História Dont Forget Me - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Backstreet Boys
Personagens AJ MacLean, Brian Littrell, Howie D, Kevin Richardson, Nick Carter, Personagens Originais
Tags Bsb
Exibições 9
Palavras 1.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Suspense

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Dont Forget Me - Capítulo 2 - Capítulo 2

Se sentindo ainda tonta, Lisa faz um esforça para se sentar. Ela olha em volta. Devia ser o quarto dele. Ou... do casal... Fechando um pouco os olhos a moça  coloca as duas mãos na cabeça. Para ela, o quarto continua a  “girar”.

A jovem respira e solta o ar pela boca. Mas o método não funciona. A “garota” volta a deitar. Seu corpo não segue seu comando. Lisa fica parada por um tempo. O silêncio era tanto, que apenas escutava sua própria respiração.

            De repente a moça escuta passos um pouco distante. E ela permanece sem se mover. A porta range um pouco. Lisa resolve abrir os olhos, mesmo sabendo de quem se tratava. Yan estava com uma bandeja nas mãos. Ele a coloca do lado da cama e se senta.

 

            - Trouxe um pedaço de lasanha... e um suco de abacaxi... – ele toca no ombro da jovem

            - ...acho... que não estou com fome... – ela avisa, mesmo sentindo seu estômago “vazio” - ...quero ir pra casa... – com o olhar, Lisa o implora

            - Você não pode ir assim... – Yan questiona - ...tenho medo de você... desmaiar novamente...

            - ...eu gosto de lasanha?... – mudando um pouco o assunto, a moça faz uma careta ao olhar para o prato.

            - A minha lasanha!!... Sim!! – ele sorrir - ... Olha... vamos fazer um acordo... – Yan aponta para a comida. - ...você come... e eu te deixo no aeroporto...

 

            Olhando para o prato, a moça sente um  “embrulho” no estômago. Sorrindo sem graça para o moço, ela afasta a bandeja devagar. Fazendo um gesto com os ombros, Yan também sorrir sem graça.

 

            - Vou te trazer uma macarronada... – ele pega a bandeja e sai do quarto.

 

            Sentindo um extremo constrangimento, Lisa resolve levantar da cama. Com as pernas bambas, ela começa com passos curtos, até finalmente chegar na porta. Ela a abre. A jovem observa o corredor. Quadros dos dois lados das paredes.

            No primeiro passo para fora do ambiente, encontra Yan com a “famosa” bandeja. Ao vê-la, ele balança a cabeça, a reprovando. A moça acaba entrando no quarto novamente.

 

            - Lisa... como você é teimosa... – ele fala

            - Desculpa!!... – o pedido foi a única palavra que ela conseguiu pronunciar

            - ...bom... apetite... – sorrindo, ele coloca a bandeja do lado dela, na cama. Olhando para o prato ela gosta. Sentindo o cheiro da comida, logo começa a salivar. Pegando o garfo com gosto, começa a comer.

            - Humm... muito boa!!... – ela comenta. Yan apenas sorria. Parecia feliz.

            - Foi você quem fez!!!... – então veio a revelação e a moça quase se engasga. Sem saber, ela elogiou sua própria comida.

            - Você não sabe cozinhar?... – sem pensar, Lisa acaba perguntando

            - Ovo... faço um ovo frito como ninguém... – ele brinca. Seu aparelho começa a tocar. Pedindo licença, ele vai para o canto da parede. Ela continua a comer.

            - Lisa!!... – depois de alguns minutos, ele volta para perto dela. Ainda com o celular na mão, e a olha - ...preciso voltar...

            - Certo!!!... Termino em 1 minuto... – Lisa faz sinal com o dedo levantado

            - ...tem certeza que não quer ficar?... – o moço pergunta, apelando no tom de voz

            - ...desculpa... mas... quero mesmo voltar... pra casa... – ela reflete e responde

            - Tudo bem!!... Não vou te forçar a ficar... se você não quer... – mesmo não concordando, o jovem aceita

 

            Com o prato vazio, Yan leva a bandeja embora. Olhando mais uma vez em volta, ela fixa a atenção em uma porta lateral. A Abrindo, encontra uma pequena mala de rodas, rosa. Abrindo o objeto, a jovem coloca as roupas femininas que encontra, de “todo jeito”.

            O moço entra novamente no quarto. A moça já estava fechando a mala. Fazendo um sinal, ele a pede para segui-lo. Logo estavam do lado de fora. Antes de colocar o carro em movimento, Yan liga o rádio. Estavam informando a previsão do tempo. Uma tempestade se aproximava.

 

            - ...você... está chateado... – O encarando, ela solta

            - ...preocupado... apenas preocupado!!!... – Yan respira e continua a olhar para frente

            - Estou grávida?... – Do nada, Lisa resolve perguntar. Ele freia bruscamente e a olha assustado

            - De onde tirou essa idéia?... – o moço pergunta curioso

            - ...sei lá... – ela apenas “dá” de ombros. Tentando pensar em algo, ela faz gestos com as mãos - ...os desmaios... o enjoou de sua... comida... – Lisa lembrou-se. Ele simplesmente sorrir  pelo canto da boca e coloca novamente o carro em movimento

 

            - ...você não está grávida!!... – ele afirma - ...chegamos... – ele diz e aponta.

 

             

            Puxando a mala da jovem, Yan chega ao guichê. Para sorte da moça, ainda existia passagem para aquela tarde. Em uma hora estaria “voando” para Los Angeles. Para passar o tempo, os dois sentaram-se em um “Coffee”. Yan pede dois cafés e torta alemã. Ele parecia mesmo saber dos “gostos” da moça.

 

            - ...vou sentir saudades suas... – sendo carinhoso, ele toca na mão da jovem

            - Eu... também!!!... – Lisa fala, mas, não o encarando.

            - Em poucos dias... vamos nos encontrar novamente... – elevando a mão dela até sua boca, a faz sentir um arrepio

 

            O clima é interrompido com a chegada do lanche. Yan solta rápido a mão da jovem. Lisa começa a se deliciar com a torta. Sentindo o sabor, ela fecha os olhos. O tempo parecia parar.

 

            - Lisa... o seu vôo... aterrissou... – o Yan a cutuca. Ela leva um susto. Fazendo um gesto involuntário, quase vira a xícara. Toma um gole e se levanta

            - Já passou uma hora?... – a moça questiona desnorteada

            - Não me esquece!!!... – segurando-a, ele a beija

 

            Eles se despedem. Ela começa a correr pelo aeroporto. Olhando uma vez para trás, para e sente uma vontade de chorar. Com um forte aperto no coração, tenta respirar. Ele, já um pouco distante, levanta a mão e acena. Yan estava com um sorriso triste. Enxugando as lágrimas que começavam a rolar por sua face, Lisa olha   novamente para a frente. Estavam chamando os passageiros. A jovem sente-se dividida. Ao mesmo tempo que queria ir, agora, estava querendo ficar.

 

            - Vou para casa!!!... – Lisa fala alto e volta  a correr. Não quis olhar para trás. Ela sabia que não iria conseguir resistir

 

            A moça acaba sendo a última a entrar na aeronave. Senta-se no assento. Coloca o cinto. A aeromoça começa com as orientações de “praxe”. Em questão de minutos o comandante recebe permissão para sair do solo. O avião começa a taxiar.

            Fechando os olhos, acaba se lembrando de algo importante. Se estava sem memória, como encontraria sua residência?  Querendo dissipar essa possibilidade, Lisa abre novamente os olhos, balançando a cabeça, negativamente. 

           

            - Calma, Lisa!!!... Você vai encontrar... –  ela fala baixinho para si mesma.

             

 

            Respirando fundo, a moça fecha os olhos e adormece. De repente, vozes começam a serem escutadas. Pareciam bem perto. Como sussurros no ouvido. Lisa abre os olhos rápido. Os passageiros estavam se encaminhando para as portas. A moça também corre para a porta. A aeromoça, sempre sorridente, deseja “boa noite”.

            Depois de pegar sua mala rosa na esteira, a jovem caminha devagar pelo aeroporto. As pessoas a olhavam. A porta automática se abre. Um táxi logo estaciona.  Ela entra. O moço aguarda o itinerário.

 

            - ...pode... ir em frente... – sem conseguir pensar em nada, ela pede - ...vai... andando... por favor...

 

            Depois de dois quarteirões, Lisa resolve abrir a bolsa. Retirando uma pequena caderneta e caneta azul. Ela começava a lembrar de algo. Uma sinalização e um endereço. Anotando rapidamente. A jovem rasga a página e entrega para o “moço”. O taxista era bem novo.

 

            - ...estamos indo... em sentido contrário... – ele a  devolve o papel

            - Desculpa!!.. Eu... tinha esquecido o meu endereço... – Lisa quis compartilhar com um desconhecido esse detalhe.

 

            Mais adiante ele dá a volta subindo na calçada. Voltando todo o caminho. Passam novamente pela frente do aeroporto. Em pouco menos de meia hora, ele estaciona. Ela olha para o lado e vê pelo vidro.

Uma residência como tantas outras. Na cor, em tom claro. O rapaz pigarreia  para chamar sua atenção. E ela volta do transe. Ele fala o valor. A jovem dá um dinheiro a mais e diz  que ele podia ficar com o troco.

Saindo do carro, Lisa começa  a andar na direção da residência. Ela sentia em seu “peito”. Era mesmo a sua casa. Era o seu lar. Ela realmente estava feliz. Perto da entrada, retira  os sapatos. Caminha  pela grama e a sente molhada. Fecha seus olhos e respira profundamente. Uma leve brisa no seu rosto a fez arrepiar.

Ao abrir os olhos, observa ao seu redor. Ela estava sozinha na rua. Começa a dar passadas largas. Antes de chegar à porta, abri a bolsa mais uma vez, retirando as chaves. Rapidamente a coloca na fechadura e gira a maçaneta. Colocando a mala para dentro e tranca a porta. Acende a luz.

Na sala, um sofá verde. Uma tv na parede. Puffs espalhados pelo chão. Duas mesas pequenas; um perto da porta, outra perto de outra entrada, que parecia ser a cozinha. Janelas. Um centro perto do sofá.

Deixando a mala na sala, começa a explorar os ambientes. A porta era mesmo da cozinha, mas, ela não entra, apenas coloca sua cabeça no ambiente para se certificar. Dando mais um passo, acaba encontrando outra porta. A abrindo, dessa vez encontra o seu escritório. Sentindo muita curiosidade, entra.

Uma mesa. Um notebook. Encostado perto de uma estante, uma guitarra e um teclado desmontado. Se interessando  pela estante, vai inspecionar. Muitos livros. Lisa passa  a mão de leve.

 

- ... Stephen King, Sidney Sheldon... Agatha Christie... – e começa a ler os nomes em voz alta. – humm... Gosto muito de suspense... – acaba rindo sem querer

 

Se afastando um pouco. “Topa” na mesa. Puxando a cadeira giratória, se senta. Olhando para a mesa ver que existia um livro. O pegando e passa a mão suavemente. Olha o título.

 

- ... A Estrada da Noite... de Joe Hill... esse livro é muito bom... – ela pensa

 

Concentrada, leva um susto com o toque da campainha. Ela nem tinha visto a campainha. Seu coração dispara. Lisa corre para a sala. Quase sem fôlego toca na maçaneta. Ajeitando o cabelo, movimenta a chave. Abre  a porta.  

 

            - Lisa!!... – um homem nem alto demais, nem baixo, moreno claro, cabelos castanhos, curtos, olhos cor mel, com aparência latina, pronuncia o seu nome. Ela dá um passo para trás.

            - Howie?... – a jovem se surpreende. Sabia o nome dele.

            - ... Caramba!!!... Você não atende celular... – sem pedir licença ele vai entrando como se fosse íntimo - ...você sumiu... – e afirma

            - ...você... é dos Backstreet Boys!!! – ela pergunta, afirmando.

 

Lisa lembra-se da porta, que ainda estava aberta e a fecha. Ela começa a acompanhar os passos dele. Bem à vontade, ele se senta no sofá. Sem entender onde ela  queria chegar, volta-se para a jovem e a olha. O homem  levanta e cruza os braços.

 

- ...era pra rir da piada?... – ele franzi a testa- ...o Nick está doido atrás de você... nós estamos... – mudando o assunto, o homem revela - ...os arranjos... estão prontos? – e pergunta

- Arranjos?... – a moça pergunta e olha em volta. E pensa de que arranjos ele estava falando, se ela não estava vendo nenhuma flor no ambiente. Em silêncio, resolve  esperar ele esclarecer

- Lisa!!... Chega de brincadeira... precisamos dos arranjos... – Howie acaba demonstrando irritação

- Bom!! É!!... Eu... eu... – de repente a moça não sabia o que dizer - ...pra ser sincera... eu não lembro... –  e resolve contar a verdade..

- ... Mas... você disse... que já estava no fim... – ele a interrompe - ...estamos nas suas mãos...

- O quê? – Ele acaba a deixando apavorada com as últimas palavras - ...Howie... espera... – Lisa resolve recomeçar a explicação - ...eu estava em Nova York com o meu namorado...

- Quê?... Seu namorado não está em Nova York!!!... – o latino diz, a deixando  confusa

- ...olha!!!... – novamente, ela começa a sentir sua cabeça rodar. Dando um passo na direção dele, “ vê”  tudo escurecer. 

 



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