História Donos do Destino. - Capítulo 32


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dirah, Drama, Revelaçoes, Romance
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Palavras 2.158
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiie!!
Boa leitura!

Capítulo 32 - Eu sou virgem!


- Gente, eu não quero atrapalhar vocês.

- Já matei a saudade da Sophi Luana.

- Você transou com a minha irmã Diego?

- Não Luana! - Ele respondeu na defensiva.

- Sério que você quer falar sobre isso Luana? - Perguntei.

- Ah, não é nada demais. Vocês vão morrer virgens?

- Não. -Eu e Dii respondemos juntos. - Só não chegou o momento certo. - Continuei.

- Isso aí. - Dii confirmou.

- OK então. Mas se lembrem que camisinha é pra ser usada e não pra encher e fingir que é um balão.

- Calma, você e o Pedro faziam isso? - Ela riu ao me olhar, Dii também.

- Se eu disser que não, vou estar mentindo.

- Então tá aí o motivo da gravidez.

- Nem foi, acho que estávamos bêbados.

- Já se imaginou contando como o seu filho foi criado? - Todos rimos e ela como sempre tinha uma resposta na ponta da lingua.

- Ainda tenho muitos tempo pra pensar.

- Ai não vejo a hora de ver meu sobrinho.

- Desse jeito você vai surtar antes dele nascer.

                        *************

- Sophi!

- Me deixa!

- Eu não vou te deixar.

- Então vem comigo.

- Não, isso é loucura.

- Fica aí então.

- Sophi!

- Para de fazer barulho caramba!

- Volta.

- Vem! - Dessa vez eu gritei, estávamos na porta de casa, eram quase 19:00 e eu queria ir ver minha Vó, como sempre o Diego ficou com o pé atrás. AAAH!

- Para com isso mano! Você é louca.

- Isso não importa agora. Você vem ou não?

- Olha eu sou capaz de tudo por você, mas não quero que se machuque, sem falar que seu pai me mataria.

- Você não me ama então? - Ele se juntou à mim na calçada em frente a minha casa e me olhou nos olhos.

- É claro que eu te amo meu amor, sou louco por você! Por isso que estou tentando fazer você desistir dessa idéia nada legal.

- Repete.

- É claro que...

- Não essa parte! - Falei antes que ele continuasse à falar.

- Não estou entendendo.

- Aahh, você disse meu amor.

- Isso é ruim?

- Você nunca falou isso antes.

- Eu nunca te chamei de meu amor?

- Não, nunca!

- Meu amor! - Sorri, ele também. E repetiu essa mantra muitas e muitas vezes.

- Eu te amo! - O beijei, só paramos quando nos faltou fôlego.

- Desiste dessa loucura. Entra comigo, vamos aproveitar, amanhã cedinho vou embora.

- Minha Vó...

- Ela está bem. Vem! - Mesmo contra todas as minhas vontades entrei com ele e subimos pro quarto.

- Tá, já que me atrapalhou trata de arrumar alguma coisa pra gente fazer. - Falei sentando na cama.

- Acho que você já sabe o que quero fazer. - Falou sentando perto de mim. Agora estamos de frente um pro outro.

- Se for o que estou pensando, não parece uma má ideia. - E não falamos mas nada.

- UNRUM! - Escutamos alguém forçar um pigarro. Sempre tem alguém pra atrapalhar. Nos afastamos. Era meu pai, estava com uma cara ótima, só que não. Olhei pra ele. - Atrapalhei vocês!?

- Sim pai. -Dii me cutucou. O encarei e voltei à olhar pro meu pai. - Aconteceu alguma coisa pai?

- Sim, mas acho que você está ocupada demais pra ouvir alguma coisa.

- Ah pai, sem essa por favor. Namorados se beijam.

- Não precisa me lembrar. É só que ele quase engoliu você. - Eu ri mas ninguém me acompanhou. O Dii estava timidamente sem jeito.

- Pai! Fala o que você veio dizer.

- Sua Vó...

- O que tem ela? - O interrompi. Meu coração passou para super velocidade em segundos.

- Ela acordou. Acabaram de ligar do hospital.

- Vamos lá!

- Não! Eu vou. Você vai ficar aí.

- Quê?

- É o que você escutou. Nunca pensei que fosse pedir isso, Diego não deixe essa menina sair.

- Não vou deixar.

- Ninguém vai me impedir. - Meu pai me encarava com uma cara não muito boa.

- Sophi escuta seu pai.

- Isso Larah, escuta seu namorado. Você ainda está se recuperando.

- Aaahh!

- Isso. Gritar vai amenizar a sua raiva, o seu ódio. Eu te ligo! - E saiu do quarto.

- Como eu odeio isso. - Soquei a cama forte. Diego me encarava e tinha uma pontinha de sorriso em seu rosto. Tentei ao máximo não acompanhá-lo mas não consegui. - Para amor! - Parei sem acreditar no que falei.

- Que lindo amor.

- Ah Diego!

- Sério! Fala de novo. Adorei te ouvir falando isso.

- Aah...

- Vai. 

- AMOR! - Gritei dessa vez. - Ele sorriu e me abraçou. - Te amo.

- Também te amo. - Nos beijamos por um tempo e depois deitamos. Coloquei minha cabeça em cima do seu braço, nossos olhos olhavam o teto.

- Dii?

- Hmm?

- Meu pai não te odeia, sabia?

- Mesmo?

- Unrum.

- Ele disse isso?

- Unrum, falou que você é um cara legal.

- Menos mal, acho que vou começar à chamá-lo de sogrão.

- Ei, vai com calma.

- Okay. Meu sogrão ainda vai me amar.

- Acho que amar é uma palavra muito forte pra ele. Talvez gostar de você.

- Pode ser. Mas o que importa mesmo eu já tenho.

- O quê ?

- Seu amor.

- Você tá tão romântico Dii...

- Sempre fui.

- Começou à demonstrar agora.

- Eu aprendi tarde à demonstrar o que sinto.

- Eu também. Que bom que aprendemos à tempo de não perdemos um ao outro.

- É. Seu aniversário está chegando.

- Eu sei. Você vai vim né?

- Mas vai cair no dia de quarta-feira. Meus pais vão ficar putos se eu perder aula.

- Droga! Bom, eu posso fazer uma comemoraçãozinha na sexta-feira à noite.

- É, e a Luana pode vir comigo.

- Ótima idéia. Tomara que a Vó Lupita já esteja aqui.

- Ela vai está. - Beijou minha testa e acabamos pegando no sono.

                               **************

 Acordei as 06:00 da manhã, Dii roncava ao meu lado. Tomei banho e fiz minhas higienes. Troquei de roupa( um vestido soltinho) e desci correndo. Meu pai nem ligou ontem pra falar alguma coisa sobre minha Vó. Não tinha ninguém lá embaixo, nem mesmo a Jade estava lá. Tomei um copo de suco e subi pro quarto. Peguei meu celular e sentei na cama.

- Oi Larah? - Meu pai atendeu no quarto toque.

- Oi. Porque você não ligou ontem? Cadê minha Vó?

- Acabei dormindo filha. Sua Vó está bem. - Depois de ouvir isso fiquei mais tranquila.

- Que bom. Vou aí.

- Não quero ver você de novo em um hospital.

- Na hora da visita pai, por favor.

- Eu vou te buscar aí.

- Tá bom.

- Cadê sua irmã?

- Dormindo, eu acho.

- O médico chegou aqui. Quando eu tiver indo aí te ligo. - Ele desligou. Senti Dii sentando na cama. Olhei pra ele que bocejava e esfregava os olhos com as costas das mãos. Sorri.

- Posso saber o motivo desse sorriso? - Falou arqueando uma sombrancelha.

- Sim. Vó Lupita está bem.

- Tá vendo? Nem precisou de todo aquele aperreio.

- É. Vai tomar banho que eu vou descer pra procurar a Jade.

- Tá. - Ele me deu um selinho e entrou no banheiro. Desci e encontrei Jade entrando em casa.

- Bom dia florzinha.

- Bom dia Flor. Eu tava te procurando.

- Ah, eu fui no mercado comprar umas coisas. Já tomou café?

- Você me mimou demais nesse quesito.

- Acho que sim. Cadê os outros? - Ela falou entrando na cozinha, à segui. Sentei no banco do balcão.

- O Dii está descendo e a Luana eu não sei... Vou chamar ela.

- Tá. Não demora pro café não esfriar. - Então subi e entrei no quarto da Luana.

- Já ouviu falar em bater antes de entrar? - Ela estava sentada na cama com o celular na mão.

- Unrum. Não sou muito de seguir esses padrões, sabe?

- Sei.

- Você não vem tomar café?

- Vou. - Levantou da cama e se juntou à mim, Dii também e tomamos café.

Dii estava me enchendo de beijo quando Luana entrou no quarto nos atrapalhando.

- Ei, o casalzinho ai!

- Hmm. - Falei ao me afastar meus lábios do de Dii.

- A Letícia chegou Diego.

- Quem é Letícia?

- Calma Larah, não é nenhuma amiguinha do seu namorado. Ela é minha amiga. - Apenas semicerrei os olhos pra ela e descemos. Luana entrou no lado do passageiro enquanto Dii se despedia de mim com um beijo demorado.

- Se cuida e por favor, não faça nenhuma loucura.

- OK. Me manda mensagem quando chegar. - Letícia acenou pra mim, acenei de volta e entrei em casa assim que o carro sumiu no fim da rua. Sozinha de novo. Subi pro quarto e decidi ligar pro meu pai.

- Pai?

- Oi Larah?

- Vocês não vêm pra casa?

- No almoço querida. Sua Vó te mandou um beijo.

- Outro pra ela. Diz que a amo muito.

- Tá. Diego e Luana já foram?

- Já. Agora à pouco.

- Nos vemos no almoço. Se comporte.

- Eu sei... - Desliguei e desci. Fiquei ajudando Jade com o almoço. Meus pais chegaram na hora certa, eu tinha acabado de colocar a mesa. Eles tomaram banho e depois se juntaram à mim. Comemos sem falar muito. Eles me falaram da minha vó. Se ela continuar reagindo bem, ainda essa semana terá alta. Tomara! Papai subiu e eu e mamãe ficamos ajudando a Jade.

- Filha? - Mamãe falou quando sentamos juntas no sofá.

- Oi mãe?

- Faz tempo que não conversamos direto.

- É, teve a mudança, depois a loucura de sequestro, você só vive trabalhando, eu na escola, fica difícil.

- Você tem razão.

- Se quiser podemos conversar agora. Não vou fazer nada mesmo.

- Ótima idéia.

- Sobre o que quer conversar?

- Coisas de mulher.

- Coisas de mulher dona Mariana?

- Sim querida.

- O que você quer saber?

- Hmm...

- Pode perguntar mãe.

- Você e o Diego já...hmmm... Como eu posso dizer..

- Se a gente transou?

- Isso.

- Sério mãe? Aposto que meu pai te mandou perguntar isso.

- Foi.

- Diz pra ele ficar tranquilo. Eu sou virgem.

- Filha desde quando você fala essas coisas com tanta facilidade?

- Ah mãe, os tempos mudaram. Vai me dizer que você nunca falou disso com a sua mãe?

- Não. Naquele tempo tudo era mais difícil.

- E você, o que acha?

- Sobre?

- Tipo, quando é o momento certo pra se ter uma relação sexual?

- Que pergunta filha!

- Responde mãe.

- Me diz o que você pensa.

- Mesmo?

- Sim.

- Bom, acredito que não tem uma idade certa pra isso e sim o momento certo.

- Exemplo?

- Quando você se sentir segura em relação à isso e ao seu corpo e principalmente confiança no seu parceiro, namorado, ou seja lá quem for a pessoa à te tirar sua virgindade.

- Estou chocada com o tanto de informações que você está me contando.

- Ah mãe. Você quem mandou.

- Já vi que tenho uma filha e tanto.

- Só uma mesmo.

- O que você quer dizer com isso?

- Nada...

- Diz.

- Já falei que não é nada mãe. Posso fazer uma pergunta?

- Vai em frente.

- Já pensou em ter netinhos?

- Que pergunta é essa Larah? Você nem... E já quer ter filhos?

- Lógico que não mãe! Quero curtir e muito a vida.

- E porque a pergunta?

- Curiosidade. - Ela semicerrou os olhos pra mim, mas logo se rendeu.

- Sempre penso em quando você e sua irmã me derem netinhos.

- Então se eu engravidar você vai aceitar de boa?

- Sim. Mas ainda é muito cedo pra você pensar nisso Larah. Por isso existe camisinha.

- Ah mãe, mas tem gente que mesmo com camisinha engravida, ou simplesmente tem camisinha e não usa.

- Pois é. Espero que você não seja uma dessas pessoas. Seu pai ficaria louco.

- Você sabe manter ele calmo.

- É. Foi bom conversar com você e ver que sabe até mais do que eu, mas vou descansar um pouco.

- Vai lá.

- Te amo, qualquer coisa pode contar comigo.

- Também te amo mãe, pode deixar. - Ela beijou minha testa e subiu. Ah sobre esse papo de netos, podem tirar isso da cabeça, quero curtir a vida. Só queria testar a zona de conflito pra Luana. Deitei no sofá e fiquei fuçando minhas redes sociais. 


Notas Finais


Obrigada por ler.
Até o próximo capítulo.
😘😘😍😄😀😊


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