História Dominant - Klaroline - Capítulo 20


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Camille O'Connell, Caroline Forbes, Klaus Mikaelson, Vicki Donovan
Tags Drama, Klaroline, Romance
Visualizações 306
Palavras 1.611
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tenham uma boa leitura.

Capítulo 20 - Passado


Fanfic / Fanfiction Dominant - Klaroline - Capítulo 20 - Passado

Passado

Klaus tomou um gole de seu vinho tinto, apercebendo-se que não estava disposto a se esquivar do as­sunto, como era de seu costume. Seria por que havia al­guma coisa sobre Caroline que o deixava menos inclinado a esconder seu passado? Não era a espécie de mulher com quem ele costumava ter casos. Para início de con­versa, era pobre, mas também era muito independen­te.

Também era honrada, e decente demais para usar ilicitamente qualquer informação que pudesse obter a respeito dele.

— Sim, já tive momentos difíceis — disse lentamen­te. — Cresci em uma época e em um lugar onde a fome e pobreza eram muito comuns.

Ela recordou um fragmento de algo que dissera certa vez.

— Você perdeu seus pais quando eles eram muito jovens.... Em alguma espécie de acidente?

Ele estreitou os olhos.

— Por que pergunta isso?

— Apenas pensei... — Ela se lembrou do lampe­jo repentino de compreensão nos olhos de Klaus quando ela lhe contara que seus pais haviam morrido num acidente. Não havia sentido que eles poderiam ter alguma espécie de elo comum? Duas pessoas que haviam sido formadas pela tragédia. Ela balançou a cabeça.

— Nada.

Klaus tomou um gole maior de vinho, perguntando-se por que permitira aprofundar-se nesse assunto. O vinho era encorpado e forte, teria sido relaxante não fosse o assunto que estavam tratando, seu passado, que o assombrava como um fantasma hediondo. Porque ha­via uma parte dele que gostaria que seus pais tivessem realmente morrido em algum acidente trágico, o que teria lhe permitido lembrar-se deles com carinho e amor, em vez de com raiva.

— Nunca conheci meu pai — disse Klaus, quase num sussurro. — Mas ser um filho ilegítimo não era algo incomum naqueles dias.

— E sua mãe? — Caroline arriscou-se a perguntar.

— Ah, minha mãe. — Ele sentiu uma pontada de dor no peito. — Minha mãe jamais se acostumou com a fome. — Quando seu estômago está vazio, isso domi­na o seu mundo, e ela sonhava com uma vida na qual houvesse preocupações maiores do que de onde viria a próxima refeição.

— Ela era linda, entenda isso. — Extra­ordinariamente linda. — Não creio que pudesse acreditar nas cartas que o destino havia lhe dado. — Em outra época e outro lugar, ela provavelmente teria enriquecido ape­nas graças à sua beleza. — O problema é que a pobreza e um filho em rápido crescimento não são fatores que beneficiem a beleza. — E ela estava atenta para aproveitar uma oportunidade antes que sua beleza desaparecesse.

Ele balançou a cabeça quando a garçonete aproxi­mou-se da mesa.

— Então ela viajou para a Rússia.

— Para a Rússia? — Quer dizer que você foi criado na Rússia?

Klaus compreendera que abrira uma porta e convi­dara Caroline a olhar para dentro... O que não se dera conta era do quanto isso ainda doía. Se ele pudesse retirar suas últimas palavras, ele o teria feito em um instante, mas agora era tarde demais para fechar essa porta de novo.

— Não. — Eu fui deixado na Inglaterra com minha tia e o namorado dela enquanto minha mãe ia para lá ganhar todo o dinheiro que pudesse, para tornar nossas vidas mais suportáveis.

Houve uma pausa. Uma pausa tão cheia de emoção crua que Caroline mal conseguiu respirar. Viu a dor nos olhos de Klaus e estremeceu, mas soube que não po­deria recuar. Não agora.

— O que... O que aconteceu?

— Não aconteceu nada. — Bem, ela mandava um car­tão todo natal e nunca esquecia meu aniversário. — Mas jamais voltou a Inglaterra e nunca enviou o dinheiro que prometeu. — E descobri que viver com uma tia alcoóla­tra e seu amante imprestável era mais do que eu era capaz de suportar. — Com uma risada amarga, ele em­purrou seu prato. — Deixei a Inglaterra assim que pude ganhar dinheiro suficiente para a passagem, e vim para a América, onde, diziam, era possível vencer com traba­lho duro. — Durante dois anos, trabalhei em construções e poupei cada centavo que ganhei até poder comprar uma casa velha. — Cada hora que tinha disponível eu tra­balhei na reforma dessa casa, e quando terminei, eu a vendi por uma bela quantia. — E então comprei outra. — E depois outra.

— Certo dia, eu descobri que tinha um talento para especulação imobiliária e comecei a investir no mercado. — Com o dinheiro que consegui, diversifiquei meu portfólio para alumínio e telecomunicações. — Era o melhor investimento que podia fazer, apliquei os lu­cros na revitalização de uma loja de departamentos que estava em declínio. — Uma loja levou a outra, e o resto, como costumam dizer, é história.

Caroline fitou-o. Sua ascensão da pobreza à riqueza era impressionante, mas deixara de fora a parte mais im­portante da historia. E sua mãe? O que aconteceu com sua mãe? A temperatura no ar subitamente pareceu cair, e houve um longo momento antes que ele proferisse as seguintes palavras frias:

— Nunca mais vi minha mãe.

Por um momento Caroline sentiu seu coração saltar den­tro do peito enquanto o fitava descrente.

— Como assim, nunca?

— Depois que tive minha virada, eu a procurei. — Descobri que ela havia arrumado um amante rico... E que estava aquele tempo todo vivendo com ele em sua propriedade em São Petersburgo. — Tudo indicava que ela sempre o havia colocado em primeiro lugar. — Que o filho dela não tinha a menor importância. — Houve uma pau­sa. — Logo depois disso, fiquei sabendo que ela tinha morrido.

— Oh, Klaus. — Ela tentou imaginar o menininho pobre e solitário que ele devia ter sido.... Esperando que sua mãe retornasse. Aguardando que chegasse o dinheiro para resgatá-lo da pobreza, e o conforto dos braços dela á seu redor. Mas ele fora profundamente desapontado em ambas as coisas.

— Isso é terrível.

— Talvez, mas é o que é. — Uma psicóloga com quem namorei me disse que o comportamento de minha mãe foi responsável por minha atitude "irresponsável" em relação a mulheres. — Ela disse que isso explicava por que eu era um bastardo de coração frio. — Ele emitiu uma risada curta e desprovida de humor. Isso não im­pedira essa mulher de tentar pular em sua cama sempre que tinha oportunidade, ou de persuadi-lo a ter um filho com ele. E isso lhe ensinara uma lição importantíssima: jamais namore psicólogas.

— Klaus...

Mas ele meneou a cabeça.

— E sabe de uma coisa? — Estava certa. — Sou mesmo um bastardo de coração frio. — Eu não amo ninguém, não quero me casar, e certamente não quero ter filhos. — E também não quero — os olhos frios reluziram para ela numa mensagem clara — uma mulher, por mais linda e sensual que seja que tome por missão me transformar. — Está entendendo o que quero dizer, Caroline?

Sim, estava entendendo. Ele a estava alertando. Mostrando-lhe quais eram os limites que ele impunha. Aconselhando-a á não se apaixonar, porque isso seria inútil. Eu não amo, dissera ele com todas as letras. Não era possível ser mais claro do que isso. Fitando a per­gunta nos frios olhos verdes, ela assentiu.

— É claro que entendo.

— Se vamos; continuar a nos ver você precisa en­tender que falo sério. — Não haverá nenhum milagre que me converta.

Se nós vamos continuar a nos ver. Se. Caroline abaixou os olhos para sua mão, que ainda cobria a dele. Era uma palavra muito pequena, mas extremamente pode­rosa. Ela compreendeu que ele estava estipulando suas regras.

— Sim, posso entender que você está falando sério — disse ela em voz baixa.

— Posso lhe oferecer muita coisa, Caroline... E se você quiser manter o arranjo que temos nada me deixará mais satisfeito. — Ainda que não seja uma amante con­vencional, você é maravilhosa. — Mas jamais irei me casar com você... E nunca irei lhe dar um filho. — Sin­to muito. — Seu olhar era firme e frio. — Não posso lhe oferecer segurança de longo prazo, e se você quiser qualquer uma dessas coisas, é melhor ir embora agora para procurar por elas com outro homem.

Caroline mordeu o lábio. As palavras tinham sido duras e brutais, mas claramente essa havia sido a intenção, apenas para garantir que não haveria qualquer desen­tendimento. Ela podia ser a amante, sim, com todo o prazer que isso oferecia, mas apenas se estivesse pre­parada para cometer o maior sacrifício que poderia ser impingido a qualquer mulher. Dar um beijo de adeus à chance de ter filhos, caso resolvesse permanecer com ele.

— Você está muito calada — disse ele com suavidade.

— Isso foi um pouco chocante. — Quero dizer, muito chocante.

Houve uma pausa enquanto seus olhos a fitavam.

— E? — Por um momento, ela não respondeu. Nin­guém poderia dizer que ele não tinha sido honesto com ela..., mas a honestidade seria suficiente? Estaria acei­tando uma situação que, cedo ou tarde, iria lhe causar sofrimento. Assim, não seria mais sensato interromper agora, antes que fosse tarde demais?

Enquanto admirava os ângulos e sombras das fei­ções esculpidas do rosto de Klaus, Caroline compreen­deu que não teria nem a força nem a inclinação para terminar o relacionamento. O que começara como sel­vagem atração física crescera para algo que ela não queria nem esperava. E esta noite Klaus havia des­pido algumas das camadas que faziam dele uma força indomável. Ela vira o interior daquele homem. Um ho­mem com suas próprias vulnerabilidades e sofrimen­tos. E em algum ponto ao longo do caminho, ela havia se apaixonado por esse homem. Caroline também compre­endeu outra coisa: que no fundo queria ser amada, e que também queria um dia tornar-se mãe. Ela apenas não soubera até esse momento preciso o quanto ela queria isso. E Klaus acabara de lhe dizer que jamais poderia lhe dar isso.

Então, o que foi que a fez afixar um sorriso brilhante nos lábios, e pronunciar palavras que eram fundamen­talmente falsas? O amor que ela sentia por ele era mais forte do que seu desejo por segurança, e por família? Aparentemente, sim.

— Não faço questão de casamento ou filhos, Klaus — disse ela. — Estou feliz simplesmente por estar com você.



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