História (Don't) Be Natural - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXID
Personagens Hani, Hyerin, Junghwa, LE, Solji
Tags Dasoni, Exidope, Hyeni, Tom & Jerry, Yuri
Visualizações 49
Palavras 1.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, FemmeSlash, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Fiz questão de postar hoje só para não ficar um mês sem atualizar essa fanfic. Novamente, prometo que não desistirei dela tão fácil.

Boa leitura <3.

Capítulo 7 - Ciúmes


Desde o dia em que Solji sentou-se comigo e com as meninas no intervalo, nossa relação evoluiu bastante, me arrisco a dizer. Nós duas gostamos de ler, e isto sempre acabava fazendo com que nossas conversas fluíssem muito bem. Ouso chamar o que temos de amizade.

Bem, óbvio que eu não estava cem por cento contente com estes fatos. Minha intenção com Solji no dia que conversamos pela primeira vez não foi exatamente ter uma boa amizade ou algo parecido. E, acredite, se eu já me sentia atraída por ela apenas observando seu cabelo, imagine agora que descobri que ela tem um gosto cultural, em geral, muito semelhante ao meu. E ela também não havia fugido e em nenhum momento foi rude comigo ou algo assim; só parecia que ela nem mesmo pensava (e muito menos considerava) na hipótese de ter algo a mais comigo. Isto fez com que eu me visse presa em duas possibilidades.

Eu poderia aceitar sua heterossexualidade, de uma vez por todas, e simplesmente tê-la como mais uma amiga do colégio.

Ou então, poderia começar a focar mais no lance de vampira e ver se conseguia chamar a atenção dela por este meio. O maior clichê entre garotas de ensino médio nestes tempos são vampiros, afinal. Por que não?

Talvez, eu devesse ter decidido o que fazer mais cedo, porque agora só me vejo praticando a segunda opção. Acho que não seria tão fácil simplesmente deixar de gostar dela daquele jeito (admito que, talvez, mas só talvez, eu esteja um pouquinho apaixonada), então a primeira hipótese foi jogada no lixo; sem dó, nem piedade.

Já faz semanas que Wheein me deu a luz para a ideia de vampira e eu sempre acabo me esquecendo disto ou então, adio o plano. Engraçado, foi a mesma coisa quando Junghwa me persuadiu a tentar fazer uma dieta controlada com ela; comi salada no primeiro dia. No segundo, pedi pizza para compensar todo o meu esforço ao ingerir todo aquele mato que, sinceramente, para mim eram todos iguais. Se alguém quiser me mandar um e-mail explicando-me a diferença entre rúcula, coentro, manjericão e salsa, eu agredeceria. Só não prometo que gastarei meu tempo lendo-o.

Enfim, foco. Vampiros. Agora estou levando o plano a sério, de verdade. Sempre que me sentir desmotivada ou pensar "ah, amanhã eu posso agir de uma maneira um pouquinho mais misteriosa, mas hoje vou sorrir até meus lábios rasgarem", tenho que me lembrar da reação de Wheein no trem ao pensar que eu era uma vampira. Estou seriamente pensando em fazer uma tatuagem dizendo "Wheein tentou te beijar, sua idiota. Siga o plano. Sempre. Siga. O. Plano." em ambas as mãos.

Primeiro passo; lembrando-me que vampiros não precisam necessariamente dormir, coloquei meu próprio celular para despertar uma hora e meia antes do horário usual. Um grande sacrifício, eu sei. Eu até programaria para um pouquinho mais tarde caso Junghwa não acordasse cedo também. Eu queria estar de pé antes dela e para isto, infelizmente, aquele era o horário perfeito.

Abri os olhos alguns segundos depois da música padrão do telefone começar a tocar, indicando que já estava na hora de levantar da cama. E eu juro que quase mandei a estratégia toda se danar para conseguir algum tempo a mais de sono, mas ao esfregar os olhos com as mãos, lembrei-me de minha tatuagem invisível. Sempre siga o plano, Heeyeon. As regras não são tão complicadas assim.

Sentei-me na cama e liguei o abajur de meu criado-mudo. A iluminação me mostrou uma Junghwa serena, em um sono profundo. Ela era como aquela criança que, quando você vê dormindo, pensa "uau, até parece um anjinho", mas também sabe que quando acordada, ela faria você explodir em dores de cabeça.

Embebedei-me com aquela cena por mais alguns segundos. Aquela era a primeira vez em anos que via Junghwa dormindo daquele jeito, até porque ela sempre dormiu mais tarde e acordou mais cedo do que eu. Até pensei em tirar uma foto para compartilhar com o resto do pessoal mais tarde. Hyojin com certeza adoraria receber aquela imagem.

Sem mais enrolações, levantei-me da cama e fui até o banheiro. Juro que senti um enorme choque térmico ao ter a água gelada tocando minhas mãos quentinhas. Joguei um pouco – apenas um pouco, afinal, eu não queria morrer antes de beijar Solji – de água em meu rosto e escovei os dentes. Juro que quase me senti naquela cena de Friends onde Joey pega no sono enquanto o faz, mas precisei me manter forte.

Tomei um banho rápido o suficiente para ainda ter muitos minutos sobrando até eu ter que estar na escola. Sobre café da manhã, um copo de café foi o que me permeti ingerir. Mais a mais, me ajudaria a ficar acordada durante todas as cansativas aulas do dia.

Por mais que ainda estivesse cedo, fui dirigindo até o prédio do colégio ao mesmo tempo que aproveitava as vantagens de ter um café quente em meio àquele clima frio. Além de meus livros didáticos, eu também estava trazendo um livro para ler enquanto esperava as aulas começarem. Minhas amigas demorariam para chegar, afinal.

Pelo menos era isto que eu esperava. Entretanto, logo quando deixei o estacionamento para poder sentar-me em um dos bancos que ficavam na frente do prédio e me deliciar com a escrita de Yi Sang, me surpreendi ao ver ninguém mais, ninguém menos, que Solji. Ou ela teve a mesma ideia que eu – já que lia um livro no mesmo lugar onde eu pretendia fazê-lo –, ou simplesmente tem um grande prazer por acordar cedo – o que eu consideraria no mínimo esquisito. Provavelmente havia uma terceira explicação, afinal, poucas pessoas são como Junghwa e gostam de estar acordadas e se mexendo durante o maior tempo possível.

– Hani? O que está fazendo aqui? – ela questionou, já que eu havia me sentado a seu lado sem dizer nenhuma palavra sequer. 

Tomei um gole de café antes de responder.

– Eu sempre acordo mais cedo do que o necessário... – eu sei, mentir é feio. Mas aquela espécie de mentira nunca fazia mal a ninguém, certo? – E hoje eu decidi vir para cá. 

– Ah... Eu tenho que acordar mais cedo porque meu pai tem de ir ao trabalho. Ele que me traz até aqui. – eu não disse que havia uma terceira explicação? Agora eu só precisava continuar falando baixo, como se não tivesse interesse algum naquela conversa. Eu sei, eu sei, soa estúpido. Mas a tatuagem que eu enxergava em minhas mãos era o que estava controlando meus atos naquele momento. – Sempre fico conversando com Junghwa por algum tempo... Ela geralmente aparece aqui mais cedo também.

– É, eu sei. – por mais que nem mesmo a olhasse diretamente no rosto, senti um aperto no coração ao ouvir suas palavras. Não sabia que ela e Junghwa costumavam conversar. Será que a relação entre as duas era mais significativa do que a que eu tinha com Solji? Está certo que Junghwa estava tão grudada em Hyojin que era raro vê-la com outra garota, mas eu não sabia o que esperar de minha irmã. Talvez nós devêssemos conversar um pouco mais. – Sobre o que vocês conversam?

– Bem, nós... – não. Não, não podia ser. Solji simplesmente travou no meio de sua frase. Ela estava pensando no que falar? Iria mentir para mim? Céus, Heeyeon. Pare de ser tão paranóica. E pare de pensar na terceira pessoa, também. – Nós falamos sobre qualquer coisa que surgir. Isto te incomoda? – acertou, de leve, meu braço com seu ombro. A expressão sugestiva em seu rosto fez meu corpo todo se arrepiar.

– Não. – dei de ombros, o mais indiferente possível.

É, Solji, a verdade é que isto me incomoda. Tanto que não consigo colocar em palavras.


Notas Finais


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