História Don't go again, Loki. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Darcy Lewis, Frigga, Heimdall, Jane Foster, Lady Sif, Loki, Odin, Personagens Originais, Thor
Tags Fanfic, Loki, Romance, Thor
Exibições 92
Palavras 3.494
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Reino de Ezkeirdh é totalmente inexistente.

Capítulo 2 - Essa é sua vida agora.


Ela então o encarou se jogando sentada no canto da tenda, olhou para suas mãos e sua roupa, agora toda suja de sangue. Ele a encarava deitado com a cabeça para o alto, ela tinha feito um travesseiro improvisado, mas era melhor do que manter a cabeça dele baixa. Ela então voltou a encarar o deus das travessuras agora completamente machucado e prestes a realmente morrer, ela nunca tinha visto tanto sangue em toda sua vida, e nunca tinha visto alguém tão pálido. Loki estava mais branco que o normal, era até inexplicável. Ela estava surpresa e ele não conseguia sequer piscar, ele queria pelo menos desmaiar, entrar em sono profundo para parar de sentir aquela dor que estava insuportável, mas ele não conseguia fazer nada além de suar exageradamente, suor frio, suor dos últimos momentos, ele podia sentir, ele não parava de pensar que estava por um triz.

– Para de pensar isso – ela disse o encarando.

Ele tentou falar.

– Eu posso lê-lo. Não é quando quero, não sei controlar isso, estou apavorada, isso costuma acontecer – ela voltou a fitar suas mãos – é como se seu pensamento estivesse flutuando no ar, não tenho culpa.

Ele tossiu.

– Cala a boca! – ela ordenou – não tenta falar nada.

Ele somente a encarava.

– Já vou – ela ficou de pé indo até ele, ela pegou a toalha molhada com água fria e colocou na testa dele – quem te machucou dessa maneira?

"Não estamos sozinhos..." ele tossiu e voltou a olhá-la, os olhos da garota agora estavam cor de mel.

– Tem gente aqui? Não pode ser – ela disse tirando a toalha e a torcendo em uma tigela, molhou-a novamente na água gelada e colocou a toalha na testa de Loki – eu estou aqui há anos, não pode ser.

– Te...

– Pense, Loki – ela o interrompeu – por favor.

"Eu estava voltando porque você mentiu para mim, e então tinha uns três ou quatro homens parados na beira da praia, bem perto da sua tenda, eles falavam alguma coisa sobre você."

– Por que eles te machucaram? – ela se ajoelhou ao lado dele, Loki se mexeu, mas não tirou os olhos dela.

Ficou um silêncio, Loki tentava não pensar em nada.

– Ótimo – ela sentou-se ao lado dele bufando – não consigo mais ler você.

Continuou silencio, ele desviou o olhar enquanto ela fitava a cinza tenda. Seus olhos voltaram a ficar verdes e ela tornou a trocar a toalha da testa de Loki. Ele não a encarava, ela então olhou pelo lado de fora da tenda e percebeu que não tinha nada nem ninguém ali, todo o tempo em que ela passara naquela tenda não tinha ninguém ali, seria possível ele estar delirando e ter se machucado? Ela não sabia dizer. Ela tirou a toalha da testa dele e então voltou a se encostar no fundo da tenda.

– Durma – ela disse – descanse e vai acordar melhor. Eu estarei aqui, não vou dormir.

Ele então se ajeitou e soltou um breve gemido de dor, ela somente o encarou e percebeu que ele estava fechando os olhos, ela então esperou um tempo e se pôs de pé saindo da tenda para se lavar e lavar sua roupa. Não demorou muito, conseguia ser rápida, ela então voltou para dentro da tenda e Loki estava da mesma maneira. Ela não sentia vontade alguma de salvá-lo depois de tudo o que ele fez, mas ele pediu a ajuda da garota e ela podia muito bem negar, mas não se sentiria bem com isso. Era o que ela pensava.

Mas agora tinha com o que se preocupar, eles não estavam sozinhos. Ela não sabia se isso era verdade ou não, mas era melhor não arriscar. Ela tornou a vestir sua roupa depois de seca e então voltou para a tenda, não tinha muito o que fazer a não ser observá-lo e ao mesmo tempo ficar atenta para o caso de alguém aparecer. Foi quando Loki abriu os olhos, mas ela não percebeu, ele não precisava de muito tempo parar se recuperar, já estava se sentindo melhor, porém com a barriga dolorida. Ele percebeu que ela fitava os próprios pés, perdida em pensamentos. Queria ele poder ler a mente da garota.

– Então você ficou apavorada? – ele perguntou.

Ela virou rapidamente para olhá-lo – Um pouco.

Ele somente deu um fraco sorriso.

– Vamos, me conte direito essa história.

– Já te contei, eles apareceram e eu lutei contra eles.

– Por quê? – ela o encarou, seus olhos agora ficando azuis da cor do sobretudo.

– Por que seus olhos mudam de cor? – ele perguntou confuso.

– Por que você me salvou? – ela perguntou diretamente – eu tentei te matar, nós brigamos, eu muito mal quis te salvar ali fora – ela apontou para a porta da tenda.

Ele balançou a cabeça, apoiou-se nas mãos e então depois de um certo custo e muita dor conseguiu se sentar, ela não se importou se ele estava com dor ou não.

– Você não respondeu minha pergunta – ela disse também se ajeitando do outro lado da tenda.

– Porque você me salvou. Eu apenas estava retribuindo o favor.

Ela deu uma pequena risada. Seus olhos ficaram pretos – Retribuindo o favor?

– E você ainda está reclamando? – ele olhou seu pulso.

– Você me odeia.

– E você não está muito atrás – ele não a encarou.

– Eu não odeio você.

– Seus olhos mudam de cor constantemente quando você está comigo.

– Isso não significa nada.

– Você ainda não me explicou a cor dos seus olhos – ele levantou o olhar até ela.

Ela o encarou – Eu não devo explicações á você.

– Você me odeia – ele sorriu.

Ela o encarou – Eu salvei você duas vezes e você me agradece me tirando do sério? Eu não estou de bom humor, se pode perceber – ela disse, seus olhos ficaram pretos.

– Você está com raiva agora – ele riu – seus olhos... – ele apontou para ela.

Ela então pegou um espelho e percebeu que seus olhos estavam pretos, ela fechou os olhos e então respirando fundo sentiu-o voltar ao normal. Ele tinha razão, os olhos dela mudavam de cor constantemente quando estava com ele, mas não era por mal.

– Quer comer algo? – ela perguntou abrindo os olhos.

– Não estou com fome.

– E como se sente?

– Bem – ele disse – estávamos quites, mas agora estou te devendo uma.

– Não, você não está – ela ficou de pé indo até a saída da tenda – estamos bem, certo?

– Se você está dizendo – ele disse irônico – quem sou eu, um mero deus para contrariar?

Ela saiu da tenda, mas ele pode vê-la dando um leve sorriso. Ele não sabia o que ela ia fazer, mas era bom ficar um tempo sozinho, assim não tinha que se preocupar em esconder os pensamentos. Ele nunca sabia quando ela seria capaz de lê-los. Ele percebeu que ao seu lado havia uma bolsa, uma pequena bolsa preta que ele não tinha notado até então, pegou-a e então a abriu, percebeu que tinha uma coroa. Ela realmente era uma princesa, assim que ele tocou na coroa sua mão ardeu, ele então a jogou para o canto por causa do susto, e da ardência. Foi quando ele olhou para a entrada da tenda novamente, ela estava de braços cruzados e então gargalhou a vê-lo com aquela cara tão assustada.

– O que foi? – ele perguntou irritado.

– Queimou?

Ele bufou – Como sabia que eu ia mexer?

– Eu não sabia – ela deu de ombros indo até a coroa e a pegando – minha coroa é completamente protegida. Qualquer um que tocá-la será queimado. Você deu sorte – ela riu segurando-a na mão.

– Por que você não a usa? – ele perguntou.

– Eu não sou mais uma princesa.

– O que aconteceu com você?

Ela guardou a coroa na bolsa novamente.

– Certo – ele riu tornando a se deitar – já que você não vai conversar, me deixe dormir – ele fechou os olhos.

– Boa noite, e não toque em mais nada. É um aviso – ela disse saindo da tenda.

Ele então tornou a dormir, ele sabia que depois daquele sono já estaria quase recuperado e sem dores, afinal, ele era um deus e deuses se recuperavam rápido, a garota ficou do lado de fora da tenda observando o mar, ela não estava cansada, não o suficiente para dormir e seja lá o que for, tinha que ficar de olho enquanto o deus dormia dentro de sua tenda. Ela não conseguia mais aguentar ele ali, não via a hora de ele enfim conseguir voltar para Asgard. Ela então passou a noite ali, sem ter muito o que pensar apenas observando o nada.

Logo pela manhã, assim que ele acordou ele pode perceber que estava bem melhor, sua barriga ainda machucada, mas com uma expansão bem menor, agora era quase uma cicatriz e ele podia se mexer normalmente. Sem muitos movimentos bruscos, claro. Loki saiu da tenda tentando não fazer muito barulho, para não assustá-la, ele então percebeu que ela tinha caçado na noite passada, ela estava sentada em frente á fogueira, com vários pedaços de carne ao seu redor, ele não achou uma má ideia porque naquele momento ele estava faminto, ela o percebeu chegando mais perto, mas fez de conta que não o viu, ele então apontou para um pedaço de carne, de modo que quisesse comê-lo e ela então deu de ombros.

– Como está se sentindo? – ela perguntou pegando um pedaço de carne.

– Melhor – ele disse.

– Ótimo.

– Posso fazer uma pergunta?

– Se não for sobre quem eu era ou o que eu fiz, pode – ela deu um fraco sorriso.

– O que você sabe sobre mim?

– Bastante coisa.

Ele somente a encarou comendo um pedaço de carne.

– Eu sei tudo sobre Asgard. Meu Reino era o único de todos os planetas que não aceitavam ser chamados dessa maneira. Nós não éramos uma espécie de outro planeta, nós éramos apenas uma civilização normal, como os humanos no passado. Com um Rei, uma Rainha, príncipes e princesas. Nada mais. Eu lia sobre você, sobre Thor, sobre Odin, e tudo isso era apenas lenda para nós. Com o tempo, eu descobri as verdades sobre você, foi como se tudo tivesse vindo á tona, foi como se alguém tivesse contado uma história que ninguém do meu povo, acreditava.

– E por que você acreditava? – ele perguntou.

– Porque eu sempre acreditei no impossível. Eu não tinha nada melhor para fazer, queria dar orgulho ao meu pai e minha mãe, eu me esforçava, eu lia, eu fazia de tudo para ser a filha perfeita. Eu era a caçula, eu não precisava de tudo aquilo, mas eu queria, acima de tudo eu queria ser única, a perfeita.

– E você não foi valorizada – ele disse dando uma leve risada.

Ela o encarou, desviou o olhar e depois de um tempo respondeu – Eu fui. Muito valorizada, era o orgulho da minha família, a princesa mais bela e mais dedicada.

– E o que aconteceu para você vir parar aqui?

Ela não respondeu.

– Oh, entendi – ele balançou a cabeça pegando outro enorme pedaço de carne.

– Por que você veio parar aqui? – ela perguntou – eu sei tudo sobre você, exceto isso.

Ele riu fraco – Thor. Sempre Thor.

Ela não disse nada, apenas terminou de comer seu mediano pedaço de carne e então o encarou.

– Eu fazia de tudo para ser perfeito, para ser único, mas eu não era, eu nunca entendia porque sempre Thor ganhava os méritos, eu sou muito melhor que ele, sempre fui. Mas é claro, ao contrário de você, eu não fui valorizado, eu não recebi meus méritos e muito menos alguma compaixão de meu pai. Que na verdade, nunca foi meu pai, mas eu não queria desapontá-lo, eu continuei e matei meu próprio pai, meu verdadeiro pai, não foi difícil – ele deu de ombros – eu não gostava dele, eu não tinha nenhuma conexão com ele, eu simplesmente não me importava – ele riu fitando o prato – mas depois disso tudo, depois de ter salvado o trono de Asgard, Thor ficou com a glória, Thor era o bonzinho, aquele egoísta e estúpido! – ele fechou o punho e então fechou os olhos respirando fundo, a garota somente o encarava com os olhos agora azuis. Ela não sabia como estava se sentindo, ele então prosseguiu – Eu lutei, nós lutamos, e então eu desisti. Eu me soltei de Thor enquanto estávamos presos para não cair da ponta do arco íris, eu perguntei ao meu pai, ao deus Odin, lhe disse que tinha salvado o nosso planeta e ele me renegou. Eu nunca me senti tão abandonado, tão inútil como naquele momento e ao mesmo tempo nunca fiquei tão furioso. Eu lutei, eu lutei contra Thor e Os Vingadores depois de tudo, eu não queria desistir, mas mais uma vez eu falhei, e falhei novamente. E então, eu desisti, não havia mais futuro para mim, eu não tinha mais o que fazer. Eu preferi ser um desertor, não importava o quanto eu fizesse alguma coisa eu nunca, nunca seria valorizado. Eu nunca serei valorizado.

Ela deu um fraco sorriso – Sei muito bem como você se sente, Loki.

– Mas afinal – ele disse depois de certo tempo – você não vai mesmo me contar sua história?

Ela balançou a cabeça negativamente – Sou só a garota que salvou sua vida duas vezes. E só pra constar pelo que sei sobre você, de acordo com os livros, tenha certeza que você é valorizado por mim.

Ele então a encarou com a sua cara mais surpresa. Seus olhos verdes completamente arregalados, ele não sabia o que falar e ela entendeu completamente o que tinha feito, o erro que tinha acabo de cometer.

– Não me leve a mal – ela começou a se explicar – eu sei como é.

Ele não disse nada.

– Eu tinha tudo. Sempre tive. Eu sou a caçula de três filhas, sempre fui a mais mimada por ser a caçula, mas as outras não se importavam, mas eu sempre me importei. Sempre quis toda a atenção só para mim, e eu sempre tive. Eu era o orgulho do meu Reino – ela riu e então Loki voltou a encará-la, percebeu que os olhos dela estavam em uma cor de azul totalmente proposital ao fundo do seu sobretudo, ela o encarava – eu sabia tudo, totalmente tudo. Eu sempre estava lendo, aprendendo e me tornando a melhor princesa do Reino, eu era a mais nova e a que dava mais orgulho, eu era mais poderosa que todas as minhas irmãs juntas, eu era a preferida do meu pai. Mas minha mãe... Ela nunca estava satisfeita, ela e meu pai sempre discordaram em tudo e principalmente sobre a filha favorita. Meu pai sempre me escolhia e minha mãe sempre escolhia minha irmã mais velha. Foi assim até metade de minha vida lá. Mas tudo mudou drasticamente quando Prize, minha irmã do meio se matou. Dizem que ela conseguiu uma maldição poderosa com uma bruxa de outro planeta, mas ninguém sabia se isso era verdade.

Ela então sorriu e Loki continuou a encarando enquanto ela fez uma pausa. Ela nunca tinha contado aquela história para ninguém antes, ela então balançou a cabeça e continuou, porém dessa vez sem fitar Loki que não tirava os olhos dela:

– As coisas mudaram, do dia para a noite eu me tornei a segunda melhor filha. Meu pai desmoronou, percebeu seu erro e ao invés de aprender com ele, simplesmente se deixou levar e minha mãe que sempre me detestava ficou mais forte, ela falava algo e meu pai concordava, pensando que ia ser melhor para as filhas – ela riu – melhor... Foi melhor para minha irmã mais velha. Eu continuei me esforçando e me dedicando, mas nunca era suficiente, foi quando alguma de nós duas tivemos que nos casar, e a que conseguisse um marido leal e que realmente nos amasse teria o trono quando nossos pais não pudessem mais dar conta. Eu sinceramente não estava ligando para isso, eu só queria crescer para mim mesma, depois que meu pai parou de se importar com o Reino e comigo, eu simplesmente passei a me importar somente comigo. Eu comecei a ler uns livros que eu nunca tinha visto em toda minha vida, e de longe eu sabia que era da Prize, eu descobri que Prize não tinha encontrado uma bruxa, ela era a bruxa. Ela não era, ela se tornou e isso foi um baque para mim, corri parar contar para meu pai, o que foi a pior ideia que já tive em toda minha vida, ele não acreditou e minha mãe simplesmente me prendeu em uma torre até perceber que eu não era uma bruxa. Eu simplesmente sai da torre e prossegui minha vida, sem confiar em ninguém mais. Eu queria vingança, eu queria glória, eu queria ser a única filha que pudesse dar orgulho para os pais, mas Virginia já estava mais a frente. Nesse tempo em que eu passei presa na torre, havia um único homem que ia me visitar, não era uma visita, ele iria levar meu lanche, roupas lavadas e tudo mais. Seu nome era Thomas e ele era a minha porta para conseguir a glória naquele Reino, eu o fiz se apaixonar por mim, eu não tinha sentimentos, eu não conseguia sentir mais nada a não ser raiva – ela então voltou a olhar Loki, ele percebeu que os olhos da garota estavam cinzentos – eu queria sair dali e ir direto para a glória, eu precisava novamente ser a melhor. Então, quando eu sai da torre, Virginia estava com ele, Thomas havia sido coroado Rei e Virginia a Rainha, o pouco tempo que passei naquela torre foi mais que suficiente para planejarem a morte de meu pai, minha própria mãe e irmã. Eu tinha total certeza. Eu fui considerada uma bruxa – ela riu – naquele momento, eu fui uma bruxa. Eu fiz de conta que não sabia de nada, eu simplesmente envenenei minha irmã e Thomas na hora do jantar, e não senti remorso nenhum por causa disso.

Loki então deu um pequeno sorriso, ela pode perceber. Ele era um completo psicopata, ela sabia que ele iria ficar feliz pelo menos em saber que não era o único, ela finalizou a história:

– Eu assumi a culpa na frente da minha mãe. E disse que ela seria a próxima. Ela ficou estorva, tentou me comprar de todos os jeitos possíveis, me entregou a coroa e disse que eu era a preferida dela. Eu nunca fui. Eu peguei a coroa e saí daquele lugar, a culpa foi começando a tomar conta de mim, eu não sabia o que fazer eu sempre fui impulsiva e naquele momento, eu simplesmente desisti. E quando acordei, simplesmente estava aqui. E não tenho ideia de como saio daqui e eu não tenho ideia se quero isso, também.

Ele então mordeu seu ultimo pedaço de carne, agora com as energias "carregadas", ele então a encarou e deu um leve risada – Afinal, você é uma princesa ou uma bruxa?

– Ambos – ela riu ficando de pé.

– Isso tudo porque você disse que não ia me contar nada sobre você.

– É justo. Eu sei toda sua história e você sabe toda a minha. Mas não tenho tanta certeza de que você vai sair vivo daqui para conta-la de qualquer maneira, então fico mais tranquila.

Ele então ficou de pé e sentiu uma pontada de dor na sua barriga, mas conseguiu disfarçar – Você não precisava se sentir culpada.

– Eu não senti somente, eu era a culpada.

– Eles te traíram. Assim como Odin e Thor me traíram.

Ela balançou a cabeça – Loki, ninguém traiu ninguém na sua família.

– Eles não são minha família.

– Odin te criou. Ele podia tê-lo largado lá, mas não, ele te salvou.

– Eu não queria ser salvo! Eu não precisava! Ele não me salvou, ele só me fez sofrer. Eu não nasci para ser o segundo.

– Nós não nascemos para isso.

Ele então a encarou e os olhos dela ficaram azuis turquesa – Quando você está nervosa seus olhos ficam pretos, quando você está com ódio eles ficam vermelhos, quando você está normal verdes, e as outras cores?

Ela então piscou os olhos diversas vezes, excluindo vários pensamentos de sua cabeça, seus olhos voltaram a ficar verdes, Loki apontou para ela rindo:

– Seus olhos estavam azuis e agora você está normal, eles estão verdes. Como...?

– Vermelho é a cor do fogo, quando eu fico com ódio ele fica desta cor. Verde é meu olho natural, é quando está tudo em seus conformes. Pretos eles ficam quando eu estou inconformada com algo, ou nervosa. Mel, quando eu estou tranquila e totalmente calma. E azul turquesa quando eu... Estou... Não sei, admirada, com bons sentimentos.

Ele então sorriu – Então, quando você estava conversando comigo na cabana, você estava com "bons sentimentos"?

Ela deu de ombros – Não me recordo em qual momento, foi.

Ele então riu – Certo. Posso fazer outra pergunta?

– Não – ela respondeu de imediato se virando de costa para ele.

– Eu só ia perguntar seu nome – ele disse.

Ela então deu um breve sorriso e o apagou de seu rosto assim que se virou. Seus olhos estavam azul turquesa novamente, Loki percebeu, mas não falou nada.

– Eu sou Kyra ou princesa Poison do Reino de Ezkeirdh.



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