História Don't Go - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Angst, Bangtan, Bts, Flex!yoonmin, Hoseok, Jeogguk, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Long-fic, Menção Namjin, Menção Taekook, Menção Vkook, Morte, Namjoon, Rap Monster, Suga, Suspense, Taehyung, Yoongi, Yoonmin
Visualizações 463
Palavras 2.318
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura. :]

Capítulo 6 - Sensação estranha


Fanfic / Fanfiction Don't Go - Capítulo 6 - Sensação estranha

Algo quente e úmido em meu corpo me fez despertar, abri os olhos com dificuldade e olhei para minha barriga, minha camiseta estava levantada e Park descia a língua lentamente até meu umbigo.

“J-Jimin?” A surpresa pelo ato do moreno me fez despertar por completo.

A mão do menor subiu para meus lábios, pressionou seu dígito com força nos mesmos.

“Fica em silêncio.” Me encarava por baixo de seus cílios castanhos, o sol que entrava pela janela iluminava o quarto.

Assenti levemente e o menor sorriu, ele voltou sua atenção para meu corpo, sua língua desenhava um caminho imaginário ali. Arrepios me dominavam, e eu senti o efeito da ação de Park no meio da minha virilha. O moreno percebeu, e desceu sua mão até o volume que se formava em meu moletom.

“Uh, o que temos aqui?” Ele posicionou a palma da sua direita levemente em cima do meu membro, que pulsou em resposta.

Jimin massageava lentamente o volume, me dirigiu um olhar excitante e um gemido baixo escapou dos meus lábios.

“Você tá gostando, hyung?” A voz doce era arrastada, repleta de lascívia.

“Jimin, eu quero mais..” Sussurrei entre os dentes cerrados.

Park sorriu e abaixou meu moletom, olhou o membro marcado na cueca e aproximou seus lábios do mesmo, o beijou por cima do tecido e eu estremeci.

— Eu estou aqui. – Ele sussurrou.

Resmunguei para o mais novo, é claro que estava. Ele estava falando demais e eu só queria sentir seus lábios em mim.

— Yoongi, abra os olhos. – Jimin estranhamente, tornou-se preocupado.

Abra os olhos? Do que ele estava falando? Eu estava mais acordado do que nunca. Antes que eu pudesse responder o menor, a imagem a minha frente foi ficando cada vez mais distorcida, e com uma respiração rápida meus olhos se abriram, para minha surpresa.

— Hyung? Você está suando, teve um pesadelo? – A voz de Park não estava mais com luxúria, e eu entendi o que aconteceu.

Olhei para o lado lentamente, Jimin estava sentado na cama e me olhava com preocupação. Senti o sangue invadir meu rosto violentamente, eu tinha acabado de ter um sonho erótico com o mais novo.

— S-Sim, estou bem. – Me sentei rapidamente na cama, puxando o edredom para o meu colo, tentando disfarçar a marca que havia em meu moletom.

— Tem certeza? Você parecia agoniado. – O menor colocou sua mão na minha testa. — Você está quente, não acho que deva ir trabalhar hoje.

— Eu estou bem! Só preciso de um banho. – Quase pulei para fora da cama, ansiando entrar embaixo da água corrente e limpar meus pensamentos sujos.

— Ei. – Jimin segurou meu pulso antes que eu pudesse andar, seus lábios se colaram calmamente nos meus. Eles tinham um leve gosto de hortelã, da pasta de dente. — Bom dia. 

— Bom dia. – Sorri para o moreno, e caminhei rapidamente para o banheiro.

Fechei a porta e me olhei no espelho, meus fios descoloridos estavam colados na minha testa pelo suor, a respiração que fluía pelos meus lábios entreabertos era desregulada, as maçãs do meu rosto estavam coradas.  Senti meu coração se acalmando aos poucos, respirei fundo e retirei minhas vestes, liguei o chuveiro e deixei a água morna cobrir meu corpo, gemi de desconforto quando a mais inocente gota caiu em meu membro.

Eu tentava evitar pensar no meu sonho, mas aquilo parecia ser a única coisa que estava em minha mente. Toquei meu membro com a palma da minha direita e reprimi um gemido, pensei nos lábios avermelhados do mais novo e em como seu beijo era envolvente. Antes que eu pudesse me controlar, comecei a fazer movimentos de vai e vem com minha destra, apoiei a palma da minha canhota na parede e continuei com pensamentos pervertidos, até que o líquido semitransparente lambuzou meus dedos, reprimi um gemido que ameaçava me expor. Eu estava há muito tempo sem ter qualquer envolvimento com alguém, e como minha mente estava sempre cheia, eu nem sequer pensava em sexo. Mas parece que isso estava mudando. Uma batida leve na porta me fez pular.

— Hyung, fiz café. Estou te esperando na cozinha. – Jimin murmurou do outro lado, totalmente alheio do que eu fazia lá dentro. Me senti extremamente envergonhado.

— Uhum. – Apenas sussurrei, não confiei em como minha voz soaria se eu falasse agora.

Terminei meu banho rapidamente e desliguei o chuveiro, mais uma vez, a toalha não estava ali. Como o moreno disse que tinha descido, abri a porta e fui em direção ao meu quarto com as gotas escorrendo pelo meu corpo, fechei a porta do cômodo e peguei a toalha jogada no canto. Deixei que o tecido grosso absorvesse a água que escorria e peguei um traje no guarda roupa. Uma reglan vermelha e um jeans claro, e o converse no pé. Peguei meu celular, faltavam quinze minutos para o meu alarme tocar, desativei o mesmo e desci para a cozinha. O aroma de café fresco imediatamente capturou minha atenção.

— O cheiro está bom. – Sorri para o mais novo, que fazia algo em frente o fogão.

— Hyung.. Não esqueça que eu não sei cozinhar. – Park riu suavemente. Eu o acompanhei.

Puxei uma cadeira e me sentei, Jimin veio em direção à mesa com dois pratos, com algo amarelo ali. Ovos?

— Enquanto eu estava na Europa, acabei adquirindo alguns costumes de lá. Ovos e bacon no café da manhã, espero que goste. – O menor se sentou e colocou o prato na minha frente.

— Aqui não tinha isso, você saiu pra comprar? – Olhei para o mais novo enquanto comia uma pequena porção do alimento.

— Sim, só fui ali ao mercado. – Jimin sorriu, mas não parecia sincero.

Ignorei a sensação estranha que senti e continuei mastigando.

— 'Tá uma delicia, de verdade. Acho que você só quis me enganar dizendo que não sabe cozinhar. – Murmurei meio indignado, e Park riu, parecendo aliviado.

— Que bom que gostou, hyung. – Ele começou a comer também.

Após o delicioso café da manhã, Jimin se ofereceu para me deixar no trabalho antes de ir para a empresa de seu pai, aceitei a carona e me certifiquei de fechar a casa antes de sair.

— Hyung. – Olhei para Jimin, que estava com o olhar fixo na estrada.

— Sim? – Encostei a cabeça no banco de couro.

— Sobre ontem. – O moreno me olhou lentamente, ele parecia lutar para encontrar as palavras certas. — Me desculpe. Eu não sabia. Sua mãe não gosta que entrem no quarto dela?

Senti o nó se formando em minha garganta, respirei fundo e o engoli.

— Ela morreu. – Olhei para frente, bloqueando o fluxo de emoções que corriam pelo meu corpo.

Não sei qual foi a expressão do menor, mas pela visão periférica, vi que ele apenas assentiu. Seguimos o resto do caminho em silêncio, e após alguns minutos eu estava em frente ao meu trabalho.

— Obrigado pela carona. – Olhei para o moreno, ele sustentou meu olhar com serenidade.

— Não há de quê. – Ele elevou sua destra na direção do meu rosto e o alisou levemente.

Fechei meus olhos para apreciar a sensação de sua mão macia e quente em minha pele, ouvi o barulho do corpo de Park se mexendo no banco, e após alguns segundos seus lábios cheios estavam contra os meus. Retribui o selinho lento do mais novo e me afastei, sorri vagamente em sua direção.

— Obrigado por ontem. – O moreno abriu um sorriso pequeno e eu senti uma sensação estranha em meu estômago, parecia que pequenas mariposas estavam se chocando contra meus extremos.

Assenti positivamente e sai do veículo do moreno, caminhei até a entrada e meu chefe já estava dentro da loja checando tudo. Virei-me subitamente para checar se Jimin ainda estava ali, e me surpreendi ao ver o mais novo com a testa encostada no volante, quando ele levantou a cabeça sua expressão era um misto de raiva e.. Dor? Ele não olhou em minha direção, apenas girou a chave na ignição e acelerou, logo ele era apenas um ponto preto seguindo rumo ao horizonte. Senti a confusão tomando conta da minha mente, será possível que algo aconteceu no meio tempo em que sai do carro? Pensei em ligar para o mais novo, mas ao tatear meus bolsos, percebi que havia deixado o celular em casa. Um suspiro longo fluiu pelos meus lábios e entrei na loja.

 

( . . . )

 

O dia passou lentamente e entediante, cobri o turno do Hoseok pelo favor de ontem, e isso só me fez querer sair daquele lugar o mais rápido possível. Eu estava preocupado com o Jimin, ele parecia meio transtornado no último segundo em que o vi. Os ponteiros no relógio pareciam se arrastar, mas depois de uma longa espera, finalmente deu 20h00, e eu me troquei para ir pra casa. Sai pela grande porta de vidro e senti o vento gelado de fim de tarde tocar minha face, o sol já não brilhava mais no céu, resolvi seguir em um caminho mais longo para casa hoje.

Havia algumas pessoas andando pelas ruas, conforme o anoitecer se instalava, os restaurantes e bares da vizinhança se abriam. Senti um pingo gelado em meu nariz enquanto caminhava, uma leve garoa começou a cair do céu escuro, e eu sabia que logo uma cachoeira de água iria despencar, apressei meus passos e resolvi cortar caminho por algumas vielas ali perto. Estava escuro e o concreto meio escorregadio, caminhava rapidamente pelas vielas quando um movimento estranho capturou minha atenção, a menos de quatro metros, duas pessoas conversavam.

Não sei se conversar é a palavra certa, pois um rapaz de capuz empurrava um menor contra a parede, e cuspia palavras enroladas em sua direção. Aproximei-me um pouco mais, mantendo meu corpo nas sombras esperando não ser notado. Pensei em ajudar o menor que parecia estar passando por um momento desagradável, mas o encapuzado retirou um revólver do cós de sua calça e a pressionou contra a testa do menor.

— Você acha que eu ‘tô brincando, moleque? Você tem menos de um mês! – O garoto estava bem irritado. Sua voz era rouca.

— Vamos lá, faça. – A voz que saiu do rosto que sorria sarcasticamente foi um choque em meu corpo inteiro. Foquei meu olhar no rosto do rapaz, e consegui finalmente ter um vislumbre da face.

— Você acha que eu não tenho coragem?! – O maior parecia realmente bravo, e no momento, eu estava paralisado, não conseguia mover um músculo.

— Vamos. – Jimin segurou o pulso do maior e apertou mais a saída da arma em sua testa. — Faça!

O encapuzado soltou seu pulso das mãos do moreno e bateu com o cano do revólver em sua boca, ouvi um gemido baixo escapar dos lábios do mais novo.

— Menos de um mês, me ouviu?! – O maior saiu caminhando rapidamente na direção oposta a qual eu estava escondido.

Jimin limpou o sangue que escorria de seus lábios e olhou em volta, se certificando que ninguém estava ali. Ele não me viu. O moreno caminhou na direção onde o homem encapuzado tinha ido, e eu não sei quanto tempo fiquei ali, paralisado e sem saber o que pensar. As gotas da chuva agora eram espessas, e eu já estava encharcado.

Após um longo tempo, quando eu senti que minhas pernas não tremiam mais, eu voltei a caminhar em direção a minha casa. A cena que eu presenciei não saia da minha cabeça, que porra foi essa? Jimin estava envolvido com alguma gangue ou algo assim? Vários pensamentos se chocavam em minha mente, e eu não conseguia organizá-los.

Aproximei-me da minha casa escura e a abri, o silêncio reinava no ambiente. Subi as escadas rapidamente e procurei meu celular no quarto, automaticamente meus dedos foram para o contato do Jimin.

 

Yoongi

Você está bem?

 

Duas. Três. Quatro horas; e nenhuma resposta do Park. Eu havia tomado um banho quente e apenas feito um chá, meu estômago estava embrulhado pelo o que vivenciei, e eu não queria correr o risco de comer algo, apenas para colocar tudo pra fora depois. Havia apenas agonia em meu coração, e quando eu achei que fosse explodir com esse sentimento me sufocando, meu celular brilhou com uma chamada sendo recebida.

— Alô?! – Atendi com mais entusiasmo do que o necessário.

— Uau, sentiu minha falta? – A risada familiar do outro lado acalmou meu corpo, ele estava bem.

— Você sumiu. – Murmurei.

— Desculpe, eu passei o dia na empresa e só tive um momento de paz agora. – A voz do moreno tinha um tom de desanimo, e eu quase podia ver sua expressão de cansaço em minha mente.

— Como foi seu dia? – Tentei deixar minha voz mais estável possível, tentando retirar qualquer vestígio de intimidação.

— Foi bom. – O moreno hesitou por um instante. — No momento estou em uma banheira cheia de espuma, desejando que você estivesse aqui.

Senti o sorriso se formando em meus lábios, e meu rosto corando.

— Gostaria de estar ai também. – Murmurei cabisbaixo, sentindo a falta do mais novo.

Um longo suspiro saiu pelo alto falante do meu celular, eu quase podia sentir o ar ali.

— Vá dormir. Te encontro no mundo dos sonhos daqui a pouco. – Sua voz tão terna e doce, quase me fez esquecer de que ele mentiu para mim. Quase.

— Certo, Jimin. Boa noite. – O moreno respondeu minha despedida e eu desliguei.

Após falar com o mais novo me senti mais calmo, mas isso não muda o fato de que ele havia omitido coisas importantes de seu dia para mim. Não é todo dia que você vê alguém conhecido com um revólver apontado na testa. Será que se eu tivesse interferido, o desfecho teria sido diferente? Esses pensamentos rodavam minha mente e eu subi para o meu quarto, deitei na cama bagunçada e peguei o travesseiro que o moreno havia usado, enterrei meu rosto no mesmo e inspirei o leve aroma que havia ficado ali.

Eu senti o sono me capturando, me deixando surpreso mais uma vez por não precisar dos comprimidos. E foi assim que eu dormi, confuso e embriagado pelo cheiro de Park Jimin.


Notas Finais


A história tá finalmente chegando aonde eu quero, e tudo vai ser explicado direitinho.
Ou não.
Mentira, vai sim.
Até o próximo cap. :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...