História Domus 88 - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chanbaek, Exo, Horror, Kyungsoo, Mistério, Terror, Yaoi
Visualizações 87
Palavras 2.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa é a minha primeira vez escrevendo terror, então desculpem os erros T-T ainda estou começando a me aprofundar.
"amanda, pra onde tu vai com MAIS OUTRA FANFIC' rs então......... rsssss
Enfim, espero que gostem <3
(agradecimento especial à moonhwa pela capa linda odiasjdioajd <3 )

Capítulo 1 - Domus


A estrada enlamaçada era um obstáculo para que Chanyeol dirigisse com ainda mais cautela. A chuva que caía forte naquela tempestade encharcava o vidro do carro dificultando ainda mais a visão naquela noite escura. Kyungsoo estava abraçado a seu ursinho de pelúcia sentado na cadeirinha do banco de trás, os olhos grandes e curiosos se enchiam de medo ao não conseguir distinguir nada naquele breu em que se encontravam.

– Calma meu amor, nós já estamos quase perto – Dizia o adulto tentando acalmar a criança que se tremia.

A verdade é que ainda faltava muito para que os dois chegassem ao destino, mas não aguentava a ideia de Kyungsoo se desesperando de medo por causa daqueles trovões que caíam fazendo um estrondo alto o suficiente para ser captado pelo aparelho auditivo da criança. O homem estava visivelmente exausto, estava dirigindo desde as sete horas da manhã sem parar para descanso, naquele momento sentia bastante inveja do filho que havia dormido o caminho inteiro e estava com o sono em dia.

– P-papai, como é nossa casa? É bonita? – Perguntou formando as palavras com dificuldade, ainda estava desenvolvendo a fala.

– É sim querido, muito bonita – Respondeu lhe sorrindo cansado.

Outra mentira. Bem, não completamente, era uma bela casa estilo vitoriana de primeiro andar construída em 1891. Pintada num azul Oxford que parecia meio velho e descascado, mas ainda assim sem perder seu charme. As janelas guilhotina brancas iluminavam boa parte do ambiente sem a necessidade de uma luz artificial, as portas de madeira escura eram esculpidas em adornos típicos da época e tinha bastante espaço para os moradores circularem livremente. Na frente da casa havia um belo jardim que há muito não era tocado, o que renderia um esforço extra pra que Chanyeol o trouxesse à vida novamente, mas era grande o suficiente para Kyungsoo correr e brincar despreocupado.

A casa em si era realmente linda e aconchegante, não levava mais que meia hora de lá até o centro da cidade e a localização era tranquila o suficiente para poder escrever seus livros sem interrupções. Mas havia aquele porém, o motivo de ninguém ter se mudado para lá há mais de oito anos: O pântano. Aquela vasta terra escura e mórbida que parecia sugar toda a alegria do local não ficava muito distante da residência e de certa forma amedrontava os possíveis inquilinos. Mas bem, a casa era realmente bonita e o preço extremamente acessível, Chanyeol não iria jogar fora aquela oportunidade por causa de um pântano estúpido, era só reforçar a cerca da casa e ter atenção extra para que Kyungsoo não resolvesse bancar o Indiana Jones por aí.

 

Já havia se passado meia hora e Chanyeol sentia que não estava indo a lugar algum com aquele carro, quanto mais dirigia, mais parecia ter chão pela frente. Desviou os olhos para o navegador que parecia travado, não era possível que o aparelho estivesse quebrado justo naquela hora. O homem bufou tentando dividir sua atenção entre a estrada e o objeto que não queria funcionar, estaria literalmente perdido se não conseguisse ajeitá-lo, ficaria preso naquela tempestade sem fim até o dia seguinte.

Numa fração de segundos, algo branco cruzou a visão do para-brisa, um vulto correndo rápido pelos olhos do homem o forçando a frear bruscamente para logo em seguida sentir o solavanco balançar o carro inteiro. Havia atropelado algo! Seu primeiro instinto fora olhar para o banco de trás e checar se Kyungsoo estava bem. O garoto o encarava com os olhos atordoados e o rosto branco de susto, a respiração pesava dentro do peito e ele apertava o coelhinho com força entre as mãozinhas.

– Kyungsoo, você está bem? Se machucou? – Se inclinou em direção à criança para checar seu estado.

Nenhuma resposta, Kyungsoo estava paralisado de medo tentando entender o que havia acontecido. Apenas quando teve a certeza de que fora o trauma psicológico, não havia mais nada de errado com a criança, Chanyeol suspirou aliviado, não sabia o que faria caso o filho tivesse se machucado. Então voltou-se para o problema à sua frente, tinha um possível atropelamento para encarar e não conseguia enxergar nada por causa da chuva.

– O papai vai aqui fora ver o que aconteceu e já volta, fique quietinho, está bem? – Falou pegando o casaco para usar como abrigo.

Antes que pudesse sair do carro, Kyungsoo o segurou pela manga da camisa numa súplica silenciosa para que o pai não fosse embora. Chanyeol voltou-se para o pequeno passando a mão entre os fios escuros na tentativa de tranquilizá-lo.

– Calma, o papai já volta, só vou olhar o que aconteceu.

O garotinho pareceu não concordar com aquilo, pois ainda continuou segurando o tecido com o olhar assustado cruzando o rosto, estava com medo de ficar sozinho. O homem desvencilhou-se lentamente das mãos pequenas e se afastou abrindo a porta do carro. O barulho de chuva batendo contra o asfalto explodiu em seus ouvidos como uma bomba, o vento forte soprando num uivo ensurdecedor tomava conta de seus sentidos. Fechou rapidamente a porta do veículo atrás de si, não queria molhar o interior do carro, e caminhou em direção aos faróis.

Para sua surpresa, não havia absolutamente nada, nem um rastro de batida. “Deve ter sido um buraco” pensou ao se abaixar em direção ao chão, acabou constatando que não havia buraco algum. O que tinha acontecido? A chuva forte que caía lhe encharcava a cada segundo que passava ali fora, mas precisava ter certeza de que não tinha atropelado alguém ou alguma coisa. Olhou com dificuldade para o interior do veículo, Kyungsoo estava lhe encarando de volta com curiosidade e angústia, queria logo que o pai voltasse para dentro e fossem embora dali.

Chanyeol continuou procurando o que quer que tenha causado aquele solavanco, mas não conseguiu encontrar nenhum vestígio. Acabou desistindo de sua busca após começar a tremer de frio, o vento lhe chicoteava o corpo com uma chuva carregada de gotas pesadas que embaçavam a visão. Não conseguiria ter resultados mais específicos com aquela tempestade lhe engolindo, então tratou de voltar logo para dentro do veículo.

– O papai está de volta – Falou pegando uma toalhinha dentro do porta-luvas e secando o rosto – Não encontrei nada.

Ligou o aquecedor do carro enquanto enxugava os fios e a pele do pescoço, seu corpo inteiro tremia. Kyungsoo continuava em silêncio observando o lugar ao redor, estava bastante assustado e sentia que iria chorar a qualquer momento. Chanyeol olhou para si lhe confortando com um sorriso para que não abrisse o berreiro, sempre ficava nervoso quando o filho chorava.

– Está tudo bem, vamos para casa – Segurou sua mãozinha fazendo um carinho gostoso.

Olhou para o navegador que magicamente parecia ter voltado a funcionar e segundo ele ainda faltava uma hora e quinze minutos até o destino. Suspirou pesadamente, não via a hora de deitar numa cama e finalmente dormir. Deu partida no carro e voltou ao trajeto centrando os olhos na estrada tentando manter a atenção redobrada. Enquanto que o carro andava se afastado da cena, Kyungsoo jamais conseguiria esquecer o que viu naquele dia.

 

 

Já fazia mais ou menos uma semana que a família Park tinha se mudado para a casa nova e Chanyeol não poderia estar mais satisfeito. O ambiente ao redor era calmo e ameno, o sol que brilhava pelas manhãs era morno e confortante e quando a noite caía o céu ficava tomado por belíssimas estrelas que iluminavam a terra. Tinha paz o suficiente para trabalhar em seu mais novo livro e cuidar melhor de Kyungsoo sem aquele estresse típico da cidade grande.

Na terça-feira tinha recebido a visita do xerife Kim Minseok acompanhado do policial Kim Jongin. Chanyeol estava sentado na varanda de casa tentando contatar o serviço de internet e Kyungsoo brincava com um carrinho no chão quando percebeu o veículo se aproximar, era a primeira visita que recebia. O oficial Minseok era um homem que parecia beirar seus quarenta anos enquanto que o Jongin parecia estar mais próximo de sua idade, beirando aos trinta. Abriram o pequeno portão de ferro e caminharam em sua direção com sorrisos calorosos.

– Boa tarde senhor Park, eu sou o xerife Kim Minseok e este é o policial Kim Jongin, viemos lhe dar as boas vindas à cidade de Whitehill – Falou sorrindo mostrando as gengivas e estendendo a mão para um aperto forte.

– Obrigado – Respondeu simplista.

– E você rapazinho, como se chama? – Abaixou-se até ficar na altura do garotinho e usou de sua voz infantil.

Kyungsoo, que estava devidamente escondido atrás das pernas do Park, botou o rostinho envergonhado para fora e o encarou desconfiado, voltou o olhar para o pai e recebeu um “está tudo bem” em aprovação.

– K-kyungsoo – Respondeu baixinho, a voz meio distorcida.

– Como? – Tornou a perguntar colocando a mão na orelha para ouvi-lo melhor.

– Kyungsoo – Falou um pouco mais alto voltando a se esconder atrás do adulto.

– Kyungsoo, o nome dele é Kyungsoo, ele tem problemas auditivos, então ainda tem dificuldades com a fala, mas estamos nos esforçando bastante, não é? – Chanyeol falou acariciando o cabelo do pequeno.

– Oh, vejo que é um garoto esforçado, então como recompensa, que tal um pirulito de morango, hm? Você gosta? – Falou esticando um pequeno pirulito vermelho para o garotinho.

Os olhos do menino brilharam em excitação, adorava doces, embora sua dieta fosse controlada por causa do colesterol alto. Olhou para o pai em busca de sua permissão para aceitar o presente e ao receber um aceno em resposta, caminhou lentamente até o homem pegando o pequeno objeto em mãos. O que Kyungsoo não esperava era que Minseok estendesse a mão para bagunçar seus fios, por isso ao sentir o toque do homem acabou se assustando e correndo de volta para o pai.

– Desculpe, ele é um tanto quanto tímido perto de pessoas novas – Chanyeol falou rindo sem graça – Gostariam de entrar para tomar um café?

– Se não for incômodo – Respondeu ajeitando o chapéu.

Os dois homens estavam sentados ao redor da mesa enquanto que o anfitrião preparava um pequeno lanche: um pedaço de bolo de laranja acompanhado de uma xícara de café preto. Entregou-lhes nas melhores louças que tinha e os observou ficarem impressionados com o bom cheiro que provinha da comida.

– Isso está muito bom – O policial Jongin falou se deliciado.

– Muito obrigado – Respondeu satisfeito.

– Então, senhor Park, por que decidiu mudar-se para Whitehill? – O mais velho perguntou.

– Bem, o motivo principal foi escapar da loucura que é a metrópole, – Risos – sou escritor, então um lugar calmo e ameno como Whitehill me pareceu bastante atrativo, além do mais, quero que Kyungsoo possa crescer longe do estresse das grandes cidades, quero que ele possa desenvolver a fala em seu próprio tempo.

– Entendo... E sobre seus livros, você vive apenas deles? – Minseok usou aquele tom que o escritor conhecia muito bem, já tinha ouvido aquele tipo de pergunta várias vezes.

– Sim, é a minha profissão – Respondeu ácido.

O homem pareceu entender a ofensa que tinha proferido e então se calou voltando a comer o bolo. Um silêncio incômodo instalou-se no local e a atmosfera pareceu pesar. Não era a primeira vez que Chanyeol ouvia aquele tipo de pergunta, constantemente as pessoas se surpreendiam pelo fato de tirar seu sustento de livros, uma profissão que muitos julgavam “sem futuro”. Mas não para ele, o homem tinha ralado muito para chegar até onde estava e poder manter sua família, a estrada que tinha percorrido havia sido árdua e se atualmente vivia bem apenas com seus livros, era por que já tinha sacrificado muita coisa.

– Desculpe a intromissão, – o policial mais novo falou quebrando o silêncio – mas onde está sua esposa? Digo, a mãe do Kyungsoo?

O homem calou-se por uns segundos e o rosto retorceu numa careta, não gostava de tocar naquele assunto e já estava começando a achar que os dois oficiais estavam sendo um tanto quanto intrometidos.

– M-mas que falta de educação Jongin! – Minseok apressou-se em falar – Não é algo que se pergunte assim.

– Oh desculpe, não tive a intenção de ser invasivo – Falou se curvado em desculpas.

Chanyeol apenas sorriu fraco e desviou o olhar, conversar sobre a ex-mulher era sempre um assunto complicado, não por que ela tinha partido, mas sim a forma como tinha partido, ele jamais a perdoaria.

 

 

Quando os homens foram embora, Chanyeol respirou aliviado por causa daquela tensão que estava engolindo, mas com toda certeza não esqueceria a forma séria que Minseok o olhou nos olhos e falou seriamente “tenha cuidado com o pântano, fique bem longe de lá e qualquer problema que aconteça, aqui está meu cartão”. O mais estranho não fora o aviso de precaução, mas sim a forma como falou, como se estivesse esperando para que algo acontecesse, no mínimo estranho.

– Kyungsoo? – Chamou pelo pequeno ao entrar em casa.

Nenhuma resposta, apenas o zumbir dos mosquitos preenchiam a sala de poucos móveis. Caminhou pelo piso de madeira decrépita que rangia a cada passo dado fazendo um barulho sinistro. Por algum motivo o coração do escritor batia rápido e uma sensação esquisita começava a se formar na boca do estômago, não gostava daquilo. “Kyungsoo?” chamou mais uma vez, um pouco mais baixo que antes, como se estivesse proferindo algum tipo de maldição.

Um barulho se fez nos fundos da casa indicado que uma das portas da cozinha havia sido aberta, a porta que dava justamente para o caminho que levava ao pântano. Chanyeol respirou fundo três vezes antes de caminhar em direção ao local passando pelo corredor mal iluminado. As sombras projetadas nas paredes tremulavam com os raios de sol que já se punham, a noite começava a tomar conta do céu vasto e tudo que o homem pensava era em encontrar o filho. Só de imaginar Kyungsoo perdido em meio àquele pântano sendo engolido por feras que ali viviam, seu coração já doía, não sabia o que faria da vida caso acontecesse algo ao garotinho.

Chegando ao cômodo, Chanyeol percebeu uma figura pequena encolhida no chão ao lado da geladeira. Kyungsoo estava com os olhos arregalados encarando a porta aberta e o rosto tomado pelo medo, o que ele estava vendo? Soltou o ar preso que sequer tinha percebido que segurava, os pulmões explodindo em alívio.

 – Kyungsoo, por que está aí? – Perguntou aproximando-se cautelosamente da criança.

Haviam poucas coisas no mundo que realmente assustavam Chanyeol, mas ao ser encarado de volta pelo filho com aqueles olhos enormes cheios de terror, sentiu o coração falhar. O garotinho petrificado parecia prestes a romper em lágrimas, mas estava assustado demais para fazer qualquer coisa fora abrir a boca e sussurrar “não o deixe entrar, por favor”. Quem entrar?

Caminhou até a porta cautelosamente com o coração batendo forte a ponto de doer, o sangue correndo rápido pelo corpo e mil pensamentos cruzando sua mente. De alguma forma o terror de Kyungsoo havia contaminado o pai e o mesmo sentia o medo crescer dentro de si como um monstro pronto para lhe devorar.

Quando finalmente alcançou a maçaneta da porta segurando-a com uma tensão quase palpável, um rapaz loiro como o sol brota em sua visão anunciando sua chegada numa voz estridente:

– Olá, sou Byun Baekhyun.


Notas Finais


E aí pessoal, o que acharam? Qual é a parada louca que anda rolando com Kyungsoo, por que ele estava com tanto medo de Baekhyun?
ps: Domus quer dizer 'casa' em latim, e 88 eh o número (SACARAM? 88? WOLF? RS)


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