História Dominante - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 1.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Ficção, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi meus docinhos! Aqui estou eu sem qualquer aviso prévio novamente,então apenas sintam o tiro e aproveitem o capítulo! Tenham todos uma boa leitura!

Capítulo 6 - Capítulo VI- Quem era Aquele Garoto?


Eu e Hiroshi andamos calmamente conversando e rindo como se nos conhecêssemos à anos e não à horas. 
-É aqui! 
Ele anuncia animadamente quando avistamos o parque.
O parque é lindo, porém não tem muitas pessoas. O parque tem alguns bancos espalhados de forma aleatória e algumas árvores perto desses bancos. As poucas pessoas que andam ao redor dele agora são idosos ou já ultrapassaram os vinte e cinco anos. A tecnologia fez muitas pessoas pararem de sair de casa e deixar de aproveitar lugares como esse.

-Katherine, eu vou lhe ensinar do melhor jeito possível, mas você tem que confiar em mim. 
Hiroshi diz sorrindo de orelha a orelha como se fosse a coisa mais divertida que ele fazia em anos. 
-Beleza, vou confiar em você. - respondo puxando o braço dele levemente - Vamos lá! 
Ele fica corado com o contato repentino, ele é tão tímido.

Hiroshi coloca os skates no chão e me explica com calma como eu deveria fazer e faz uma pequena demonstração. Segundo ele eu irei cair algumas vezes, mas que para alguém que está aprendendo é normal e eu só precisava não ter medo de cair. Subo em cima do skate um tanto receosa e começando a me arrepender de ter aceitado o convite.
-Não precisa ter medo. - ele segura com cuidado meu braço - você vai se sair bem, eu acho. Só tente não se machucar feio, ok?
Concordo levemente com a cabeça e ele me solta, me explicando novamente como deveria fazer.

Ficamos fazendo isso por algumas horas e eu caí muitas vezes no chão, ralando os joelhos e cotovelos, mas mesmo assim insistia em continuar. 
-Acho melhor pararmos por hoje. - ele me ajuda a levantar novamente - Vamos tentar qualquer dia novamente, ok?
Ele me olha esperançoso e sorrindo abertamente.
-Sim, claro. 
Pego meu celular em meu bolso para ter certeza que não quebrei ele, eu deveria ter deixando com Hiroshi enquanto tentava. Procuro como chegar em minha casa a partir daqui e acho duas rotas diferentes, uma mais longa e outra mais curta. 
-Até mais Hiro. Vou para casa.
Digo sem nem sequer olhar para ele e começo a me direcionar para o caminho mais curto. Ele fica na minha frente impedindo que eu continuasse.
-Não prefere que eu te leve? - a preocupação é evidente em sua voz - Sabe, está ficando escuro. 
Neguei com a cabeça e ele apenas concorda meio contrariado.

Sigo o caminho calmamente. A rua começa a ficar mais escura por ser o final da tarde, mas eu vou chegar logo em casa, portanto, acho que não faz diferença. Começo a ficar com um pouco de medo das ruas vazias e silenciosas, mas pelo o que o aplicativo mostra se eu virar nesse beco logo na esquina fica minha casa. Tomo uma respiração profunda e adentro o beco com a respiração levemente descompensada. Quando penso que tudo está bem escuto o som de uma garrafa de vidro quebrando ao meu lado e sou prensada na parede e tenho minha mãos seguradas à cima da minha cabeça. Meus olhos ficam marejados e sinto o medo tomando conta do meu corpo, através das lágrimas que se formaram em meus olhos tento enxergar o rosto do homem. É o meu professor de inglês!
-Veja o que eu achei, uma bela garotinha. -
Ele diz em um tom provocativo e pervertido que me faz sentir nojo! O cheiro de álcool pode ser sentido a quilômetros.

Tento chutar suas partes baixas, mas foi uma tentativa falha já que o mesmo me impediu rapidamente. Eu entro em desespero e deixo as lágrimas caírem enquanto tento o máximo me livrar de seu aperto. Ele começa a dar leves beijos em meu pescoço enquanto luto com unhas e dentes para me soltar, mas ele é mais forte.

Então o peso do corpo dele foi jogado para longe e eu caí de joelhos levemente aliviada. Bem, meu alívio dura pouco, pois eu vejo sangue, muito sangue e o corpo do senhor Taeyang jogado entre os sacos de lixo que se encontram no beco. Ele foi morto...

-Hey garota! Você tá bem? 
Escuto uma voz masculina perguntando a minha esquerda. A voz dele é diferente da do Edson e dos meus professores. Essa voz tem um tom indiferente e arrogante. 
-S-sim, eu acho que sim.
Digo com minha voz trêmula.

Me levanto e olho o garoto alguns centímetros mais alto que eu. Os cabelos negros dele estão bagunçados, os seus profundos olhos escuros demonstram algo como agressividade e sua pele é pálida, branca como açúcar. Ele é tão lindo, seu rosto é tão inocente. Ele está usando roupas casuais e tem uma bola de basquete embaixo do braço.

Observo o rosto do garoto por alguns segundos e então minha ficha caí, o meu professor está morto e o assassino é esse garoto. Arregalo meus olhos e cambaleio para atrás, ele apenas ri levemente como se fosse a coisa mais engraçada do mundo.
-O que foi? Ele iria abusar de você e agora se importa se ele está morto ou vivo? - ele me olha fingindo estar desacreditado - Tsc, fala sério garota! 
-I-isso é crime! É errado. 
Tento dizer firmemente em meio ao meu desespero e medo, mas falho já que minha voz saí falha. 
Ele revira os olhos dando de ombros como se não se importasse, acredito que realmente não se importe. Ele se aproxima de mim e a cada passo que ele se aproxima eu dou um para trás, mas logo ele fica de frente para mim e pega fortemente em meu braço e puxa.

-Me solta!
 Peço puxando meu braço com força, mas ainda com medo do que ele poderia fazer comigo. Afinal, quem é ele e para onde está me levando? 
 As ruas estão muito vazias para um final de tarde e completamente silenciosas, nem se eu gritasse alguém apareceria... 

 Começo a chorar completamente desesperada e assustada, pensando nas piores coisas que esse cara pode fazer comigo, esse assassino.
 -Eu não vou matar você. - ele diz sem olhar para mim - nem tenho motivos para isso.
Seu aperto sobre meu braço ficou muito apertado e eu podia sentir como se no mínimo movimento que eu fizesse para tentar fugir ele quebraria o mesmo.

 - Eu me chamo Yuki. - ele fala e continua me puxando com força - E você?
 -O que te interessa? 
 Pergunto com o restinho de coragem que tenho, mas me encolho levemente esperando levar um tapa ou que ele me matasse. Só que isso não aconteceu.
-Não fale assim com alguém que salvou sua vida. - ele não olha para mim nem por um momento. - Não tenha a ideia errada, não sou um psicopata. Estou bem longe de ser.
Sua voz se torna mais suave na última parte. O seu rosto é tão sereno e tão angelical, eu nunca acreditaria que ele seria capaz de fazer algo como matar alguém, mas é como diz o velho ditado: "as aparências enganam!".

Quando olho para frente percebo que estamos na frente da minha casa. Me sinto levemente aliviada por alguns momentos, apenas por saber que ele não iria me matar. Só que a ficha caí e percebo que ele realmente sabe onde moro.
-C-como você...
Tento dizer algo enquanto tremia descontroladamente, o medo tomando conta do meu corpo.
-Eu sei mais do que aparento saber. - ele responde com um ar arrogante - Mais do que  você acha que eu sei Katherine Walker.
Ele descobriu meu nome...como ele fez isso? Quem diabos é ele? 

Ele começa a rir alto, uma risada que em outra situação seria muito boa de se ouvir, mas agora tudo que ela me passa é medo. 
-Deveria tomar mais cuidado com suas coisas. 

Ele diz depois de quase chorar de tanto rir. Colocando a mão no bolso ele pega o meu celular e entrega na minha mão. Deve ter caído quando o professor me "atacou". 

O garoto, ao qual se diz chamar Yuki, suspira alto e pende a cabeça para trás. Ele é um psicopata com feições incrivelmente angelicais, ele é um psicopata com um cheiro maravilhosamente doce e ele é um psicopata com o sorriso lindamente perfeito.

Começo a me afastar dele para entrar em casa, para tomar um banho e decidir o que irei fazer sobre toda essa situação. 
-Pode ir parando aí. - ele diz me puxando para trás novamente. Sinto sua respiração contra o meu pescoço, me fazendo arrepiar - Nos veremos de novo Katherine.
Ele sussurra e me solta por fim.

Corro para dentro de casa o mais rápido possível, eu nunca senti tanto medo em toda a minha vida. Tranco a porta e todas as janelas, todo cuidado é pouco. Aquele garoto é louco! Um louco que sabe meu nome, sabe onde moro e muito provavelmente sabe muito mais coisas sobre mim.

Minha respiração está descompensada e estou tremendo dos pés a cabeça. Olho ao redor e percebo que a casa, aparentemente, está vazia. Meus pais devem ter saído. 

Subo em passos lentos para o segundo andar, ainda atordoada com o que aconteceu. Quando abro a porta do meu quarto tranco a porta e a janela, e ainda confiro duas vezes cada uma. Eu preciso relaxar e pensar com calma. 

Vou para dentro do banheiro, tiro minhas roupas as jogando no cesto de roupa suja e ligo o chuveiro. Entro embaixo do mesmo, deixando a água quente levar todas as minhas preocupações embora e relaxar meus músculos.

Em meio a tantas perguntas sem resposta que tenho, eu preciso saber de uma em específico. Eu preciso saber quem era aquele garoto.



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