História Donatelo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Plot Twist, Romance
Exibições 13
Palavras 927
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa estória pode ou não ser baseada em fatos reais. É minha primeira vez escrevendo algo

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Donatelo - Capítulo 1 - Capítulo Único

  Eram quatro e três da madrugada e ele rolava pelo seu feed do Facebook pensando no erro que havia cometido havia dois dias e o deixaram sem sono durante as últimas quarenta e oito horas. Devido à hora, por mais que tentasse atualizar a página da rede social, nada mudava. Os mesmos textos, os mesmos vídeos, os mesmo gifs, as mesmas imagens, a mesma inutilidade. 
  Mesmo que seu tédio fosse tão grande quanto a segunda Estrela da Morte, os seu erro o mantinha acordado, sem o menor sono e sem capacidade de dormir tranquilo.
  Após inúmeras e redundantes tentativas de atualizar sua página, Donatelo - ou Don para os amigos, se é que ele ainda tinha algum - escorregou os dedos pelos seus cabelos negros e escorridos, esfregou os olhos tão verdes quanto esmeraldas, levantou-se da cadeira do computador e foi em direção ao banheiro. Ao olhar-se no espelho pela primeira vez em muito tempo, sentiu ódio de si. Suas olheiras mais profundas que o Oceano Pacífico eram sinais de sua culpa. Como pode ter sido tão fútil, ele se questionava. Don liga o chuveiro e, quando começava a se dispir, o som de notificação do Facebook ecoou pelo silêncio escuro de seu apartamento. Donatelo se surpreendeu. Quem diabos poderia ser? Resolveu ignorar.
  Após o banho, dirigiu-se para sua cama. A tela do computador já havia desligado automaticamente e o escuro era total. Será que dessa vez conseguiria dormir? Deitou-se olhando para o teto e começou a refletir sobre a vida que ele sentia não ter mais. Depois do que havia feito, ninguém olhava mais para seu rosto. Sentia-se desprezado, inexistente, morto.
  Seis horas da manhã. Seu despertador tocou e Donatelo não havia dormido mais uma vez. Deixou tocar. Tinha finalmente criado um mínimo de coragem para ir à escola. Talvez a aula de biologia fosse o principal ingrediente para um bom sono. Vestiu seu uniforme e caminhou até o colégio pela primeira vez após o acontecimento.
  Chegando na escola. Foi o primeiro a chegar na sua sala. Aos poucos, mais alunos foram entrando e sentando em seus devidos lugares. Nenhum deles olhava para a cara de Don, que aguardava ansioso pela chegada do seu até então melhor amigo, Luan. Ele chegou e, assim como todos os outros babacas de sua classe, ignorou a existência de Donatelo. Pensou em cutuca-lo, mas durante o segundo de hesitação, achou melhor deixar pra lá. A professora de biologia havia acabado de entrar em sala quando Don se tocou de que Amélia havia faltado. Pensar na Amélia o deixava mal, afinal, era por causa dela que ele estava com insônia e por causa dela que ele fez o que fez. Não conseguiu dormir na aula de biologia. O dia seguiu sem que um olhar sequer fosse direcionado à Donatelo. Sentia-se péssimo. Ir pra escola foi o pior que poderia ter feito.
  Chegando em casa, largou sua mochila no canto, trocou de roupa e voltou à porta da frente para recolher o jornal do dia para seu pai -que ainda estava dormindo. Foi preparar seu almoço, e apesar de seu pai ter lhe ensinado como cozinhar desde os sete anos de idade, nunca aprendeu. Apelou para o miojo. Decidiu ler o jornal enquanto almoçava, e em uma das notícias se lia:

 "Jovem é encontrada morta"

A morte sempre lhe trouxe curiosidade -por mais que sua mãe tivesse falecido num terrível acidente de carro - então decidiu pular direto para a notícia. Pasmou. Deixou a tigela de miojo cair no chão, quebrando-a em centenas de pedaços junto com seu coração. Era Amélia.
  Donatelo calçou seu tênis e correu para a casa de Amélia. Nunca correu tão rápido em sua vida. No meio do caminho, a fatiga, mas o que restava de seu coração não o deixava parar. Será que ela ainda sentia algo por ele? Provavelmente não, mas ela ainda era o amor de sua vida. Chegou. Suas lágrimas se perdiam no meio do suor e o seu desespero se escondia na respiração pesada do cansaço. Tocou a campainha uma, duas, três, inúmeras vezes. Ouviu o som de alguém se aproximando da porta e percebeu que tinha acabado de ser observado pelo olho mágico. A porta destrancou. Era Amélia. Aquela foi a primeira vez que alguém olhou para os olhos de Donatelo depois do que aconteceu. Ela parecia abatida. Fechou a porta sem dizer uma única palavra. Uma porta batida valia por cem palavras de ódio. Ainda estonteado e sem entender o que estava acontecendo, decidiu pegar o jornal que se encontrava no jardim dela. Tornou a ler a notícia. Chorou mais ainda, porém dessa vez de alívio. Não era a Amélia que amava.
  Notou um lírio no jardim. Era pálido e delicado. Sua formosura o impressionava assim como sua beleza. Parecia Amélia em forma de flor. Decidiu sacar o celular para tirar uma foto. Salvou e selecionou como plano de fundo. Estava belo. Percebeu que havia algumas mensagens não lidas no Facebook e decidiu vê-las.

"Donatelo, meu Deus. Por que você fez isso?
Agora é tarde para dizer que te amo, mas mesmo assim...
EU TE AMO, DONATELO!
Desculpa por não ter te dado a devida atenção antes.
Até então eu não tinha percebido o quanto você era importante para mim.
Desculpa.
É minha culpa você ter decidido tirar a própria vida tão jovem.
Eu te amo
Eu te amo
Eu te amo"
                                            - Amélia Flores

  E nesse momento Donatelo lembrou-se e finalmente conseguiu dormir. Ao lado daquele lírio que chamou de Amélia. Ao lado de sua amada. Em paz.

Para sempre.


Notas Finais


Agora que já terminou, experimente ler novamente agora que já sabe o fim


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