História Don't go again, Loki. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Darcy Lewis, Frigga, Heimdall, Jane Foster, Lady Sif, Loki, Odin, Personagens Originais, Thor
Tags Fanfic, Loki, Romance, Thor
Exibições 141
Palavras 2.106
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Sintam-se a vontade para comentar nos capítulos! Espero que gostem!

Capítulo 1 - Eu não queria ser salvo!


Ela matinha os olhos fechados enquanto sentia a brisa de verão, era estranho estar sentindo a brisa logo ali, mas ela estava sozinha naquele lugar, então não tinha muito o que reclamar, ela até que estava se sentindo bem com aquele fraco vento batendo em seu rosto. Foi quando ouviu um barulho, parecia que algo tinha caido ali, algo pesado, e bem perto da floresta em que estava sentada. Ficou de pé em cima da enorme pedra, do ponto mais alto de todo o local e então começou a fitar todos os lados, ela não tinha mais medo de nada. Ultimamente para ela nada mais fazia sentido. Foi quando ela percebeu que no meio de todo o verde, brilhava alguma coisa dourada. Ela desceu da pedra com cautela e lentamente foi caminhando até o local onde algo estava caido.

Talvez fosse alguém. Ela não sabia o que desejar. Ao mesmo tempo em que desejava que fosse alguém, desejava que não fosse. Ela queria ficar sozinha, para isso fora para aquele local, depois de tudo estupidamente dar errado em sua vida. Era ali que ela queria ficar e sem ninguém por perto. Depois de uma frustrada tentativa de se matar ela foi parar ali, era algo obvio, um obvio que ela não notou antes. Ela então viu que era alguém, estava de costas e com os cabelos pretos escorridos até os ombros, estava completamente desacordado, mal ela sabia se ele estava vivo, mas não ia se aproximar para ver. Com a ponta do pé direito sacudiu de leve o corpo para ver se ele se mexia. Extremamente desacordado.

Ela então ergueu as sobrancelhas, foi andando até ao lado do corpo e pegou seu capacete. Era dourado e com enormes chifres, ela então riu. Não foi uma risada de felicidade, e sim uma risada de pena. Era Loki. Um dos deuses de Asgard. Ela nunca tinha visto-o tão de perto, mas qualquer um sabia da existência dele, poucos acreditavam, do Reino de onde veio, realmente poucos acreditavam na existência dele, de Thor e de Odin, poucos acreditavam na existência de Asgard. Mas ela não, ela sempre fora diferente, ela lia histórias sobre os diversos planetas á volta de seu reino, sempre fora o centro das atenções em seu Reino, até pouco tempo, mas quando criança adorava ler e estudar. Mais um motivo para seus pais terem muito orgulho da filha mais nova.

Mas as coisas mudam, e agora ela estava provando á si mesma que sempre esteve certa sobre tudo ao seu redor. Ela então deixou de lado capacete de Loki e se abaixou ao lado dele, o empurrou com certa dificuldade para o lado e o virou de barriga para cima, se sentou ao lado do deus, e então percebeu que ele estava todo e completamente machucado, ela não teve muita reação, deu uma risada debochada, ele devia ter levado umas boas pancadas, mas ele parecia merecer. Ela então puxou-o pelos pés para dentro de sua tenda e então o deixou lá se jogando no chão, fechou os olhos ofegante, era inimaginável o quão pesado aquele deus era. Ela então olhou para o lado, e encarou o rosto de Loki, ele não parecia estar muito contente nos seus últimos momentos consciente. Mas ela não se importava, nem um pouco.

Ficou cuidando dele por um tempo, não sabia se tinha conseguido salvá-lo, mas ele ainda respirava, ela só não sabia se ele iria acordar algum dia. Depois de uma rápida pesca, voltou para a tenda e começou a procurar um canivete em sua bolsa. Ela ouviu um estalo e rapidamente se virou para trás assustada, mas não mais do que ele.

– Quem é você? – ele olhava para ela completamente assustado, porém na defensiva, como sempre.

– Aquela que salvou sua vida.

– O que? – ele perguntou esfregando a cabeça.

– Apenas diga "obrigado", Loki.

– Como sabe meu nome... Criatura?

Ela gargalhou mordendo um pedaço de alguma fruta, que nem ela sabia qual era.

– Qual a graça? O que é você?

– Uma princesa – ela respondeu sem sorriso algum.

– Uma princesa? – ele riu irritado – eu sou um deus!

– Eu sei disso – ela disse piscando, passou ao lado dele e foi para a tenda.

– Onde estou?

– Onde estamos não seria o correto? – ela riu tirando sua blusa.

– O que... – ele a encarou.

– Não tenho a mínima ideia de onde estamos, senhor deus das travessuras – ela riu debochadamente – por que não chama seu pai para te salvar?

– Como ou...

– Preste bem atenção, Loki – ela o encarou séria, chegou o mais próximo dele que conseguiu sem demonstrar medo – eu sou uma princesa, e você um deus. Eu sou uma derrotada e você um abandonado. Eu não tenho ideia de onde estamos, assim como você eu acordei aqui, mas diferentemente eu não tive ninguém para me salvar, eu acordei sei lá quanto tempo depois e minhas feridas já estavam sendo consumidas por mosquitos, foi doloroso e eu não queria continuar a lutar pela minha vida, por isso eu vim parar aqui. Não tenho ideia de que dia é, de que horas são ou de quanto tempo estou aqui. Você dormiu por seis longas semanas, achei que nunca ia acordar, eu cuidei de seus ferimentos e eu sabia muito bem que quando acordasse você sequer iria me agradecer, eu não tinha ideia se você queria ou não ser salvo, então, se eu errei – ela apontou para um machado ao lado da pedra – vá lá e acabe com isso de vez. É preferível para mim e para você.

Ele então a encarou, ela percebeu que no fundo daqueles olhos verdes não tinha nada mais a se fazer. Tornou a vestir sua blusa e então Loki a puxou pelo cotovelo, a encarou na mesma intensidade e ele percebeu que os olhos dela mudaram de cor, agora estavam completamente pretos, sua íris não estava mais clara e verde como as suas. Ele então deixou aquilo passar despercebido:

– Eu não pedi para ser salvo – ele disse entredentes.

Ela se soltou dele com custo e percebeu que ele tinha a machucado, ela então foi andando até a pedra e pegou o machado, Loki a observou estender o machado para ele, e então ele riu debochado, enquanto ele revirava os olhos ela rodava o machado entre as mãos, ele parecia deslizar perfeitamente entre os delicados dedos da garota. Seus olhos ficaram vermelhos, e mais uma vez Loki percebeu que ela parecia furiosa, ela então lançou o machado em direção á ele, e ele assustado e com um bom reflexo se desviou. O machado acertou na grossa casca da árvore atrás de Loki e ela então se manteve na mesma posição, com os olhos vermelhos e furiosos para cima dele.

– O que você fez?

– Eu tentei te matar, não percebeu? – ela gritou.

– Como ousa?

– Eu faço o que eu quero, Loki! – ela berrou.

– Você não pode me matar, eu sou...

– Não é um deus de Asgard e você sabe disso. Eu soube disso no momento em que te vi caído naquele chão, por fora você está humano, mas você sabe que por dentro você não tem nada de Asgard. Você foi criado lá!

Ele riu debochadamente – Me conte uma coisa que eu não saiba.

– Você foi renegado, Loki! Aqui você não é o deus de Asgard, aqui muito mal você é "Loki, o deus das travessuras", aqui você não é ninguém, assim como não sou uma princesa mais. Odin não concorda com nada que você faz, e jamais concordará, Thor é o favorito!

Ele então tirou o machado da árvore e com uma rapidez surpreendente jogou-o simetricamente calculado em cima da princesa. Ela somente encarou o martelo e ele parou no ar, Loki ficou olhando a garota que agora transformava o machado em pequenos pedaços de cinzas, os olhos dela agora estavam cinza, da cor do machado. Ela então voltou a encarar Loki e os olhos dela voltaram a ficar verdes, ela deu um fraco sorriso e o encarou por alguns segundos.

– Você não é uma princesa – ele disse.

– Você não sabe nada de mim – ela disse – ninguém sabe. Nem mesmo eu sei que diabos eu sou.

Ele riu debochado – Já era de se esperar, você é realmente confusa.

– E você tem sérios problemas com exclusão. Sempre vão preferir Thor ao invés de você...

– Calada! – ele gritou, as veias de sua testa agora saltando.

Ela gargalhou.

– Qual a graça?

– Você – ela disse ainda rindo.

– Como eu saio daqui?! – ele gritou.

– Naquela direção – ela apontou para a direita e então o viu seguir o caminho. Riu mais ainda, nem ela sabia como sair daquele inferno. Não era o que ela queria, mas se ela soubesse como sair dali, ela sairia para voltar para seu reino, mesmo que tivesse que aguentar toda a situação que procurou fugir por anos. Loki então sumiu em meio ao mato, ela votou a se sentar na pedra e ficou observando o Sol contente que tudo tenha voltado a ser como antes. Seus olhos agora estavam amarelos, da cor brilhante do Sol, ela podia sentir quando seus olhos mudavam de cor, mas ela já estava acostumada. Seus poderes eram mistos, ela nunca sabia do que era capaz. O planeta dela, ou o Reino como era chamado, não era um dos mais conhecidos, o Reino de Ezkeirdh, um pequeno planeta onde seu pai, o Rei Klitz havia punindo-a por ter envenenado a irmã, mas ela não se arrependia por nada daquilo.

Ela só não gostava de lembrar como da noite para o dia deixou de ser a filha que dava orgulho para a filha má. Não era justo, nada naquele Reino era justo. Ela balançou a cabeça a fim de esquecer tudo aquilo de vez, desceu da pedra e voltou para a tenda, vestiu seu sobretudo com o fundo azul turquesa e calçou suas botas arrumando sua calça, estava anoitecendo e começando a esfriar, como era constante ali, mas ela já tinha se acostumado, depois de quase cinco anos ali, não tinha como estranhar aquela rotina diária. Voltou a se sentar na pedra comendo uma fruta qualquer, ela não precisava de muita comida, uma fruta a cada semana era o suficiente para ela. Era uma característica de sua espécie: não sentir falta de alimentar.

Mas em compensação, ela dormia por dia quando tinha que recuperar sua energia, e era exatamente assim que estava se sentindo naquele dia: cansada. Foi um dia de grandes novidades e gritos. Ela já tinha desacostumado a brigar com quem quer que fosse, ela então voltou para a sua tenda e tirou sua bota, deitou-se em um improvisado colchão e encolheu-se entre seu sobretudo, que a esquentava mais que o imaginável. Ela adormeceu rápido, já era de se esperar.

Dias se passaram, ela acabou dormindo por três inteiros dias. Tinha tido muito desagaste nas semanas que se passaram e que Loki estava descordado em sua tenda, pois ela não sabia quando ele iria acordar e agora, estava se sentindo aliviada por ele ter ido embora, tudo tinha voltado a ser como era antes, ali voltou a ser seu lar de calmaria. Agora ali era seu lar.

Ela abriu os olhos e então percebeu que ainda não havia amanhecido, mas o Sol estava por nascer, ela calçou suas botas e saiu da tenda esfregando os olhos, foi quando percebeu que Loki estava em pé, olhando em direção ao mar, onde o Sol estava nascendo naquele exato momento. Ele não tinha percebido a presença dela, e ela nem sabia se ele sabia que ela esteve dormindo por alguns dias. Ele estava parado, sem mover um musculo, olhando para frente e com o cajado em mãos. Naquele momento ela pode perceber os detalhes. Ele era alto, completamente alto. Perto dela ele parecia um gigante, ela nunca fora muito alta, nem na normalidade em seu Reino, ele tinha o cabelo maior do que ela pode perceber enquanto ele estava deitado e desacordado, suas mãos eram mais brancas que seu rosto, e ele segurava o cajado com força como se aquilo fosse seu equilíbrio. Foi quando ele pestanejou, e então caiu de joelhos. Ela se assustou e quando o viu cair para trás teve certeza de que o cajado era sim seu equilíbrio, ele estava machucado.

Ela correu até ele e se jogou de joelhos ao lado dele, estava assustada e aquela sua atitude de preocupação instantânea foi completamente impulsiva, ele então tossiu a encarando:

– Me ajuda – ele implorou colocando a mão na barriga.

Sua blusa preta estava rasgada juntamente com sua armadura, ele então tirou as mãos cheias de sangue do enorme buraco que estava em sua barriga.

– Me ajuda, você é boa nisso – ele deu um fraco sorriso com a voz rouca.



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