História Don't Go - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Xiumin
Tags Baekxiu, Baekyeol, Chanbaek, Clichê, Kaisoo, Luhan, Minseok, Sehun, Sookai, Xiubaek, Yoora
Exibições 91
Palavras 3.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Olá anjo, você é como uma pintura.


"Tenho certeza que você deve ter asas escondidas. Qualquer um pode dizer que você é um anjo, posso voar enquanto eu estiver contigo."





KyungSoo continuava encarando o pequeno corpo a sua frente, o garotinho seguia dormindo e algumas lágrimas saiam de seus olhos.

Ele é tão bonito... com certeza deve ser um anjo! O pequeno Do pensava enquanto admirava a pele alva e um pouco machucada do garoto. Seus dedinhos gordinhos tocaram cada pequeno pontinho vermelho para enfim chegarem até os fios escuros que espalhavam-se no travesseiro de forma bonita. Sorriu quando sentiu seu coração acelerar um pouquinho, um friozinho gostoso passou no seu estômago como se imitassem o bater das asas de borboletas.

Sentiu as bochechas rechonchudas corarem um pouco quando olhos tristes o encararam. Esperou que o outro falasse algo mas nada saía de sua boca e quando notou, o garoto já havia fechado um pouco os olhos.

KyungSoo que até então continuava ajoelhado ao lado da cama que o menino foi colocado, levantou e antes de sair do cômodo, cobriu o corpo menor com seu cobertor do Pororo — esperava que seu novo colega gostasse do pinguim — e saiu fechando as luzes e deixando a porta entreaberta.

***


Era finalzinho de tarde quando sua mãe pediu que fosse olhar o garotinho novamente.


Para a surpresa do pequeno Do, não havia mais menino ali e seu cobertor estava dobrado, não tão perfeitamente como sua mãe ou ele próprio deixava. Voltou para o andar debaixo e escutou soluços baixinhos e quando olhou para o antigo sofá marrom encontrou a cena que jamais esqueceria, a imagem que partiu seu jovem coração em pedaços, o garoto de antes estava sentado ali com a cabeça baixa e chorando silenciosamente.


KyungSoo sentiu seu peito oprimir e com isso correu até a cozinha, pegando o maior pedaço de bolo que tinha. O chocolate além da aparência bonita, tinha um gosto incomparável. Ninguém cozinhava como a mamãe Do.


Seguiu a passos lentos até a saleta de antes e sem jeito esticou o prato com o bolo, não sabia muito bem como prosseguir e ver que o outro olhava assustado e com os olhos cheios de lágrimas não ajudou em nada, aliás, fez apenas que um pequeno bico se formasse nos lábios cheinhos e rosados do pequeno KyungSoo.


— Você não quer? — Perguntou com sua habitual voz arrogante, tão estranha para uma criança — Mamãe disse que chocolate cura corações partidos... Você está com o coração partido, não é mesmo?


Não recebeu resposta e por incrível que pareça, isso não o irritou. Nada disso! Apenas fez com que ele ajoelhasse novamente na frente de seu novo futuro amigo. O menino fungou mais uma vez e sem jeito algum, pegou o prato das mãos miúdas e tomou uma garfada para levar o bolo até a boca, sorrindo minimamente quando o doce entrou em contato com seu paladar.


— Bom garoto. — Do KyungSoo tocou levemente a cabeça do outro, afagando os fios como seu pai um dia fizera consigo — Qual o seu nome? O meu é Do KyungSoo, mas, você eu deixo chamar de Kyung. Tudo bem? Vai ser nosso segredo.

— B-BaekHyun... Byun BaekHyun. — O menino falou corando e encolhendo-se diante do carinho que recebia — Obrigado... Kyung. — Tentou sorri — Está muito gostoso.

Nenhum tinha realmente a noção do que havia sido selado.

Talvez nem mesmo os outros soubessem bem, apenas no futuro iria se dar conta da conexão que tinham.

E se daqui a alguns anos perguntassem quem era Byun BaekHyun, todos iriam responder que é o irmão mais novo de Do KyungSoo.

E se perguntassem a Do KyungSoo quem era Byun BaekHyun, ele iria responder que era seu grande segredo.

🐷🐧



— Kyunggie! — BaekHyun com seus 13 anos tentava manter o pique do irmão mais velho que agora corria pelo jardim do velho orfanato — Aishh! Hyung! Hyung! Por favor me espera!


Seu fôlego sumia aos poucos e quando se deu conta, já estava deitado na grama verdinha e bem cuidada do jardim, o rosto coberto de suor e a roupa suja de lama. E com um grande, grande, sorriso nos lábios. O sol queimava sua tez e era uma sensação boa. A quentura era bom, era real.


Mas foi por pouco tempo, muito pouco tempo, até que uma sombra cobriu seu rosto e quando abriu apenas um olho para ver o que tinha acontecido, encontrou KyungSoo olhando para si com um sorriso de lado. BaekHyun sorriu de volta pois era contagiante ficar ao lado do mais velho, levou uma mão até a bochecha que não era mais rechonchuda e a cabeça do irmão pendeu para o lado.


— Você veio! — Falou quase não contendo a felicidade — Obrigado, hyung.


— Eu sempre vou voltar por você, Baekkie... — KyungSoo respondeu sentindo suas orelhas ficarem vermelhas — Vamos?


E dessa vez saíram juntos, de mãos dadas, combatendo inimigos invisíveis, porém, dessa vez lado a lado.


***


Ainda era cedo quando a campainha tocou. BaekHyun e KyungSoo estavam sentados a mesa quando o mais novo correu o mais rápido que conseguia até a porta principal.


Ele sabia quem era e estava ansioso por isso.


KyungSoo permaneceu sentado e emburrado, remexendo em seu prato e suspirando pesadamente. Sabia que a moça havia voltado e que a qualquer momento ela poderia se tornar a nova mãe de BaekHyun. Não era como se o Do fosse um egoísta que não queria que seu amigo tivesse uma mamãe nova, apenas na cabeça imatura do garoto, seguia linhas de raciocínios onde ele seria separado de seu irmão e nunca mais iria vê-lo.


E o coração jovem do Do se rompia se ao menos pensava nessa possibilidade. Não queria acreditar que o Byun iria o abandonar depois de tudo.


Largou sua comida em cima da bancada e nas pontas dos pés foi até onde o irmão estava conversando com a sua futura mãe. Escutou um pedaço da conversa e sentiu o chão abrir-se sob seus pés.


— Me desculpe, Baekkie. — A mulher disse com a voz quebrada — Eles não me deixaram te adotar.


— Tudo bem, eomoni. — O tom era robótico — Não é como se eu tivesse com muita esperança mesmo — Deu de ombros e levantou rápido, curvando-se em seguida — Obrigado pelo tempo que passou comigo, espero que a senhora consigo um filho no futuro.


BaekHyun passou por si com lágrimas nos olhos, parecia cego pois nem quando bateu em seu ombro pareceu notar o penetra.


Foi a primeira vez em anos que os dois choraram juntos.


KyungSoo sentia-se culpado pelo fato da mulher não ter conseguido autorização para ter BaekHyun como filho.


Ambos não sabiam que a culpa não era de ninguém.


🐧🐷


— Eu gosto de garotos. — KyungSoo despejou.


Era madrugada e os dois estavam como sempre dividindo a cama. O quarto era um breu e apenas a luz fraquinha da luminária iluminava o rosto de ambos.


BaekHyun tinha seus 15 anos e KyungSoo seus 16.


O Byun olhava para o mais velho sem ao menos piscar e a vontade do Do era de sacudir o corpo alheio até obter uma resposta além do suspiro pesado e longo que foi solto.


Se amaldiçoou mil vezes por não ter um pingo de tato com pessoas. Não queria que BaekHyun o rejeitasse mas não poderia guardar o seu segredo por mais tempo.


— A mamãe já sabe? — Foi a única coisa que foi dita.


— Ainda não...


Um silêncio incômodo tomou conta do local enquanto os dois adolescentes se encaravam, tentando achar respostas um no olhar do outro. As mãos de KyungSoo formigava para tocar a pele quentinha do outro.


— Por favor... Fale alguma coisa! — Pediu por fim, sentindo suas forças irem embora — Apenas diga algo.


— Dizer o quê? — Perguntou sem jeito — Você continua o mesmo KyungSoo para mim.


— Obrigado, Baek, você não sabe o quanto isso é importante. — KyungSoo sussurra, colando ainda mais os corpos e escondendo o rosto no peito do mais novo, em seguida recebendo um carinho singelo nos cabelos — Eu realmente não poderia ficar mais feliz.

— Eu vou te amar de qualquer maneira hyung. — O mais novo respondeu selando os fios negros do mais velho — E eu sei que se f-fosse eu que gostasse de garotos... você também iria me aceitar.

O Do concordou ainda sem coragem de olhar nos olhos do irmão, tinha medo de fraquejar, de deixar transparecer seus segredos; medo de ir longe e não consegui voltar atrás.

BaekHyun tinha suas bochechas quentes e rosadas quando um pequeno e rápido pensamento passou por sua cabeça, por um minuto, imaginou se ele estivesse nessa situação. Será... que KyungSoo poderia gostar dele dessa maneira?

Afastou os pensamentos com um balançar forte de cabeça e fechou os olhos, tentando acalmar seu coração e mente.

Esperava os olhos pesar e logo ir para longe.

🐧🐷

Calma passava longe de ser algo que os quatro indivíduos sentiam. Ao menos, a senhora Do não conseguia quando tinha seus dois filhos a sua frente e um rapaz moreno tão bonito, porém, tão assustado que parecia a ponto de desmaiar a qualquer momento.


Na sua grande sabedoria de mãe , e claro sua experiência de vida, a senhora Do sabia exatamente o que iria desenrolar no momento em que seu filho mais velho abrisse a boca. Tinha consciência das "peculiaridades" de KyungSoo, seus gostos e ideais.


Foram grandes minutos até a cena seguinte passar em milésimos de segundos, os três garotos abriam e fechavam a boca várias vezes. E apesar de todo constrangimento, medo e ansiedade, o rapaz moreno segurava firmemente a mão do mais velho entre os garotos com carinho e força; seus grandes olhos cafés fixaram na senhora e quando sua boca abriu para falar algo, uma voz soou nervosa e ainda sim potente.


— Eu gosto de garotos! — Do KyungSoo praticamente gritou enquanto sua pele tomava uma coloração avermelhada — Eu gosto do Jongin.


BaekHyun que até então estava sentado, apenas sendo o enfeite do ambiente, engasgou com a própria saliva e na vã tentativa de bater no próprio peito, acabou caindo um pouco ao lado do irmão.


— Hyung! — Os dois rapazes gritaram para KyungSoo mas apenas o Byun continou — Você prometeu que ia pegar leve com a eomoni!


— Soo-ah, você disse que eu poderia falar primeiro...— Jongin resmungou com um pequeno bico nos lábios — Me sinto um covarde


— Não é como se a minha mãe já não soubesse disso... Não é? — O mais velho falou, dessa vez calmamente, olhando para a mãe com um olhar de compreensão — De qualquer forma, precisava ser dito.


O silêncio voltava a reinar enquanto a senhora Do cruzava as pernas e descansava a cabeça em uma de suas mãos. Seus olhos analíticos vasculhava qualquer resquício de arrependimento em seu filho, uma dúvida ou seja lá o que fosse.


Viu apenas determinação.


E isso a deixou orgulhosa mas não poderia transparecer tão facilmente. Ainda era uma tarefa difícil ter que digerir a revelação do seu pequeno. Embora soubesse, ou ao menos desconfiasse, da orientação do seu único filho, era totalmente diferente ter que escutar da própria boca dele revelando algo que ao seu ver, era íntimo, profundo. Nunca imaginou que KyungSoo seria tão impulsivo na hora de falar mas também não esperava flores e um café da manhã, afinal, era de Do KyungSoo que estávamos falando.


Ainda mantinha sua pose bem ereta e séria.


— Qual o seu nome meu jovem? — Perguntou ignorando o próprio filho e direcionando sua total atenção para o adolescente de tez morena.


— Kim Jongin, senhora. — Cuspiu de forma rápida quase batendo continência.


— Tudo bem, Jongin-ssi, você já pode ir. — Surpreendeu a todos com a calmaria na voz, o sorriso delicado no canto dos lábios — KyungSoo e eu precisamos conversar a sós.


— M-mas senh... — Jongin começou mas foi interrompido por uma mão em sua boca.


— Apenas vá, Jongin! Não se preocupe. — O Do disse deixando a última frase morrer , entretanto, seus olhos nunca desviavam o caminho que eram a cor café que refletia a própria imagem.


— Então... Vejo você amanhã hyung. — O Kim tentou soar convincente mas o medo começava a lhe atingir, ficou de frente para a senhora e curvou-se — Obrigado por me receber em sua casa, eomoni. — Suspirou um pouco pensando se falaria ao menos uma parte do que seu coração pedia pra gritar, decidiu ser sincero — Eomoni... Eu realmente gosto do seu filho. — Ele negou algumas vezes e um pequeno sorriso de lado apareceu — Se eu falar que apenas gosto de Do KyungSoo seria uma mentira, então irei reformular minha afirmação. Eomoni, eu realmente amo seu filho e pode parecer precipitado da minha parte mas eu quero construir uma família com ele, ter um futuro ao seu lado, envelhecer e poder amar cada ruga. Somos jovens mas eu sei o que sinto e nada vai mudar isso.

— Nos vemos depois, Jongin. — Foi a única resposta que recebeu seguido de um sorriso — BaekHyun? Você poderia levar o rapaz até a porta?

O garoto que ainda olhava tudo desenrolar de uma forma estranha, piscou algumas vezes e assentiu. Segurou no braço do moreno e tropeçando nos próprios pés, levou-o para fora.

Mãe e filho encaravam-se, tentando encontrar no silêncio respostas para suas dúvidas. Com passos vagarosos a senhora Do levantou e caminhou até onde o filho estava, sentando-se ao lado desse; as mãos entrelaçaram em um movimento rápido, como se estivessem sendo atraídas para isso.

— Você tem certeza? — A senhora disse, seu olhar estava no corpo miúdo ao seu lado que apenas assentiu. — Eu sempre pensei que você gostasse do BaekHyun, foi uma surpresa muito grande conhecer o Jongin.

KyungSoo abriu a boca algumas vezes para responder mas no final apenas deu de ombros. De qualquer forma ela estava certa. Amava BaekHyun desde o primeiro momento que o viu mas não era correspondido e nunca seria. Então escolheu seguir em frente e apenas nutrir amor fraternal.

— Eu gosto dele... — Começou baixinho — Muito, para ser sincero... — E dessa vez sua voz ficou mais firme e olhando para sua progenitora, continuou — Eu o amo mas o amor que sentimos é diferente, e Jongin... Jongin é como o sol, entende? Ele me aquece, me ilumina... E por um momento, não dói tanto.

— Então o Kim é apenas um substituto? — Perguntou de forma tranquila.

— Não, eu o amo. — O menor coça o pescoço e sorri sem jeito — É estranho falar o que sinto por outro garoto para você, mãe.

— Mas somos amigos, não é mesmo? Amigos compartilham tudo. KyungSoo? Olhe para mim. — Ela fala enquanto toca os fios negros — O mundo é cruel, garotos que gostam de outros garotos não são bem vistos na sociedade... — E dessa vez a senhora tem a atenção de seu filho, o olhar carregado de dor, culpa e lágrimas — Eu não quero te ver sofrendo meu amor, nem você e nem o seu irmão, por isso sempre vou apoiar os dois.

— Garotos que gostam de outros garotos sofrem, não é mesmo? — O Do fala, a voz embargada e poucas lágrimas escorrendo — A senhora me odeia?

— Jamais! Jamais pense isso, entendeu KyungSoo? Eu o amo mais do que minha própria vida. — A mais velha abraça o corpo pequeno tentando acalmar o filho — Como pode uma mãe odiar a própria cria?

Não houve resposta, existia apenas o choro baixinho de KyungSoo enquanto era aparado pelo calor dos braços de sua mãe. Embora estivesse surpresa digerindo a nova informação, estava feliz por ver o filho encontrar o própria caminho. Feliz por ele ter certeza e força o suficiente para caminhar em direção aos seus sonhos e não ter medo do futuro.

E mais feliz ainda, por saber que seu coração já não estava tão machucado em relação a Byun BaekHyun. As pessoas de fora sempre perguntavam como ela poderia tratar o pequeno e assustado BaekHyun como um filho, como ela poderia ter escolhido uma criança tão cheia de traumas e amá-lo como seu, sua resposta sempre era a mesma: "Eu não escolhi ter BaekHyun como filho, ele e escolheu para ser sua mãe.". 

— Eu já disse que você é a melhor mãe do mundo?— KyungSoo pergunta, sorrindo amarelo para a mais velha —  Eu te amo muito.

— Eu sei filho, eu sei e espero que você lembre-se disso quando casar com Jongin.




  🐧🐷  





KyungSoo estava coberto dos pés a cabeça, tinha medo de encarar seu irmão. Ainda que a noite estivesse particularmente quente, ele preferia manter os dois cobertores sufocando-o do que encarar BaekHyun que continuava chamando-o.

Desde a conversa com sua mãe, uma sensação estranha o incomodava. Não era bem um vazio ou tristeza, era como se uma peça importante estivesse faltando e fosse impossível de ser encontrada. 

— Me desculpe, KyungSoo... — BaekHyun disse por fim desistindo de chamar a atenção do mais velho.

Do engoliu em seco e prendeu a respiração quando sentiu o irmão deitar ao seu lado e o abraçar por cima de todo o pano, os dedos finos, que fazia carinho como se a pele estivesse exposta, podia ser sentidos apesar da grossa camada cobrindo o corpo um pouco menor que o seu. Escutou com gosto, apesar de seu coração disparado, a canção de ninar que o mais novo cantava até que sua voz se calava lentamente e a respiração começava a ficar pesada e um ronco engraçadinho tomar o lugar da voz bonita.

Foi quando se encheu de coragem e tirou os cobertores até o peito, seus olhos logo captaram um Byun dormindo tranquilamente ao seu lado, o braço por cima de seu corpo em modo de proteção e a cabeça quase encostando em seu peito.

 — Não... me desculpe você, Baek.—  KyungSoo sussurrou e aproximou um pouco seu rosto ao que estava adormecido — Me desculpe por não ser um bom irmão mais velho, me desculpe por não poder te proteger do mundo... de mim mesmo... — A distância se encurtava a medida que as palavras iam sendo liberadas — Prometo que serei um bom irmão agora, apenas me perdoe... Você sabe que eu te amo, sim? —  A mão um pouco gordinha foram de encontro ao do mais novo— Que eu faria qualquer coisa por um sorriso seu, você sabe que isso é desde a primeira vez que te vi...— Os olhos avantajados agora encaravam a boca que formava um biquinho — Me desculpe meu irmão... mesmo te amando, eu escolho Jongin para ocupar meu coração.

E ainda com incertezas, KyungSoo sela os lábios de BaekHyun.

Tinha gosto de despedida 



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