História Dominique - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Duquesa, Medieval, Princesas
Exibições 42
Palavras 769
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Essa história é inspirada na minha personagem de mesmo nome, Dominique. Criada de um RPG. Espero que gostem <3

Capítulo 1 - Dominique e Chá


Fanfic / Fanfiction Dominique - Capítulo 1 - Dominique e Chá

Quem sou eu? Eu sou uma nota quebrada daquela partitura de violino que você nunca vai aprender tocar. Eu sou a corda rangendo com o toque do arco em minhas cordas, sou aquela que fara seus dedos sangrarem na tentativa de alcançar as mais bonitas notas.

De um acorde a acorde – de passo a passo – andarei calmamente pelo não apenas meu... Castelo, meus dedos dedilham a parede já lascada que no qual logo iria ser reformado, a delicadeza e a sutileza ali e aqui. Meus caprichos sempre eram obedecidos sem um, “mas” ou um, “porém”. Perdi meu olhar num vaso daquele corredor vazio, na minha triste e melancólica solidão... Não que eu me importasse, na verdade... Preferia.

Em minha mente ainda ouço o eco do meu violino que passava pelas paredes, às vezes sonhava com os sonetos que havia tocado numa tarde fria, proibida de sair a cavalo, nevava demais... Como detesto o inverno, ele me prende. Nunca mais vi borboletas, estou esquecendo como elas são.

Ao caminhar mais um pouco, parei no meu lugar favorito, meu quarto, toquei a maçaneta com a mão esquerda, abrindo a porta e pela minha surpresa... Ainda estava intocado. Mesmo depois de três anos, ainda sabem que não devem mexer nas minhas coisas e o local estava limpo. Dedilhei a cama bem arrumada, sentindo o tecido quente na ponta dos meus dedos, caminhei até a janela, espalhando as cortinas e abrindo-a deixando o ar gélido entrar, balançando minhas madeixas e tocando a minha face me causando arrepios, um mínimo sorriso se formara em meus lábios rosados, que saudades daquele lugar.

Lembro-me de quando era criança, adolescente para ser exata, foi quando descobri meu “poder”, minha persuasão em conseguir o que eu mais queria. Realmente, eu era e ainda sou mimada, mas claro que ganhava tudo sem ninguém notar que estavam me mimando. Manipulação foi a minha dádiva... Eu nunca acreditei em Deuses, até hoje. Mas a Manipulação... Céus, como me dava uma ótima sensação. Comecei a ter marionetes, comecei a aprender sobre a mim mesma, se eu me conhecesse bem, faria as melhores feições, tão reais que ninguém iria perceberia a falsidade nem mesmo... Pelos meus olhos.

Muitos tentaram descobrir o que meus olhos escondiam, os segredos do meu coração, não permiti à ninguém exceto um... Foi um erro, aliás. Mas tudo bem, erros acontecem. Lembro-me também de em plena madrugada, mesmo tendo aquele gélido de partir os ossos, abri essa mesma janela e ficar sentada aqui por horas esperando o dia amanhecer. Pesadelos me assolavam, eu nunca chorava, mas eu me assustava... Estou divagando.

Sorriso falso, palavras cheias de mentiras... É o que melhor sei fazer, sei como agradar um lorde com um olhar, com um sorriso com uma palavra com um toque. Sei o manipular, sei como fazer ele se ajoelhar para mim, sei matar. Matar... O desejo que corre em minhas veias, no início não entendia esse sentimento. O que era esse prazer? O cheiro do sangue impregnava meu nariz por dia, se fosse humano... Me excitava facilmente.

Brincar de Deus, empunhar uma espada e fazer o outro chorar e implorar para que não lhe corte a cabeça, outro sentimento que me vem desde de que era uma simples criança, nada ingênua e altamente perigosa, meu instrutor de espada, ele me temia, ele não assumia mas os olhos dele tremia toda vez que eu chegava ao círculo de treinamento, ele era bom, muito bom pois diversas vezes eu o tentei matar, algumas vezes quase conseguia, até então ele perceber. Sua desculpa? “Preciso viajar”, nunca mais foi visto. Ele fugiu de mim, foi frustrante admito.  Não virei mulher quando fui desflorada, virei mulher quando matei pela primeira vez e pude ver o horror nos olhos do meu inimigo, enquanto mim, jazia um olhar vazio e frio.

Ninguém nunca desconfia das minhas noites, não, não estou deitada numa cama quente e sim passeando. Remorso? Desconheço essa palavra, todos meus atos egoístas, de manipulação, de matança... Nunca me trouxe remorsos, nem mesmo pelos atos feitos contra minha própria “família”. A frase “peixe fora d’água” combina bastante comigo, nunca me senti pertencente a nenhum lugar ou a pessoa. Sou livre de laços.

Inimaginável... Quem irá pensar que a doce Duquesa Dominique é capaz de tais coisas? Eu tenho uma mascará, tão perfeita que as vezes eu acredito. Palavras doces, olhar azulado angelical, bochechas coradas, sorriso inocente. Essa não sou eu. Eu sou a nota quebrada, a nota que ninguém vai conseguir tocar, pois não há ninguém que entenda as minhas singularidades ou que muito menos a aceite.

 

... Porém, serei sempre a intangível Dominique.



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