História Don't Go - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford
Tags 5 Seconds Of Summer, Ashton Irwin, Calum Hood, Drama, Luke Hemmings, Michael Clifford, Romance
Exibições 27
Palavras 2.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei um pouquinho, mas estou de volta e agora é pra ficar! shaushau. Agora que estou de férias as atualizações vão ser mais rápidas. Se não forem eu deixo vocês me baterem.

Mudei a capa da fic!!! E aí o que acharam? A linda da gothicflower que fez <3

Agora vamos ao capítulo. Boa leitura!

Capítulo 7 - 7. The Story


Fanfic / Fanfiction Don't Go - Capítulo 7 - 7. The Story

Sensações estranhas invadiam a garota que estava completamente compenetrada esperando que Vanessa começasse a história. Com as pernas cruzadas em cima do sofá e inclinada levemente para frente como uma criança, seus olhos acompanhavam cada movimento da loira que parecia procurar pelas palavras certas para contar essa história que estava tirando Natalia do controle. Despertando medo e curiosidade a medida que a boca de Vanessa ameaça soltar algum som.

Flashback on

Vanessa POV

Final de outubro, quase novembro. Eu e Robert, meu marido, pegamos alguns dias de folga do trabalho, já que no final do ano ele não poderia pegar férias. Teria que estar presente em todos os plantões do hospital e sua próxima folga prolongada só seria em fevereiro. Então decidimos passar um tempo em família, já que nossas filhas estavam dispensadas das aulas por uns dias por conta da reforma na escola. E qual a melhor forma de se curtir a família nas férias? Isso mesmo, uma viagem!
Como Robert tem um parente - tia, para ser mais específica - que mora nos EUA e essa esta sempre nos chamando para visitá-la qualquer hora, decidimos passar alguns dias com ela. Nunca fomos para outro país e, depois de tantos convites recusados pela falta de tempo, achamos que seria a hora perfeita para conhecer. Então fizemos as malas e fomos rumo à Califórnia.
Quando chegamos ao país tivemos uma recepção calorosa da tia de Robert que fora nos buscar no aeroporto e já se prontificou a nos mostrar cada cantinho da cidade. E como desembarcamos em solo americano logo pela manhã, teríamos muito tempo para explorar a cidade.
Estávamos no carro quando Liz, a tia de Robert, avisou que passaríamos no mercado antes de ir para casa deixar as malas e começarmos nossa grande aventura. Concordamos com tudo, já que a mesma estava se esforçando o máximo possível para nos agradar. Minha filha mais velha, Amber - que tem 13 anos e está passando por essa fase pré adolescente rebelde - não gostou nada da ideia de viajar com a família. Durante o caminho ao mercado, ela permaneceu com uma cara fechada, emburrada e não tirou os fones de ouvido por um mísero segundo. Nem sei o motivo dela ainda o usar, sendo que a música estava tão alta que eu estava conseguindo ouvir do outro lado do carro. Algo sobre a garota ser "meio" gostosa. Não consigo entender o conceito dessa música. Contudo, minha filha mais nova, Emily - de 5 anos - estava tão animada quanto eu por estar em outro país. Não parou de se mexer ou falar durante o caminho. Cantarolava a música que tocava nos fones de Amber a medida que essas iam mudando.

- Olha, mamãe, essa é a minha favorita! - disse empolgada mexendo os dedinhos no ritmo da música - Don't stop doing what you are doing.

Não pare de fazer o que você está fazendo


- É aquela música dos super heróis? - pergunto sorrindo para minha garotinha.

- Isso! - respondeu me olhando - Eu amooooo essa música.

- Eu até que gosto dessa - disse cantarolando junto com ela o resto da música.

Não demorou muito tempo para chegarmos até o mercado. Pegamos um carrinho e, logo que entramos no estabelecimento, Amber veio me pedir se podia ir na sessão de CDs. Eu não ia deixar até que Robert interviu.

- Deixe ela ir, ela precisa se animar um pouco.

- Tudo bem, você pode ir. - ela sorriu e já ia saindo sem me deixar completar a frase - Mas leve a Emily junto! - Amber concordou e Emily foi correndo pegar a mão dela. Logo as duas estavam caminhando até as prateleiras com CDs.

Estávamos quase acabando de pegar o necessário para ir ao caixa quando recebo uma ligação de Amber. Disse que era urgente e que eu precisava ir até onde elas estavam correndo. Sem detalhes, ela desligou e eu pensei no pior. Sem maiores cerimônias, avisei que Amber estava me chamando e fui correndo para a sessão onde estavam. Andei olhando por cada corredor até encontrar minhas filhas falando com uma garota desconhecida.

- Amber! - falei em um tom alto para chamar sua atenção - O que aconteceu? Eu vim o mais rápido que pude.

- Mamãe! Nós vamos no show! - Emily veio correndo e me abraçou.

- O que? Show de quem? Como vocês vão nesse show? - meu bombardeio de perguntas eram ignoradas pela garotinha que se agarrava na minha perna.

- Calma, mãe. Nós ganhamos ingressos dela - Amber disse apontando pra garota que falava ao celular. Ela estava de costas dizendo coisas sobre precisar de mais um par de ingressos.

- Tá, vocês ganharam os ingressos. Agora quero saber de quem é o show, onde é, quando é e etc. E... Calma aí - falei após pensar melhor no assunto - Vocês aceitaram ingressos de uma completa estranha!?

- Licença, senhora? - disse a garota com um sorriso no rosto vindo em nossa direção - Pode ficar calma. Eu trabalho pra banda e eles disponibilizaram um par de ingressos para mim. Então eles são 100% verdadeiros.

- E por que você está dando eles? - perguntei um pouco apreensiva, mas aliviada por saber que ela faz parte da equipe.

- Bem, era para eu convidar amigos ou familiares, mas eles não moram aqui - se explicou, uma expressão triste invadia seu rosto, talvez, por lembrar o quão longe esses conhecidos estavam - E eu estava andando por aqui, esperando aqueles garotos acabarem de gravar uma promoção, quando vi elas com os CDs deles e fui conversar um pouco. E como elas disseram que nunca tinham ido ao show, decidi dar os ingressos a elas.

Agora sei a banda da qual elas estavam falando. Bem que eu achei ter visto um loiro que carregava uma mini pizza muito parecido com o guitarrista da banda. E, de fato, minhas filhas nunca foram ao show deles. Até tentamos uma vez, mas os ingressos esgotaram muito rápido.

- Mas como a Amber só tem 13 anos e a Emily 5, precisam dos pais acompanhando elas. Por isso estava no celular a hora que você chegou aqui, estava vendo se eles descolavam outro par de ingressos para que vocês possam ir juntos ao show.

- Ah, sim. Agora faz sentido o tumulto no mercado e a euforia dessas duas aqui. - falei um pouco envergonhada por ter questionado a oferta antes de falar com ela - Isso é incrível! Muito obrigada mesmo por oferecer os ingressos.

- Que isso, é um prazer poder ajudar elas a realizarem esse sonho. - respondeu sorrindo e logo gritos escandaloso ecoaram pelo corredor. Olhamos para trás assustadas enquanto a garota parecia familiarizada com esse escândalo. Quatro garotos extremamente altos se fizeram presentes no início do corredor. E, olha lá! O loiro com a mini pizza! - Bem, o outro par de ingressos chegou. Vou até lá pegar com eles, licença.

A garota então passou por nós e foi de encontro aos meninos escandalosos. Minhas filhas estavam pulando e gritando só por eles estarem ali tão perto delas. Amber falava o quanto o moreno era lindo pessoalmente e o quanto o outro loiro estava incrivelmente atraente na camisa preta que usava. Lógico que não deixou passar o garoto com uma boina e o loiro com a caixa de pizza. Emily apenas pulava e se agarrava com mais força em mim falando "São eles! Mamãe, são eles!"
A garota que ofereceu os ingressos, parecia explicar a situação com mais detalhes a eles. Os únicos que pareciam interessados no que ela tinha para falar eram o garoto de boina e o loiro com a mini pizza. O outro loiro de preto e o moreno brincavam e faziam piadas de algo ou alguém enquanto os outros dois tentavam entender o que a garota estava falando. "CALA BOCA LUKE!" ecoou pelo corredor e minhas filhas riram como se fosse a maior piada do mundo, assim como o loiro de preto ignorando o que o garoto da mini pizza tinha acabado de gritar. Ah, então esse é o Luke.
Quando a garota pareceu acabar de contar a história, houve uma pequena discussão entre os dois que prestavam atenção. Logo o loiro da mini pizza pegou o celular e ligou para alguém pedindo para que trouxesse sua mochila.
Robert e Liz pararam no início do corredor, um pouco afastados dos cinco jovens, e fizeram um sinal nos chamando. Fui até lá, deixando as meninas no corredor, para explicar que elas ganharam ingressos para o show dos quatro meninos que estavam parados a pouco mais de um metro de nós.

- Espere, nós vamos nesse show com elas né? Elas são muito novas para entrarem sozinhas e... - Robert estava reclamando sobre a situação quando o intervi.

- Sim, nós dois vamos nesse show com elas. Por favor, Robert, elas adoram eles e sempre sonharam com isso.

- Eu ainda não sei. Não confio nessa história. Quer dizer, olha pra eles - falou acenando com a cabeça em direção aos quatro garotos que, agora, conversavam com nossas filhas. Amber estava abraçada ao garoto da mini pizza e Emily com o de boina. Todos riam de algo e eu posso jurar que nunca tinha visto minhas filhas mais felizes - Eles não parecem uma banda.

- Robert, larga de ser implicante! - Liz falou e eu não pude deixar de rir fracamente com sua bronca - Suas filhas adoram eles e isso é um sonho para elas! Principalmente para a Amber. - olhou em direção a minha filha que sorria e ria de algo - Ela, com certeza, está muito feliz agora.

- Viu, Robert? Escute a Liz, ela sabe o que fala.

- Tá, pode ser. - suspirou com um ar de derrota - Só não quero aquele garoto abraçado com a minha filha por mais tempo!

Um homem alto, careca e mau encarado chegou e entregou a eles duas mochilas. A garota puxou os ingressos de dentro da mesma e o loiro da mini pizza lutou um pouco com o zíper emperrado, mas depois de um tempo, finalmente conseguiu tirar o outro par de ingressos dali.
A garota veio até nossa direção para nos entregar os pares de ingressos.

- Aqui está, senhora... - falou estendendo os papéis para mim.

- Vanessa - completei - pode me chamar de Vanessa.

- Aqui está, Vanessa - falou sorrindo e eu peguei os papéis da mão que estava estendida para mim - Aliás, meu nome é Natalia. No meio dessa correria toda, nem pude me apresentar devidamente.

- Tudo bem, Natalia. Foi um prazer te conhecer. - digo sorrindo simpática para ela que retribui o gesto.

- O prazer foi meu.

A garota chamou os quatro meninos que estavam conversando com Amber e Emily para irem embora. Todos se despediram e os cinco se distanciaram indo para outro lugar da loja. Minhas filhas vieram até nos e Amber desatou a chorar e dizer que nos amava. Agradecia por deixar elas irem ao show. A única coisa que passava pela minha cabeça era em como eu poderia agradecer àquela garota por ter realizado o sonho das minhas filhas.

Flashback off

Natalia POV


Estava estranhando a história que Vanessa me contava tão calmamente. Por alguma razão, ela me parecia tão familiar. Amber e Emily esses nomes passavam na minha cabeça e eu podia ver vagamente uma garota de cabelos negros cobertos por uma beanie cinza e uma garotinha loira sorridente. Fiquei em choque quando ela citou meu nome na história. Então era isso, ela estava falando de mim!

- E essa é a história - disse levantando as mãos para o ar num gesto e "só isso" - E, agora, você deve estar cheia de perguntas.

- Sim, eu estou. Mas a que mais está me incomodando é o motivo de você me contar essa história.

- Você disse que sente como se as pessoas não lembrassem das coisas que você fez por elas. Mas elas se lembram - disse num tom suave e acolhedor - Minhas filhas são o exemplo disso. Elas se lembram desse momento até hoje, não só do show. Elas se lembram da garota que as ajudou a realizarem o sonho. E quando elas ficaram sabendo sobre o que tinha acontecido com você, entraram em desespero. Perguntavam todos os dias para Robert como você estava no hospital.

- Robert? O Dr. Becker? - a interrompi confusa com a informação.

- Sim, ele é meu marido. - uma expressão surpresa invadiu meu rosto com tal informação. Eu sabia que tinha algo de errado com o jeito que ele a descrevera mais cedo. - E todos os dias ele dizia que você estava melhorando.

- Uau - não sabia muito o que dizer. Ainda estava assustada com toda a situação - Quer dizer, isso é incrível. - tentei reformular a frase. - Eu me lembrava desse momento, delas e de como ficaram felizes. Mas nunca imaginei que fosse tanto. Ou que eu estaria aqui reencontrando você.

- Sim, eu sei. Você parece em choque com todas essas informações. - disse inclinando-se para frente. - Mas, ouça, eu só quis te fazer ver que existem pessoas que ainda te vêem do mesmo jeito antes desse namoro. Que existem pessoas que se importam com você.

Não consegui proferir uma palavra. Estava atordoada com toda essa situação. Constrangida por achar que não haviam pessoas que viam a verdade. Constrangida por dizer que todos estavam me condenando, me atacando. Me limitei a um sorriso tímido quando Vanessa anunciou que nosso tempo tinha estourado à 30 minutos atrás. Ri envergonhada da situação e me levantei para ir embora. Pediu que a esperasse, já que estava de saída do escritório. Mas, antes de pegar suas coisas na mesa, Vanessa me abraçou. Um abraço de mãe, confortável e acolhedor. Que parecia me proteger do mundo. Sua mão afagava meu cabelo e algumas lágrimas escaparam dos meus olhos. É bom sentir que as pessoas se preocupam. É bom saber que existem pessoas que se preocupam.
Depois de um longo, longo abraço, nos soltamos. Me sorriu simpática e fora até sua mesa pegar suas coisas.
Estava parada perto da porta do escritório quando ouvi as vozes de Michael e Calum do outro lado. Tinha até me esquecido que estavam ali. Junto a deles, mais duas vozes se faziam presentes. Garotas? Achei que Vanessa já tinha acabado as consultas por hoje.

- Vamos? - perguntou Vanessa parando do meu lado, me tirando dos meus pensamentos. Acenei em afirmação com a cabeça e ela girou a maçaneta. Abriu a porta e vimos duas garotas falando com Michael e Calum. Uma estranhamente familiar.

- Oh, meninas, vocês já estão aqui - disse Vanessa fechando a porta atrás de nós e a trancando.

- Sim, saímos mais cedo da escola, mãe. - falou a garota de cabelos negros e beanie cinza. Cabelos negros cobertos por uma beanie cinza. - Oh, meu deus, é você! É você mesmo! - disse apontando para mim antes mesmo que eu pudesse raciocinar.

- Sim, sou eu. - ri fraco - Amber, não é? - apontei para ela que afirmou com a cabeça. - E você eu, infelizmente não sei o nome - falei para a garota ruiva que estava ao seu lado.

- Naomi, prazer - disse estendendo a mão para mim. A cumprimentei e com um sorriso apertando sua mão.

- Cadê a Emily, filha?

- Foi ao banheiro. E o pai também.

Assim que acabou a frase, Dr. Becker e a pequena Emily apareceram na sala de espera.

- Oh, Natalia, não sabia que estava aqui. - disse brincando.

- Dr. Becker, que surpresa! - disse animada - E também não sabia que sua esposa iria ser minha psicóloga, certo?

- Calma aí - indagou Calum - Esposa? - o garoto parecia tão surpreso quanto eu dentro da sala. Eu e Michael trocamos olhares de cumplicidade e rimos da reação do garoto que, até pouco tempo, estava caindo de amores por ela.

Rimos e conversamos por um tempo. Amber e Naomi deram mais atenção para mim do que para os meninos. E posso jurar que eles se sentiram um tanto enciumados. Tiramos uma foto com elas e Michael não parava de dizer o quanto Emily era fofa e o quanto queria uma filha assim. Calum concordava e dizia que eles iriam adotar uma menininha logo. Começaram a agir como um casal e discutir nomes. As meninas observavam e riam de toda a encenação. Ah, Malum, o casal mais fofo de todos os tempos. Só não mais fofo que Nichael.




Notas Finais


Surpresos com a história da Vanessa??? Me contem tudo que acharam!
Ela é um amor e eu já gosto muito dessa personagem.

QUERO AGRADECER A CADA UM DE VOCÊS QUE ACOMPANHA A FIC E AINDA NÃO DESISTIRAM DE MIM <333 AMO VOCÊS DE MONTÃO! e pra quem é novo aqui, chega chegando, dá as caras.

LEMBRANDO QUE O CAPÍTULO EXTRA TA CHEGANDO!! me contem, vocês acham que vai ser sobre o que o capítulo?

As músicas que citei no flashback:

She's Kinda Hot - https://youtu.be/WFz1gCZSmdE

Don't Stop - https://youtu.be/MKfzMOC19Fc

E esse é o vídeo dos meninos no Target que usei de referência para o capítulo - https://youtu.be/LOAoV3khmxY

Já falei demais né? Me digam o que acharam! Beijinhos até o próximo capítulo!


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