História Don't go again, Loki. - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Darcy Lewis, Frigga, Heimdall, Jane Foster, Lady Sif, Loki, Odin, Personagens Originais, Thor
Tags Fanfic, Loki, Romance, Thor
Exibições 41
Palavras 4.023
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Não pode ser você!


 

Loki abriu os olhos e então virou seu rosto para olhar Kyra. Ela estava fitando o teto e ele então virou-se de frente para ela, apoiou seu cotovelo na cama e ela virou seu rosto para olhá-lo. Ele tinha um fraco sorriso no rosto e quando a viu sorrir com seus olhos azuis turquesas, seu sorriso aumentou.

– Bom dia - ela sorriu.

– Como está? - ele perguntou.

– Bem - ela riu sentando-se na cama enrolada no lençol - Loki... Eu tenho que te contar algo.

– Sim - ele sentou-se na cama também - diga.

– Então, a...

Foi quando alguém bateu a porta, não foi apenas uma batida, foram várias. Enquanto alguém não atendesse Thor ficaria esmurrando a porta, foi quando Loki se pôs de pé e abriu a porta, quando percebeu que era Thor revirou os olhos e com a maior frieza perguntou o que ele queria, Thor falava algo com Loki na porta e ele então virou-se para Kyra, a expressão de Loki a deixou preocupada, ela então foi até a porta enrolada no lençol e viu que Thor quem estava lá, ele falava:

– Odin chegou e quer vê-la.

– Me ver? - ela perguntou - por quê?

– Ele tem os motivos - Thor disse - vamos, mude roupa e vamos.

Ela então pegou o vestido e foi para o banheiro, trocou-o rapidamente e assim que saiu do banheiro viu um Loki pálido - mais que o normal - sentado á cama calçando seus sapatos, ela não sabia o que estava acontecendo, mas nem Thor estava com cara de contente e ela então saiu do quarto, seguida por Loki e Thor. Eles foram para o enorme Saguão e lá estavam Lady Sif, Laurie, Frigg, Odin e alguém amarrado em uma das enormes cadeiras de lá, Kyra fitou Thor sem entender, mas ele não a encarou, ele mantinha os olhos fixos á sua frente e por um instante Kyra pensou que ele não queria olhar para ela. E Thor realmente não queria. Ela fitou Frigg quem estava com os olhos apertados para cima dela, alguma coisa tinha acontecido, alguma coisa ruim tinha acontecido porque até Laurie estava séria, observando cada movimento da garota. Foi quando Odin veio até ela, era o único que não demonstrava expressão alguma, ele andava em direção á ela com seu rosto sério.

– Kyra - ele a cumprimentou.

– Odin - ela disse.

– Você disse que seu Reino foi destruído, não disse?

– Sim - ela respondeu olhando por cima do ombro de Odin - quem é ele?

– Foi encontrado no Reino.

– É um guarda? Um soldado? - ela perguntou fitando Odin.

– Em algum momento você certificou o Reino por completo para ver se tinham sobreviventes?

– Não - ela respondeu - achei que minha mãe tinha acabado com todos.

– E ela acabou - ele disse - mas aquele ali - ele apontou para o homem amarrado na cadeira, sujo, magro e de cabeça baixa - sobreviveu. Sem comida, sem nada por dias.

Ela então olhou surpresa - Uau.

– Sim, e... - ele fez uma pausa - por mais que seja difícil eu peço que vá até ele, para reconhecê-lo.

– Claro - ela disse e então foi andando até o homem, ela passou do seu lado e parou na sua frente, ele mantinha o rosto abaixado, mas ela podia ver que ele respirava, seu cabelo era grande e grisalho, mas ela não fazia ideia de quem quer que fosse. E então ele levantou o rosto.

Kyra paralisou.

O rosto do homem estava profundamente machucado, sua boca estava seca e seus olhos vermelhos, seu rosto também estava sujo, com mesclas de poeira e sujeira. Mas não fora aquilo tudo que a fizera ficar paralisada, o que deixou-a paralisada foi o fato dela reconhecer o homem. Ele era do Reino, era um bom lutador, um bom marido, um bom pai. Por um instante ela sentiu vontade de gritar, mas parecia que ela estava em um pesadelo, onde tudo ao seu redor havia desmoronado, onde ela estava em um lugar escuro, vegetando, querendo gritar, mas sem ter voz, querendo correr, mas sem conseguir se mexer. A única coisa que ela ainda conseguia controlar era sua respiração, mas mesmo assim, sua respiração estava falha.

Loki deu um passo e foi segurado por Thor. Não era momento de ir até lá, não adiantaria nada, Kyra não o abraçaria e choraria como ele estava esperando, mas ele detestava vê-la daquela maneira, os olhos da garota ficaram pretos, ela não estava tendo controle algum sobre eles, e Loki queria ir até ela, a abraçar e pedir para acordar, como quando fez com ela na vez em que sua mãe morreu. Queria sussurrar no ouvido de Kyra que a amava e que ela tinha que continuar, que ela precisava acordar, por ele. Mas Thor o deteve e no momento em que o deus do trovão o segurou ele não se mexeu, só soltou seu pulso bruscamente da mão de Thor e permaneceu no lugar.

– Kyra? - o pai chamou depois de enfim enxergá-la. Sua vista ardia - Kyra? Minha filha? Kyra? É você? - ele gritou.

Aquilo fez com que ela acordasse, mas não que ficasse menos confusa e não aumentou suas chances de conseguir falar algo.

– Minha filha - ele gritou e ela podia vê-lo sorrindo - Kyra!

Ela deu dois passos para trás.

– Não! Kyra! - ele gritou, Kyra viu Odin se aproximar - sou eu! Seu pai!

– Meu pai está morto - ela disse com a voz falha, saiu como um sussurro, mas todos escutaram.

– Eu sou seu pai! - ele gritava - eu te juro, sou eu, minha filha. Sua mãe, aquela... - ele fechou os olhos e respirou fundo - ela me prendeu no porão do Castelo, ela tentou me envenenar, mas a cozinheira... Amélia, você se lembra? - ele sorria, ela não respondeu e ele prosseguiu - ela sabia de tudo, ela nunca deixou que aquilo acontecesse, quando sua mãe me jogou em uma das celas do porão, eu tentei fugir de todas as maneiras, mas eu era muito velho para fazer algum esforço, e ainda sou. Minha filha, eu fiquei sabendo de tudo que aconteceu com você, mas acredite, se eu soubesse, eu jamais teria permitido.

– Você sabia! - ela gritou - você junto com Debra me prendeu na maldita torre! Como se eu fosse um animal! Você sabia de tudo! - ela gritava de olhos fechados, se esforçando para não chorar.

– Sua mãe me enfeitiçou, Kyra. Eu juro por todo o amor que tenho por você. Ela aproveitou da minha fragilidade quando perdi sua irmã, Prize. Ela se aproveitou e disse que faria algo para me curar, para me fazer não sentir mais dor e depois que você foi embora, ela estava livre para assumir o trono, mas ela tinha que sumir comigo, me matar, o que ela não conseguiu por causa do feitiço que ela já tinha feito, então, ela me prendeu naquela maldita torre. Eu me lembro de um terço das coisas enquanto eu estava enfeitiçado, lembro de Amélia levando chás que me deixavam cada vez melhor, cada vez mais livrado dos feitiços, nada demais, afinal, o feitiço só se desfez quando sua mãe morreu, eu fui solto e saí da cela em que estava, o Reino estava todo destruído - ele dizia - me desculpe ter que te dizer isso, mas...

– Eu acabei com o Reino! - Kyra gritou e então abaixou a cabeça tentando normalizar a voz, ela respirou fundo e voltou a fitar o pai ficando cada vez mais próxima dele - Debra tentou me matar duas vezes - ela disse, ele estremeceu na cadeira - sim, duas. A primeira ela me jogou no abismo achando que eu não sobreviveria, depois mandou algumas criaturas para me matarem - ela sorriu irônica e furiosa - quando descobriu que eu estava viva, ela mandou lá para o abismo e ah - ela riu com a voz alterada novamente - esqueci de quando ela me deu uma armadura, acredite eu não sabia que era dela ou nunca teria vestido, mas ela mandou uma armadura quando eu já estava aqui em Asgard e a armadura quase me matou. Então, temos um total de três - ela levantou três dedos olhando para o pai - três tentativas de morte. Fui até nosso Reino para matá-la, sim, eu a mataria se eu não fosse tão estupidamente sentimental - ela respirou fundo puxando ar para seus pulmões, Laurie a fitava com a mesma expressão de Thor e Frigg, Loki apenas a fitava desejando que ela não lembrasse de tudo aquilo, mas já era tarde, Odin, por sua vez, estava atrás da cadeira fitando a garota com sua expressão de sempre - eu teria conseguido, mas ao invés disso, eu quase morri, a armadura me apertou tanto que - ela levantou os braços mostrando os pulsos - deixou uma marquinha "saudável" e mais essa aqui - ela apontou para o pescoço, um arco cobria-o, ainda estava vermelho - legal, não é?

– Kyra... - ele tentou falar.

– Não acabou, papai– ela riu e balançou a cabeça, sem fitá-lo continuou - ela se matou, porque estava derrotada, pediu perdão e o que eu podia fazer? Eu podia odiá-la, mas não queria que ela fizesse o que fez, não queria que ela tivesse se matado - ela fitou o pai - porque acima de tudo eu a amava, pai, eu a amava acima de tudo, independente de tudo o que ela tentou fazer comigo e aquele momento... - ela percebeu que a voz estava falhando e então saiu andando, antes que pudesse chorar na frente de todos. Ela passou no meio de Thor e Loki e ambos perceberam que ela não conseguia conter as lágrimas, Loki lançou um olhar a Thor e ele então apontou com o queixo de modo que ele fosse atrás de Kyra.

E Thor nem precisava falar, ele correu até a garota que agora estava na parte externa de Asgard. Ela estava parada com o rosto afundado entre as mãos e Loki ficou parado em sua frente por um instante, ele nunca a vira chorando daquela maneira, mas sabia que era coisa demais para a garota aguentar, ele então a abraçou, pode senti-la tremer um pouco, mas ela desmoronou nos braços e Loki e sentiu um alivio por ele estar ali. Ele não disse nada, parecia que ele quem tinha lido a mente dela naquele momento, era ele, afinal, ela não queria que lhe falassem nada.

– Não pode ser ele - ela sussurrou abafado ao peito de Loki.

– Kyra... - ele a soltou do abraço - é ele.

– Não pode... - a voz dela falhou mais uma vez, ele então a beijou.

Não sabia nem se era o momento certo para aquilo, mas ele só queria vê-la bem, queria que os olhos dela parassem de ficar cinzentos e sim azuis turquesa, como sempre. Foi quando ele quebrou o beijo e ela o fitou, os olhos dela estavam azuis turquesa e ele sorriu, mas logo em seguida os olhos foram mudando, ficando cada vez mais cinzas.

– Desculpe - ela disse com um fraco sorriso - mas meus olhos não ficariam azuis turquesa com todos esses problemas, Loki.

– Você me leu, não foi? - ele perguntou dando um beijo na testa da garota.

– Sim - ela sorriu mais fraco ainda - acho que estou conseguindo controlar isso cada vez mais.

Ele então a fitou e por um momento teve uma ideia, ele não queria vê-la confusa, ou triste, então ele compartilhou sua sugestão:

– Por que você não lê seu pai? Ai então você saberá se ele é ou não seu pai.

– Loki...

– Kyra - ele a interrompeu - só isso que eu te peço - ele sussurrou - e você nunca foi medrosa, por favor, não tenha medo.

Ela o abraçou. Ela não queria, definitivamente não queria. Era duro para ela acreditar que tudo o que prezava ser verdade não passava de uma mentira descarada de sua mãe, a morte de suas irmãs e a de seu pai. Não que fosse melhor ele ter morrido, ela queria tanto tê-lo por perto, mas esse desejo fez parte de seu passado, agora ela não desejava ter ninguém por perto além de Loki. Seu pai a decepcionou e era isso que ela sabia, melhor do que ninguém, que não seria fácil perdoá-lo. Ele estava sobre efeitos dos feitiços de sua mãe, mas não fazia muita diferença. Aquele era seu pai, o que a ignorava, o que a desapontou de tal jeito que a transformou em uma garota má, uma garota capaz de fazer tudo para voltar a ser a primeira filha, novamente.

Ela fechou os olhos com força enquanto abraçava Loki e ele a apertou em seus braços, não a soltaria se assim Kyra desejasse, mas alguns segundos depois ele a soltou e ela o fitou, com os olhos marejados. Ela secou as lágrimas de seu rosto e então pôs-se a caminhar para dentro do Palácio novamente, Loki apressou o passo e entrelaçou seus dos nos da garota, ela pode sentir as mãos frias de Loki junto da sua e aquilo fez com que ela se sentisse mais segura. Os dois voltaram juntos para o Saguão, mas o pai dela não estava por ali, provavelmente Odin o deixaria em observação já que ele ainda não tinha ideia se ele era bom ou não para o Reino.

Loki perguntou por Kyra onde o pai dela estava, o suposto pai, ninguém tinha certeza, nem mesmo Loki quem afirmou ou Thor quem deu a noticia á ele. Eles foram caminhando pelo corredor que Kyra fora somente uma vez por causa dos seus machucados, Loki não falou uma única palavra apenas a puxava pela mão como se ela fosse uma criancinha e ela o seguia, não tinha muito o que fazer e seus movimentos estavam sendo involuntários, era como se suas pernas tivessem criado vida própria e assim seguindo Loki. Mas ela só aceitava toda aquela loucura porque ela queria saber se era seu pai, mas sendo ou não, ela não sabia o que faria depois. Não tinha nem ideia.

– Ei - Loki a chamou - olhe para mim.

Ela o fitou.

– Eu te imploro que você não perca o controle novamente, Kyra. Não sei como te "acordar" dessa vez.

– Diga que me ama - ela pediu.

Mas ele não entendeu - Eu disse isso da primeira vez - ele riu fraco - e funcionou, mas te acordar pela...

– Não - ela o cortou e então o encarou - eu quero que diga que me ama antes de entrarmos lá. E que sou a única quem amou.

Ele a fitou e então sorriu - Eu amo você, Kyra. E você é a única que algum dia amei e quem sempre amarei.

Ele viu um sorriso brotar no rosto dela. Ele sabia que ela estava aliviada por ouvir "E você é a única que algum dia amei e quem sempre amarei." por causa de Laurie, mas não era momento para falar daquilo, ele achava uma besteira tocar naquele assunto, uma vez que todos os ciúmes de Kyra - para ele - não faziam sentido algum. Ele soltou a mão da garota e então fitou um dos guardas mandando-o abrir a porta, ele abriu e os dois entraram, o pai de Kyra estava na primeira cela sentado ao chão fitando o mármore que algum dia já fora mais brilhante que aquilo, ele então ouviu passos no chão de mármore escuro e levantou os olhos, viu Kyra com uma expressão abalada e Loki com uma expressão séria, ele não gostava muito daquele rapaz. Mas ele não tinha que gostar de nada, assim pensava igual a filha.

– Eu irei lê-lo - foi a única coisa que ela disse.

Ele balançou a cabeça e Kyra pode lê-lo.

"Você está me testando para descobrir se sou realmente seu pai. Certo, eu fui Rei do nosso Reino muito jovem, meu pai Yram morreu em uma de suas batalhas e eu quem tive que assumir o trono, perdi meus irmãos mais velhos na batalha e assumi o trono com apenas treze anos. Conheci sua mãe em um dos povoados, para ser mais específico, no povoado de Kopps, tivemos a primeira filha: Virgínia e sua mãe a amou no momento em que a viu, Prize foi a segunda e sua mãe não lhe deu muita atenção, certo tempo depois, enquanto eu estava em uma batalha, descobri que ela estava grávida da minha terceira filha: você. Você nasceu e no momento em que vi seus olhos turquesa me apaixonei por você, a mimava, cuidava de você e isso deixava sua mãe furiosa, pois eu sempre a deixei em primeiro lugar, mas não deixei de amar sua mãe por isso" Ele pausou quando percebeu que ela choraria, ela piscou os olhos, secou as lágrimas e então voltou a fitá-lo - Desculpe por isso. Quando Prize "se matou" eu perdi meu chão, não fui um bom Rei e muito menos um bom pai. Daí para frente você sabe, você sofreu, não eu. Eu fiquei apenas vegetando, nada mais. E eu sinto muito, eu sou seu pai Kyra, acredite nisto. E eu te amo, minha pequena K.K."

Ela então fitou Loki, seus olhos agora estavam verdes e ele se sentiu um pouco aliviado, não sabia o que o pai dela tinha dito, porque ele estava só parado ali enquanto ela lia os pensamentos dele. Foi quando ela perguntou para Loki se poderia abrir a cela, e ele deu de ombros, sabia que estava tudo bem. No momento em que ela entrou, o pai se pôs de pé, ainda sujo, ainda machucado e com roupas rasgadas, foi quando ela o abraçou. Completamente sem jeito, mas o abraçou. Ele fechou os olhos e agradeceu mentalmente por estar com a filha de novo, e por ela tê-lo abraçado e entendido que ele era realmente seu pai. Foi quando ela o soltou e então disse com um fraco sorriso:

– É bom estar de volta. Verei com Odin o que ele pode fazer por você.

Ele sorriu fraco - É bom abraçá-la.

Ela somente sorriu - Eu irei me casar.

Ele olhou para Loki - Espero que sejam felizes - e voltou a fitar a filha.

– Obrigada - ela disse e então disparou - com certeza eu não amarei mais um filho do que os outros ou me deixarei levar pela perda de algo ou alguém - ela saiu de dentro da cela - eu preciso ir... Resolver as coisas do meu casamento.

Ele sorriu - Certo - e então sentou-se na cela - boa sorte.

Ela somente o fitou e agradeceu sussurrando - Obrigada.

Ela então saiu daquele local e Loki foi junto, entregou a chave ao Guarda e então parou-a no meio do corredor, quando já estavam distantes o suficiente da cela.

– O que ele disse? Digo... Pensou? - ele perguntou segurando-a pelo braço.

– Toda sua trajetória de vida - ela disse sem mostrar um sorriso - e por fim me chamou do apelido que tinha na infância: K.K. Que ele me apelidou.

Loki a fitou - K.K?

– Kyra Krum - ela deu um rápido beijo nele - apesar de não confiar muito nele, eu acredito que ele é meu pai, mas as coisas mudaram, Loki, foram anos e mais anos. Verei com Odin o que ele pode fazer pelo meu pai, e então, não ficarei muito próxima á ele.

Ela não esperou Loki responder, saiu andando em direção ao Saguão, Odin estava sentado em seu trono de ouro e ela então fez uma reverência, ele a fitou e ela então criou coragem para falar:

– Não mate meu pai.

– Eu não iria - ele respondeu - ele realmente é seu pai?

– Sim - ela balançou a cabeça - eu acabei de ter a certeza.

– Ótimo - ele ficou de pé - só não sei o que farei com ele.

– Mande-o para qualquer lugar, a única coisa que peço é que não o mate ou faça algum mal para ele.

– Você quer se ver livre de seu pai? - ele perguntou ríspido.

Loki fitava os dois de longe, Kyra disse com precisão:

– Não. Certamente não - ela fitou Odin - eu só... Só não creio que você irá querê-lo aqui e não acho justo.

– Ele ainda é um Rei, Kyra - Odin disse - o Reino dele está aos pedaços, mas ele ainda é um Rei e você - ele a fitou bem no fundo dos olhos - voltou a ser uma princesa, você tem motivos. Eu posso ajudar a erguer o Reino, mas, se eu fizer isso quando você se casar com Loki, vocês terão que escolher um lar e eu não quero que meu filho vá embora novamente.

– Eu não pediria que Loki deixasse Asgard - Kyra então deu um fraco sorriso - com todo o respeito, aqui é minha casa. Não nasci aqui, não fui criada aqui, mas sempre apreciei Asgard, Senhor - ela falava, Loki atrás dela mantinha um fraco sorriso - sempre. Enquanto todos desacreditavam, eu tinha plena fé de que este lugar existia, todas estas pessoas e inclusive você, Odin, existiam. Eu jamais pediria para que Loki fosse para o Reino, comigo. No momento em que fui jogada a abandonada no abismo, aquele lugar deixou de ser a minha casa.

Odin a fitou e então encarou Loki - Venha cá.

Ele parou ao lado de Kyra e fez uma breve reverência á Odin quem fitou os dois cada vez mais fixamente, cada vez mais "por dentro" e então ele fez a pergunta que fez com que Kyra e Loki sorrissem:

– Você quer casar com ela, Loki? Ciente de tudo isto?

Não era uma crítica, nem um aviso, ele apenas queria escutar a resposta que ele já sabia, queria escutar da boca do "filho".

– Mais do que tudo... - ele fez uma pausa - meu pai.

Ela então sorriu e Odin fitou ambos, sabia que ambos estavam contentes, Kyra ainda abalada, mas ela parecia feliz quando falavam deste assunto, Loki passou a ponta dos seus dedos de leve na mão de Kyra e apesar da mão dele estar fria - como sempre - ela pode sentir um calor subir por seu braço e ela então o fitou, ele lançou um rápido olhar para ela com um fraco sorriso e virou-se de frente para Odin, com a mesma cara fria de sempre.

– Vocês dois, tem a minha permissão - ele deu um fraco sorriso e concluiu - se for da vontade dos dois, Asgard sempre terá um lugar para ambos e para a família que está a crescer - ele tornou a sentar-se então fitou Kyra - e fique tranquila, que seu pai ficará muito bem.

– Obrigada - ela agradeceu por tudo, pela permissão e pelo pedido em relação ao pai que lhe foi concebido. Loki também agradeceu, os dois pediram licença e dali sairam. Eles foram caminhando para o quarto de Loki, mas Kyra puxou-o para a área externa de Asgard, ele não fez menção em resistir, apenas caminhou com ela em silêncio pela Ponte do Arco íris, ele percebeu quando ela lhe lançou um olhar que seus olhos estavam azuis turquesa e naquele momento ele também percebeu que nunca a vira mais bonita, mais radiante e mais feliz. Mas sabia que ela tinha algo para falar, por isso estava acompanhando-a, porque aquele silêncio, na verdade era uma súplica para ele permanecer á seu lado, pois ela tinha algo para lhe falar e por mais que fosse apenas um "estou feliz" ele queria escutar.

– Eu te amo – ela sorria, não o fitava – e estou imensamente feliz por estar tudo dando certo.

Ele sorriu escutando-a e então a única coisa que disse foi – Eu sempre amarei você, Kyra.

E os dois ficaram se fitando, em silêncio, apenas olhando um para outro, desejando que, aquele momento fosse eterno, que tudo parasse e ficasse daquela maneira, pois há décadas Kyra não se sentia tão em paz quanto naquele momento, mas ela sabia que muitas coisas estavam por vir, e a pior delas vinha na direção de ambos: Laurie estava indo até os dois para perturbar Kyra um pouco mais.



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