História Domínio do Medo - Camren - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally Brooke, Amor, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Ficção, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Mistério, Normani Hamilton
Exibições 68
Palavras 1.607
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Miragens...


— Lauren? — Pergunta a mulher morena surpresa ao me ver sentada em cima de sua ao abrir a porta, ela usava uma saia social grafite colada em seu corpo desenhando suas curvas, na parte de cima usava uma blusa de seda branca, o barulho do seu salto ecoava conforme se aproximava da mesa, seus cabelos longos estava soltos, a maquiagem fraca combinou muito bem com seu rosto branco. — O que está fazendo aqui? Perguntou desconfiada.
— Vou direito ao ponto Lucy... Eu quero voltar pro trabalho. — Estralou a língua em negação enquanto colocava sua bolsa na cadeira.
— Sinto muito Lauren mas você não está apta pra voltar e você deve esperar a nova consulta ser marcada, enquanto isso não posso te ajudar. — Falou enquanto procurava alguma coisa na bolsa.
— Me dá um bom motivo? — Levantou a cabeça e me olhou enquanto suas mãos permanecia dentro da bolsa.
— Eu só queria me arrastar pra dentro de um buraco fechar os olhos e nunca mais acordar. — Isso te soa familiar? — Disse voltando sua atenção pra bolsa.
— Isso não é o bastante.
— Lauren não insista, sem falar no seu surto na frente de todos e além disso você mesma concordou com a suspensão, não posso fazer nada. Você não está apta e ponto. — Coloquei a mão no bolso da minha blusa de moletom tirei três caixas de remédios e joguei em cima da mesa, Lucy olhou sem entender nada.
— Sabe me dizer o que é isso Lucy? — Perguntei erguendo uma sobrancelha.
— Seus remédios? — Me olhou testando entender o que estava acontecendo.
— Diga os nomes o pra que eles servem?. — Tirou as mãos da bolsa Arrumou sua postura.
—  Lorax, Valium e Diazepam, são calmantes pra te ajudar a dormir. — Tirei um papel do bolso de trás da calça jeans desdobrei e mostrei pra ela.
— O que é isso. — Continuava me olhando sem entender nada.
— Uma receita.
— Eu perguntei o que é isso? falei apontando pro carimbo no final do papel.
— Um carimbo e minha assinatura? — Essa é receita que eu te dei pra você poder ter esses remédios?
— Que bom que não se esqueceu.
— Eu não estou entendendo nada Lauren. — Apoiei minhas mãos na mesa.
— Se você não me liberar pro trabalho eu falo que eu tive aquele surto depois de ter misturado todos esses remédios que você me receitou mesmo sabendo que é proibido já que você não pode receitar nada ainda mais se esses remédios forem comprados de forma não muito legal.
— Você não pode fazer isso... E e eu apenas te dei essa receita e indiquei o lugar pra você comprar porque você disse que precisava dormir e que estava se sentindo muito mau, eu só quis te ajudar e agira você vem me chantagear. — Lucy falou indignada.
— Lucy por favor não se faça de vítima, eu apenas quero voltar pro trabalho, eu me sinto muito melhor. Se não acredita podemos fazer uma nova consulta. O que acha?
— Lauren entenda que o seu afastamento não é um punição e sim uma pausa pra você colocar sua cabeça em ordem.
— Minha cabeça está mais do que organizada e eu realmente não quero te prejudicar. — Lucy levantou as mãos em sinal de rendição.
— Tudo bem... Tudo bem, eu vou entregar um novo relatório pro Ryan. Só não posso garantir que ele irá autorizar a sua volta. Lembre-se que a palavra final é dele.
— Eu sei que você é esperta e vai dar um jeito nele. Não é mesmo Lucy. — Ela confirmou com a cabeça. Me aproximei dela que estava em pé do outro lado da mesa, estendi a receita pra ela. — Pode ficar com isso, não preciso mais deles. — Ela pegou a receita da minha mãe com certa ignorância. Desenhei os lábios dela com a ponta dos dedos. — Não se preocupe que eu irei te recompensar pelo transtorno, espero que esse pequeno detalhe não tenha apagado as nossas boas lembranças do passado. — Lucy apenas me olhava sem expressão. — Dei de ombros e mesmo de costas pude sentir o olhar de Lucy que me acompanhou até que eu saí da sala.
Se eu estou bem? Não... Definitivamente não estou bem. Se eu realmente não preciso mais dos meus remédios? Sim... Definitivamente sim eu preciso deles. É tudo tão bizarro me sinto em uma realidade paralela, são tantas perguntas, Josh disse que eu tinha que ajudá-los, mas quem são eles? Não posso confiar em um criminoso, mas como ele sabia das minhas visões? E ainda disse que eu as interpreto errado, parece que ele me persegue desde quando eu era criança. Mas porque? Com qual objetivo? Pelo jeito vou ter que resolver tudo isso sozinha, sim eu estou com medo de que minha mente me destrua, mas eu não posso continuar assim e o primeiro passo será descobrir todas as pistas que foram me dadas. Vai ser difícil fingir pra todos que eu estou bem quando na verdade eu estou pior do que nunca.
Entrei na minha Land Rover Evoque preta que ganhei de presente dos meus pais quando saí de casa, eu queria muito adiar isso, mas se eu não fizer tenho certeza que irá se tornar meu mais novo tormento. Liguei o carro e saí cantando pneu.
— Esse lugar é perfeito temos que ir pra lá nas férias. — Diz Normani mostrando uma foto de uma revista qualquer para Camila.
— Deserto? — Pergunta Camila arqueando as sobrancelhas. — Não obrigada.
— Você não sa...
— Camila tem alguém querendo falar com você.  Anuncia o estagiário interrompendo Normani.
— Sou eu...  Disse a morena entrando no estúdio.
Me levantei da cadeira ao ouvir aquela voz rouca, não pude esconder minha surpresa, um sorriso rasgou meu rosto, eu estava diante de um anjo, um anjo vestida de preto, mas era um anjo. Eu estava perdida naquela imensidão verde, até que minha visão foi inundada por um furacão raivoso chamado Normani.
— Posso saber o que você está fazendo AQUI? — Gritou Mani apontando o dedo na cara da bela morena.
— Eu só vim pedir desculpa.— Falou a morena coçando a nuca por cima do cabelo que estava solto.
— Já pediu agora pode ir embora. — Ordem Normani abaixando o vestido.
— Camila será que nós podemos conversar? — Lauren falou sem se importar com as ordens de Normani, abri mais ainda bem sorriso, mas antes que eu pudesse responder Normani tomou a frente.
— Não ela não pode, por acaso não está vendo que ela está trabalhando. — Falou Normani entre os dentes empurrando os ombros de Lauren.
— Não sabia que você tinha uma babá Camila. — A morena falou irônica enquanto o ódio de Normani aumentava. Senti o clima ficar pesado, caminhei até elas e fiquei no meio das duas.
— Normani a Lauren só veio se desculpar. — Falei tentando acalmar minha amiga. Lauren me observava enquanto Normani mantinha os olhos raivosos em cima de Lauren.
— Acho que é um pouco tarde pra isso.
— Eu sei que eu tratei vocês mau e sinto muito por isso... Toma esse é meu número. — Falou me entregando um cartão. — Eu preciso conversar com você, quando puder me liga, eu não quero atrapalhar o seu trabalho e me desculpe mais uma vez. — Antes que pudesse abrir a boca ela saiu.
— Eu não vou deixar você ligar pra ela. — Normani falou tentando pegar o cartão que Lauren tinha me dado.
— Eu quero escutar o que Lauren tem a dizer, por favor não fique arrumando problema.— Normani me olhou incrédula.
— Você está querendo sair com uma maluca que surta na frente de todo mundo sem nenhuma explicação e eu é que estou criando problema?
— Chega dessa história, tenho que voltar. — Digo voltando pro meu posto.
— Em casa nós terminamos essa conversa. — Ela disse séria.
Fiz o trajeto até o estacionamento sentindo uma dor aguda no braço, já podia sentir um líquido quente saindo da minha pele, temo por saber o que vem a seguir. O desespero surge quando aquela mulher aparece na minha frente segurando a barriga, enquanto o sangue escorria por todo seu corpo. — Essa não é sua verdadeira forma, me mostre quem você é... — Eu repetia sussurrando, a cada vez que eu repetia meu braço doía mais, ouvi os ponteiros do meu relógio se mover lentamente, ela me olhava com ódio e cada centímetro do meu corpo se enchia de culpa. Eu estava com medo mas tinha que enfrentar isso de uma vez por todas. — Porque está tirando minha sanidade? Você quer que eu confesse a  verdade que eu venho negando pra todos assim como nego mim mesma. — Ela apertava a barriga cada vez mais e se encolhia. Eu falava com raiva era como se todo o ódio que ela sentia tivesse entrado em mim. — Talvez eu não seja tão inocente como todos dizem e talvez você não seja tão vítima quanto pensa. — Um arrepio percorreu todo corpo quando senti algo abafado e ofegante bateu  no meu rosto, a mulher permanecia encolhida parada no mesmo lugar.
— Eu preciso de você tanto quanto você precisa de mim, você está dentro de mim e eu estou do lado de fora a espreita. Eu preciso estar dentro, repare suas pegadas e comece a andar em linha reta, enquanto você estiver no deserto apenas irá conseguir ver miragens.
   


Notas Finais


"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."


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