História Don't Go - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Xiumin
Tags Baekxiu, Baekyeol, Chanbaek, Clichê, Kaisoo, Luhan, Minseok, Sehun, Sookai, Xiubaek, Yoora
Exibições 75
Palavras 4.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente, aqui é a Maria e não a linda da May uahwduhaudbasd -q

Alguém aqui ainda acompanha essa fic? Sim? Obg <3

Não irei fazer textão aqui, pois sei que tem gente que realmente esperou por esse cap asidjisajdisd

Sim sim, e ai é o bendito "lemon"... peço desculpas desde já, sei que todo mundo esperava algo mais ... quente(?) só que eu realmente não sei escrever lemon kkkkkk e não queria colocar o nosso baek como pika das galáxias já na primeira vez..

ok ok, boa leitura, lá embaixo a gente se encontra. bjs bjs

Capítulo 25 - Technicolour beat


 

 

" Mas eu vejo suas cores reais brilhando por dentro. Eu vejo suas cores reais e é por isso que eu te amo. Então não tenha medo de deixá-las aparecerem suas cores reais. Cores reais são lindas como um arco-íris..."

 

 

 

Quando eu era mais novo e todos me diziam que beijar garotos era errado, quando todos eles apontavam o dedo para machucar meu irmão... eu não tinha ideia de como poderia doer, de como era sufocante viver em uma mentira, construir paredes apenas para se proteger do mundo e de seus ataques.

 

Admirava profundamente ChanYeol e KyungSoo, também admirava meu cunhado Jongin e ao meu Lu-ge. Todos foram tão corajosos em ser o que querem ser, sem esconder suas verdades através de mascaras. Cada um tinha suas marcas de batalhas e mesmo que tudo apontasse para o não, eles apenas seguiram em frente e superaram todas as dificuldades de cabeça erguida.

 

Era hora de tomar a iniciativa e ser corajoso também.

 

Esperava que com essa coragem de pedir que algo se concretizasse, ele conseguisse entender o quanto estava apaixonado por ele. Sim, já não lutava mais contra isso, na realidade algo bem lá no fundo gritava que não era uma simples paixão que com o tempo vai deixando de existir. Algo dentro de mim gritava que não importa o tempo que passe ou com quem estaremos, ChanYeol sempre seria uma lembrança latente quando não estivéssemos juntos.

 

Era um abismo entre sentir e colocar em prática todos os desejos escondidos.

 

Eu sempre me pegava imaginando, idealizando como seria a primeira vez que tomasse o passo de adulto com ChanYeol. Na minha concepção, sexo era apenas uma consequência desse sentimento forte que sentia por ele. Um sentimento tão forte, tão intenso, que eu não sabia muito bem como lidar e uma hora ou outra iria explodir.

 

E céus, eu queria explodir em seus braços. Queria ser o fogo que encontra a gasolina e queima tudo ao redor, o perigo e o calor que nossas chamas podem produzir me fascinavam.

 

 

����  

 

 

Meus passos ainda são incertos e o medo me preenche, juntamente com ansiedade e tudo o que vem de brinde com a tão temida primeira vez. Uma parte do presente de KyungSoo está bem guardado no bolso do roupão e parece ter um peso exorbitante.

 

ChanYeol ainda está perdido entre nossa realidade e sabe-se lá onde em seu mundo paralelo, minha vontade de fugir aparece mas me mantenho firme. Tento relaxar quando toco seu ombro e ele levanta o olhar em minha direção com um sorriso bobo desenhado nos lábios que logo é substituído por um semblante de preocupação.

 

Aconteceu algo? – Seus olhos dobram de tamanho o que torna tudo mais difícil de continuar.

 

— Não, é que... – Quero falar que ele não precisa se preocupar, mas as palavras ficam presas e não sei como prosseguir – É que...

 

— Não precisa ter medo, meu bem, você está sentindo algo? Precisa ir ao médico?

 

A maneira carinhosa que ele fala me fazia querer desistir e apenas deitar em seu peito e pegar no sono; se não fosse outra parte que queria liberdade, talvez, realmente tivesse acontecido.

 

Não é isso,Chan...

 

— Então me fale o que está acontecendo.

 

Não me peça isso com essa cara de preocupado e essa voz rouca.

 

— Eu quero dormir com você, mas sem dormir de verdade. – Solto sentindo a cor realmente escapar do meu rosto, a palma da minha mão contém mais suor do que produzir minha vida toda.

 

— Como assim? – Seu cenho franze um pouco e um biquinho engraçado aparece em seus lábios.

 

Como assim Park ChanYeol? Não se faça de monge puritano a essa altura do campeonato.

 

— Quero fazer... amor com você!

 

As palavras são despejadas rapidamente como uma bomba, a diferença é que ainda me matinha no mesmo lugar esperando que a qualquer momento ela explodisse em minhas mãos, sustentando o olhar que não transmitia reação alguma além do choque e confusão.

 

Sabe quando você fala algo e logo depois sente que foi a maior merda que poderia ter dito? pois é, esse era o sentimento no momento. Não ter resposta alguma era pior do que uma rejeição, ao menos com uma rejeição eu teria algo no que agarrar e ficar remoendo, tentaria interpretar todo o diálogo e com um tempo seguiria a vida normalmente como se nada tivesse acontecido. Porém o silêncio, ah o silêncio! era uma coisinha bem escrota, pois apesar de não fazer nada realmente, deixava a pessoa em ainda mais desespero por causa da ausência de algo em que poderia se agarrar.

 

O pior de tudo não era o silêncio constrangedor que ainda insistia em se fazer presente, o pior era meus olhos começando a queimar e as lágrimas ameaçando cair de uma hora para outra. Isso não poderia ficar mais ridículo. Park ChanYeol sempre teria a imagem de moleque chorão quando alguém falasse meu nome ao seu lado.

 

Uma por uma já caía sem meu consentimento e eu queria fugir, me esconder até o próximo século, na realidade, até tentei mas quando dei as costas, as mãos dele agarram meu pulso e antes que conseguisse ir longe demais, um puxão me fez cair em seu colo.

 

— Não, nem pense em fugir Byun BaekHyun. – Sua voz era tranquila ao passo que escondia meu rosto em seu peito, e isso valeria mais do que mil palavras. ChanYeol estava respeitando meu estado ridiculamente emocional, dando a liberdade de me recompor sem ficar sob seus olhos afiados – Eu não queria te fazer chorar, querido. Perdoe-me, tudo bem?

 

— Você não precisa pedir desculpas, na realidade, me desculpa você. – Respondi ainda fungando contra seu peito como um garotinho – Não foi minha intenção causar essa reação toda.

 

— Você me assustou BaekHyun, eu nunca pensei que iria tomar o primeiro passo e está tudo bem se não for agora. Eu não tenho pressa. – Ele disse beijando o topo da minha cabeça e aninhando seu rosto ali mesmo – Ah meu Deus, Baek. Não me assuste assim novamente.

 

Eu o encarei, mesmo sabendo que meus olhos estavam terrivelmente vermelhos e um pouco inchados, não era uma visão sexy para essa situação, mas precisava explodir antes que a coragem fosse embora.

 

— Não ChanYeol, não está tudo bem. — Disse firme mesmo querendo enfiar a cabeça novamente em seu peito — Eu não tô fazendo isso por você, esse é aquele momento que realmente faço algo que eu quero. Você tem noção de como é desejar pela primeira vez alguém loucamente? Gostar dessa pessoa tanto que às vezes parece loucura? Não quero entregar meu corpo por simplesmente ser um capricho carnal, eu quero me entregar a você simplesmente porque não cabe tanto sentimento dentro de mim. Por simplesmente estar loucamente ap...

 

Seus lábios calam os meus em um beijo afoito, transmitindo tanto sentimentos quanto minhas palavras, revelando tantas verdades ocultas e desejo controlado, o desespero em busca de algo que estivesse perdido e nem mesmo ele soubesse o que era, transformando meu corpo em uma massa maleável onde poderia manusear como quiser. A boca dele estava sedenta, puxando meu ar, meus sentimentos, tudo que mantinha dentro de mim e não poderia guardar.

 

— Eu sei...eu sei... — Seu hálito batia quente na minha pele, os olhos fechados enquanto ele puxava o fôlego de modo sôfrego — Eu tenho noção de como é gostar loucamente de uma pessoa, tanto que chega a ser um passo para a minha loucura, eu sei muito bem como é desejar o corpo de alguém ao ponto de querer fugir e não cometer besteiras. BaekHyun, eu sei como é ter tanto sentimento dentro de si e não saber como conseguir guardar bem, é desesperador gostar tanto de você e ter medo de errar novamente mas ao mesmo tempo é um alívio saber que sou correspondido.

 

Park ChanYeol estava despindo sua capa de indiferença ali na minha frente, me deixando sentir tudo que ele guardava para si. Não precisava ser em alto e bom tom, eu o compreendia e tinha plena consciência de como deveria ser intimidador deixar seus sentimentos tão escancarados.

 

Não precisava de declarações longas e cheias de palavras bonitas, pois seu olhar já transmitia tudo àquilo que precisava ser falado.

 

Eu realmente estava apaixonado por ele e não existiam mais barreiras que me aprisionassem dentro de meus temores, não existia mais nada além dele e eu nesse momento, nesse lugar, debaixo do mesmo teto e aproveitado cada segundo que poderíamos lembrar pra sempre.

 

E quando nossos lábios tocam-se novamente, estupidamente o mundo ao redor se fez em silêncio, dizendo que tudo o que precisava ser escutado era nossas respirações e batimentos ritmados com as ondas do mar e o vento lá fora.

 

Voltei a ficar em pé na sua frente graças ao um comando dele, e ainda assim, mesmo que desajeitado o beijo ainda não havia sido cortado, realidade essa que mudou quando ele afastou-se.

 

Os olhos dele estavam intensos, febris, como se pudessem sair da orbita a qualquer momento. Um arrepio involuntário transpassou meu corpo, fazendo a realidade cair bem a minha frente.

 

Iria acontecer... Realmente iria.

 

- Não é assim que eu imaginei... Céus! Você realmente tem certeza? – Os olhos deles é uma mistura de receio e desejo.

 

- ChanYeol, você falando assim parece que não quer. – Digo brincalhão apenas para não sentir ainda mais o nervosismo.

 

Esse é o problema, amor, eu quero tanto que tenho medo de isso está influenciando na sua decisão.

 

E lá estava a sinceridade que me derrubava.

 

Eu não o respondi, não tinha a intenção de prolongar ainda mais esse diálogo, tentei não pensar muito ao passo que me aproximei mais, sentindo meu ego inflar um pouco quando notei que ele estava um pouco mais baixo por permanecer sentado, e ele notou, mas não disse nada. Um sorriso de lado se formou quando levei minha mãos até a barra da camiseta que ele usava, ChanYeol poderia negar o quanto quisesse, mas isso, realmente estava agradando.

 

Eventualmente o clima que antes era frio passou a esquentar, os olhos dele absorviam cada ação com curiosidade até se encontrarem com o meu. Minha ansiedade crescia juntamente com o silêncio que não mudava, não era exatamente um silêncio já que ainda podia ser ouvido o mar lá fora, o que já não era novidade contando o fato que foi o som mais ouvido o dia todo.

 

Meu corpo pegava fogo e era meio desconcertante não saber o que fazer realmente, eu me sentia excitado, mas não sabia se o mais velho sentia o mesmo e muito menos qual seria o próximo passo, não sabia por qual posição ele optaria por mais obvio que fosse.

 

Não se preocupe e apenas siga seus instintos, BaekHyun... — Ele voltou a falar baixinho ao passo que desfazia o nó do roupão de banho.

 

Quando senti o pano escorregar por meus ombros e logo um barulho suave de algo caindo no chão, o primeiro impulso que tive foi em tentar esconder meu corpo, o que era realmente bobeira já que não existia mais nada ali que o mais velho não tenha visto ou tocado. Embora a timidez estivesse me corroendo, obriguei minhas mãos a se afastarem do meu corpo e uma ir descansar no ombro do meu companheiro enquanto a outra acariciava os cabelos que já se bagunçava aos poucos.

 

ChanYeol sorriu novamente em um silencioso você não precisa se envergonhar. Os dedos dele vão até meu rosto, desenhando cada detalhe que ali tem; a forma dos meus olhos, o contorno das minhas bochechas, meu nariz, até parar em meus lábios e o contornar com lentidão extrema até que eu beije o dígito que estava descansando.

 

Meu coração acelerou milhares de batidas para depois parar quando ChanYeol finalmente ficou em pé a minha frente, encarando minha nudez de cima enquanto nossos corpos estavam tão próximos que eu escutava seus batimentos ritmados com os meus. As mãos dele vão vagarosamente até o cós de sua calça e as desce lentamente, olhando em minha direção como se perguntasse "hey, você tem certeza?" e para sanar todas as dúvidas o acompanho no processo de livrá-lo do único tecido que impede sentir pele contra pele.

 

O corpo nu dele era algo que secava minha boca, toda a magreza proporcional, cada sinal e cicatriz faziam dele o ser que me tirava de órbita, era a pintura que poderia passar horas apenas admirando. Porém, ele estava ali para mim, estava ali por mim.

 

A pele dele eriça sob meu toque, esquenta e manda todo calor que estava sendo produzido; ChanYeol volta a me beijar, dessa vez calmamente, tomando também com suas mãos posse do meu corpo, me fazendo arfar com seus toques suaves. E como estava fazendo segundos atrás, suas mãos percorrem cada centímetro meu, reconhecendo cada parte e apertando.

 

— Sabe que sexo entre dois homens é diferente, não é mesmo? — O Park sussurra de olhos fechados, contudo, suas mãos ainda passeavam por meu corpo — Eu sei que tudo é novo e bastante estranho pra você, pequeno, por isso quero que seja o mais confortável... — Agora ele olha diretamente em meu rosto, com um olhar sincero e tranquilo — Realmente não tem problema se você quiser ser o ativo.

 

Por essa não esperava, a imagem que sempre formava quando pensava nesse momento era ao contrário, não que eu não quisesse experimentar assim também, mas não era algo que me sentia preparado para agora. Então apenas beijo o canto de seus lábios e concordo minimamente, abaixo até onde o roupão está e vou diretamente até um dos bolsos que tem, tirando de lá o presente vergonhoso — já não tão vergonhoso e sim útil — que KyungSoo me deu. Coloco o pacote com a camisinha e o pequeno sachê de lubrificante em suas mãos e observo a ficha dele cair lentamente.

 

— Eu confio em você, ChanYeol. — Respondo da melhor maneira que minha voz ansiosa deixa.

 

De repente meus pés já não tocam o chão, agora ChanYeol caminha comigo em seu colo até a curta distância onde está a cama e me deita. Não existe pressa em seus movimentos, embora ele também esteja tão ansioso como eu. Não há malícia na maneira que ele beija meu corpo, quando ele toca em meus lábios e depois se afasta. Existe algo queimando dentro de nós, algo que escapa dos meus lábios em forma de gemidos e pedidos mudos.

 

As minhas palavras são expressadas por meu corpo que treme com o toque alheio, pelo suor que molha minha pele juntamente com a saliva dos beijos e a língua atrevida dele que prova o gosto salgado que tenho agora.

 

Eu sou o caos que desprende da realidade quando ChanYeol me toma com a boca, brincando com o meu sexo que pede por alívio, juntos somos a bagunça de cores e sabores recém descobertos; Somos a agressividade de uma tempestade e a calmaria de uma noite no campo.

 

Park ChanYeol era o caos que veio bagunçar minha vida da maneira mais positiva que já experimentei e não importava o que o aconteceria amanhã.

 

Não há arrependimento quando abro meus olhos e o vejo adorando meu corpo de um jeito íntimo e especial, o prazer estampado em sua face molhada enquanto ele impulsiona a boca para baixo e sobe com lentidão. Seus olhos estão tão conectados com os meus que se torna impossível não apoiar o peso no cotovelo apenas para tocar o rosto bonito do meu namorado.

 

A minha coerência voa para longe quando a boca dele se afasta com um som excitante, seus lábios descem beijando a parte do períneo que era desconhecido como um ponto de prazer por mim até meses atrás. Acabo perdendo suas ações de vista, pois minha cabeça insiste em tombar para trás à medida que o carinho com os lábios continua, um gemido ecoa no quarto quando sinto um dedo invadir meu interior, é gelado graças ao produto que ChanYeol deve está usando.

 

— Shhh!

 

É claro que ele pede silêncio, afinal, não é ele que tem as milhares de sensações boas e ao mesmo tempo estranhas se passando pelo corpo. Eu sei que ele está certo, nossa filha dorme bem perto, mas o medo, ansiedade, prazer e desejo me invadiam sem aberturas de trégua.

 

Meu corpo desaba novamente no colchão e agora tive a decência de morder a mão para abafar o gemido que veio sem pudor algum. ChanYeol movimentava seus dígitos de formal calma enquanto a respiração dele tocava de forma desregulada e quente contra minha coxa, os cabelos molhados roçando a minha pele como se fizessem cócegas.

 

A paciência e tranquilidade que ele estava lidando com tudo era invejável, se fosse ao contrário, meu autocontrole já teria explodido no momento que o encontrasse deitado e entregue.

 

E veio o vazio, a frustração da privação do calor e estremecimento conhecido antes do orgasmo para depois ser escutado o barulho característico do embrulho do preservativo sendo rasgado, fazendo companhia às batidas desenfreadas do meu coração.

 

Tenho a impressão de que passam horas até uma mão quente tocar meu rosto e meus olhos focar um ChanYeol todo desalinhado e com lábios inchados. Ele sorri sem jeito, mas no seu olhar existe aquele brilho selvagem misturado com ansiedade.

 

— É melhor você ficar por cima, o risco de que eu te machuque é menor e podemos ir no seu ritmo e tempo. — Ele diz um tanto envergonhando ao passo que começa a me puxa pra cima do seu corpo.

 

— Não é assim que eu imaginei. — Digo assustado mesmo não querendo parecer — Assim não, por favor, Chan. — Volto a falar com um tom de urgência — Por favor.

 

ChanYeol suspira forte e claramente se dá por vencido.

 

O peso do seu corpo cobre o meu, e as peles se tocam, se acariciam de tantas maneiras e sentimentos diferentes que tenho a impressão de ser possível ver meu no meu peito a palpitação do meu coração.

 

Minhas pernas são abertas um pouco mais e flexionadas de um jeito não tão constrangedor e confortável. Mantenho meus olhos atentos a cada expressão no rosto dele — me recuso perder algo tão lindo como o rosto de ChanYeol mostrando suas mais profundas emoções — uma mão vai até a nuca dele o encorajando.

 

— Eu confio em você... — E acho que te amo, mas a segunda parte fica subtendida, pois não quero ter sentimentos confundidos no momento. — Não se preocupe, eu confio em você. — Torno a falar, repetindo a última frase com mais confiança.

 

Sua mão segura a minha e então ele vem, com calma e paciência, mas não é o suficiente para que um gemido de dor seguido de soluços apareça, mas eu não me permito chorar nem mesmo quando a minha ereção diminui significantemente e o prazer é substituído por dor.

 

Queria ser o garoto forte por ele, o garoto valente que agora era um homem que não tinha mais medo.

 

— Desculpa! Desculpa! — E a voz dele parece tão culpada assim como sua expressão que era dividida por culpa e prazer — Vai passar eu prometo, relaxa.

 

— Eu não tenho mais medo de gostar de você — Falei baixo como quem conta um segredo quando sua respiração bateu forte e agitada contra meu pescoço — Gosto de sentir teu coração batendo contra o meu.

 

Sinto sua mão suando frio junta da minha, ela treme um pouco; estão juntas ao lado do meu rosto e do outro lado ChanYeol beija minha bochecha e depois volta a afundar em meu pescoço. A respiração forte... Pesada.

 

— Foi por isso que preferiu assim? — Ele pergunta a respeito da posição desfavorável mesmo que não fosse uma reprovação e sim uma maneira de distrair minha mente quando ele começa a se movimentar lentamente — Seu coração  tão acelerado.

 

Eu não o respondi de imediato, tinha medo que minha voz vacilasse e com isso ele estagnar.

 

ChanYeol tinha olhos febris em meu rosto, observando de maneira afiada cada detalhe. Era estranho nossas peles escorregando uma na outra por causa do suor, a sensação do preservativo dentro de mim, e apesar de tudo, era bom; era bom sentir meu corpo sendo desejado como eu desejo o dele, de sentir tanto sentimento transbordando através do carinho que ele transmitia respeitando meu tempo, meu ritmo... Era bom sentir a pele dele queimando e fazendo cócegas na minha.

 

KyungSoo tinha razão em dizer que não existe palavras coerente em descrever um momento como esse. Não existe uma maneira sensata de descrever os batimentos desenfreados, as borboletas batendo asas violentamente dentro do estômago, ou o tremor e calor que toma conta do corpo sem permissão alguma e ainda assim é bem-vindo.

 

Não existe maneira de descrever sem parecer piegas e um bobo apaixonado.

 

Com toda sinceridade que existe, entreguei meu corpo, minha alma e meu coração em uma bandeja para ele.

 

Não havia tanta dor ou vergonha que me impedisse de externar o que estava querendo realmente, precisava dos toques firmes e da coragem dele em me ter intensamente como da primeira vez em seu quarto.

 

— Já não dói tanto... — Falei mais ofegante do que no início, agarrado ao seu pescoço e beijando-o para que o recado não ficasse tão subtendido.

 

Park ChanYeol tinha o controle e fazia questão de demonstrar isso quando cessou totalmente os movimentos e sorriu de lado.

 

— Mas hoje iremos fazer amor, Baek. E amor se faz assim... Lento para que você aprecie cada segundo. — A voz dele estava tomada pela rouquidão quando sussurrou essas palavras rentes ao meu ouvido

 

E os movimentos recomeçaram em uma lentidão que ao mesmo tempo em que meus gemidos saem como um protesto também sai como um pedido de que esse momento dure.

 

Fogo era injetado em minhas veias, aonde ia derretendo meus vasos sanguíneos e me transformava em algo desconhecido e... boom, eu derretia em seus braços.

 

O calor começava a ocupar todo meu corpo, os tremores transpassando cada membro em uma saudação antiga e por um tempo, eu estive fora de mim mesmo; Navegando no vazio e dividido entre os gemidos e a respiração afoita de ChanYeol e na quase utopia que meus pés tocavam.

 

Então foi paz, foi gratidão e satisfação; Foi o gemido rouco e satisfeito que invadiu minha audição e os apertos marcando minha pele. Era a liberdade e a vontade correndo entre nossas paredes.

 

A proximidade me permitia tocar o rosto suado e corado dele, tocar os cabelos rebeldes com a tintura por retocar a raiz, permitia sentir cada pedaço de pele que ainda tremia de prazer. ChanYeol era como o fogo e eu sua gasolina.

 

 

 

 

 

 

Quando ele deita ao meu lado depois de acalmar nossos ânimos e me puxa para seu peito, sinto que só preciso disso o restante da noite. Meus olhos pesam, mas não me permito fechá-los.

 

Nossas pernas estão emaranhadas e por um momento, nenhum dos dois se importa com a nudez ou como estamos suados e pegajosos. Era o cheiro do mar, dos nossos corpos e do nosso crime mais perfeito que impregnava em cada pequeno local.

 

Eu desenhava figuras imaginárias no peito dele que já subia e descia no ritmo normal. Por alguma razão, parecia que ele também estava tímido. O que era hilário, ChanYeol com todo o seu tamanho e desinibição, com vergonha.

 

Talvez tenha passado horas, ou apenas minutos, mas que um silêncio instalou, ah isso sim.

 

— Você gostou? — Acabei perguntando e com essa simples pergunta, uma vergonha sem medidas apareceu e eu amaldiçoei a mim mesmo por ter falado isso — Urghhh.

 

ChanYeol soltou aquela gargalhada sonora que te lembra ao final de tarde no domingo quando todos os amigos se juntam e contam velhas histórias. Ele não fazia de propósito, mas me envergonhava, e também não iria negar que esse era um dos sons que mais me agradava no mundo todo. Então, eu sorri afundando meu rosto em seu peito.

 

— Sim, Baek, eu gostei. — O Park respondeu tocando meus cabelos — Foi como você esperava?

 

Encolhi-me no seu abraço e acho que ele pensou que fosse frio, já que logo o lençol foi jogado por cima do nosso corpo e ele me puxou para mais perto. A verdade era que não tinha sido como esperado, mas também não significava que tenha sido ruim, só foi... estranho.

 

Acabei me remexendo um pouco e isso prolongou o silêncio. Agora sim começava esfriar.

 

— Não. — Digo sincero — Eu não esperava que incomodasse tanto. — E dessa vez ele segurou o riso — Nas fanfic sempre é diferente, sabe? E eu acreditei nelas... Eles faziam parecer tão fácil.

 

— BaekHyun... — Agora ele não ocultava o fato de que estava rindo e eu até queria me irritar, mas poxa, o pior que era meio engraçado — Você tava lendo fanfic apenas para ter uma noção de como aconteceria?

 

— Claro que não, ChanYeol, as histórias são muitos boas... — Meu bico cresce meio metro, mas logo o desfaço — Enfim... — Levanto um pouco meu corpo apenas para encarar seu rosto que corresponde meu sorriso — É meio bobo dizer algo assim, porém, eu realmente fico feliz que tenha acontecido com você, nesse momento, nesse lugar...

 

— Eu gosto de você. — Ele diz simplista como quem fala "ei, comprei pão" e não quem está colocando seus sentimentos em evidência — Dessa sensação de sempre estar te cuidando e mesmo assim ser cuidado, de escutar teu riso no final do dia e teus resmungos no começo da manhã.

 

Sorrio sem jeito, não sei como responder, mas ele sabe que a reciproca é verdadeira, se existe realmente aquela teoria de quem um sempre sente mais que o outro, rezo para que não se aplique aqui. Não queria metades, queria por inteiro. Queria estabilidade e equilíbrio.

 

— Você é minha âncora. – Confesso.

 

— E você é a bússola que me guiou até meu farol. – Ele sorri lembrando-se da história de pescador que ouvimos mais cedo – Eu sou o equilíbrio enquanto você é minha direção e nossa filha ilumina nossas vidas como um grande farol.

 

Na realidade não era eu que consertava ChanYeol como disse que faria na noite em seu jardim entulhado, não era nem mesmo ele que me consertava. A partir do momento em que demos a chance de tentar e esquecer o passado, ambos nos tornamos a cura um do outro.

Hey ChanYeol, estamos nos consertando...

 

����

 

 

Aos 16 anos meu hobbie era inventar histórias ao lado de KyungSoo e assim fingirmos que o mundo era nosso.

 

Aos 28 anos, meu novo hobbie tinha nome e sobrenome. Esse atendia por Park ChanYeol, não era bem um hobbie senão um vício – em acordar todas as manhãs em seus braços e ser dono de todos os seus beijos. Junto com esse meu novo vício tinha algo bem atraente também, com nome de Eunji.

 

— Papai, você tem certeza que meu Baek está bem? – A voz dela é baixa e cheia de ansiedade – Ele não se move.

 

— Seu pai Baek está cansado Eunji, vamos o deixar dormir. – O mais velho responde tranquilo.

 

— Mas e o nosso presente? – Ela volta a perguntar.

 

— Não se preocupe amor, ele irá ver quando acordar.

 

— Eu quero agora!

 

— Eunji não!

 

Prevendo uma briga da parte dos dois, resolvo abrir os olhos. E exatamente como imaginei, ambos estão com os braços cruzados, olhos semicerrados e bicos enormes. Viro de lado e descanso as duas mãos embaixo da bochecha.

 

Antes de realmente pegar no sono, ChanYeol me ajudou a tomar um banho e vestir uma roupa, porque era bem obvio que pela manhã cedo teríamos companhia.

 

— Eunji, respeite seu pai. – Falo e por um momento me assusto com a voz estilo Chan que sai da minha boca – Você sabe que ficamos tristes quando você age dessa maneira.

 

— Desculpa, pais.

 

— Bom dia. – Dessa vez me direciono ao meu namorado que parece envergonhado – Dormiu bem?

 

— Bom dia, pequeno. – Ele inclina um pouco para beijar minha testa e sorri no ato – Dormi ótimo e você?

 

— Para melhorar, só mais uma semana nesse lugar...

 

Eunji ri em nosso meio e deita ao meu lado. Toco em seus cabelos que estão presos em duas tranças.

 

— Papai Channie te desenhou. – Ela diz sorrindo peralta – Você quer ver?

 

Afirmo com a cabeça e ela me entrega um pequeno rolo que estava escondido entre os lençóis. Olho para ChanYeol e ele parece ainda mais sem graça do que antes.

 

— Estava junto com a sacola que te dei no apartamento, mas essa pestinha mexendo em suas coisas achou isso e bem...

 

— Obrigado. – Respondo sem deixar de sorrir e sentir um calorzinho subindo em meu peito.

 

O papel é delicado e a fitinha preta que o prende é retirada com delicadeza, o Park morde os lábios nervosamente e a menor apenas espera tudo acontecer com uma ansiedade sem medidas. Desenrolo e aos poucos meu rosto vai ganhando vida em traços suaves na folha.

 

Enxergar como Park ChanYeol me via era... wow, não tinha palavras suficientes ou dignas para serem colocadas para expressar o que ele havia feito. O rosto era meu sim, mas não era somente isso, existia paixão em cada traço, delicadeza em cada curva e amor em cada detalhe.

 

O papel de moleque chorão na vida dele já era meu, porque sem cerimônia alguma eu chorei novamente em sua frente minhas lagrimas de alegria.

 

— Eu quero te manter sempre vivo aqui dentro. – Ele responde dando de ombros e batendo no próprio peito – Não quero esquecer nunca cada detalhe seu, e se um dia você fugir de mim, eu terei ao menos uma lembrança de que Byun BaekHyun foi real.

 

— Eu não vou a lugar algum. – Prometi.

 

— Então não vá mesmo.

 

ChanYeol não se incomoda em que eu seja seu garoto chorão quando beija meu rosto e lágrimas.


Notas Finais


Então, oi/olá/hi/hola... pra ser sincera, odeio desculpas do motivo de tá atrasando tanto... porém, vocês merecem; a realidade é que comecei faculdade a pouco tempo e tava tentando me acostumar com o ritmo puxado que minha vida agora tá levando... Eu sou uma pessoa noturna, de dia não sou gente não uahdushdushadu, só que... trabalho o dia todo e aula pela noite é foda e eu preciso dormir né (ou não) pq de dia preciso ir trabalhar... enfim, o caso é que tava me sentindo extremamente esgotada com esse novo ritmo e blá blá, poréeeeem, agora meu semestre tá acabando e daqui a pouco fico de férias no trabalho e com isso espero atualizar mais rapidamente, prometo não tentar demorar tanto com o próximo (já tá quase na metade) e caramba! essa fic fez um ano *-* ano passado eu tava postando um cap onde chanbaek comemorava aniversário juntos. aaah cara isso é tão legal <3

ok ok ok , parei... isso tá enorme, acho que é isso.

espero que gostem e que o enredo não fique tão cansativo assim pra vcs <3

aah sim lembrei, agr eu to com twitter siajsdijsadis sou bem floop mesmo mas se quiser me ver surtando pelo kyungsoo e quiser surtar comigo, me chama lá @ohmykimsoo

kakaotalk: @ minadomyung


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...