História Don't Go - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bts, Hoseok, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Menção Namjin, Menção Taekook, Menção Vkook, Namjoon, Rap Monster, Suga, Taehyung, Yoongi, Yoonmin
Exibições 242
Palavras 4.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura; ♡

Capítulo 8 - Controle


Fanfic / Fanfiction Don't Go - Capítulo 8 - Controle

 

Estava tudo tão claro, era aquele lugar novamente. Conforme minha visão foi se acostumando a claridade, percebi que algumas cores se espalhavam pelos cantos, solo e céu. A surpresa tomou conta do meu corpo, meus pesadelos sempre foram os mesmos desde que se instalaram em meu subconsciente. Um caminho começou a ser formado em direção a uma explosão de cores, a curiosidade falou mais alto e eu segui até o local. Quanto mais eu andava, um ponto preto no horizonte ficava mais próximo, era a sombra estranha que tanto me atormentava. Dessa vez reprimi a vontade de gritar e pedir por respostas, parei a menos de um metro da silhueta deformada e ela pareceu notar. Seu corpo girou lentamente em minha direção, e toda a fumaça escura em sua volta começou a se esvair, dando assim forma a um corpo, foquei meu olhar no rosto familiar e arfei. 

— Jimin? — O choque era nítido em minha voz, isso não era possível. 

— Hyung. — O menor estava diferente, naquele lugar seu cabelo estava alaranjado, usava uma camiseta tão branca quanto o ambiente, um jeans novo e seus pés descalços tocavam as cores misturadas no chão.

— O que faz aqui? — Observei a expressão do mais novo, ele parecia tão calmo.

— Eu vou proteger você. — Park olhou para suas mãos, e percebi pela primeira vez que elas estavam encostadas, formando um cubo.

— De que? — Me aproximei de Jimin, procurando ver o que tinha em suas palmas.

— Se eu deixar você ir.. — Ele abriu suas mãos, e uma borboleta com cores vivas voou de sua palma, mas assim que ela passou do limite de nossas cabeças, uma explosão de tinta a matou, colorindo à mim e ao Park. 

— Isso é uma metáfora? Morte? — Olhei para o menor, sua expressão antes serena agora era repleta de pavor.

— Hyung, me perdoa. — Seu rosto tinha gotas da tinta que ali caiu, e agora lágrimas escorriam de seus olhos e se misturavam com as cores, formando uma aquarela.

Elevei minha mão na altura de sua face colorida, querendo conforta-lo e dizer que eu estava bem. Mas sua imagem foi ficando distorcida e eu sabia que estava sendo puxado de volta para a realidade. 

 

 

Abri os olhos rapidamente, encarei o teto com manchas por alguns segundos, mantendo minha atenção presa nesse sonho. Um movimento leve na cama me fez virar a cabeça, a visão do Jimin dormindo me fez sorrir, ele estava virado para o meu lado, uma respiração lenta e pesada fluía por seus lábios entre abertos, os fios negros de seu cabelo estavam desalinhados no travesseiro. Isso me fez lembrar mais uma vez do meu sonho, e de como a cor laranja havia ficado magnífica no menor. Toquei sua bochecha com a ponta do meu dígito, fiquei encantando em como suas pálpebras tremeram e se abriram preguiçosamente. 

— Bom dia. — Sorri na direção do moreno.

— Hyung.. — A voz do mais novo estava repleta de rouquidão, saiu lenta e arrastada pela sua garganta. Ele pigarreou. — Bom dia. 

Aproximei meus lábios da sua bochecha e desferi um beijo ali, quando voltei a olhar o menor ele sorria.

— Vou fazer café. — Levantei da cama e fui ao banheiro, realizei minhas higienes e desci para a cozinha, afim de fazer algo para preencher nosso estômago. 

Havia algumas frutas esquecidas na geladeira, me certifiquei de que estavam boas, as cortei e juntei com creme de leite e um pouco de açúcar. Não era algo que eu comia com frequência, minha mãe fazia as vezes e eu acabei aprendendo de tanto observar. Fiz um suco de laranja e arrumei a mesa, quando acabei tudo subi as escadas para chamar Park, parei em frente ao quarto e ele estava em pé, parado no meio do quarto olhando para a janela.

— Não.

Sua voz rouca me assustou, estava em total silêncio e ele falava sozinho. Não, espere. Seus dedos pressionavam seu celular na orelha.

— Eu disse não. — O moreno suspirou pesadamente e pressionou sua têmpora com os dedos da mão livre. — Sim, sinto muito, vossa alteza. Vai se foder. — O menor cuspia as palavras, eu quase podia sentir o veneno escorrendo delas, ele desligou a ligação e jogou o aparelho na cama. 

— Jimin? 

Vi um pequeno movimento nos ombros do menor, indicando a surpresa em me ouvir ali.

— Hyung. Era da empresa. — Park virou em minha direção, sua expressão era cansada.

— Oh, o café ta pronto. — Encarei o moreno por alguns segundos e desci as escadas. Que tipo de empresa é essa?

Jimin desceu em seguida, sentamos e começamos a comer, ele elogiou e disse que gostava de frutas, eu agradeci pelas palavras e me senti bem. Após comermos, levantei e levei as tigelas para a pia afim de deixar tudo limpo. Enquanto a água escorria pelas colheres, senti os braços de Park envolverem minha cintura, o ato foi tão repentino que acabei espirrando água em nós dois. Jimin riu.

— Te assustei? — Os lábios do moreno estavam descansados em meus ombros. 

— Só me pegou de surpresa. — Sorri vagamente para o menor, mesmo sabendo que ele não conseguia ver.

— Queria saber se você gostaria de jantar na minha casa hoje. — Havia algo no tom de sua voz, que eu não conseguia compreender. 

— Claro. — Me concentrei em limpar os recipientes sujos.

— Eu vou ir antes para arrumar as coisas, depois mando um táxi para te buscar. — Jimin passou a ponta de seu nariz em meu pescoço, e contornou até a nuca, depositando um beijo leve ali.

Senti o arrepio percorrer minha espinha, apenas assenti com a fala do menor e notei que havia acabado de lavar tudo, fiz menção de me virar mas Jimin pressionou seu corpo contra o meu, me prendendo.

— Eu quero que você passe a noite lá. — Park quase sussurrava. 

— Jimin, eu não sei se- —

— Só pense nisso, certo? — Suas mãos firmes se foram do meu corpo, e ele se afastou. 

Me virei em sua direção, ele tinha um sorriso enigmático nos lábios, a vontade de beija-lo era grande. 

— Vou pegar minhas coisas e já vou, quase meio dia e eu ainda tô aqui. — O moreno riu.

— Meio dia? — Olhei com surpresa para o relógio acima da televisão.

— Ouvi dizer que o tempo passa depressa quando estamos com alguém que nos faz bem. — O menor tocou minha bochecha com seu dígito levemente, – percebi que esse ato estava se tornando um hábito, e eu gostava disso – se virou e foi em direção a escada.

Sorri para o corpo que se afastava, será que ele se lembrava do que me disse ontem à noite? Antes que eu movesse um músculo, batidas na porta preencheram o ambiente da sala. Jimin paralisou em frente à escada e seu olhar ficou fixo na porta.

— Já vai. — Andei em direção a madeira, mas o toque repentino do menor em meu ombro me fez parar.

— Deixa que eu atendo. — O moreno sorriu, seus lábios antes avermelhados, agora estavam pálidos.

— Por qu- — Ele me ignorou e andou em direção a porta, vi sua mão hesitar por segundos em cima da maçaneta, seus ombros estavam tensos. Ele a girou.

A pessoa de cabelos ruivos tinha uma expressão de surpresa em seu rosto.

— Jimin? Errei a casa? —  A voz de Taehyung estava completa de malícia. 

— Hyung. — Jimin suspirou e eu podia jurar que ele parecia aliviado.

— O dono da casa está? — O ruivo passou pelo Park paralisado, e caminhou em minha direção. 

— Oi, Tae. Tá perdido? — O maior abriu seus braços em minha direção, me abraçando rapidamente.

— Vim ver como você está, mas pelo jeito parece bem. — Seu olhar estava fixado em meu rosto, e um sorriso cínico cresceu em seus lábios. 

— 'Tô sim. — Desviei o olhar pro moreno, que havia fechado a porta e sorria em nossa direção.

Taehyung seguiu o meu olhar e bufou. 

— Um prêmio pra você, que consegue aturar Park Jimin.

O menor revirou os olhos para o ruivo e andou em direção a escada, dessa vez subindo os degraus sem interrupções. 

— Suga, eu queria tirar umas férias com o Jeongguk, e talvez convidar Jin e Namjoon, o que acha? — O maior andou em direção a cadeira, e se sentou.

— Acho interessante, são duas pessoas que fazem uma companhia boa. — Me sentei na cadeira ao lado, focando meu pensamento em Namjoon, talvez eu não devesse ter sido tão rude com ele.

— Eu pensei em ir para Noruega, ou talvez Caribe. 

— São lugares completamente opostos. — Ri com a fala do ruivo, ele estava com seus longos dedos no queixo, pensando profundamente. 

— Sim, e eu ainda não sei o que realmente prefiro. Quero ir nos dois, hyung. Mas não quero que os meninos se sintam presos em ir comigo. — O maior me olhou, e realmente havia preocupação no olhar dele.

— Tae, para de ser idiota. — Dei um leve tapa em sua testa, o ruivo resmungou. — Você é uma ótima companhia, tenho certeza que eles não se importariam de passar um mês com você.

O Kim abriu seu melhor sorriso em minha direção, e uma risada rouca saiu de sua garganta. Retribui o sorriso do mais novo, e passos pesados desceram os degraus, nós dois olhamos. Park estava com a roupa que havia chegado ontem, um molho de chaves estavam em sua mão e ele nos encarava. 

— Já estou indo, lá para as oito horas mando o táxi. — Jimin se aproximava cada vez mais.

— Vão passar a noite juntos? — Os olhos de Taehyung brilhavam de curiosidade. 

Senti meu rosto corar e Park riu, seus dedos tocaram meu queixo e ele se curvou, depositando um demorado selinho em meus lábios. Fechei os olhos para apreciar a sensação de formigamento que começava ali e disparava para o meu corpo. O pigarro que Taehyung soltou, fez com que eu afastasse meu rosto do moreno, sentindo meu rosto em chamas.

— Você faz pior com o Jeongguk. — Jimin acusou o ruivo com o olhar, que corou levemente com a fala.

— Não sabia que estavam juntos, quer dizer, eu já suspeitava que ia acontecer. — O Kim sorriu abertamente e se levantou. — Me deixa na casa do Jeon? 

— Eu deveria te deixar no rio mais próximo. — Park riu na direção do ruivo, que retribuiu com uma careta. 

 

Alguns minutos depois eu estava sozinho, esperei que a solidão familiar me abraçasse quando os dois saíram pela porta e disseram adeus, mas eu estava incrivelmente bem. Eu me sentia feliz, os cantos de meus lábios ainda estavam repuxados para cima. Olhei para a parede na qual Jimin me pressionou na noite passada, lembranças preencheram minha mente e eu senti o desconforto se formando em minha virilha. Deixei os flashbacks de lado e decidi pensar em outras coisas para fazer com que a tarde passasse rapidamente.

Os números no relógio pareciam se arrastar, e mesmo que eu tentasse ocupar minha mente com programas fúteis na televisão, eu ainda pensava no Jimin. Mesmo que o cigarro estivesse em meus lábios, eu ainda sentia a maciez da boca do menor ali. A fumaça preenchia meus pulmões, mas parecia que eu estava inalando o aroma extasiante do moreno. A palavra obcecado ecoou pela minha cabeça, e eu me peguei rindo. Me pergunto se Jimin sabe que esse é o primeiro envolvimento meu com outro homem, eu me sinto confortável perto dele mas tenho medo do quão profunda essa relação possa ficar. Olhei para o relógio, ali marcava 19:00.  Decidi subir e ficar pronto.

Quando entrei embaixo do chuveiro, um pensamento vergonhoso passou pela minha mente. Eu estava indo passar a noite na casa do Park, e eu não sabia bem o que ia acontecer lá, me senti quente ao pensar nas possibilidades. Olhei para a gilete posta perto do sabonete, considerei desistir da ideia mentalmente varias vezes, mas acabei passando a lâmina pela minha minha intimidade com cuidado. Sentia meu rosto queimar, no fundo eu não tinha certeza se queria fazer algo, mas por que estava me preparando dessa forma? Me desconcentrei por alguns segundos, e senti minha pélvis arder, um risco fino se formou ali, e logo gotículas vermelhas brotaram do corte. Terminei o resto do banho tentando evitar pensamentos constrangedores, e até que funcionou. Desliguei o chuveiro e enrolei a toalha na cintura, entrei no quarto escuro e acendi a luz, escolhi uma camiseta preta de manga curta e um jeans claro. Me vesti com dificuldade por conta do corpo úmido, olhei o horário em meu celular e faltava apenas quinze minutos para o táxi chegar. Voltei ao banheiro para arrumar meus fios desorganizados, não havia muito o que fazer com ele molhado mas fiz o meu melhor. Passei o perfume amadeirado em meu pescoço, e estava pronto. Voltei ao quarto afim de separar algum traje para dormir, e passar o dia amanhã. Adicionei a escova de dentes, carteira, celular e desci para a sala, joguei a pequena mochila com as roupas no sofá, e peguei o maço de cigarros em cima da mesa, acendi um e traguei esperando pacientemente o motorista.

Assim que joguei a bituca na pia ouvi a buzina alta na rua, peguei a mochila e fechei a casa inteira, assim que abri a porta vi o carro amarelo que me esperava no meio fio. Tranquei a porta e fui em direção ao veículo, cumprimentei o senhor que dirigia e me sentei no banco confortável. O trajeto foi tranquilo, apenas uma música calma preenchia o ambiente fresco. Após alguns minutos estávamos em frente o portão familiar, retirei a carteira da mochila mas a voz do senhor me interrompeu.

— Já está pago. — Um sorriso fraco foi formado em seus lábios rachados. 

Senti a confusão em minha mente, uma luz iluminou o carro, olhei para a mochila e meu celular brilhava com uma nova mensagem.
 

 

J: O portão está aberto, tranque-o quando entrar.

 

Agradeci pela corrida e sai do carro, o grande cadeado estava aberto e eu apenas o puxei, as luzes do quintal do Park estavam acesas, iluminando perfeitamente o caminho até sua porta. Travei o cadeado como o moreno pediu, e andei até a entrada de sua residência. Fechei minha mão em punho e me preparei para bater, mas o barulho de trinco me parou. A porta se abriu.

— Bem vindo. — Jimin usava uma camiseta listrada, e uma calça escura, que se mostrava completamente agarrada em suas coxas. Seus fios negros estavam jogados para trás, úmidos. 

— Obrigado. — Sorri e entrei na casa do menor.

— Espero que goste de kimbap. — Park fechou a porta e estendeu sua mão, esperando que eu lhe entregasse a mochila. 

— Eu gosto. — Lhe entreguei e sorri.

— Sente-se, eu já volto. — O moreno indicou com o queixo na direção do cômodo ao lado, e subiu as escadas rapidamente.

Caminhei até a mesa, a iluminação estava fraca, mas havia dois candelabros que permitiam ver o conteúdo ali. Dois pratos e talheres brilhantes, algo tampado no meio, taças e uma garrafa de vinho. Me sentei na cadeira mais próxima, e aguardei o mais novo voltar. Não demorou muito e o moreno estava no mesmo ambiente que eu, passou por trás da minha cadeira lentamente e sua mão tocou meu ombro. Sentou-se de frente para mim.

— Espero não ter exagerado, não tenho muita experiência com isso. — Park gesticulou para a mesa, sorrindo.

— Está ótimo. — Afirmei enquanto observava o sorriso do mais novo, a luz da vela o deixava mais belo.
 
Jimin retirou o que cobria o recipiente no meio da mesa, mostrando uma boa quantidade de kimbap, e se ofereceu para me servir. Dei uma pequena mordida no alimento, o mais novo me encarava com expectativa.

— Ta uma delícia, Jiminnie. — A comida parecia dançar em minha boca.

Os lábios de Park se abriram com surpresa, e eu não entendi o porquê.

— O que foi? — Murmurei depois de estar com a boca livre.

— Jiminnie, eu gostei. — O menor sorria abertamente.

Senti minhas bochechas esquentarem, eu havia o chamado assim e nem tinha percebido.

Comemos e conversamos sobre nosso dia, Jimin disse ter passado a tarde se empenhando em fazer um bom jantar, e ele havia conseguido. A refeição foi ótima, achei que o vinho não cairia bem com o sabor, mas deu uma harmonia boa. Me limitei a dizer que meu dia havia sido entediante, e logo terminamos de comer. Park se levantou para retirar as coisas da mesa e eu o ajudei. 

— Deixe-me lavar. — Murmurei enquanto seguia em direção a pia. 

— Nem pense nisso. — Sua mão pequena segurou meu pulso com determinação, me fazendo parar. — Você é meu convidado. Gosta de sorvete? 

— Sim. — Olhei para o moreno, que sorria.

— Vá para sala, logo estarei lá. 

Assenti e ele soltou meu pulso, hesitei parado em sua frente, o moreno me olhava com curiosidade em seus olhos. Me aproximei e toquei sua bochecha, ele fechou os olhos. Rapidamente encostei meus lábios nos seus, desferindo um selinho rápido e sai da cozinha. Ouvi a risada melódica de Park preenchendo o ambiente e sorri. Me sentei no grande sofá de couro, Jimin tinha luzes embutidas nos gessos e a iluminação da sala era agradável, baixa para não incomodar a visão e brilhante o suficiente para iluminar o local. Não demorou muito e o moreno se sentou ao meu lado, me entregando uma taça com uma quantia absurda de sorvete e confetes.

— Tudo isso? — Observei a quantidade com surpresa.

— Hyung, não é muito. — Olhei para o moreno, ele aproximou a língua do topo da sua taça e lambeu sensualmente o sorvete ali. Senti meu rosto corar.

Desviei o olhar e tomei o sorvete lentamente, tentando não me distrair pelos movimentos insinuantes que o menor estava fazendo com a língua. Arrisquei um olhar na direção de Jimin, e havia uma pequena mancha marrom em seu lábio superior, causada pelo sorvete de chocolate.

— Uh, Jiminnie.. — Murmurei baixo.

— Sim? — O moreno fixou seu olhar intenso em mim.

— Tem algo aqui. — Sorri e apontei com o indicador em sua face.

— Limpa pra mim. — Park sorriu sugestivamente.

Arqueei minha sobrancelha, esse é um jogo que dois podem jogar. Ignorei as mariposas que ameaçavam destruir meu estômago e coloquei a taça em cima da mesa do centro, voltei meu corpo para o moreno, que aguardava pacientemente. Me desloquei no sofá para mais perto do menor, que arrumou a postura lentamente. Concentrei minha atenção em seus lábios, tentando não corar. Jimin sorriu de lado, sinto como se ele estivesse esperando pelo sangue se manifestar em meu rosto. Aproximei meus lábios dos teus, até que senti sua respiração quente e harmonizada em minha boca. Subi meu olhar para seus olhos, ele me encarava intensamente. Lhe dirigi meu sorriso torto e voltei a olhar seus lábios, a mancha marrom inocente estava escorrendo ali, passei a ponta de minha língua no local, me certificando de limpar qualquer resquício dali. Ouvi um silvo de prazer subir pela garganta do moreno, e sorri vitorioso. 

— 'Tá limpo. — Quando fiz menção de me afastar do menor, em um piscar de olhos eu estava deitado no sofá e seu corpo quente estava sobre o meu.

— Obrigado. — A voz do Park saia rouca de sua boca, um arrepio percorreu meu corpo. — Devo retribuir?

Suas mãos estavam abertas ao lado do meu pescoço, ele se apoiava ali para não deixar todo o peso em mim, mas da barriga para baixo estávamos colados. Assenti lentamente, mantendo o contato visual com o menor. Um sorriso malicioso cresceu em seus lábios. Jimin desceu sua cabeça em direção a minha face, seu olhar se revezava entre meus lábios e meus olhos, logo seus lábios estavam a poucos centímetros dos meus. Ele os encostou uma, duas, três vezes. Seus dentes capturaram minha carne inferior, e a sugou lentamente para dentro de sua boca, não consegui reprimir o gemido que escapou dos meus lábios. 

— Yoongi-ah.. — Jimin sussurrou com seus lábios colados ao meu, fechei os olhos e aproveitei a sensação extasiante que percorria o meu corpo. 

Park se mexeu em cima de mim, senti algo rígido pressionando o meu membro.

— Você me faz querer perder o controle. — Jimin murmurou baixinho, correu seus lábios pelo meu queixo, até meu pescoço. Sua língua passeava por ali livremente, coloquei minhas mãos na cintura do menor e apertei. — Eu posso perder o controle? — O moreno subiu com os lábios até minha orelha e mordeu o lóbulo da mesma. 

O arrepio que eu sentia se intensificou, e um suspiro de desejo saiu pela minha boca entre aberta. Desci minhas mãos para as nádegas do moreno, eram tão grandes que mal cabiam na minha mão, pressionei seu quadril contra o meu membro com força, e ouvi o gemido abafado do mais novo em minha orelha.

— Interpretarei isso como um sim. Vamos lá para cima. — Park se levantou com dificuldade e esperou por mim, me sentei devagar e abri os olhos, me deparando com o membro marcado do mais novo em minha frente.

Senti minha boca se abrindo pela surpresa, olhei para a face do Jimin e me surpreendi mais ainda quando vi que o mais novo estava corado. Me levantei e pousei suavemente minha mão no volume ali, sorri sugestivamente para o menor e apertei seu membro com um pouco de força, os lábios do moreno se abriram e sua respiração saiu cortada. Aproximei minha boca da carne macia e a prendi em meus dentes com desejo, Park gemeu e segurou minha mão, seus dedos se envolveram em meu pulso e ele começou a me puxar em direção a escada. O moreno pareceu lembrar de algo e soltou meu pulso. 

— Você sabe onde é o meu quarto, sobe que eu já vou. — O menor me olhava com desejo, ele hesitou antes de se afastar, mas caminhou em direção a cozinha. 

Observei o corpo definindo sumir da minha visão e subi os degraus da escada lentamente, andei pelo corredor familiar observando todas as portas fechadas ali. Apenas a última porta estava semi aberta, e uma iluminação fraca meia alaranjada escapava pela fresta. Me apressei para chegar no cômodo, empurrei a porta pesada com a palma da minha direita e senti minha boca abrindo com a visão que tive. 

A cama – que antes era forrada com um lençol branco como o mais puro leite – estava coberta com um lençol vermelho vivo, igual sangue. As fronhas do travesseiro eram pretas, a iluminação alaranjada vinha de pequenas velas que fora colocadas cuidadosamente em volta da cama, algumas espalhadas pelo quarto. Entrei no quarto e por alguns segundos considerei se realmente estava no lugar certo, olhei para o criado mudo ao lado da cama e dois objetos chamaram minha atenção. Havia um tubo com líquido transparente e um objeto preto que parecia uma venda, me aproximei do local e o toquei, era veludo. 

— Hyung. 

A voz de Jimin era calma e doce, me virei buscando seu olhar, ele estava parado no batente na porta, havia uma garrafa de champagne em mão, e apenas uma taça na outra. 

— Jiminnie. — Sorri em sua direção, me sentindo aquecido por dentro pelo ato do mais novo. 

— Eu.. Eu queria uma noite especial com você. — O moreno se aproximou de mim, colocou a garrafa e a taça com cuidado ao lado dos objetos novos, e parou na minha frente. — Saiba que eu não vou fazer nada que não queira. 

Eu conseguia sentir a eletricidade que pulsava de nossos corpos, Jimin era como um ímã que me atraia profundamente para si, me aproximei e elevei minha mão ao seu rosto macio, notei que meus dedos tremiam. 

— Yoongi, não tenha medo de mim. — Jimin colocou sua mão em cima da minha e fechou os olhos. 

— Eu não tenho. — Observei o moreno e sorri, seus olhos se abriram lentamente e ele voltou a me encarar, retribuindo meu sorriso. 

O moreno colou seu corpo ao meu novamente, seus lábios se aproximaram dos meus e eu estava ansiando pelo contato. Jimin pediu passagem com a língua para penetrar minha boca, e eu cedi com desejo. O beijo era suave e lento, mas eu queria mais. Envolvi meus dedos nos fios soltos da nuca do menor e os puxei com força, demonstrando que eu o queria agora. Jimin soltou um gemido entre meus lábios e desceu as mãos para a minha cintura, me empurrou lentamente para trás até que senti a cama em minhas pernas, pausei o beijo e me sentei. Park continuou em pé, me encarando.

— Hyung.. — Sua fala fora interrompida por um barulho que não deveria estar naquele ambiente, Jimin franziu a sobrancelha e olhou em volta procurando a fonte. O barulho vinha de um pequeno objeto perto do guarda roupa. Minha mochila. 

Fiquei confuso, quem estaria me ligando uma hora dessas? Me levantei e caminhei até a mochila, a abri e peguei o aparelho barulhento, um número privado chamava.

— Quem é? — A voz do moreno estava estranha.

— Não sei. — Murmurei e apertei o botão para aceitar a chamada. — Alô?  

— Min Yoongi. Conhece o número dos bombeiros? — Uma voz desconhecida respondeu friamente do outro lado.

— O que? Quem é você? Alô? — A linha havia ficado muda. Tirei o celular da orelha e olhei Jimin, confuso.

— Quem era? — O menor parecia agoniado.

— Não sei, eu apenas- — Minha fala fora cortada com o barulho vindo da escrivaninha do moreno, olhei na direção da madeira e o celular do menor brilhava freneticamente.

Jimin cruzou a distância em passos largos, pela iluminação baixa eu não conseguia ter certeza, mas sua expressão não parecia ser boa.

— Alô? — Park atendeu , sua voz saia cortada.

A expressão de confusão em seu rosto se tornou choque, e logo fora substituída pela raiva.

— Você o que?! Que porra! Você tá morto, seu desgraçado. Morto! — Jimin gritou a última palavra e jogou seu telefone contra a parede, o estrondo repentino me fez pular. 

— Jimin? — Minha voz saia tremida de meus lábios, me aproximei do menor.

— Hyung.. — O moreno virou em minha direção, seus olhos estavam arregalados e eu conseguia ver o mais puro terror ali. — Precisamos ir. Para sua casa. Chame a polícia e os bombeiros.


Notas Finais


Não me matem, eu amo vocês.
~Lenni sua linda, pfvr tenha piedade~

Obrigada por cada favorito e comentário,
Eu estou realmente feliz, de verdade! ♡♡♡

Até o próximo cap! :)


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