História Dominum - Capítulo 11


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Palavras 1.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Harem, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa tarde!
Boa leitura <3

Capítulo 11 - Vindo de longe por você


Fanfic / Fanfiction Dominum - Capítulo 11 - Vindo de longe por você

 

 Luhan saiu do carro que provavelmente não teria mais combustível útil - naquele canto do mundo, gasolina era tão raro quanto comida – E respirou fundo esticando seu corpo, estava o mais agasalhado que era capaz e ainda assim sentia frio. Os invernos eram extremos, como os verões também, não existia mais meio termo, nem equilíbrio, nem nada.

  Aquilo machucava seu coração. O mundo lindo e em muitos lugares verde, de outrora séculos atrás foi destruído por meia dúzia de humanos idiotas, e como era sua raça ele se sentia pessoalmente culpado.

  Ainda que não fosse.

  Ainda que tentasse consertar de alguma forma.

  Ainda que fosse, sabia, insuficiente.

  Contudo o livro do último oráculo estava em suas mãos, existia como Fan sempre dizia, era a última escritura e apontava o caminho. Na capa um nome em língua antiga estava gravado em runas mágicas.

  “Yin, Sofhie, a última bruxa das sombras”

  E na primeira página tinha uma série de feitiços em língua noturna morta, contudo ele sabia ler, aprendeu com o pai, que aprendeu com seu pai e assim desde que o mundo havia acabado.

  O livro em folhas de couro foi enterrado debaixo da pata direita da Esfinge, em uma das tumbas falsas, junto de manuscritos com histórias das bruxas que tentaram por duas vezes salvar o mundo do seu fim – Como Yifan contava – E entretanto não pode carregar os manuscritos, estavam gravados em argila, não tinha tempo, a única coisa que pode recuperar foi o livro.

  Nada mais.

  Nele havia duas grandes profecias:

“E ele perderá sua natureza lycan, para viver como um homem e rei dos seus, com as bênçãos do escolhido da grande árvore e no fogo ele renascerá e dos céus cairá a tempestade que lavará a dor humana, uma chuva que durará uma estação inteira, e a deusa da terra despertará, a terra se renovará, o mundo mudará e todas as angústias mortais serão perdoadas. Os reis governarão a terra outra vez, por mais cem anos de paz”

  Sobre o rei dos homens.

“E ele encontrará o caminho até o conhecimento e então entenderá que é o rei dos seus, quando entender e recuperar sua coroa, deverá construir uma arca, colocar dentro um casal de cada espécie ainda vivo, noturna, humana, animal e então discernir quem vive e quem morre no grande temporal. Aos indignos não será permitido a sobrevivência. Feito isso, o rei deverá juntar sua coroa ao rei dos homens e esperar que a chuva passe. Quando a primeira águia retornar, os reis governarão a terra outra vez, por mais cem anos de paz”

  Sobre o rei dos selvagens.

  Luhan não gostou, para ser sincero, do que leu, nem sobre a última página com as especificações da tal arca, com o desenho de uma foice assinalada de coroa e muito menos do desenho do barco de madeira no canto inferior com os dizeres:

  “O mundo será dos dignos, sem manchas em suas almas”

  Ele iria morrer então? Sonhava com aquela dúvida junto da qual tinha receio de Yifan não o reconhecer.

  Se esticou de novo e depois esfregou uma mão na outra cuja as luvas cheias de rasgos era bem óbvia e ainda assim muito útil, e olhou fixamente para a floresta, tinha que entrar nela, tinha que entregar aquele livro nas mãos do lobo que um dia chamou de amigo e que era mais do que amigo em seu coração.

  Deu dois passos e parou arregalando os olhos, quando cinco homens seminus saíram da borda da floresta vindo para ele como lobos de matilha, em corrida circular.

  Luhan congelou, droga, droga...

  Eles avançaram e ele correu de volta para o carro se trancando lá dentro e rezando para os deuses antigos terem pena dele. Não tinha chegado tão perto para ser comido antes de ver Yifan, não é? Não era possível...

— Humano!

  Um deles falou em língua comum e Luhan se encolheu quando os demais socaram as janelas trincando ambos os vidros. Sabia bem que humanos fora das cidades era comida de selvagens, diziam que carne humana era boa, Luhan tinha horror daquilo, o que tinha de cérebro faltava de músculos e era bem ciente daquilo, não podia se proteger nem que quisesse, não sabia lutar, viveu a vida toda como tradutor de línguas antigas em Nova Londres. Era seu ganha pão, e sua forma de sobrevivência... Mal sabia como tinha passado quase invisível pelos continentes desérticos até ali...

— HUMANO!?

  Luhan fechou os olhos e então gritou quando uma das portas foi arrancada, mas um uivo que era familiar soou e então os cinco lycans se afastaram. Luhan quase desmaiou ali mesmo...

  Mas antes que perdesse os sentidos viu dois olhos queridos surgirem no espaço onde antes havia porta e uma voz ainda amável falar baixinho:

— Perdoe os filhotes, eles são treinados em caça.

— Y-yifan...

  Sussurrou fraco, ele sorriu e assentiu:

— Sou eu, Luhan, e você está seguro agora, venha, venha. Está tudo bem.

  Ele estendeu os braços e Luhan pulou neles aliviado, tinha feito, estava feito.

 

 

  Yifan mal acreditava no que via, mas era ele mesmo, Luhan veio atrás dele e parecia mais magro do que já era. Um instinto primitivo dentro de si rosnou que aquilo era inadmissível, que ele tinha que ter se cuidado melhor naqueles anos em que passaram distantes, mas se conteve, ele estava assustado e não era para menos, os betas podiam ser bem assustadores quando queriam e Luhan nunca viu um lobo fora ele mesmo. Ao menos enquanto conviveram juntos.

  Pegou o humano no colo e observou bem o carro quadrado e estranho agora com uma porta a menos... Olhou de atravessado para o Gualin que deu de ombros com um sorriso amarelo. O mais novo era tão impulsivo...

— Daniel e Jisung, o alfa foi correr para aliviar a cabeça, rastreiem ele e fiquem por perto caso ele precise, Gualin, Jihoon e Minhyun, vocês arrastem esse veículo até um lugar seguro e tentem consertar essa porta, voltem logo para a toca. Fui claro?

— Sim, alfa!

  Todos responderam juntos e ele quase sorriu, adora aqueles filhotes bagunceiros. Pensou rápido também que tinha que levar Luhan para a toca e depois voltar atrás do Jongdae... Seria uma noite exaustiva.

— Yifan, o livro, preciso levar o livro.

  Luhan disse aflito e ele assentiu. Pegou o livro grosso de couro e já ia colocar dentro da camisa quando as runas na capa o fizeram congelar no lugar, então ele olhou para o humano e ele sorriu pequeno, assentindo firme:

— Sim, é o que estava procurando. Eu o achei Fan, eu o encontrei!

— Temos muito o que conversar, Luhan, muito mesmo...

 

 


Notas Finais


Beijinhos!


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