera atrás de mim me fez saltar. 

— Só porque você não acredita em mim — falou ela.

Ouvi seus passos enquanto andava a minha volta.

Novamente a câmera disparou. 

Mas que merda.

Estava tirando fotos minhas. 

— Olhe só para isso — disse ela, deslizando um dedo para dentro de mim só por um momento. — Acho que você gosta bastante da idéia de eu ter fotos que comprovem a sua beleza. 

Ela se aproximou da minha cabeça e deu um muxoxo. 

— Mas olha só para isso. Meus dedos estão sujos de novo. 

Os tais dedos roçaram meus lábios, assim abri a boca e os chupei.

Ela tinha razão; a idéia dela tirando fotos me excitava, especialmente amarrada como eu estava. 

— Olhe só para você. Toda arreganhada, esperando por mim. — Os dedos dela me roçaram, quase me penetrando. — Pense só em todas as coisas que posso fazer com você. 

Ela passou os dedos ao redor do meu clitóris. 

— As coisas que posso fazer aqui. — Ela meteu dois dedos fundo dentro de mim e meu corpo se mexeu.

Gemi enquanto meus mamilos doloridos esfregaram-se na almofada da forma mais agonizante e mais deliciosa. 

Ela riu. 

— Ou aqui. — Ela moveu os dedos e provocou minha outra entrada.

Prendi a respiração. 

Ah, sim.  

De novo.  

Quero que ela me tome de novo. 

Soltei um gemido quando ela passou o lubrificante de aquecimento no meio do meu traseiro. 

— Tão carente — disse ela. Uma espécie de plug girava lentamente onde ela me preparava. — Você se lembra? De Boo e Tiffany? 

Esforcei-me, tentando entender do que ela falava. 

— Do quanto você ficou admirada em ver como foi? — Ela pressionou, aos poucos inserindo o plug em mim. 

Eu estava sendo alargada. 

Alargada, aberta, exposta e esperando. 

Ela deu um tapa forte em minha bunda. 

— Agora você se lembra? — perguntou ela. 

Ah, sim. 

— Responda. 

— Sim, mestra. 

As mãos dela eram delicadas de novo, provocando-me, correndo por minha entrada. Ficaram mais rudes aos poucos e beliscaram meus grandes lábios. Depois ela me bateu de novo. Alternava, me batendo e provocando, até que tive dificuldade para saber o que era dor e o que era prazer. Sob suas mãos, as duas coisas se combinavam. 

Senti algo duro, parecia couro.  

Uma tira de couro? 

Ela subia e descia com ela, batendo provocantemente no clitóris e descendo com força contra meu traseiro. 

Gemi. 

— Gosta disso? — perguntou ela. 

— Gosto — respondi, entre o gemido e a fala. 

A tira desceu com mais força e atingiu exatamente onde estava o plug. 

Meu Deus. 

— Gosto, o quê? — perguntou ela. 

— Ah — ofeguei. — Gosto, mestra. 

Ela me bateu de novo. 

— Melhor assim. 

O couro atingiu gentilmente o local onde meu desejo crescia e me atormentava, e seus dedos mais uma vez circularam meu clitóris. Parecia que eu estava perigosamente equilibrada em alguma coisa e quase caía quando elq descia a tira mais forte. E mais forte. Não queria que terminasse. Por um tempo, parecia que não teria mesmo fim. 

O plug dentro de mim.

Seus dedos me provocando.

E a tira, de algum modo, unindo as duas coisas num misto de dor e prazer. 

— Vou comer você assim — disse ela por fim, com a respiração pesada. — Do jeito que está. Linda e escancarada. 

Ouvi o som de um zíper e senti uma lufada de ar enquanto barulhos de fivelas sacudiam rapidamente.

Ela segurou meus quadris e, com uma investida forte e profunda, enterrou-o em mim.  

Gritei.  

A sensação era inacreditável: preenchida por seu brinquedo e pelo plug.

Alargada, preenchida e amarrada, perguntei-me por quanto tempo minha pele sensível e meu corpo atiçado suportariam. 

— Goze quando quiser — ofegou ela. 

Tirava e metia repetidas vezes. Ela me comeu lentamente e com profundas estocadas. Elas eram controladas, estudadas. Eu estava me equilibrando novamente e queria segurar aquela sensação. Meu corpo se sacudiu com o orgasmo iminente, meus músculos duros e tensos.

Ela acelerou o ritmo por trás. Movia o consolo mais rápido dentro de mim.

Cerrei os punhos enquanto ela me penetrava, enquanto arremetia e atingia o plug.

De novo. 

Eu ia... 

Eu ia... 

Atingi o ápice do prazer, gritando bem alto. 

Eu me sentia leve. 

Ou pesada. 

Sim, era isso.

Eu estava pesada demais para me mexer e meu corpo não me sustentava.

Um leve tremor me percorreu. 

Efeitos residuais de uma ejaculação descomunal, concluí. 

As mãos dela me acariciavam ao me desamarrar, a voz rouca e baixa.

Eu não distinguia o que dizia, mas não importava. Ela estava ali.

Meus braços e minhas pernas estavam soltos, mas ela era carinhosa. 

Retirou a venda.  

A sala de jogos estava escura. 

— Relaxe — sussurrou ela. — Descanse, minha linda. 

Seus lábios tocaram os meus com ternura uma única vez antes de meus olhos se fecharem. 

 

 


Notas Finais


Quero convensar um pouco com vocês hoje. Gosto muito de dialogar, e tenho a pretensão de julgar que dialogo bem, que sei selecionar palavras adequadas para atingir meu objetivo. Normalmente produzo meus textos voltados ao BDSM, com o intuito de informa-las e orienta-las… Um pouco mais de conhecimento sobre o assunto, nunca é demais. Mas hoje me meterei em um ambiente mais delicado, este texto é voltado para seguinte questão:

Como posso começar no BDSM?
Vamos lá!

Você se sente?, Você gosta?, Você se sente confortável com essas fantasias?, Pretende desenvolver e experiência?
Bem, vá em frente, mas sem ser arremessado ou ser apanhado por impulsos momentâneos. Você vai gostar muito, mas levar o seu tempo e agir reflexivamente. Progride gradualmente, se atrapalha. Pesquisando na Internet, ler textos de ficção e não - ficção, exibindo imagens ou filmes , fantasiar e explorar as suas próprias reações para descobrir o que você gosta, o que atrai você, mas também o medo, o que decididamente rejeitar, onde situar os seus limites , o que seria o seu papel , etc. Depois de ter minimamente claro que você pode começar a socializar. Não há escolas de BDSM, mas grupos experientes e indivíduos dispostos a ajudar os novatos.

Após a iniciação BDSM é em grande parte um processo de auto-aprendizagem e auto-conhecimento. Internet fóruns, chats, grupos ou comunidades virtuais são uma forma ideal para os primeiros contatos. O costume é para inseri-los por adotar um pseudônimo ou apelido, que é comum em todas as conversas. Nos mundo BDSM a maioria das pessoas normalmente identificados com nick em codinomes.
Imergir, comportamentos observados, perguntas sem medo, mas educadamente, assiste palestras e debates virtuais, conversar com as pessoas ou grupos que inspiram mais confiança, passa a fofoca que, infelizmente, abundam e quando você se sentir minimamente garantido sobre a interação com os outros, experimentar sensações e familiarizados com elas. Então você vai ver se você estiver disposto a mergulhar no BDSM real. Não se comprometem com nada nem ninguém até ter certeza de que você quer e, acima de tudo honesto e evitar falsas expectativas, nos outros e de si mesmo.

Se chats você identifica como um submisso ou submissa noviço / a, em breve você vai chover propostas para as pessoas que querem para ser seu amor e agir. Este tipo de pessoas que estão em uma pressa não é recomendado para uma primeira experiência, mesmo em a Internet ( que é bastante comum para essas pessoas começam a dizer que você , fora do azul , você se ajoelhar para o simples fato de que eles dominante e sua submissa / a). Melhor prestar atenção para as pessoas que poderiam ser persuadidos a ensinar-lhe . Também desconfia de pessoas em nome de BDSM lhe impõem coisas que sobrecarregam ou fazem você se sentir forçado, bem como as pessoas com excesso de zelo, de manipulação, engano ou desrespeitosas na internet lá como em todos os lugares.

Ser dominante não significa ser imprudente ou rude, se não o contrário, como estar submissa ou submissa não forçá-lo a servir a todos dominante que cruzam seu caminho. Se você finalmente decidir se aprofundar no BDSM real uma boa maneira para começar é para participar de um hangout(app bate-papo), jantar ou reunião, tais como os grupos de internet organizado. Não são também especializados clubes locais e onde são organizadas festas, reuniões ou atividades. Você pode localizar a relativa facilidade perguntando em fóruns, grupos ou pessoas bem relacionadas. Nesses lugares você pode também encontrar móveis, utensílios e coisas para desfrutar de BDSM desde geralmente têm uma sala de jogos ou calabouço .

Em 24 de julho, na a ocasião do Dia Internacional de BDSM, muitos eventos são geralmente reunir-se em todas as cidades onde há são grupos minimamente organizados. Esta pode ser uma boa oportunidade para um primeiro contato e começar a conhecer pessoas cara a cara. Se você tem um relacionamento estável e quer para desenvolver essas fantasias com seu parceiro (a), faça realmente certo de que ele/ela realmente gosta. Ele é difícil de atrair para o povo BDSM que não sentem isso . Se você recorrer aos serviços de profissionais notar que nada garante que você tenha um conhecimento de BDSM do que pode fornecer, sem qualquer interesse econômico, uma pessoa experiente.

Se você estiver hospedado sozinho com alguém, a primeira data é apenas café e um lugar público e ocupado. Não dê o seu número de telefone se não está disposto a revelar o seu. Rejeita, em primeiro lugar, às cegas ou propostas que exigem mais do que você está disposto a dar. Não vá para a frente se você se sentir pressionado/pressionada. Saiba mais sobre as precauções desejáveis antes de um compromisso (o alarme silencioso , por exemplo). Se você vai para o seu encontro seguro e relaxado, você vai desfrutar -lo mais.

Como você ir mais fundo o tema vê formando seu próprio enxoval de acordo com seus gostos e fantasias. Se você é dominante, tenta a chegar as primeiras reuniões ou tê-las bem - sessões previstas. Ele também procura expandir e melhorar progressivamente o seu conhecimento de técnicas. Assim, futuramente, tendo seus ensimentos aprimorados por seu próprio "Mentor ou Mentora".

"O papel de um Mentor é o de orientar no início da jornada dentro do BDSM, o ideal seria que esta função ficasse a encargo do Dono, mas se este não for o caso, não cabe ao Mentor usar sexualmente a pessoa a ser orientada, colocar nela uma coleira como se a pessoa tivesse um Dono ou qualquer coisa que saia do papel de orientação. Ele está para explicar, instruir sobre as práticas e procedimentos, orientar uma negociação com um futuro Dono. Protetor não é o mesmo que Mentor, mas é fácil e possível um Mentor assumir a função de proteção acompanhando em ambientes BDSM, dando mais segurança a pessoa e protegendo-a do assédio indesejável. Não são apenas submissos(as) que procuram um Mentor, algumas vezes uma pessoa que quer ser Dominador procura orientação de como agir nos primeiros passos.
É comum ver Mestres falando do papel de um Mentor, mas tenho visto que nos seus textos faltam a respostas de muitas duvidas;
1- Mentor não é Dono, não está ali para te usar sexualmente, te expor fisicamente, te observar despido na cam.
2- Mentor não te põe coleira, nem real e nem virtual, porque ele não é Dono de nada, é um orientador.
3- Mentor não está para te humilhar se voce por ventura comete um erro, lógico que se voce está começando vai cometer muitos erros, mas a função dele é orientar, não te castigar.
4- Mentor não deve ter oscilação de humor e caráter, ele tem que ser sempre sereno, educado, gentil. " - Por Dorei Fobofílica.

Antes de qualquer coisa, primeiramente, não imagine que está entrando no mundo da "Disney", você terá a possibilidade de relacionar-se com pessoas interessantíssimas, mas o inverso é inevitável. Estou passando referências, apenas dando-lhes um norte para os primeiros passos, uma relação sadomasoquista não é diferente de um relacionamento convencional, ela é construída diariamente sobre as suas fantasias e com o tempo, acaba se tornando única.

Sendo assim, após sua conclusão, não faça do BDSM uma disputa de residências ou quebra de recordes em cenas mirabolantes. Priorize o seu prazer, tire o máximo da essência que a relação pode lhe dar, observe e aprenda. Faça tudo de força segura e se tiver dúvidas, não faça!


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