História Don't Go - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bts, Hoseok, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Menção Namjin, Menção Taekook, Menção Vkook, Namjoon, Rap Monster, Suga, Taehyung, Yoongi, Yoonmin
Exibições 125
Palavras 3.233
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Perdão pelo capitulo 'parado',
E pela demora pra atualizar também.

Amo tanto a fic que estou triste pelo fim. </3
Enfim, boa leitura. ♡

Capítulo 18 - Tulipas


Fanfic / Fanfiction Don't Go - Capítulo 18 - Tulipas



 

Abri os olhos, notando a claridade familiar me receber. Eu estava de volta naquele lugar estranho, mas dessa vez havia neve. Me lembrei de onde estava antes de desmaiar, e olhei para o meu ombro procurando a ferida recém aberta, mas não havia nada. Não tinha ao menos um resquício da dor exuberante que eu estava sentindo anteriormente.

— Então você voltou. — A voz doce sussurrou. Mas havia algo estranho nela.

— Acho que sim. — Franzi minhas sobrancelhas, e levantei a cabeça na direção da voz.

Jimin estava ali, aquele de fios alaranjados. 

— Eu avisei você, uh? — O menor se aproximou, notei que suas vestes eram coloridas. — Olhe para você agora, preso em seus próprios sonhos. 

— Eu morri? — Olhei para minhas próprias mãos, e me surpreendi ao notar meus pulsos começarem a ficar avermelhados. 

— Talvez? — Park segurou em meus pulsos e os alisou. — A corda estava apertada, né? — Seus olhos brilhavam. 

— É. — Murmurei e puxei minha mão para o lado de meu corpo, o mais novo me olhou. — Onde está o outro Jimin? 

— Provavelmente morto também, assim como o real. — Sorriu amargamente.

Fechei meus olhos e senti como se meu coração tivesse se encolhido em meu peito, sendo esmagado na caixa torácica. Voltei a abrir meus olhos, mas agora eu estava sozinho. Comecei a caminhar sem rumo, se eu realmente estou morto, aqui não deveria ter algo, ou alguém? Estava começando a me sentir impaciente, só havia branco para todos os lados que eu olhava. 

— Hyung. — A voz doce novamente me chamou.

Meu coração se acelerou e eu olhei em volta, procurando a fonte do som. Dessa vez era diferente, era puro.

— Jimin? — Meus olhos percorriam cada centímetro do espaço vazio. 

— Hyung, acorde! Não me deixe! — Eu quase conseguia sentir a dor em suas palavras. 

— Onde você está? — Comecei a correr na direção da voz, tentando alcança-la de alguma forma. Notei um brilho ofuscante a frente, e a voz se tornou mais nítida. 

— Eu estou te esperando, por favor.. — As palavras morriam quando chegavam ao fim da frase. 

— Eu estou indo, Jiminnie. — Andei em direção ao brilho, automaticamente senti uma vertigem e minha visão se embaçou, consegui ver uma sombra ao horizonte. 

— Você veio. — Park me olhava ao longe, não conseguia vê-lo direito, mas seus cabelos louros se moviam agitadamente com a brisa do lugar. Seus braços se abriram, me convidando para o abraço. 

Sorri e comecei a correr em sua direção, mas minhas pernas começaram a ficar pesadas por alguma razão. Olhei para meus pés, notei mãos segurando meus tornozelos. Arfei quando percebi o dono delas.

— Aonde você pensa que vai, Yoongi-ah? — Jooheon segurava firmemente meu tornozelo, e antes que eu pensasse em algo, sacou uma arma de sua calça e disparou em mim. 

E isso se repetia sucessivamente.

 




-

 



 

Meus olhos se abriram rudemente, a claridade parecia me cegar. Algo em meu nariz me incomodava, tentei respirar fundo e o ar pareceu como grãos de areia em minha garganta, esse ato acabou me resultando em uma tosse desconfortável e seca. Tentei levantar meu braço e senti uma dor imensa em meu ombro, arfei com a sensação e deixei que minha mão se abaixasse novamente. Foquei meu olhar no cômodo onde eu estava, era tudo branco. Tão branco que chegava a doer meus olhos. A única cor viva presente ali, era um vaso colorido preenchido com tulipas, mas elas também eram brancas. Observei cada mínimo detalhe desse lugar, tentando me recordar de algo familiar, mas não havia nada. Olhei para baixo, meu corpo estava coberto com um lençol fino, e finalmente percebi que eu estava em um hospital.

Havia agulhas penetradas em meus braços, alguns hematomas arroxeados e avermelhados tingiam minha pele em formas bagunçadas. Olhei para meu ombro, ele estava escondido em faixas e até mesmo respirar me incomodava. Considerei me sentar, mas ao sentir a fisgada em meu osso, desisti da idéia. Fechei os olhos e tentei ignorar a sensação de massacre em meu corpo, cada centímetro dele doía. Eu tentava me lembrar do que havia acontecido, mas a última coisa que me lembro era estar no carro com Jimin, e.. Fui interrompido por um barulho que se fez presente, não abri os olhos. Passos se aproximaram da cama, escutei o som de algo sendo arrastado. 

— Bom dia, hyung. — A voz estava embargada de tristeza, senti o toque de suas mãos, envolvendo a minha destra. 

Abri meus olhos e encontrei Park de cabeça baixa, seus dedos pequenos alisavam a costa da minha mão carinhosamente. Notei algo cair de seu rosto, deixando úmido o lençol da cama.

— J-Jimin. — Minha voz era falha, minha garganta estava seca e parecia extremamente difícil falar.

O mais novo levantou a cabeça rapidamente e notei seus olhos inchados, transbordando lágrimas. Um sorriso largo cresceu em seu rosto quando me viu, o fluxo de gotas que escorriam pelas suas bochechas pareceu aumentar.

— Você acordou, — Tentou em vão secar as lágrimas que trilhavam seu rosto — Você voltou para mim. 

— Água.. — Sussurrei.

O mais novo assentiu e se levantou rapidamente, caminhou até a porta e parecia falar com alguém. Após alguns segundos, uma mulher de aparência cansada entrou no quarto.

— Como você se sente, jovem Min? — Se aproximou e gentilmente tocou meu rosto, fazendo alguns exames rápidos.

— Bem. — Murmurei, observando o sorriso nos lábios esticados da mulher. — Minha garganta dói.

— Sim, é normal. Você está desacordado a uma semana, com água e medicação, logo estará novinho em folha.

— Uma semana? — Exclamei surpreso e minha garganta protestou, voltei meu olhar para Jimin, ele encarava o chão. 

— Tente não falar muito alto, por enquanto. — As mãos macias da mulher tocaram o topo da minha cabeça, senti seus dedos brincarem vagamente com meu cabelo. — Vou pedir para alguém te trazer algo para te fazer sentir melhor. 

Sorriu docemente e se retirou do quarto, deixando apenas eu e Jimin ali. 

— Gostou das flores? — Sua voz era baixa, finalmente olhou em minha direção com um sorriso fraco nos lábios. 

— Foi você que escolheu? — Olhei para as tulipas brancas mais uma vez.

— Sim, me disseram que elas significam perdão. — O menor se aproximou da cama, sentando-se novamente na cadeira. — Me perdoe, hyung. — Seus olhos brilharam e percebi as lágrimas se acumulando novamente ali.

Suas palavras pareceram como uma onda de choque em meu sangue, automaticamente senti meu corpo ficando tenso ao me lembrar de cada segundo daquela noite. Park pareceu notar e segurou minha mão delicadamente, esperando que eu me acalmasse. 

— Eu.. — Tentei limpar minha garganta, e nesse momento uma jovem moça entrou no quarto. Segurava uma bandeja com alguns comprimidos, uma jarra e copo com canudo.

Ela esperou que eu engolisse tudo e – pacientemente – me ajudou com a água. Notei Jimin olhando a garota sorridente com uma expressão estranha. Quando terminei, ela preencheu o copo com mais água, e saiu do cômodo levando a bandeja. 

— O que aconteceu? — O louro ainda alisava minha mão, seus olhos percorriam todo meu rosto, eu via dor neles.

— Não quer deixar isso pra depois? — Suspirou pesadamente. — Estou tão feliz que você acordou, achei que não iria voltar.

— Eu preciso saber, achei que eu ia morrer. — Parei de falar e encarei o rosto a minha frente, senti meus olhos arderem. — Achei que você ia morrer.

— Eu também achei. — Park riu, sem humor algum. — Não há muito para te contar, mas vamos do início. — Seus olhos me evitavam, ele apenas corria o olhar pela extensão dos meus machucados. 

"Eu tive a chance de matar o Jooheon no momento em que pisei naquele lugar, eu cheguei a apontar a arma na testa dele, mas na hora de puxar o gatilho eu travei. Acho que afinal, eu não sou mesmo um assassino e ele já contava com isso. Sou apenas um desgraçado que conheceu a pessoa errada, no lugar errado. Minha hesitação foi o suficiente para Shownu me nocautear e eu apagar. Quando acordei, Jooheon me aguardava animadamente, me bateu até que eu quase perdesse a consciência. Mas antes que ele pudesse continuar, Shownu apareceu com você nos ombros. Imagine o meu desespero vendo isso? Eu não deveria ter te levado, isso foi tudo culpa minha."

Park se interrompeu, eu não conseguia ver seu rosto. Só via as lágrimas pingando sem parar no colchão. 

— Jimin, eu estou bem agora. Continue. — Foi minha vez de alisar sua mão. 

O menor assentiu vagamente.

"Você sabe o que aconteceu depois. Ver Jooheon te machucando daquela forma doeu como o inferno, nem se eu sentisse tudo aquilo em minha própria pele, não teria doído tanto como assistir. Quando você disse aceitar morrer para me manter vivo, tive vontade de gritar até que meus pulmões ficassem sem ar, mas aquela mordaça impedia. Eu implorei para que você notasse o meu desespero, mas parecia tão decidido. Eu não queria aquilo, hyung. Eu estava disposto a morrer por você sem hesitar, mas não estava pronto para ver você se sacrificar por mim. E foi nesse momento, que notei o desconforto do Changkyun ao meu lado, ele mal esboçava qualquer reação à cena em geral, até que eu comecei a me desesperar.

Quando Jooheon te deu o tiro, eu vi hyung. Eu vi a vida se esvair dos seus olhos, eu conseguia enxergar cada faísca do brilho do seu olhar se apagando, a dor que eu sentia era insuportável. Quando Jooheon girou e apontou a arma em minha direção, senti culpa e alívio. Culpa porque eu sabia que era tudo por minha causa, se eu não tivesse sido fraco você não estaria morrendo naquele minuto. Alívio por saber, que eu estava indo logo após você. Eu sabia que não iria conseguir viver com isso, jamais. 

Fechei meus olhos e esperei pela dor, que também seria minha salvação. Eu escutei o tiro, mas não senti a pressão em parte alguma do meu corpo. Arrisquei abrir os olhos, e senti a surpresa em cada célula minha, quando vi Jooheon a segundos de cair no chão. Tive o vislumbre do Shownu começando a correr, e outro disparo foi feito. Reuni todas as minhas forças apenas para mover minha cabeça, e vi Changkyun com a arma direcionada ao corpo imóvel do Shownu, no chão. Chang se aproximou e me ajudou a sentar, eu não conseguia pronunciar uma palavra. 


 

— Vamos ao hospital. — A voz dele era sem emoção, mas seus olhos demonstravam pesar.
 

— Por que fez isso? — Meu corpo doía, mas meu coração era a pior parte. Eu imaginava que você estava morto.
 

— Porque é tudo minha culpa. — Um sorriso se formou nos lábios do moreno, era algo que eu não via a muito tempo. — Se você não tivesse me conhecido, estaria na Europa até agora, sem problemas. E não aqui, na mira de uma arma de um bandido. Apesar de eu ter acabado com a sua vida, você ainda é uma pessoa importante para mim, Jimin.

Changkyun me ajudou a levantar, e apressadamente começou a te desamarrar. Logo estávamos no carro do moreno, eu me sentei no banco de trás com você, sua respiração era fraca e seu pulso quase inexistente, mas ainda estava lá. Me permiti chorar com o medo de te perder, e percebi que Chang nos olhava pelo retrovisor. 

 

— Então, você o ama? — Seu olhar voltou para a pista.
 

— Sim, eu o amo. — Olhei para seu rosto machucado, e meu coração se apertou. 

Eu não sei quantas vezes sussurrei para você não me deixar, que tudo ficaria bem. Eu só torcia para que você me escutasse, e atendesse meu desejo. Changkyun me ajudou a te levar para dentro do hospital, e depois disso sumiu. Disse que iria cuidar dos corpos, e me enviar algumas informações. Tenho todas as conversas do Jooheon com a Sunhee no meu e-mail, e cabe você decidir o que fazer com elas."


Muita informação. Uma parte de mim agradecia mentalmente Changkyun, a outra pensava se ele ainda tinha sentimentos pelo Jimin.

— Tudo acabou? — Sussurrei.

— Você decide. — Jimin subia e descia a mão pelo meu braço levemente. — Para Sunhee, nós estamos mortos. Cabe você querer deixar as coisas assim, ou esclarecer tudo para o seu pai e dar à essa mulher o que ela merece.

— Eu nem sei aonde encontrar ele. — Tentei elevar minha mão na direção do rosto do menor, mas recuei ao sentir a dor.

— Eu sei. — Park pareceu notar minha tentativa e sorriu vagamente, abaixou seu rosto na direção da minha palma aberta, deixando com que meus dedos tocassem sua pele macia. — Não deve se esforçar agora, concentre-se em melhorar. 

— Certo. — Tracei caminhos leves pelo rosto do louro. — Ei..

Jimin levantou a cabeça e me olhou, esperando.

— Ele ainda gosta de você?

— Changkyun? — O mais novo teve o rosto tomado pela surpresa, e um sorriso minguado se formou em seus lábios. — Você está com ciúmes? De tudo que te contei, é isso que te preocupa?

— Claro que não. — A mentira era clara. Eu me sentia enciumado, e era ridículo. 

— Hyung.. Eu te garanto, não há motivos para ter ciúmes. — O menor se levantou e aproximou os lábios da minha testa, desferiu um beijo carinhoso na mesma. — Eu te amo.

— Eu também te amo. — Observei cada detalhe de seu rosto, olheiras escuras eram a única coisa que coloriam seu rosto pálido. Ele parecia até mais magro. — Você se alimentou direito essa semana?

— Não. — Murmurou. — Como poderia? Taehyung e Seokjin tentaram me obrigar, mas eu não iria ficar calmo até que você acordasse. 

— Oh, e você.. Já contou para eles? — Tentei imaginar a reação dos rapazes. 

— Sim. — Suspirou longamente. — Jin e Namjoon foram os primeiros a chegar, tentaram me acalmar e eu acabei despejando tudo neles de uma vez. Não me lembro da reação deles, pois as lágrimas não deixavam que eu visse nada a um palmo de distância. Mas senti os braços de Seokjin me envolvendo, e ele sussurrou que tudo ia ficar bem. 

"Depois ele ligou para Taehyung e Jeongguk, os dois vieram o mais rápido possível. Eu estava perdido no tempo, só conseguia pensar em você na maldita cirurgia em que estava. Eu recusei todo tipo de tratamento em meus ferimentos, até que o médico apareceu e disse que você estava bem. Eu me senti tão aliviado, e toda adrenalina que eu estava sentindo passou, e então comecei a sentir as dores.

Finalmente aceitei ir para um quarto, e me trataram lá. Taehyung e Jeongguk chegaram e eu resolvi contar tudo, Seokjin e Namjoon também estavam no quarto. Taehyung parecia que ia explodir, seu rosto ficou tão vermelho quanto seu cabelo, e por um momento achei que ele iria me bater. Jeongguk o acalmou, e depois o ruivo começou a chorar por medo do que poderia ter acontecido. Dei os detalhes necessários para eles, e o medo de ser julgado estava me engolindo.

Namjoon disse que não iam me julgar, porque no final de tudo eu fiz a escolha certa. Isso fez com que eu sentisse uma simpatia pelo platinado, ele parece ser um bom amigo. Jin e Jeongguk foram atrás do Hoseok, apenas para se certificar de que ele estava bem. E como Jooheon disse, ele estava tranquilo em casa. Tudo aquilo foi somente uma armadilha para nos atrair."


O louro pronunciava cada palavra calmamente, como se sentisse medo de me apavorar. 

— Então, está tudo bem? Eu só preciso encontrar o meu pai, e tudo acaba?

— Sim, tudo isso acaba. — Jimin tocou minha bochecha levemente e eu fechei os olhos. — E podemos começar a viver.

— Podemos? — Abri os olhos e notei o brilho no olhar do mais novo. 

— Quando eu disse que queria construir uma vida com você, não foi da boca pra fora. — Seus dígitos desceram até meus lábios, sendo cauteloso para não tocar na ferida recém cicatrizada. — Pensar que eu poderia ter te perdido para sempre, só me deu mais certeza de que eu quero na minha vida por tempo indeterminado. Para sempre é um começo. 

— Jiminnie.. — Minha visão ficou embaçada e eu não conseguia ver nada além de um borrão. Senti a carne macia dos lábios do louro se colarem aos meus, deixei que minhas pálpebras se fechassem e as lágrimas escorrerem. 

— Que amor vocês dois. — A voz brincalhona de Taehyung preencheu o ambiente.

Park se afastou e secou minhas lágrimas suavemente, segurou minha destra com carinho e se sentou. Vi quatro expressões conhecidas adentrando o quarto. Taehyung e Seokjin tinham um sorriso enorme estampado no rosto, Namjoon e Jeongguk estavam logo atrás com um sorriso mais contido. 

— É tão bom ver vocês. — Falei o mais alto que consegui, sentindo minha garganta reclamar. 

— É bom ver você acordado. — Jin se aproximou e segurou minha mão livre, alisando levemente a mesma. Apesar de nossa amizade ser recente, eu conseguia sentir a preocupação e carinho do mais velho apenas por seu olhar.

— Você está péssimo, hyung. — Jeongguk envolvia a cintura do namorado com seus braços longos, e dirigia um sorriso sarcástico em minha direção. 

— Jeon! — Taehyung se desvencilhou do abraço e bateu no ombro do mais novo. 

— Essa criança é abusada. — Jimin murmurou, mas tinha um sorriso nos lábios.

— Quando eu sair dessa cama, vou fazer você pagar por cada palavra. — Ameacei o maknae, que apenas riu e escondeu o rosto no pescoço do ruivo. 

— Quanto tempo vai ficar aqui? — Namjoon se aproximou, ficando ao lado do Jin.

— Ainda não sei. — Olhei para Park, ele parecia pensar. — O que acha, amor? 

Ouvi o coro de palavras aleatórias que escaparam pela boca dos meninos, senti meu rosto queimar e percebi as bochechas do Jimin corarem. O único que havia visto um ato de carinho entre nós, fora Taehyung. 

— Tão lindo. — Jin choramingava falsamente. 

— Vou vomitar mel. — Jeongguk provocava, recebendo outro tapa do namorado. 

— Acho que vai ficar mais uma semana, no mínimo. — O louro me olhou, ainda corado. — Irei ficar aqui com você. 

— Vá para casa, você está em melhor condição do que eu. — Repreendi o mais novo.

— Eu não vou te deixar soz-

— A gente pode revezar! — Taehyung interrompeu Jimin. — Tenho muita coisa pra contar sobre a viagem com o Jeongguk. 

— Eu também tenho novidades. — Namjoon murmurou, e notei suas bochechas serem tingidas de carmim. Jin teve a mesma reação. 

— Vê? Não estou sozinho. Temos amigos, Jiminnie. — Sorri abertamente para o louro, sua expressão de duvida foi substituída por felicidade ao ver meu sorriso. 

Fui coberto pela verdade das minhas palavras. Minha vida parece ter virado de cabeça para baixo em apenas um mês, nunca poderia imaginar que tudo isso um dia poderia acontecer comigo. Mas o importante é que o pior já passou. Certo?
 


Notas Finais


Certo? Ou será que não?
MENTIRA GENTE AMO VCS

Perdão pelo capitulo pequeno, é que né, reta final
O próximo é o penúltimo capitulo, to bem triste </3

Olha vocês que me perdoe, mas eu nunca ri tanto com os comentários, igual no capítulo anterior. SÉRIO, MEU DEUS FKSÇISDUGHSFK, quando eu to desanimada ou até mesmo triste, eu venho e leio todos os comentários de vocês, eu fico tão feliz, isso me anima demais. Obrigada pelo apoio, de verdade. Eu amo cada um de vocês. ♡

Tirando você TatiZaqui, você me fez chorar de verdade. Eu te odeio. Mentira, te amo pra caralho. Obrigada pelas palavras que me deixaram igual cosplay de cachoeira, ♡

Eu to tão inquieta com o fim da fic, que sai trocando as capas dos capitulos tudo. Ninguém se importa, mas eu quis dizer.

Eu respondi um comentário no ultimo cap com 'Chang salva vidas né, impressionante.'
Prestem atenção nos spoilers, meus amô. -q
Eu claramente não ia matar meus bebês aqui, só faço isso nas drabble. ♡


Obrigada por tudo, e até o próximo cap. ♡


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