História Donos do Destino. - Capítulo 31


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dirah, Drama, Revelaçoes, Romance
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Palavras 2.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oie gente, boa leitura.

Capítulo 31 - Temos todo tempo do mundo.


Ele se afastou de mim quando escutamos alguém forçar um pigarro. Ops! O Doutor Vinícius estava parado na porta e se aproximou da cama quando Dii voltou á sentar. Estávamos tentando ao máximo conter o riso, mas em vão, pois ainda existia traços de um sorriso em nossos rostos. Olhei pra Dii e depois para o Vinícius.

- Então, como está se sentindo Larah?

- Melhor, com um pouco de dor na costela mas nada de mais.

- Então se continuar assim amanhã mesmo te dou alta mas ainda vai continuar tomando alguns remédios que irei receitar pro caso de alguma dor.

- Ok. Fique bem. - Ele sorriu pra nós dois e saiu fechando a porta.

- Quando você vai embora?

- Quando seus pais chegarem. Está em expulsando?

- Claro que não. Você sabe onde está meu celular? - Ele pensou um pouco antes de dizer que não sabia. - Queria ligar pra Vó Lupita, me empresta o seu?

- Você decorou o número dela?

- Não, você tem? - Ele negou com a cabeça. Droga!

- Talvez ela venha com seus pais. - Sugeriu.

- É, pode ser. - Então ficamos conversando sobre assuntos aleatórios pelo resto da tarde.

Acordei com mamãe acariciando meu rosto. Acabei dormindo depois do jantar. Ela me beijou, sorri. Olhei em volta e não vi mais ninguém, somos só eu e ela. Franzi a testa sem acreditar no que vi.

- Onde o Diego está?

- Foi pra casa com seu pai.

- Nem se despediu.

- Você estava dormindo querida, optamos por não acordá- la.

- Cadê minha Vó?

- Ficou descansando.

- Me empresta seu celular? Quero muito falar com ela.

- Ah filha, quando saímos de casa ela já estava dormindo. Você deve fazer o mesmo, tem que está descansada pra sair logo daqui.

- Eu vou sair mãe... O Doutor Vinícius disse que se a dor não me incomodar tanto, pela manhã me dará alta.

- Então dorme, vou te acordar bem cedinho. - Me deu um beijo e sentou-se na poltrona que ainda estava do lado da cama.

***********

- Deixa que eu levo sua mochila filha. - Papai me disse ao abrir a porta do carro. Enfim em casa. Sim, recebi alta. Eu ainda sentia umas dores mas nada que não dê pra aguentar. Entreguei minha mochila pra ele e me juntei á mamãe que abria a porta de casa. Jade surgiu da sala de jantar assim que entramos e me abraçou.

- Aaii. - Fiz uma careta ao sentir minha costela doer. Ela ficou sem jeito e se desculpou. - Tudo bem.

- Fiz bolo de laranja que você adora.

- Hmm. Posso comer agora?

- Mas filha já vamos almoçar.

- Pai...

- Seu pai entá brincando filha. Vai comer, vamos guardar essas coisas. - Falou e eles subiram.

- Acho que posso sim. - Segui Jade até a mesa e sentei. - Onde está todo mundo? - Perguntei enquanto ela cortava um pedaço do bolo e colocava num prato.

- Lá em cima, ainda devem está dormindo. Agora come que eu vou pegar um suco pra você.

- Pode deixar.

- Maracujá?

- Unrum. Maracujá. - Ela entrou na cozinha enquanto eu comia. Comi e tomei o suco logo que ela trouxe, agradeci e subi a escada devagar, estou louca pra ver a Vó Lupita. Primeiro olhei em meu quarto, mas só o Dii estava dormindo na minha cama, não o acordei e fui no outro quarto, nada dela, Luana também dormia. Estranho, bati na porta do quarto dos meus pais e entrei em seguida. Eles conversavam sentados na cama.

- Procurando alguma coisa filha? - Mamãe me perguntou.

- Unrum. Depois eu continuo, preciso falar com vocês!

- Temos todo tempo do mundo. - Meu pai falou puxando uma cadeira pra perto da cama, sentei, ficando de frente pra eles. - Começa.

- Vocês não acham que já sei de muito pra ficarem escondendo todo esse lance do passado de vocês não? - Falei olhando pra eles.

- Filha...

- Deixa que eu falo Fernando. - Mamãe não deixou meu pai terminar de falar.

- Mas...

- Por favor.

- OK. - Ele concordou, mesmo não parecendo aceitar.

- O que você já sabe? - Ela me perguntou porém não entendi.

- Eu já contei pra ela filha, tá tudo bem. * Então falei tudo o que já sabia desde o pedacinho do passado até o aparecimento do Rafael lá em casa. Minha mãe pareceu chateada por ter ficado de fora do primeiro sequestro. *

- Tudo isso realmente aconteceu, desde o início, desde quando eu e seu pai assumimos o namoro, nunca chegamos à imaginar que ele seria capaz de causar tanto problema, tá, já sabíamos o que ele sentia por mim, o que ele achava do nosso relacionamento, mas naquele momento, o que realmente importava era o que eu e seu pai sentíamos, amor. Ele de fato não aceitou, e foi aí que começou toda essa loucura. - Ela parou de falar.

- Continua mãe... - Meu pai apertou sua mão e incentivou ela, fazendo que sim com a cabeça. Então voltou à falar.

- Bom, no começo ele nos ignorava mas não fazia tanta diferença pois tínhamos um ao outro. No último ano de escola foi onde ele fez a primeira loucura, quando se trancou comigo no banheiro e tentou me agarrar à força, por sorte seu pai sentiu minha falta e nos encontrou. Tudo piorou quando terminamos os estudos e seu pai me pediu em casamento, ele enlouqueceu de tal maneira que optamos por mudar de cidade. Lupita não sabia das ações do Rafael, nem falávamos disso com ela, sempre teve a saúde frágil, passar por um desgosto desse poderia causar sérios problemas. Ia fazer dois anos depois ele nos encontrou, aí já tínhamos a Luana e uma bebê na barriga...

- Como ele se chamava? - Interrompida.

- Felipe. Estava grávida de seis meses.

- Ahh...

- Continuando, ele acabou me encontrado e seu pai nos viu junto, pirou, então brigamos feio e acabei caindo de barriga no chão, quando me dei conta estava sangrando bastante e naquele instante sabia que tinha alguma coisa errada. Corremos pra um hospital e o bebê já não estava mais com vida. Foi horrível e mudamos de novo de cidade, Luana ainda ia fazer três anos quando descobrimos que vinha outro bebê à caminho...

- Eu? - A interropi mais uma vez.

- Sim filha, nossa vida voltou a ter cores e flores. Ele sumiu por um tempo voltando à aparecer à dois anos.

- Quando mudamos pra cidade antiga? - De novo.

- Sim, e nos achou mais uma vez, foi quando nos mudamos pra cá.

- E aí perceberam que mudança não é a melhor solução? - Perguntei.

- Da pior maneira possível. Quando demos por sua falta, seu pai ligou feito um louco pra você e ficou em choque quando ouviu a voz dele pelo celular. Foi aí onde nosso pesadelo começou.

- Como vocês me encontraram?

- Acho que seu pai vai querer falar essa parte. - Ela sugeriu, ele sorriu com a ideia, adora falar.

- Fiquei desesperado quando percebi que tinha te sequestrado mais uma vez, sua mãe correu para o escritório e se juntou à uns amigos para tentar rastrear seu celular, mas isso só foi possível no outro dia, foi uma das piores noites da nossa vida. Quando finalmente conseguimos, seguimos correndo até lá mas já era tarde, aquele covarde não estava mais lá, só vimos você jogada naquele colchão imundo. Eu só pensava em matar ele, mas o cretino é esperto.

- Ele não deixou nenhuma pista?

- Algumas, estamos fazendo o impossível, vamos prender aquele ser desprezível. - Mamãe falou cheia de certeza.

- Tomara, obrigada por me contarem. 

- Você começou à fazer parte da história, nada mais justo. - Papai sorriu quando ouviu minha mãe falar isso. - Mas o que estava procurando?

- Hmm... Minha Vó. - Eles se entreolharam e depois voltaram à me olhar. - Aconteceu alguma coisa com ela? -Naquele instante já comecei à sentir um aperto no coração.

- Sua Vó está no hospital. - Papai falou com a voz falha.

- Quê? O que aconteceu com ela? - Meus olhos encheram de lágrimas e comecei à respirar um pouco mais devagar - Não me escondam nada ...

- Ela já sabe de tudo. 

- Mas quem falou pra ela pai? Você disse que não ia contar.

- Ela ligou os fatos, não dava mais pra esconder, uma hora ou outra ia saber o monstro que criou. 

- Onde ela está?

- No hospital.

- Foi tão grave assim?

- Ela teve um AVC, está em coma.

- E vocês não me disseram nada!? - Agora as lágrimas rolavam por meu rosto, estavam encontráveis, não posso pensar na hipótese de perdê-la. Mamãe levantou e encostou seu corpo ao meu, continuei sentado e coloquei os braços em volta de sua cintura encostando minha cabeça em sua barriga. Ela beijou o topo da minha cabeça e me acariciou.

- Ela vai ficar bem filha, Lupita é forte, assim como você!

- Eu quero ver ela.

- Não, agora não. Você acabou de sair do hospital também, não vai voltar lá nem tão cedo. Ela vai melhorar.

- E quando acordar, posso ir vê-la?

- Sim. - Me deu outro beijo e se afastou para que papai pudesse me abraçar também. Retribui, ele tomou os devidos cuidados para não me machucar.

- Me promete uma coisa?

- O quê pai? - Olhei em seus olhos.

- Não se preocupar com isso. Preciso de você forte, ela precisa de você . - Respirei fundo e prometi não me preocupar tanto. - Te amo, tá filha?

- Também amo você pai. - Lhe dei um beijo na bochecha depois de ter levantado. Mamãe se juntou à nós e ficamos ali juntinhos por um tempo.

- Chega desse clima aqui. Vamos colocar sorriso nos nossos rostos pois você já está em casa e bem, e torcer bastante pela Vó Lupita, ela sairá dessa.

- Você tem razão mãe. -  Enxuguei o rosto e sorri para acompanha-los. - Vou falar com o Diego.

- Vai mesmo namorar ele filha?

- Vou, eu amo o Diego pai, aliás porque começou à tratar ele desse jeito?

- Ciúmes filha, seu pai tem ciúmes.

- Ah pai, você tem a mamãe.

- Eu sei, mas ainda sim, sinto ciúmes de você com aquele garoto mas vou confessar, ele é um cara legal.

- É sim. Não deixa ele pensar que você o odeia.

- Não vou. Agora vai antes que eu mude de idéia e te prenda aqui.

- Você não teria coragem.

- Ah teria sim...

- Pai você está me assustando.

- Desculpa filha, não foi minha intenção.

- Fernando, nossa filha está abalada com o sequestro.

- Ah Mariana já falei que não tive intenção.

- Não tem problema mesmo gente. Nos vemos no almoço. - Mandei um beijo no ar pra eles e saí fechando a porta. Ai, vó... Espero que você fique bem, não suportaria te perder. Voltei ao quarto com esse pensamento martelando em minha cabeça. Dii já tinha levantado e estava no banheiro, sentei na ponta da cama e finalmente reecontrei meu celular, alguém o tinha deixado na mesinha ao lado da cama. Meus pais estavam desesperados mesmo, tinha muitas mensagens e ligações. Li tudo, realmente estavam preocupados. Suspirei e levantei a cabeça quando vi Dii sair do banheiro. Sorri, ele retribuiu e caminhou até ficar bem junto de mim, abaixou a cabeça e me deu um selinho demorado. Suspirei novamente.

- Que bom que você chegou. Estava cheio de saudade.

- Também estava morrendo de saudade. Você já sabia da Vó Lupita?

- Unrum, seus pais pediram pra não comentar nada, não queriam deixar você preocupada.

- Ele falaram. Será que dá pra gente matar a saudade?

- O quanto você quiser minha louca destemida. - Ele sentou ao meu lado e me beijou, me beijou e não parou, retribui e ficamos ali matando a saudade.

                       ***************

Eu e Dii optamos por deitar na cama após o almoço, não falamos muito, o clima não estava muito legal, mesmo não desmotrando todos ali presentes estavam preocupados com a Vó Lupita, eram quase 16:00 horas quando alguém bateu na porta. Eu disse que estava aberta e Luana entrou em seguida. Sorriu ao nos ver.

- Posso me juntar à vocês? Estou sozinha lá no outro quarto e está um tédio.

- Claro Luana, vem. - Dii ficou empressado no canto da cama, eu no meio e Launa na ponta.

- Gente, eu não quero atrapalhar vocês.

- Já matei a saudade da Sophi Luana.

- Você transou com a minha irmã Diego?

- Não Luana! - Ele respondeu na defensiva.

- Sério que você quer falar sobre isso Luana? - Perguntei.

- Ah, não é nada demais. Vocês vão morrer virgens?

- Não. -Eu e Dii respondemos juntos. - Só não chegou o momento certo. - Continuei.

- Isso aí. - Dii confirmou.

- OK então. Mas se lembrem que camisinha é pra ser usada e não pra encher e fingir que é um balão.

- Calma, você e o Pedro faziam isso? - Ela riu ao me olhar, Dii também.

- Se eu disser que não, vou estar mentindo.

- Então tá aí o motivo da gravidez.

- Nem foi, acho que estávamos bêbados.

- Já se imaginou contando como o seu filho foi criado? - Todos rimos e ela como sempre tinha uma resposta na ponta da lingua. 


Notas Finais


Obgd por ler.
Comentem o que estão achando.
Até o próximo capítulo. 😘😘😘😍😉☺


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