História Done With Love - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Suga, V
Tags Bottom!jimin, Bts, Hopemin, Jihope, Menção Taegi, Yoonseok
Visualizações 439
Palavras 3.530
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá queridos! Depois de um bom tempo eu resolvi aparecer, e trouxe esse projeto que eu estou trabalhando há muito tempo mesmo. Queria deixá-lo dedicado exclusivamente para a garota que basicamente colocou JiHope na minha vida: Liara. Eu espero que a estória te agrade, principalmente! <3
Para as amigas que me ajudaram em todas as coisas, vocês mesmas, eu agradeço de coração.

Aliás, viram que capa linda? Dona Anny sempre fazendo coisas incríveis, obrigada mozona pelo trabalho maravilhoso ♥

Ah, eu sempre vou tentar deixar um trechinho de alguma música no início do capítulo. Aqui temos Crooked, G-Dragon, que praticamente define o pensamento do Jimin atualmente.

Bom, sem mais enrolações, eu deixo o capítulo para vocês.
Uma boa leitura e desculpem qualquer erro, por mais que eu tenha revisado. ♥

Capítulo 1 - One


Fanfic / Fanfiction Done With Love - Capítulo 1 - One

 

“I, who believed that we were happy, now look like an idiot.

Eu, quem acreditou que éramos felizes, agora pareço um idiota.

In the end, nothing is forever.

No fim, nada é para sempre.”

 

O ruído da colherzinha chocando-se com a louça da xícara adentrava seus ouvidos enquanto misturava o adoçante com o café forte que sempre lhe era servido nas manhãs, lhe aquecendo o interior antes de rumar ao trabalho a duas quadras da cafeteria. Da janela ao seu lado, ele via o movimento das pessoas agasalhadas naquele inverno rígido que Seul apresentava. Seu aparelho celular localizava-se mais à esquerda, o qual em pouco tempo vibrou, e no visor continha mensagens de ofertas, e outra específica de seu mais novo ex-namorado.

Park Jimin, com seus vinte e quatro anos, tivera um número considerável de namoros, mas, por algum motivo, era ele quem sempre saía machucado na história. E, de fato, não lhe era compreensível o fato de se empenhar sobre alguém e simplesmente ter seus sentimentos amassados tempo depois.

O correto de todo relacionamento é conter boas doses de carinho, paixão, compreensão, descontração e – principalmente – fidelidade. Ele reconhecia-os, e sempre que se sentia apaixonado estes eram distribuídos sem qualquer sombra de hesitação. Contudo, diversos fatores distintos impossibilitavam-lhe de ser agraciado pelos mesmos. Simplificando essa parte, ele apenas dava de mais e recebia de menos.

E já estava se tornando comum o fato de dar carinho, oferecer atenção, colo, e no momento mais importante de sua vida fosse deixado em segundo plano ou ainda algo mais grave, como alguma traição. O cansaço de sempre fazer o papel de trouxa estava mais que aparente, e foi na noite retrasada que resolvera dar um fim nessa história de relacionamentos.

O mais atual se chamava Jeongguk. O indivíduo que julgou perfeito em todos os quesitos, e que realmente tivera a perfeição adequada para lhe magoar.

Traição doía como um soco certeiro na boca do estômago. Aquele que juntamente retirava seu ar. Só que na hora você sequer repara no que está sentindo, só tem a impressão do chão sumindo, nota o maxilar travando, a decepção despejando acima de sua cabeça, seu coração se encolhendo… Porque pensemos que você ainda esteja naquele início de namoro, onde tudo é o mais e puro maravilhoso, acreditando que daquela vez tinha encontrado a pessoa certa, e subitamente você a pega beijando outro na própria sala do apartamento. Você não consegue pensar em nada coerente. Sente raiva. Mágoa. Desaponto. O encanto que você nutria por aquela pessoa dissipa-se em um segundo, e você sente repulsa. Nojo por ter acreditado em todas as palavras de amor, em todos os sorrisos que julgava sinceros e singelos, em tudo que aquela pessoa fez para você. Ela facilmente se torna um traço incômodo que deve ser apagado de seu desenho.

Bem, era assim que Park Jimin pensava, e sempre pensaria sobre o assunto.

E honestamente? Havia se cansado de amar.

Cansado de toda aquela troca de carinho que uma hora sempre terminava. Cansado daquela coisa melosa que era demonstrado publicamente pelas ruas. Chegou até mesmo sentir certa irritação pelos casais que era obrigado a visualizar pelo local que estava. Sentir irritação, porque nada nunca dava certo, e que a qualquer instante aqueles sorrisos desmanchariam e daria espaço às lágrimas grossas e salgadas.

A mensagem continha perdões. E Jimin nunca perdoava, nem perdoaria, traições. Jeon Jeongguk havia sido plenamente extinto do seu viver, não importando quem quer que tenha tomado a iniciativa daquele beijo aversivo, quando ambos já estavam imerso a ele. Ignorou, bloqueando-o e apagando a conversa no mesmo instante.

O café já morno foi ligeiramente deglutido e, num suspiro, ergueu-se da cadeira almofadada. Tomou coragem para sair naquele frio intenso. Pagou o que devia, finalmente pondo a sola de seus sapatos naquelas calçadas gélidas pela neve. Sua respiração expunha pelos ares, e sem outras alternativas começou andar para a empresa da qual trabalhava.

Em pouco tempo sentiu a pontinha de seu nariz gelado, o que lhe fez puxar o cachecol para cima, apressando seus passos o máximo que pôde, sem correr, desviando das pessoas que vinham do lado contrário. A manhã sempre parecera mais agitada.

Logo estava passando pelas portas de vidro automáticas, sendo saudado por um ambiente mais quente. Suspirou, espiando seu celular, constatando que chegara um pouco antes do horário, o que lhe serviria para dar uma breve organizada em seu escritório. Cumprimentou com um aceno de cabeça as pessoas que tinha certo coleguismo, fechando-se então dentro de seu cubículo. Não conseguia evitar um pouco de bagunça, nem que se esforçasse. Era como se já estivesse fixado em seu interior desde novinho.

Ajeitou papéis e os pôs nas pastas certas, organizando também os balanços antes da própria mesa. Exercendo aquelas ações, recordava-se do jeito que sua mãe lhe chamava atenção, ameaçando-o de levar uns tapas se continuasse daquele modo, desorganizado. E, infelizmente, ele continuava.

Retirando seu cachecol, sentou-se na sua cadeira giratória. Os arquivos recentes que deveriam ser revisados já estavam ali, e ainda teria que confirmar a agenda de seu chefe para não ter futuros problemas. A princípio, havia julgado seu emprego cansativo demais, contudo, ao tempo, foi dando seu devido valor, vendo que seus pensamentos estavam inteiramente errôneos. A renda lhe era suficiente e nem existiam pessoas que lhe perturbavam rudemente. Não poderia deixar o sedentarismo e a preguiça tomar conta de seus dias.

×

Havia terminado a revisão dos documentos antes mesmo do horário do almoço, e naquele meio tempo pôs-se a ver a paisagem do lado contrário das janelas gélidas. As ruas eram vítimas de um pouco mais de neve, mas nada muito violento. Mesmo que aquela estação fosse bem rígida onde habitava, ele preferia ela a qualquer outra.

O inverno trazia-lhe lembranças que gostaria de revivê-las, se possível. Park Jimin foi vítima de uma infância promissora, diria que fora a melhor fase de toda a sua vida. Os dias que os minúsculos flocos de neves davam o ar de sua graça e seus dias eram letivos na escolinha, tornavam-se os seus prediletos. Afinal, quem não gostava de brincar na neve? Era divertido aquelas guerras de bolas de neve que, na época, tinham tanto sentido e seriedade.

Porém o inverno não tinha somente esta lembrança que o envolviam naquele manto nostálgico; tinha o importante acontecimento do seu primeiro beijo.

Caso não estivesse enganado, foi quando tinha exatos quatorze anos e seu âmago nutria uma paixão adolescente por uma garota de sua mesma classe. Ainda que uma pressão fosse imposta sobre si pelos colegas – que se mostravam mais ansiosos que ele mesmo –, tudo aconteceu na mais nítida naturalidade. A sorte que os ligava era o caminho de casa, cujo era o mesmo para ambos.

Estava nevando naquela tarde, e os narizes encontravam-se gélidos pela temperatura. Não soube exatamente como puxou assunto com a garota, mas no ponto onde se separavam ele arrumou uma coragem imensa para expor o que tanto desejava. Com o coração batendo absurdamente forte no peito, observou os olhos caídos, tímidos, fixarem-se aos seus e a boca colar-se com a sua num selo breve e demorado.

Ali foi onde tudo começou, onde toda a sua fracassada vida amorosa se iniciou.

— Park Jimin. – o baque alto que soou com a palmada que o rapaz deu em cima da sua mesa despertou-o, fazendo seus calcanhares girarem e sua atenção focarem-se nele. — Nossa, pensei que tivesse dormido em pé.

— Não… Desculpe, eu estava pensando. – coçou superficialmente a nuca, num sinal de acanhamento. — Mas... O que dizia?

— Você não vai almoçar? Está na hora. – ouvindo isso, constatou o horário em seu relógio de pulso, confirmando as palavras dele. — Vamos logo, estou varado de fome.

Aquela saída tornou-se costumeira ao meio-dia. O rapaz de cabelos atualmente descoloridos, Yoongi, era seu colega de trabalho mais chegado na empresa, e ambos sempre almoçavam juntos. O rapaz mais velho fora quem apresentou todo seu atual ambiente de trabalho, e por conta disso tiveram um contato amigável desde o início.

A princípio, Jimin achara aquele indivíduo um tanto sério, alguém que tivesse absurdas dificuldades em soltar um riso; aquele típico mal-humorado. Porém, conforme conversara com o mesmo, percebia que seu julgamento fora extremamente errado e que aquele ser era uma pessoa demasiadamente gentil e amigável.

— Você viu o assistente novo do chefe, Jimin? – o colega indagou-lhe de forma simples, enquanto deixava-se ser servido com o copo de suco.

— Assistente novo? Desde quando? – retrucou inteiramente perplexo, visando que ele quem auxiliava o chefe em grande partes das vezes, embora não fosse sempre. Sua mente vagou deste pensamento até as fritas deliciosas em seu prato que terminavam.

— Se não estou enganado, ele começou hoje mesmo. – mas como aquilo era possível se ainda hoje revisou a agenda do patrão? — A Minyoung não me disse direito, ela estava toda avoada hoje.

— Estranho, hoje eu ainda revisei e confirmei as reuniões do Namjoon… – deixou o assunto morrer ali, já que o descolorido também não o alimentou, desviando por outro completamente aleatório e irrelevante, como a maré de azar que o mesmo teve no dia anterior.

Ambos terminaram de comer tranquilamente já que o horário estava disponível para uma calmaria precisa, mas, mesmo assim, os ponteiros não cessavam e o momento de retornar ao ambiente executivo chegara. Os dois caminhavam sobre as calçadas cobertas de neve, encolhendo-se em seus casacos a cada rajada de vento, até que estivessem protegidos dentro do prédio.

Jimin levou o amigo até sua sala pois havia de entregar algumas fichas que se perderam por ali e que lhe pertenciam, momento pelo qual deu-se por si e recordou do novo empregado. Quis chamar o rapaz de fios claros enquanto o mesmo girava a maçaneta para sair, mas antes que abrisse sua boca uma outra presença surgiu em sua sala.

— Park Jimin. – a voz surgiu grave, predominante, sobressaltando o rapaz baixo e de fios descoloridos. O dono da voz fitou o Min e este apenas seguiu o seu caminho, logo deixando o Kim a sós com o outro. — O que ele fazia aqui? – indagou, franzindo o cenho.

— Alguns arquivos se perderam por aqui, estava lhe entregando, coisa rápida. – vestiu uma postura mais adequada, pigarreando e ajeitando a coluna enquanto de pé em frente ao chefe. Jimin se perguntava dos motivos para terem levado até ali, já que se precisasse de algo mandaria ele ir até sua sala.

— Entendi. Bom, não vou fazer rodeios: quero que você cuide de um novato. Explique para ele sobre minha agenda, reuniões e sobre tudo que você sabe. Eu gosto da maneira que trabalha, e também já está habituado com o meu jeito e afins.

— Certo… Quando? Onde ele está? – soltou, perguntando-se se aquilo realmente fazia parte do seu trabalho.

Embora estivesse um pouco ansioso, mostrou-se sem outras expressões senão aquela atenta. Fitou o homem elegantemente trajado em um terno feito sob medida caminhar até a porta, e dali entrou um outro rapaz pelo qual desmoronou todas as suas estruturas.

Não é possível, pensou.

— Jung Hoseok; Park Jimin. – apresentou-os brevemente.

Como uma avalanche furiosa, notou que lembrava-se daquele ser.

— Infelizmente meu tempo está apertado e eu ainda preciso ir para Busan resolver algumas pendências. Vocês podem se acertar por enquanto e qualquer coisa Jin estará cuidando das coisas por mim. Tentarei voltar o mais rápido possível. – tocou os ombros dos garotos. — Já está quase tudo pronto, Hoseok; Jimin apenas irá te explicar mais detalhadamente o que você fará como meu assistente. – o iniciante assentiu com a cabeça, e dessa forma o homem superior despediu-se com um ‘até breve.’

As palavras do maior soaram longe demais, como se existisse uma certa pressão sobre seus ouvidos impossibilitando-o de ouvir com exatidão. Somente o baque levemente audível da porta fechando-se que pôde perceber a cara de bobo que fazia até então.

Hoseok

Era incrível como se lembrava daquele nome.

Era incrível como se lembrava de todo aquele rapaz.

Aqueles fios castanhos, aquele traje social, aquele perfume marcante, aquele rosto aparentemente sem imperfeições; era tudo tão diferente de anos atrás. Ele havia crescido e se desenvolvido bastante, e apenas por um momento pensou que nunca mais lhe encontraria.

Haviam se conhecido na primeira série, e por algum motivo inexplicável se deram bem desde o primeiro contato. As personalidades sempre se encaixaram, eles sempre encontraram algo em comum que desencadeasse assuntos pelo resto da tarde. Contudo, aquele ano fora único, e Jimin se viu sem o seu melhor amigo por oito anos. Sem nenhum tipo de contato, notícia, ou algo semelhante.

Quando se depararam novamente, nos auges dos 16-17, totalmente sem intenções, foi em uma matinê da qual os amigos de Jimin lhe arrastaram – o garoto nunca gostou da atmosfera que ambientes como aquele proporcionavam. E o mais cômico foi a situação da qual avistou o mais velho naquele local, até porque o ruivo nunca o imaginaria fora do termo heterossexual. Foi um tanto impactante vê-lo beijando tão intensamente outro rapaz menor que ele, mas nada que lhe causasse repulsa. Ele só não entendeu muito bem a razão de manter-se tão fixo àquela cena.

Minutos depois desse ocorrido, ainda naquela matinê, eles tiveram a chance de conversar, e foi exatamente como se não se vissem há anos. Hoseok chegou espontâneo como apenas era, e jogaram tanta conversa fora junto a drinques gostosos que quando o mais velho despediu-se, Jimin sequer lembrou de salvar o número do celular alheio. Até mesmo tentou sair e buscar pelo garoto, mas ligeiramente fitou-o correr para pegar o transporte público no outro quarteirão.

Depois daquele momento nunca mais se viram. O mais novo acabou esquecendo-se dele por conta de todos os seus afazeres. Os cursinhos, a faculdade, as desilusões amorosas, as traições, tudo fez um reboliço tamanho que não conseguiu mais pensar em procurar Jung Hoseok.

Entretanto, sem mais ou menos, eles estavam frente a frente naquele cubículo. E de agora em diante trabalhariam sob o mesmo teto.

Jimin ainda estava atônito.

— Você está bem? – a voz alheia soou, fazendo-o piscar algumas vezes, assimilando a mudança nela também. — Quem diria que estaríamos nessas situações, não é?

Com a realidade caindo sobre seus ombros, acabou soltando um riso. O manear negativo com a cabeça ocorreu conforme rumava mais perto do rapaz, cumprimentando-o com um abraço que não exercia há um tempo.

— Você mudou muito, meu Deus. – Jimin comentou involuntariamente, arrancando um riso breve do mais alto.

— Você também mudou bastante, nem parece aquele garotinho que brincava comigo na primeira série. – comentou com humor, já separando-se dos braços alheios. — Seu chefe é bem sério, né? E, oh! Você continua baixinho. – riu breve, não demorando nem dois segundos para dar ao mais novo uma feição emburrada. Hoseok sabia como o, atualmente ruivo, se sentia naquele fator.

— Eu não me incomodo mais com isso, ok? Agora vamos aqui, eu preciso te explicar as coisas. Namjoon gosta de tudo organizado e certinho, você precisa ter a confirmação de todas suas reuniões, saber de seus horários, e não prejudicá-lo de maneira alguma por conta de um erro. Ele fica furioso quando tem sua agenda conturbada. – foi proferindo calmamente enquanto sentava-se em sua cadeira giratória, deixando o outro sentar-se à sua frente, atento às suas palavras.

Nos próximos minutos eles visaram todos os pontos precisos para lidar com o superior Kim, mas também descontraíram o ambiente pois ainda era muito surpreendente o encontro que tiveram. Jimin ainda absorvia o fato, e sentia-se feliz por ter a companhia daquele ser mais uma vez. Mesmo que não tiveram um contato grandioso quando mais novos, eles davam-se bem, e conseguiam ter uma amizade bem agradável.

Entretanto, o que estava abismando o mais jovem era exatamente a beleza exuberante que Hoseok apresentava. Era como se ele fosse um tipo de ímã para seus orbes. Ele tinha mudado muito, muito e muito. Contudo, acabou fixando em sua mente que se começasse a encará-lo demais poderia gerar algum tipo de dúvida, e aquilo não era necessário.

Tempos depois a secretária Minyoung retornou com planilhas para que pudessem serem conferidas e tirou Hoseok da sala por Jin estar o chamando. Jimin respirou fundo e sentiu a fragrância do castanho no recinto. Sua cabeça tombou para trás antes de fitar aqueles papéis. Não estava sabendo o que pensar, mas sentia que seus dias poderiam ser mais agradáveis dali em diante.

×

Se dissesse que não estava sobrecarregado, estaria contando a maior mentira de sua vida. Ultimamente tivera muitas responsabilidades acima de seus ombros e se via totalmente sufocado. Naquele dia nem o frio estava lhe sendo útil pois não conseguia o sentir, a autopressão e o tiquetaque do relógio estavam forte demais. Sequer tinha avistado Hoseok naquela manhã.

— Jimin, você terminou o que deixei com você? Acho que é hoje que o chefe surta. - A mulher de cabelos médios surgiu na sala.

— Estou terminando. O que está acontecendo hoje? Todo esse clima me desconcentra. – soltou num suspiro, conferindo que haviam apenas mais duas folhas para arrumar. Odiava ter que consertar problemas alheios, mas naquele caso a responsável por tais não estava presente. Era uma reação em cadeia, onde um erro acometia em outros, e isso era uma péssima coisa. — Assim que eu acabar eu te chamo.

A porta foi fechada pela milésima vez e os olhos de Jimin se reviraram. Só por Deus para que seguisse aquelas tarefas corretas naquele ambiente. Suspirou audível, focando no que tinha a fazer.

Usando um método que lhe parecia mais ligeiro, finalizou a correção em alguns minutos. Voltou a conferir as sete folhas e posteriormente chamou Minyoung, entregando-a tudo que devia, logo vendo a mesma sair apressada do âmbito.

Menos uma.

 

 

Já se passavam das dezoito quando conseguiu um tempo de paz, cujo instante tudo se encontrava perfeitamente organizado. Jimin se sentia cansado, não estava acostumado àqueles dias onde trabalhava por dois ou mais. Agora, enquanto ajeitava seus pertences para partir, sentia-se melhor já que o descanso estava garantido, e ainda por mais dois dias. Maravilhosa sexta-feira era aquela.

Seus ombros pesavam quando deixou a sala, e no momento desejou apenas uma água quente que lhe retirasse parte do cansaço. Estalou o pescoço, e o que fitou assim que dera os primeiros passos afetou de alguma forma seu lado esquerdo do peito. Era comum ver Hoseok e Yoongi trocando algumas palavras, mas a ideia que estavam se tornando verdadeiros amigos afligia o de cabelos rubros.

Fazia-se quase exatos dois meses que o acastanhado fora contratado, porém na cabeça de Jimin não existia lógica aqueles dois estarem naquela intimidade em tão pouco tempo. E quando dizia “naquela intimidade”, na realidade era apenas o braço do recém-empregado em volta do pescoço do de cabelos descoloridos. Yoongi não gostava de toques quando sequer conhecia alguém direito, mas não o afastava de qualquer forma.

O que lhe importava, afinal? Refletiu, por fim, Jimin. Não tinha nada a ver com o fato e ambos possuíam o direito de fazerem o que bem entenderem. Balançou suavemente a cabeça para os lados, voltando a caminhar em direção à saída.

— Jimin-ah! – o faria, porém a voz alta lhe fez estático, para logo voltar-se para o dono. — Você já está saindo? – assentiu com a cabeça para o castanho. — Se importa com minha companhia?

Por que não acompanha o Yoongi?

— Não, não me importo não. Mas você não vai pro lado contrário do meu?

— Hoje eu vou visitar e ficar o final de semana com a minha avó, então está tudo bem.

— Hm… Então vamos.

Antes de realmente ir, teve que aguardar o mais velho se despedir com um aceno do novo amigo, que aliás era o seu amigo também. Parte do caminho posteriormente foi feito em silêncio, mas Hoseok sempre insistia em puxar algum assunto. Sua voz suavemente grossa soava com comentários desde sobre o ambiente que os rondava até ocorridos no trabalho. Park Jimin respondia uma coisa ou outra, sentindo suas têmporas doerem. Ótimo, apenas para completar, pensou.

— Jimin, você está bem? – o mesmo olhou para seu lado direito, onde situava-se o Jung repousado no assento do metrô. Suas palavras eram mansas. — Está muito cansado?

— É só uma dor de cabeça. – repuxou minimamente seus lábios num sorriso de canto breve, desviando o olhar. — Hoje o dia foi puxado, você me desculpa por não estar sendo uma boa companhia?

Jimin olhou Hoseok, mas Hoseok já estava o olhando. Assim, logo os olhos do castanhos se tornaram demasiadamente atrativos para que os admirasse. Orbes escurinhos, com um brilho ao fundo. Olhos bonitos.

— Para de ser bobo, Jimin-ah. Você é uma boa companhia, o único que não está sendo sou eu, que não paro de falar enquanto você está morto de cansaço. – maneou a cabeça para os lados. — Sabe, falta bastante pra a estação, se quiser tirar um cochilo eu te acordo depois.

Aquela não lhe pareceu uma má ideia, então se aconchegou no assento e assustadoramente pegou no sono em poucos instantes. Jimin poderia não estar ciente de seus atos, mas neste momento de inconsciência acabou pousando sua cabeça nos ombros do mais velho. E este, por sua vez, achou o ato um tanto gracioso, mesmo que alguns olhares se dirigissem a ambos. Hoseok aproveitou a fragrância dos fios avermelhados por todas as estações, até que chegassem ao fim da linha.

E partissem, agora para lados distintos. 


Notas Finais


Bom, aqui tivemos mais um ponto de vista do Jimin, e aos poucos vocês vão conhecendo todos da estória, certo? Eu espero que tenha sido agradável esse começo, eu estava muito ansiosa pra postar isso! Qualquer erro gritante podem me apontar, ok? Muito obrigada desde já, e qualquer coisa é só chamar no twitter: https://twitter.com/tuanwangy


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