História Don't Give Up - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Jeremy "Jinxx" Ferguson, Personagens Originais
Exibições 24
Palavras 1.912
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oin pessoas! Essa é a minha primeira fanfic de Black Veil Brides e admito que estou um pouco nervosa, já que nunca fiz fanfics com pessoas famosas huehuehuehuebisfbufan ~Gzuis~
Enfim, espero que gostem! ~sorry, não sei mais o que dizer :v~

Capítulo 1 - Capítulo 1


Acordei assustada com os latidos do cachorro do vizinho. Deve ser apenas alguém correndo na rua ou atiçando o pobre coitado. Isso sempre acontece às seis da manhã...espera, SEIS DA MANHÃ?

Levantei rapidamente e corri direto para o banheiro, tropeçando nas roupas e fios espalhados pelo quarto. Me despi e tomei banho, tentando ser o mais rápida possível. Após acabar, sai e me vesti com as primeiras roupas que achei em um monte no canto do quarto: calça jeans, uma blusa branca e um casaco preto. Coloquei meus tênis e sai apressada do quarto, descendo as escadas.

A casa estava silenciosa, então deduzi que todos estavam dormindo — isso é meio estranho porque, a essa hora, deveria estar uma movimentação e tanto por causa dos meus irmãos e dos meus pais. Todos iriam trabalhar ou estudar, tipo eu. Fui até a cozinha e peguei algum doce e um copo de suco de limão. A combinação não era boa mas eu não me importava, já estava atrasada.

Acho que eu fiz muito barulho porque meu irmão, Bruno, desceu a escada parecendo zangado.

— Que porra tá acontecendo aqui? — Perguntou ele, entrando na cozinha. É, acho que ele estava zangado mesmo. Bebi os últimos goles do meu suco e coloquei o copo na pia.

— Eu tô atrasada pro trabalho. — Respondi, comendo o doce com cobertura de caramelo. Meu Deus, aquele doce era muito bom.

— Lizzie, hoje é feriado. — Parei de mastigar o doce e o olhei. Ele não parecia estar brincando.

— É por isso que vocês estão dormindo tanto... — Conclui, suspirando. Não acredito que eu acordei cedo pra nada. Eu sou uma idiota mesmo, como pude esquecer que hoje é feriado?

Bruno riu e veio até mim, pegando o doce da minha mão. Eu ia falar algo mas ele tapou a minha boca, mordendo um pedaço da barrinha.

— Fica quieta, depois eu compro outro pra você. — Ele fez biquinho e saiu, com aqueles cabelos longos e castanhos balançando a cada passo. Bruno era meu irmão mais velho, o primeiro filho. Ele era parecido com o nosso pai, Robert, na adolescência: cabelos longos e castanhos, pele parda, olhos âmbar e um sorriso tão lindo que faria qualquer garota cair aos seus pés. Ele tinha vinte e dois anos, piercing no nariz e adorava Metallica mais do que qualquer outra banda existente no universo.

Tobias era o irmão do meio, o segundo filho. Ele tinha puxado mais a nossa mãe, Mary, na aparência. Ambos tinham cabelos loiros, olhos castanhos e pele branca igual leite. Tobias tinha vinte anos, era alto — muito alto, uns 1,90 — e adorava Guns N' Roses. Ele foi uma das principais razões para essa banda ser uma das minhas favoritas.

E, por último, tinha eu: Lizzie, a esquisita/louca da família, com dezoito — quase dezenove — anos, cabelos escuros e lisos, pele parda e olhos castanhos. Eu era considerada a pessoa mais baixa dessa geração, até agora, com 1,59 de altura e a mais bonita também. Bonita não sei onde mas tudo bem, se eles acham isso quem sou eu para negar?

Eu tinha gostos muito variados. Adorava música clássica e algumas bandas aqui e ali, mas eu só era muito fã de duas específicas: Guns N' Roses e Black Veil Brides. Eu conhecia Guns há tempos e era completamente apaixonada. Era. Quando o Black Veil Brides apareceu na minha vida, não quis saber de mais nada que não fosse essa banda linda e maravilhosa. As músicas me deixavam feliz em qualquer situação e, para mim, era a melhor banda do mundo — depois de Guns N' Roses, claro.

Conheci essa banda há uns seis meses mas parecia uma eternidade. Eu sou completamente apaixonada e tudo o que queria fazer era agarrar e sequestrar todos os integrantes, deixando-os trancados no porão para sempre. Eles eram tão lindos e talentosos! Queria poder conhecê-los...

— Terra chamando Lizzie. Cê tá me ouvindo, garota? — Chamou Bruno, me tirando do transe que eu sempre tinha quando começava a pensar sobre Black Veil Brides.

— Que foi, merda? — Falei, sem pensar. Bruno odiava que eu falasse palavrão, já que achava que eu ainda era uma criancinha e não podia falar essas coisas. Ele me lançou um olhar de reprovação mas apenas dei de ombros. — Foi sem querer, desculpa.

— Tá. Você ouviu o que eu falei? — Neguei com a cabeça, vendo-o suspirar. — Sempre alienada no meio da cozinha. Escrevi uma coisa ontem e queria que você desse a sua opinião. — Franzi a testa e cruzei os braços. Bruno escrevia canções para a sua banda, Pills and Snakes. Ótimo nome, não é? Eu preferia Death in Black mas a pessoa não me escutou e o nome acabou tendo relação com cobras e comprimidos. Ele tocava guitarra na banda e era o segundo mais lindo. O primeiro era o vocalista, Daniel. O cara era de matar apenas com um olhar e aqueles cabelos lindos e maravilhosos então...nem se fala.

— Ahn...tá. Mas o que eu ganho com isso? — Perguntei com um sorriso.

— Eu deixo o Freddie sair com você. — Freddie era o baixista da banda e era também muito bonito. Todos eles eram muito bonitos mas o Daniel era o Daniel. Aquele sorriso, aquele carisma...Freddie era quieto demais e era difícil puxar assunto com ele, já que não tínhamos nenhum.

— Quero sair com o Daniel. — Ele revirou os olhos e assentiu com a cabeça. Mordi o lábio, murmurei um "Valeu" e sai correndo em direção ao seu quarto em busca do caderno de canções, sem me importar se Tobias ainda estava dormindo. Fiz muito barulho mesmo, não quis nem saber. O loiro dormia como uma pedra e nem se mexia.

Conferi rapidamente se ele respirava e, após confirmar que o viado ainda estava vivo, sai do quarto, descendo as escadas e indo para a sala com o caderno em mãos. Bruno me olhou um uma cara muito "WTF?" e eu me joguei em cima dele, fazendo-o gemer de dor.

— Porra, eu não sou sua cama. Ela te aguenta, eu não. — Revirei os olhos e abri o caderno, vendo a linda caligrafia daquele metaleiro. Eu sempre gostei da letra dele, era tão bonita enquanto a minha era tão...eca.

Quando encontrei a música, comecei a ler rapidamente. Falava, basicamente, sobre sentimentos. Aquilo não era novidade. Desde que Bruno foi diagnosticado com depressão quando criança, escrevia músicas sobre o que sentia. Eu achava aquilo tão lindo e triste que chorava sem ele saber. Me pergunto se ele ainda se sente assim todas as noites: vazio, sem esperanças...

Entreguei o caderno a ele, sorrindo por fora e chorando por dentro. Ele sabia como destruir o meu emocional por completo.

— E então, o que achou? — Perguntou ele, revirando as páginas do caderno.

— Quando a sua banda fizer sucesso com essa música, me promete que cê vai me levar de volta pra São Francisco? — Bruno assentiu com a cabeça, dando um sorriso. Ele sabia o quão São Francisco era especial para mim, já que eu havia sido criada lá por um tempo com a minha avó. Quando ela morreu, fui obrigada a sair de lá e voltar para Oakland. Eu amava São Francisco e não via a hora de ter dinheiro o suficiente para me mudar para lá.

*  *  *

Depois do almoço, fui direto para o meu quarto e decidi dar uma arrumada nas roupas espalhadas. Comecei a pegar e dobrá-las, mas fiquei desanimada por causa do silêncio no quarto. Olhei para os meus CD's na estante ao lado da janela e abri um sorriso ao ver o terceiro álbum do Black Veil Brides, me esperando. Peguei o CD e coloquei no rádio, aumentando o volume. Meus pais e Bruno tinham saído, então nada poderia me impedir de...

— ABAIXA ESSA PORRA, LIZZIE! — Gritou Tobias do andar debaixo. É, tava tudo muito bom para ser verdade. Apenas ignorei e fiquei cantando bem alto até o ar escapulir por completo. — Cacete, dá pra tu abaixar essa caralha que eu tô com dor de cabeça? — Tobias entrou, sem bater. O fuzilei com o olhar e abaixei um pouco o som mas não muito. — Nossa, melhorou bastante!

— Vai catar coquinho, vai. — Falei, voltando a dobrar as roupas e a cantar "We Don't Belong". O loiro bufou e saiu do quarto, fechando a porta. Fiquei arrumando o quarto dançando e cantando loucamente Black Veil Brides até não ter mais nada para guardar. No meio da bagunça que estava, achei duas palhetas do meu irmão, um rímel que eu pensei ter emprestado pra minha amiga e a boneca da minha prima que tinha sumido no ano novo. Que coisa, não?

Meu celular começou a tocar uma música do System Of A Down e eu abaixei o volume do rádio. Sem olhar a tela pra saber quem estava ligando, atendi.

— Alô?

— VOCÊ VIU?! — Gritou uma voz do outro lado da linha, me deixando surda. Era Selena, minha melhor amiga. Nos conhecemos há tanto tempo que, só de tentar fazer as contas, eu me perco. Ela era a melhor pessoa do mundo, legal, gentil, animada, escandalosa, louca e amava o Black Veil Brides há mais tempo que eu. Eu só conheci esses caras porque ela implorou de joelhos: "Lizzie, escuta as músicas dessa banda, por favor!". Não pude recusar e aqui estou eu, viciada há seis meses nas músicas, na voz do Andy Biersack, nos solos do Jake...

— Vi o quê?

— VÃO ESCOLHER UM FÃ PARA PASSAR TRÊS MESES COM O BLACK VEIL BRIDES! MENINA, EU TÔ MORRENDO... — Parei de escutar. Meu coração acelerou. Três meses com o BVB...era o sonho de qualquer fã!

— Calma aí, Sel, me explica essa história. — Ela começou a se acalmar e me explicar que iriam escolher um fã da banda para passar três meses com os caras em Los Angeles, em um hotel com tudo por conta da produção. Tudo o que precisávamos fazer era um cover da banda que o vocalista, Andy Biersack, e os outros integrantes iriam escolher o melhor e BOOOOOM, Los Angeles!

Eu perdi a fé na parte do cover. Não sabia tocar nenhum instrumento e a minha voz era horrível na minha opinião. Selena merece isso muito mais do que eu, já que era fã há mais tempo e tinha uma voz muito bonita, além de que era uma ótima dançarina e poderia misturar dança e canto com extrema facilidade.

— O prêmio já é seu, amiga! — Falei.

— Na verdade, não. Eu quero muito mas não posso ir. Tenho que cuidar do Nicholas. — Nicholas era o irmão mais novo dela. Há alguns meses, a família de Selena sofreu um acidente que acabou com a vida de sua mãe, e o seu irmãozinho foi tudo o que restou do acidente, mas ele ficou paraplégico e, como o resto da família de Sel morava na Inglaterra, não tinha ninguém além dela.

— Ah, sim. Verdade...

— Mas eu vou ficar muito feliz se você participar e ganhar essa merda pra me trazer um CD autografado pelo Jake. — Disse ela, toda esperançosa.

— Sel, você sabe que eu não tenho nenhuma chance...

— Você nem tentou, Lizzie. Pensa bem! É a oportunidade da sua vida, provavelmente a única que você vai ter! Não deixa ela escapar, pelo menos tenta. — Sel estava certa, eu tinha que tentar. Mas saber que sou apenas uma entre milhares de garotas que também vão participar me desanima. Alguma delas, com certeza, tem um talento incrível que eu não tenho. Não, eu não posso pensar assim. Eu tenho que tentar, eu tenho que lutar...

Eu tenho que me arriscar, por mais que pareça impossível.



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