História Domus Diaboli - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Kabuto, Orochimaru
Tags Orokabu, Sadomasoquismo, Vampiro
Visualizações 53
Palavras 1.694
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - Laço Eterno


Kabuto caminhava de um lado para o outro em seu quarto, entendia o valor simbólico do casamento, mas não via onde ele se encaixava em seu relacionamento com Orochimaru. Mesmo assim estava nervoso, sabia que não haveria um mestre de cerimônia ou testemunhas, seriam apenas os dois, mas parecia que tudo mudaria.

Já eram nove da noite, o ritual começaria a meia noite. Resolveu ir tomar um banho para tranquilizar-se, foi até o banheiro e ficou lá por uma hora, depois ficou perambulando por algum tempo pelo belo jardim atrás da igreja, quando se deu conta já precisava se arrumar. Subiu a torre e viu uma pequena peça de renda negra sobre a cama: uma calcinha.

-Pevertido. -Comentou Kabuto, se referindo a Orochimaru que havia colocado aquilo ali. Kabuto ponderou durante algum tempo se deveria colocar a peça, decidiu que não faria mal algum fazer algum agrado ao seu amado.

Retirou sua roupa, se olhando no espelho por um tempo, seu belo corpo era coberto pelas marcas de Orochimaru. Colocou então a peça íntima e com muito cuidado o vestido, tendo uma certa dificuldade para amara-lo. Sabia que o fetiche de Orochimaru não era pelo fato dele utilizar roupas femininas, e sim por ver que Kabuto faria qualquer coisa para agrada-lo. Colocou então um salto não muito alto que estava ao lado do baú e se olhou no espelho escovando os cabelos. Faltava algo, não em sua aparência, mas em seu espírito, então lembrou-se das poucas coisas que havia trazido, e de um objeto específico, o cilício. Pegou o objeto que ainda guardava dentro de seu baú, para a maioria dos seus colegas clérigos aquilo era uma punição, mas por muito tempo para ele foi um conforto.

-Masoquista. -Xingou-se baixinho, ele sempre tentava se convencer de que o usava por algum pecado do qual não lembrava-se, mas a verdade é que a dor sempre foi sua amiga.

Colocou o objeto de ferro sobre a coxa, sentindo seu sangue sendo derramado. Aquela dor que tantas vezes o havia livrado da culpa, sorriu, agora não se sentia mais culpado. Na verdade ele nunca havia sido um grande pecador, ele era possivelmente uma das almas mais puras que haviam andado sobre a terra, até conhecer um certo vampiro de belos olhos amarelados é claro.

Ouviu o sino abaixo de si tocando, estava na hora. Pegou o buquê de rosas brancas sobre a cama e foi até a nave da Igreja, chegando lá viu que tudo estava lindo, candelabros estavam acesos por todos os lugares, e suas sombras progetadas sobre as pinturas das janelas e do teto davam impressão de movimento. Concentrou-se então no homem que estava parado junto ao altar, Orochimaru estava lindo, como nunca antes, vestia um terno totalmente negro e seus olhos brilhavam a luz do fogo.

Finalmente Kabuto prestou atenção na pintura no altar, percebeu que o Orochimaru da pintura não olhava simplesmente para baixo, ele olhava para um ponto específico, olhava para um único ser abaixo de si, um único vivo, olhava para Kabuto, ele estava naquele mesmo vestido e suas mãos se direcionavam para as de Orochimaru e seu rosto trazia um sorriso doce. 

O que Kabuto não poderia saber é que Orochimaru havia pintado aquilo no seu primeiro ano de vampiro, quando seu coração ainda era bom e ele sonhava em um dia poder salvar alguém, dentre todos aqueles que ele teria de matar. Orochimaru havia pintado um garoto simples, alguém qualquer em sua mente, porém o destino lhes pregou uma peça. Os pés do ex-padre finalmente tocaram o altar. E ele olhou para o homem a sua frente, entendendo que aquele era o seu anjo, um anjo é aquele que guia, e entendeu então as asas da pintura. 

Virou-se para Orochimaru e o olhou nos olhos, esperando que falasse. O moreno pegou um livro com letras estranha e segurou entre eles, sinalizou para que Kabuto colocasse sua mão esquerda sobre ele, o moreno cortou a palma da mão do grisalho e logo após a própria e a colocou sobre o livro também, misturando seus sangues sobre a página.

-Kabuto Yakushi, eu estou aqui hoje para te tornar meu esposo. -Começou Orochimaru. -Prometo-te honrar-te e proteger-te, meu coração estará contigo onde quer que fores. Meu amor por você será eterno e minha alma e a sua estarão ligadas até o fim dos tempos pelos laços do destino. Prometo que lembrarei deste juramento até que o mundo pereça.

-Orochimaru, eu estou aqui hoje para te tomar como meu marido. -Kabuto estava despreparado, não fazia ideia do que dizer. -Eu o amo mais que tudo, o amo mais que amo aos prazeres deste mundo, o amo mais do que amo a minha propria alma. Por isso prometo ser fiel e honrar-te, prometo ser seu, e somente seu até que não existam mais estrelas no céu. Prometo nunca deixar-te ou esquecer desse juramento, mesmo que se passem mil milênios. -Kabuto falava cada palavra olhando nos olhos de seu amado, então acentiu para mostrar que havia terminado.

-Aeterna foedera irrefragabiles memorabili. -Sussurou Orochimaru, o livro brilhou dourado e uma linha vermelha e brilhante, formada de algo mais denço que o vapor porém intangível, flutuou do peito de Orochimaru até o peito de Kabuto, rastejando no ar e formando floreios e então sumiu. O grisalho então entendeu o motivo daquela cerimônia, ele nunca poderia esquecer aquele segundo em que a sua alma e a do moreno estiveram ligadas.

-Eu te amo. -Falou Kabuto sorrindo.

-Eu sei. -Respondeu o vampiro colocando o livro sobre o púlpito. -Agora eu posso foder o noivo. -Disse sorrindo.

-Você poderia ser menos "espontâneo" no dia do nosso casamento. -Disse Kabuto fingindo estar irritado.

-Então dance comigo. -Aqueles pedido pegou o grisalho de surpresa. O moreno ligou o gramofone que estava em um canto do lugar e uma música lenta e deliciosa começou a tocar.

-Eu não sei dançar. -Porém a observação veio muito tarde, pois já estava com seu corpo grudado ao do outro e o ritmo lento o levou com facilidade. -Nunca esqueça de mim. -As palavras saíram sozinhas da boca do menino.

-Como eu poderia esquecer você? -Perguntou o mais velhos sentindo o ótimo cheiro do outro.

-Até minha mãe se esqueceu... -Começou Kabuto. -Deixa pra lá.

-Me conte. -Disse Orochimaru baixinho.

-Há coisas que eu nunca contei para ninguém. -Sussurou o menor.

-Me conte. -Repetiu o outro, levando o menor em um ritmo confortável, sentindo ele diminuir em seus braços.

-Quando eu era pequeno eu perdi meus pais... E fui criado por uma freira, Nonō, ela cuidava de várias crianças, mas não dava para alimentar todo mundo. -O moreno sentiu as lágrimas do menor molhando seu pescoço. -Daí eu fui levado embora, em troca de dinheiro, por um monstro chamado Danzo, eu tinha oito anos... Ele me fez fazer coisas horríveis, e me convenceu que eu era o culpado, que eu era sujo. Com o tempo começei a roubar para poder fugir dali e voltar para a Nonō. Eu concegui fugir com quinze anos, mas quando cheguei no orfanato Nonō não me reconheceu, ela disse que muitas crianças haviam passado por ali. Ela se esqueceu de mim, eu não a culpei, eu estava podre e foi então que decidi virar padre, eu precisava ser purificado, precisava servir.

-Você nunca foi sujo, você é puro. Eu te amo. -Disse Orochimaru o abraçando com mais força. Kabuto era tão frágil em seus braços quanto um filhote de passarinho. -Eu não deveria ter te machucado.

-Eu preciso da dor, preciso ser punido ou me sinto culpado. Eu preciso de você. -O menor falava com a voz abafada pela roupa do outro. -Me purifique. Me faça seu.

Orochimaru entendia em parte como Kabuto se sentia, e sabia que era seu dever fazer oque o outro pedia. Deitou-o então no chão e rasgou o vestido dele pela vertical, mostrando o peito nú do outro, mordeu então o pescoço alvo e o menor repetiu o gesto, sentindo o gosto do sangue do moreno. 

-Nunca mais vou deixar alguém, que não seja eu, te machucar. -Sussurou Orochimaru no ouvido do menor.

Kabuto arrancou então o terno do outro, o puxando pela gravata para um beijo quente, durante o beijo Orochimaru termitou de tirar o vestido do dele, passando a mão pelo membro amostra do outro, que saltava para fora da calcinha, arrancou-a. Kabuto gemeu abafado e começou a abrir vacilante os botões da camisa do outro, estourando alguns devido a pressa por mais contato. Ao terminar de tirar a camisa fez o mesmo com a calça e a box. 

Orochimaru então abaixou mais a mão na espectativa de puxar as coxas de Kabuto para abraçarem sua cintura e sentiu o frio do metal.

-Um cilício? -Perguntou o moreno com um sorriso perverso. -O guarde para quando eu não estiver com você... Quero que sofra também quando estiver sozinho.

-Sim, meu amor.  -Respondeu Kabuto, ele queria o outro dentro dele. -Quero ser seu. -Disse um pouco envergonhado.

Orochimaru entendeu o recado e colocou o outro de quatro na frente dele, o penetrando em seguida, saindo e entrando com mais força do que já era comum. Kabuto agora era um vampiro, e poderia aguentar muito mais dor, e Orochimaru já imaginava tudo oque poderia fazer com ele agora. O moreno puxava o cilício com força, rasgando a pele do menor, arranhava sua barriga e mordia suas costas, Kabuto gemia a cada nova ação do outro e logo gozou, apertando o outro, obrigando-o a se derramar também dentro dele.

Orochimaru levou Kabuto no colo para o próprio quarto, deitaram-se abraçados, ficaram acariciando-se por um bom tempo.

-Eu sempre vou te proteger, eu prometo. -Disse o moreno, o grisalho não fazia ideia de como responder.

-Eu ainda não me acostumei a ter a pele tão fria. -Respondeu simplesmente.

-Então eu vou esquenta-la para você. -Orochimaru o beijou, e eles se amaram novamente, completando-se mutuamente.

Eles viveram assim até que as bases da Terra se romperam, confesso que nem sempre presentes fisicamente, mas nunca se esqueceram um do outro e sempre voltavam aquela velha igreja. Eles viajaram o mundo e viram eras passando, não precisavam de nada além do outro, eram o amor, o conforto e o alimento um para o outro. Eles eram totalmente imperfeitos separados, mas perfeitos juntos. Um sádico que queria dividir sua dor e um masoquista que precisava dela. 





Notas Finais


Até a próxima história, aceito sugestões!
Espero que tenham gostado, um beijo da titia Nany! 😘😘


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