História Don't Go - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bts, Hoseok, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Menção Namjin, Menção Taekook, Menção Vkook, Namjoon, Rap Monster, Suga, Taehyung, Yoongi, Yoonmin
Exibições 233
Palavras 2.247
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


To aproveitando antes que dê bloqueio,
Boa leitura! :)

Capítulo 6 - Sensação estranha


Fanfic / Fanfiction Don't Go - Capítulo 6 - Sensação estranha

 

Algo quente e úmido em meu corpo me fez despertar, abri os olhos com dificuldade e olhei para minha barriga, minha camiseta estava levantada e Park descia a língua lentamente até meu umbigo.

— J-Jimin? — A surpresa pelo ato do moreno me fez despertar por completo.

A mão do menor subiu para meus lábios, pressionou seu dígito com força no mesmo.

— Fica em silêncio. — Me encarava por baixo de seus cílios castanhos, o sol que entrava pela janela iluminava o quarto.

Assenti levemente e o menor sorriu, ele voltou sua atenção para meu corpo, sua língua desenhava um caminho imaginário ali. Arrepios me dominavam, e eu senti o efeito da ação de Park no meio da minha virilha. O moreno percebeu, e desceu sua mão até o volume que se formava em meu moletom.

— Uh, o que temos aqui? — Ele posicionou a palma da sua direita levemente em cima do meu membro, que pulsou em resposta. 

Jimin massageava lentamente o volume, me dirigiu um olhar excitante e um gemido baixo escapou dos meus lábios.

— Você tá gostando, hyung? 

— Jimin, eu quero mais.. — Sussurrei entre os dentes cerrados. 

Park sorriu e abaixou meu moletom, olhou o membro marcado na cueca e aproximou seus lábios do mesmo, o beijou por cima do tecido e eu estremeci. 

— Eu estou aqui.

Resmunguei para o mais novo, é claro que estava. Ele estava falando demais e eu só queria sentir seus lábios em mim.

— Yoongi, abra os olhos.

Abra os olhos? Do que ele estava falando? Eu estava mais acordado do que nunca. Antes que eu pudesse responder o menor, a imagem a minha frente foi ficando cada vez mais distorcida, e com uma respiração rápida meus olhos se abriram, para minha surpresa.

— Hyung? Você está suando, teve um pesadelo? 

Olhei para o lado lentamente, Jimin estava sentado na cama e me olhava com preocupação. Senti o sangue invadir meu rosto violentamente, eu tinha acabado de ter um sonho erótico com o mais novo.

— S-Sim, estou bem. — Me sentei rapidamente na cama, puxando o edredom para o meu colo, tentando disfarçar a marca que havia em meu moletom.

— Tem certeza? Você parecia agoniado. — O menor colocou sua mão na minha testa. — Você está quente, não acho que deva ir trabalhar hoje.

— Eu estou bem! Só preciso de um banho. — Quase pulei para fora da cama, ansiando entrar embaixo da água corrente e limpar meus pensamentos sujos. 

— Ei. — Jimin segurou meu pulso antes que eu pudesse andar, seus lábios se colaram calmamente nos meus. Eles tinham um leve gosto de hortelã, da pasta de dente. — Bom dia.  

— Bom dia. — Sorri para o moreno, e caminhei rapidamente para o banheiro. 

Fechei a porta e me olhei no espelho, meus fios descoloridos estavam colados na minha testa pelo suor, a respiração que fluía pelo meus lábios entre abertos era desregulada, as maçãs do meu rosto estavam coradas.  Senti meu coração se acalmando aos poucos, respirei fundo e retirei minhas vestes, liguei o chuveiro e deixei a água morna cobrir meu corpo, gemi de desconforto quando a mais inocente gota caiu em meu membro. Eu tentava evitar pensar no meu sonho, mas aquilo parecia ser a única coisa que estava em minha mente. Toquei meu membro com a palma da minha direita e reprimi um gemido, pensei nos lábios avermelhados do mais novo e em como seu beijo era envolvente. Antes que eu pudesse me controlar, comecei a fazer movimentos de vai e vem com minha direita, apoiei a palma da minha esquerda na parede e continuei com pensamentos pervertidos, até que o líquido semi transparente lambuzou meus dedos, reprimi um gemido que ameaçava me expor. Eu estava a muito tempo sem ter qualquer envolvimento com alguém, e como minha mente estava sempre cheia, eu nem sequer pensava em sexo. Mas parece que isso estava mudando. 

Uma batida leve na porta me fez pular.

— Hyung, fiz café. Estou te esperando na cozinha.

— Uhum. — Apenas murmurei, não confiei em como minha voz soaria se eu falasse agora.

Terminei meu banho rapidamente e desliguei o chuveiro, mais uma vez a toalha não estava ali. Como o moreno disse que tinha descido, abri a porta e fui em direção ao meu quarto com as gotas escorrendo pelo meu corpo, fechei a porta do cômodo e peguei a toalha jogada no canto. Deixei que o tecido grosso absorvesse a água que escorria e peguei um traje no guarda roupa. Uma reglan vermelha e um jeans claro, e o converse no pé. Peguei meu celular, faltava quinze minutos para o meu alarme tocar, desativei o mesmo e desci para a cozinha. O aroma de café fresco imediatamente capturou minha atenção. 

— O cheiro está bom. — Sorri para o mais novo, que fazia algo em frente o fogão. 

— Hyung.. Não esqueça que eu não sei cozinhar. — Park riu suavemente. Eu o acompanhei. 

Puxei uma cadeira e me sentei, Jimin veio em direção a mesa com dois pratos, com algo amarelo ali. Ovos?

— Enquanto eu estava na Europa, acabei adquirindo alguns costumes de lá. Ovos e bacon no café da manhã, espero que goste. - O menor se sentou e colocou o prato na minha frente. 

— Aqui não tinha isso, você saiu pra comprar? — Olhei para o mais novo enquanto comia uma pequena porção do alimento. 

— Sim, só fui ali no mercado. — Jimin sorriu, mas não parecia sincero. 

Ignorei a sensação estranha que senti e continuei mastigando.

— 'Tá uma delicia, de verdade. Acho que você só quis me enganar dizendo que não sabe cozinhar.

Park riu, parecendo aliviado. 

— Que bom que gostou, hyung. — Ele começou a comer também. 

 

Após o delicioso café da manhã, Jimin se ofereceu para me deixar no trabalho antes de ir para a empresa de seu pai, aceitei a carona e me certifiquei de fechar a casa antes de sair. 

— Hyung.

Olhei para Jimin, que estava com o olhar fixo na estrada. 

— Hm?

— Sobre ontem. — O moreno me olhou lentamente, ele parecia lutar para encontrar as palavras certas. — Me desculpe. Eu não sabia. Sua mãe não gosta que entrem no quarto dela? 

Senti o nó se formando em minha garganta, respirei fundo e o engoli.

— Ela morreu. — Olhei para a frente, bloqueando o fluxo de emoções que corriam pelo meu corpo.

Não sei qual foi a expressão do menor, mas pela visão periférica vi que ele apenas assentiu. Seguimos o resto do caminho em silêncio, e após alguns minutos eu estava em frente ao meu trabalho.

— Obrigado pela carona. — Olhei para o moreno, ele sustentou meu olhar com serenidade. 

— Não há de quê. — Ele elevou sua mão direita na direção do meu rosto e o alisou levemente. 

Fechei meus olhos para apreciar a sensação de sua mão macia e quente em minha pele, ouvi o barulho do corpo de Park se mexendo no banco, e após alguns segundos seus lábios cheios estavam contra os meus. Retribui o selinho lento do mais novo e me afastei, sorri vagamente em sua direção.

— Obrigado por ontem. — O moreno abriu um sorriso pequeno e eu senti uma sensação estranha em meu estômago, parecia que pequenas mariposas estavam se chocando contra meus extremos. 

 

Assenti positivamente e sai do veículo do moreno, caminhei até a entrada e meu chefe já estava dentro da loja checando tudo. Me virei subitamente para checar se Jimin ainda estava ali, me surpreendi ao ver o mais novo com a testa encostada no volante, quando ele levantou a cabeça sua expressão era um misto de raiva e.. Dor? Ele não olhou em minha direção, apenas girou a chave na ignição e acelerou, logo ele era apenas um ponto preto seguindo rumo ao horizonte. Senti a confusão tomando conta da minha mente, será possível que algo aconteceu no meio tempo em que sai do carro? Pensei em ligar para o mais novo, mas ao tatear meus bolsos, percebi que havia deixado o celular em casa. Um suspiro longo fluiu pelos meus lábios e entrei na loja.

O dia passou lentamente e entediante, cobri o turno do Hoseok pelo favor de ontem, e isso só me fez querer sair daquele lugar o mais rápido possível. Eu estava preocupado com o Jimin, ele parecia meio transtornado no último segundo que o vi. Os ponteiros no relógio pareciam se arrastar, mas depois de uma longa espera, finalmente deu 20:00, e eu me troquei para ir pra casa. Sai pela grande porta de vidro e senti o vento gelado de fim de tarde tocar minha face, o sol já não brilhava mais no céu, resolvi seguir em um caminho mais longo para casa hoje. Havia algumas pessoas andando pelas ruas, conforme o anoitecer se instalava os restaurantes e bares da vizinhança se abriam. Senti um pingo gelado em meu nariz enquanto caminhava, uma leve garoa começou a cair do céu escuro, e eu sabia que logo uma cachoeira de água iria despencar, apressei meus passos e resolvi cortar caminho por algumas vielas ali perto. Estava escuro e o concreto meio escorregadio, caminhava rapidamente pelas vielas quando um movimento estranho capturou minha atenção, a menos de quatro metros, duas pessoas conversavam. 

Não sei se conversar é a palavra certa, pois um rapaz de capuz empurrava um menor contra a parede, e cuspia palavras enroladas em sua direção. Me aproximei um pouco mais, mantendo meu corpo nas sombras esperando não ser notado. Pensei em ajudar o menor que parecia estar passando por um momento desagradável, mas o encapuzado retirou um revólver do cós de sua calça e a pressionou contra a testa do menor.

— Você acha que eu to brincando, moleque? Você tem menos de um mês! 

— Vamos lá, faça. — A voz que saiu do rosto que sorria sarcasticamente foi um choque em meu corpo inteiro. Foquei meu olhar no rosto do rapaz, e consegui finalmente ter um vislumbre da face.

— Você acha que eu não tenho coragem?! — O maior parecia realmente bravo, mas no momento eu só estava paralisado, não conseguia mover um músculo. 

— Vamos. — Jimin segurou o pulso do maior e apertou mais a saída da arma em sua testa. — Faça!

O encapuzado soltou seu pulso das mãos do moreno e bateu com o cano do revólver em sua boca, ouvi um gemido baixo escapar dos lábios do mais novo. 

— Menos de um mês, me ouviu?! — O maior saiu caminhando rapidamente na direção oposta a qual eu estava escondido. 

Jimin limpou o sangue que escorria de seus lábios e olhou em volta, se certificando que ninguém estava ali. Ele não me viu. O moreno caminhou na direção onde o homem encapuzado tinha ido, e eu não sei quanto tempo fiquei ali, paralisado e sem saber o que pensar. As gotas da chuva agora eram espessas, e eu já estava encharcado. Após um longo tempo, quando eu senti que minhas pernas não tremiam mais, eu voltei a caminhar em direção a minha casa. A cena que eu presenciei não saia da minha cabeça, que porra foi essa? Jimin estava envolvido com alguma gangue ou algo assim? Vários pensamentos se chocavam em minha mente, e eu não conseguia organiza-los. 

Me aproximei da casa escura e a abri, o silêncio reinava no ambiente. Subi as escadas rapidamente e procurei meu celular no quarto, automaticamente meus dedos foram para o contato do Jimin.

 

Y: Você está bem?

 

Duas. Três. Quatro horas. E nenhuma resposta do Park. Eu havia tomado um banho quente e apenas feito um chá, meu estômago estava embrulhado pelo o que vivenciei e eu não queria correr o risco de colocar tudo pra fora depois. Havia apenas agonia em meu coração, e quando eu achei que fosse explodir com esse sentimento me sufocando, meu celular brilhou com uma chamada sendo recebida.

— Alô?! — Atendi com mais entusiasmo do que o necessário.

— Uau, sentiu minha falta? — A risada familiar do outro lado acalmou meu corpo, ele estava bem.

— Você sumiu. — Murmurei.

— Desculpe, eu passei o dia na empresa e só tive um momento de paz agora. — A voz do moreno tinha um tom de desanimo, e eu quase podia ver sua expressão de cansaço em minha mente.

— Como foi seu dia? — Tentei deixar minha voz mais estável possível, tentando retirar qualquer vestígio de intimidação.

— Foi bom. — O moreno hesitou por um instante. — No momento estou em uma banheira cheia de espuma, desejando que você estivesse aqui.

Senti o sorriso se formando em meus lábios, e meu rosto corando.

— Gostaria de estar ai também. — Murmurei cabisbaixo, sentindo a falta do mais novo.

Um longo suspiro saiu pelo alto falante do meu celular, eu quase podia sentir o ar ali. 

— Vá dormir. Te encontro no mundo dos sonhos daqui a pouco, hyung. 

— Certo, Jimin. Boa noite. — O moreno respondeu minha despedida e eu desliguei.

Após falar com o mais novo me senti mais calmo, mas isso não muda o fato de que ele havia mentido pra mim. Eu não quero que ele pense que não confio nele, mas isso foi uma sensação muito fora do normal. Não é todo dia que você vê alguém conhecido com um revólver apontado na testa. Será que se eu tivesse interferido, o desfecho teria sido diferente? Esses pensamentos rodavam minha mente e eu subi para o meu quarto, deitei na cama bagunçada e peguei o travesseiro que o moreno havia usado, enterrei meu rosto no mesmo e aspirei o leve aroma que havia ficado ali.

Eu senti o sono me capturando, me deixando surpreso mais uma vez por não precisar dos comprimidos. E foi assim que eu dormi, confuso e embriagado pelo cheiro de Park Jimin.


Notas Finais


RÁ.

A história tá finalmente chegando aonde eu quero, e tudo vai ser explicado direitinho.
Ou não.
Mentira, vai sim. *desvia dos tiros*

VIVA A INSPIRAÇÃO.
Até o próximo cap. :)


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