História Domínio do Medo - Camren - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally Brooke, Amor, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Ficção, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Mistério, Normani Hamilton
Exibições 57
Palavras 2.814
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Paraíso Sombrio...


— Ei... Eu quero terminar de ouvir a declaração de amor. — Esbravejou Dinah quando eu desliguei o rádio.

— Não era nem pra você ter ligado esse rádio. — Prestando atenção na estrada.

— Alguém acaba de dedicar uma música pra você e você fica com esse mau humor todo. — Dinah estendeu a mão pra ligar o rádio novamente e eu dei um tapa na mão dela. — Eu só quero saber o que ela vai falar.

— Dinah se você encostar no meu rádio de novo, amanhã você vem trabalhar a pé. — Falei entre os dentes e pude ouvir Dinah suspirar e negar com a cabeça.

— Lauren você pode até não me dar carona amnhã, mas isso não vai me impedir de falar.

— Dinah eu não quero ouvir.

— Qual é Lauren, até quando vai continuar nessa? Já está mais do que na hora de você abrir seu coração pra alguém. Camila é uma boa pessoa e pelo que pude perceber ela gosta de você. Porque não dar uma chance pra ela? E mesmo que você negue eu sei muito bem que você também sente alguma coisa por ela.

— Não fale besteiras Dinah Jane.

— Nem vem com essa Lauren... Chega de tanto fugir e se aprisionar, se dê uma chance de ser feliz. Nada vai mudar o que aconteceu e se isolar não vai trazer elas de volta. — Freiei o carro com tudo assustando Dinah, enrijeci o maxilar e pude sentir as lágrimas escorrendo pelo meu rosoto.

— CALA A MERDA DESSA BOCA... — Meu grito era de dor e não de repreensão, ela sabe que eu odeio tocar nesse assunto que ainda causa tanta dor e sofrimento.

— Desculpa... — Ela falou secando as lágrimas que caiam, esse assunto também era dificil pra ela. — Eu não falei por mau, apenas me desespera ver você assim presa nessa escuridão toda, você não vive mais é uma morta viva vagando pela terra... DROGA... Droga Lauren eu só quero que você fique bem, eu só quero ver você sorrindo de novo. — Seu choro saia descontrolado, Dinah é uma pessoa alegre e sempre bem humarada, faz piada de tudo e de todos e eu odeio ser um dos motivos de sua tristeza, eu sei que ela quer apenas me ajudar, mas tem coisas marcadas em meu coração que eu simplesmente não posso apagar, tem amarras nos pés que me impedem de continuar seguindo em frente, minha vida permanece enterrada junto com as pessoas que mais amo nesse mundo, esse amor que apenas me traz um sofrimento profundo é como uma faca cravada em meu peito que faz com que meu coração continue sangrando é como um aviso diário de que eu não existo mais, apenas acordo todos os dias pra lembrar o quanto minha vida é miserável e o quanto eu sou a mais infeliz das pessoas. — O nosso choro era o único som dentro daquele carro.

— Eu só não posso Dinah... — Falei com a voz embargada. — Eu só não posso... Eu não consigo.

— Eu sei que pode... Eu sei que Camila pode te ajudar e no fundo você quer que ela te ajude, depois de todo esse tempo Camila foi a única pessoa que eu vi que você se interessou... É isso que tá te assustando? — Parei o carro no acostamento

— Eu sou a mais infeliz de todas as criaturas como posso arrastar Camila pra uma relação sem futuro, como vou prendê-la nessa escuridão toda. — Dinah tinha razão em dizer que Camila foi a única pessoa que me interessou depois de tudo e essa música que ela cantou pra mim, fez meu coração se aquecer de uma tal forma que me assustou, eu não quero que ela tenha o mesmo fim que eu, ela tem um sorriso lindo e eu não quero ser a responsável por matá-lo. Você só pode dar felicidade à alguém quando você já é feliz sozinho. E como posso coloca-la em perigo sendo que eu estou cercada de pessoas ruins e acontecimentos bizzaros. — Não... Não posso ser egoísta a esse ponto.

— O que mais você está me escondendo Lauren? — Dinah perguntou desconfiada já com o choro controlado.

— Nada que valha a pena você saber. — Ambas já recuparadas do choro repentino, Dinah se jogou no meu colo, afastei mais o banco pra ela se acomodar melhor no meu colo. — Dinah você é pesada sabia? — Ela deu de ombros.

— Laur promete que vai pelo menos tentar? Só tentar? — Cansada desse assunto eu apenas assenti, mas Dinah me conhecia bem demais pra saber que eu só concordei pro encerrar o assunto. — Jura? — Revirei os olhos. — Anda Lauren jura?

— Tá bom eu juro... Agora saí de cima de mim, minhas pernas já estão dormentes. — Ela jogou a cabeça pra trás gargalhando e eu sorri com o som que ela emitia. Incrível como sempre passamos de choros descontrolados para risadas. Dinah foi a única pessoa que deixei na minha vida, não importa o quanto eu a mande embora, não importa o quanto possamos brigar, ela sempre estará aqui pra mim e eu com certeza estarei sempre aqui pra ela.

— Que merda Lauren. — Dinah gritou quando eu dei um tapa na bunda dela, ela voltou pro banco do lado passando a mão na bunda.

— Eu não mandei você sentar no meu colo, sabe que eu não resisto. — Falei rindo e ela bufou.

— Você é a maníaca da bunda... Já contou esse seu fetiche pra Camila? — Revirei os olhos. — Aliás porque ela cantou uma música pra você? O que aconteceu entre vocês?

— De novo esse assunto, só nos beijamos duas vezes. — O sorriso de Dinah quase não cabia no rosto.

— Não acredito... Quando foi isso e porque não me contou? — Fingiu estar brava.

— Na boate e ontem quando eu fui levar os documentos de Normani e eu não sei porque ela cantou essa música pra mim, já que eu deixei muito claro que não vai acontecer nada entre a gente.

— E você ia me contar isso quando?

Antes que eu pudesse responder recebemos um chamado de um corpo que foi encontrado.

— Lauren esse não é o mesmo beco que você encontrou a Normani? — Assenti fingindo não entender que essa não foi uma simples pergunta. Dirigi até o beco que já estava cercado de policiais, a pericia ainda não tinha chegado no local, colocamos as luvas azuis e nos aproximamos do corpo e eu senti meu estômago revirar, só não coloquei todo meu café da manhã pra fora porque não tinha tomado. Dinah pegou um lenço e tapou o nariz e a boca era mais do que nítida sua expressão de nojo ao ver um homem negro robusto de joelhos com a testa no chão e os braços estendidos a cima da cabeça com as costelas pra fora abertas como se fossem asas. M aproximei com cuidado para não pisar em nenhuma gota de sangue, pois a perícia ainda não tinha chegado, fui acompanhada por um Dinah relutante e mais dois policiais, analisei bem o corpo.

— Águia de Sangue.

— O que? — Um policial acima do peso com aproximadamente 40 anos perguntou como se eu tivesse falado a maior besteira do mundo.

— Águia de Sangue... É um método de tortura e execução usado na antiguidade, o condenado era deitado com o peito para baixo e eram feitas incisões na altura do tórax para se ter acesso as costelas, que eram separadas da coluna vertebral por isso a semelhança com as asas de uma águia, feito isso os pulmões eram removidos da caixa torácica. Todo o processo era executado com a vítima viva e consciente, depois era colocado sal nas feridas e aguardava-se o condenado morrer.

Esse método de tortura era destinado aos infratores que fossem julgados por perturbar a ordem dos deuses, por isso o método de execução era tão bárbaro. Aqueles que fossem submetidos a esse tipo de execução, teria que sofrer em silêncio para que pudesse entrar em Valhala. Caso o condenado gritasse, ele estava submetido à maldição de nunca conseguir atravessar os portões sagrados de Valhala e usa alma vagaria pelo limbo por toda a eternidade.

E pela mínima quantidade de sangue posso afirmar que ele foi morto em outro lugar.

— A senhorita tem toda razão e devo pontuar a excelente explicação. — Todos olhamos pra uma mulher loira baixinha, com o jaleco fechado e uma maleta na mão sendo seguida por dois homens de jaleco, ela estendeu a mão nos cumprimentando. — Allyson Brooke a nova perita-chefe da unidade de perícia do departamento do FBI e esses são Matthew e Luke que vocês provavelmente já conhecem. — Eles foram até o corpo fazer o trabalho.

— Somos as agentes Hansen e Jauregui — Dinah falou apontando pra ela e pra mim. — E esses aí nem sei quem são. — Falou apontando para os policias que estavam do nosso lado. — Mas nem se preocupe em saber quem são, o trabalho deles já acabou por aqui já que o caso está com o FBI. — Eu e Allyson rimos e os policiais se afastaram com cara de poucos amigos. — E porque vocês duas sabem dessas coisas?

— Porque alguém ficou acordada na aula de história. — Dinah revirou os olhos e Allyson riu. — Então Allyson é de você que o nosso chefe falou que iria vir do Texas pra ocupar o lugar do O'Connel?

— Podem me chamar de Ally... Eu recebi uma promoção e então eu larguei minha vida no Texas e esse é o meu primeiro caso em Miami e nossa que caso, nunca vi nada parecido.

— Não é todo dia que encontramos alguém tentando voar por aí. — Dinah falou fazendo referência ao homem no chão.

— Vejam isso... — Matthew chamou nossa atenção, Ally se aproximou mas Dinah segurou no meu braço me fazendo ficar parada.

— Lauren você pode ir pro seu compromisso que eu fico aqui. —Olhei confusa.

— Dinah eu não tenho nenhum compromisso e eu não vou sair daqui.

— Seu compromisso se Camila Cabello. — Abri a boca pra falar mais ela me cortou. — Ela merece pelo menos um "obrigada" e pessoalmente, isso não vai te matar.

— Eu não vou à lugar nenhum, meu trabalho vem em primeiro lugar.

— Lauren você vai entrar naquele carro falar com a Camila ou você prefere que eu mande ela te esperar na sua casa?

— Você não se atreveria. — Falei quase cedendo, talvez Dinah tenha razão Camila merece pelo menos um agradecimento.

— Quer apostar? — Dinah me olhou desafiante, ficamos duelando só com o olhar até sermos interrompidas por uma baixinha nos chamando.

— Meninas vem ver. — Me soltei meu braço da mão de Dinah e antes de ir ate Ally abaixada do lado do corpo, olhei pra Dinah e falei sincera.

— Quando o copo for levado eu vou até a rádio falar com Camila. — Dinah me olhou desconfiada mas parece ter notado sinceridade nas minhas palavras e abriu um enorme sorriso.

— O que encontrou aí anã? — A pequena revirou os olhos, Dinah e esse excesso de intimidade com pessoas que ela nem conhece. Nos aproximamos e olhamos em direção ao lugar que Dinah estava apontando.

— Não quero te matar 11/11/1926 — Dinah leu o que estava escrito no nosso da costela direita. — Lauren essa Dinah não é a mesma que estava gravada no punhal que achamos no caso do corpo encontrado na pedreira? — Assenti fraco com a cabeça... " Não quero te matar" de alguma forma eu senti que esse aviso é pra mim e essa data? Porque ela está em todos os lugares? Será que quem matou a Ruiva foi a mesma pessoa que matou esse cara? Porque deixar esse aviso? Será que a pessoa que matou sabe que eu entraria no caso? Será que... É isso a data é tipo um código, então se eu descobri o que essa data significa então eu descobri o que está por trás de tudo isso... Detalhes Lauren... Detalhes... Está tudo na sua cara... " Os lobos estão infiltrados na alta sociedade" a Ruiva me avisou sobre isso... Acho que é hora de aproveitar os privilégios que eu tenho por ser filha do ministro da segurança.

— Dinah está afim de me acompanhar em umas dessas festas feitas com o dinheiro público? — Dinah me olhou confusa pela mudança de assunto, mais logo vi um sorriso surgir em seu rosto e seus olhos brilharam.

— Você tá me convidando pra ir no coquetel que vai ter na casa do governador?

— Sim eu estou te convidando, quer ir ou não?

— E você ainda pergunta? Faz tanto tempo que você não me leva nessas festas e... Espera... A festa é na próxima semana e eu não tenho nada pra vestir, preciso ir comprar roupa agora.

— Nada disso, você tem um corpo te esperando. — Apontei pro cadáver. — E eu tenho uma latina pra agradecer. — De repente eu precisava falar com Camila e não quero deixar esse assunto mexer com a minha cabeça agora, perto dela eu consigo ver as coisas como são, com ela meus pensamentos não me enganam.

— Se é pra ver Camila então tudo bem, pode ir que eu te dou cobertura. — Abracei Dinah e fui me afastando de costas.

— Volto o mais rápido possível e vou querer saber tudo sobre o nosso novo amigo.

Enquanto Lauren está parada no trânsito Camila está sendo queimada pelo olhar de Normani.

— Você pode pode dizer o que aconteceu aqui? Você parou o programa pra cantar pra Lauren, essa que te deu um fora ontem Camila? Ela nem deve ter escutado, será que você gosta de sofrer?

— Mani não briga comigo, eu precisava fazer isso, quero pelo menos tentar. — Falei manhosa.— E não precisa jogar na minha cara que Lauren me deu um fora e você não deveria ficar escutando minhas conversas.

— Mila você vai acabar se machucando com essa história, Lauren quer continuar vivendo nesse mundo perdido dela, ela não quer ser resgatada, amiga vai seguir sua vida, sabe eu até que comecei a gostar dela depois que descobri que ela não é idiota porque quer, mas nem por isso posso te apoiar nessa loucura e te incentivar a ficar correndo atrás de algo que não tem futuro.

— Normani é algo muito mais forte que loucura é algo que nem eu mesma entendo, mas acho que talvez eu deve seguir seu conselho Lauren é...

— Lauren? — Normani interrompeu e ficou olhando confusa pra algum lugar, acompanhei seu olhar e vi que ela estava olhando pro vidro da combine e quase gritei quando vi Lauren parada com um sorriso sem graça. — Por essa eu não esperava. — Normani falou e eu nem esperei pra saber se ela iria falar mais alguma coisa, saí da cabine sem me importar com nada, fiquei ali parada na frente de Lauren e ficamos nos olhando por um momento, ela tentava descobrir o que eu estava pensando e eu fazia a mesma coisa com ela.

— Obrigada pela música. — Ela falou baixo.

— Então você escutou? — Não consegui conter um sorriso e ela assentiu retribuindo o sorriso.

— Camila porque fez isso? Era pra você ficar com raiva de mim, eu nem sei o que vim fazer aqui, porque não consigo ficar longe de você? — Tenho certeza que meu coração parou de bater no momento que ela falou isso.

— Porque está tentando ficar longe de mim?

— Pro seu próprio bem... Você nunca vai encontrar a felicidade ao meu lado, meus pedaços estão perdidos por aí e eu nunca poderei dar uma Lauren completa pra você... Eu não tenho nada pra te oferecer Camila, eu não tenho nada pra oferecer pra mim mesma, porque você não vê isso. — Abaixei cabeça e ela segurou no meu queixo e levantou para que eu olhasse em seus olhos. — Você é muito especial, não quero ser a pessoa responsável pela sua infelicidade e já te expliquei porque não entende? O que quer de mim?

— Deixa eu fazer você se sentir especial. — Não consegui segurar as lágrimas, envolvi seu rosto com as minhas mãe e me aproximei. — Eu quero ser a pessoa responsável pela sua felicidade. — Ela riu e me derreti ao ver seu sorriso tão de perto. — Não Lauren eu vou desistir.

— Eu sei... — Ela falou e eu sorri.

— Só uma chance... É isso que eu quero de você, então não perca tempo me falando 1001 motivos pra me fazer desistir de você porque isso não vai acontecer.

— Você é meu paraíso na escuridão. — Não precisou ela falar mais nada essa declaração foi um sim, eu tenho a minha chance e vou fazer ela sorrir de novo, eu vou resgatá-la desse paraíso sombrio...


Notas Finais


"... É tocante e vive, e me fez agora refletir que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu."


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