História Don't go again, Loki. - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Darcy Lewis, Frigga, Heimdall, Jane Foster, Lady Sif, Loki, Odin, Personagens Originais, Thor
Tags Fanfic, Loki, Romance, Thor
Exibições 64
Palavras 3.842
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Nostalgia.


– Eu não vou falar nada! – a criatura gritou pela sexta vez.

Kyra não estava conseguindo tirar nada da criatura a não ser algumas gracinhas, como Loki já suspeitava, ele evitava até de olhar para a criatura para não fazer nada inesperado. Mas assim que ele gritou – até então não tinha gritado com Kyra – Loki desencostou da parede e foi até a criatura sentada na cadeira.

– Você... – a criatura tentou falar, Loki lhe deu um soco. O soco mais forte que podia, ele uniu todas as forças de uma maneira inexplicável e então calou-o.

– Tem certeza que não vai abrir a boca?

– Você tentou me matar.

– E você ameaçou todos nessa sala – ele pegou seu cetro e apontou para o rosto da criatura, porém, ele foi descendo o cetro até a perna esquerda da mesma e então atirou. A criatura gritou, o grito ecoou pelo enorme Salão, Frigg, escondeu seu rosto no peito de Thor, Odin o advertiu e Kyra somente ficou parada, olhando para Loki que sequer lançava um olhar para trás.

– Fala! – ele gritou, Kyra estremeceu.

– Seu... Eu não posso falar! – a criatura estava furiosa, o chifre agora estava criando uma ponta.

– Não? – Loki perguntou sarcástico – muito bem – ele apontou o cetro para a outra perna e mais uma vez o atingiu, a criatura gritou cada vez mais alto e ninguém foi capaz de interrompê-lo, Loki então gritou – você tem mesmo certeza de que não vai nos contar?

– Eu não posso! – a criatura gritava – ou eu morro.

– Você irá morrer de qualquer maneira – Loki berrou furioso – fale, agora!

A criatura então riu com os fechados, na verdade gargalhou, Odin, Thor e Frigg encaravam a criatura, mas Kyra estava atenta em Loki, ela estava preocupada, ele estava agindo de um jeito que ela não conhecia, mas não conseguia negar que estava gostando. Ela tentou lê-lo, porém, não conseguia. Ela pode vê-lo então cerrar os punhos, á medida que a gargalhada ia aumentando, Loki ficava mais furioso, ele queria acabar com isso logo, mas pelo menos ele queria tirar algum proveito dele. Foi quando Loki então relaxou, virou-se de costas para a criatura e gargalhou. Todos o encararam, principalmente Kyra.

– Quer saber? – Loki continuou tomando distancia – não vou mata-lo.

– Ficou do bem agora, filho de Laufey?

Loki respirou fundo e então se virou de frente para a criatura com o sorriso sarcástico, aquele que apontava o quão louco e psicopata ele era. Kyra então deu um fraco sorriso, ela sabia que agora ele viraria o jogo. Olhou á sua volta e pode perceber o medo na cara de Odin e Frigg. Thor somente encarava o irmão sem perder um mísero detalhe. Loki então estalou o pescoço e rodou seu cetro em mãos.

– Eu vou torturar você!

– Loki, não – a mãe de Thor, Frigg gritou.

– Irmão... – Thor tentou falar.

– Eu não sou seu irmão! – Loki berrou virando-se para trás.

– Loki – Odin interferiu – sua mãe está aqui, você não vai fazer isto na frente dela. Eu não vou permitir.

Ele encarou Odin. E então olhou para Kyra – Leia-me, Kyra.

Ela então se focou nos olhos verdes de Loki.

"Estou blefando. Não vou tortura-lo... Não aqui dentro. Avise-os."

Ela então balançou a cabeça negativamente, mas mesmo assim avisou Odin e Thor que estava com a mãe, a criatura mantinha-se atenta á todos os detalhes, desta vez completamente amedrontada. Kyra então manteve certa distancia de Loki e acabou ficando perto de Odin, ela então deu somente um aceno de cabeça e Loki apontou seu cetro para a mão direita da criatura que estava amarrada no braço da cadeira de madeira, a criatura então estremeceu e fitou Loki com olhar de piedade. Quando Loki levantou o cetro como se fosse atirar a criatura deu um único berro:

– A Rainha!

Loki então manteve o cetro levantado – Rainha?

– Se eu contar mais eles vem, você não consegue ver?! – ele gritou para Loki – eles vão matar todos vocês, eles estão seguindo ordens para sobreviver.

– Ordens de quem? – Loki gritou.

– Da minha mãe! – Kyra berrou estática fitando a criatura – eu pude lê-lo – ela então foi andando até o lado de Loki sem tirar os olhos da criatura – não é verdade? Não foi a Rainha de Ezkeirdh quem mandou-o?

A criatura não respondeu.

– Diga! – Loki apontou o cetro na cara dele.

– Foi – a criatura disse fechando os olhos.

Foi quando a esposa de Odin deu um passo á frente – Sua mãe? Por que ela faria isso?

Kyra então se virou para trás – Porque ela me detesta, apenas por isso.

Loki então se virou para o lado para olhar Kyra. Ela estava estranha, não podia negar. Ela estava tentando se manter de pé e ficar tranquila, mas ela não estava parecendo nenhum um pouco tranquila, ela estava decepcionada. Ela sempre soube a resposta, mas se machucava cada vez mais que comprovava que sua própria mãe queria sua desgraça. Ela não fitou Loki e ele então ergueu seu cetro novamente em direção á criatura que estremeceu. Ele acertou-a uma única vez e a cabeça da criatura caiu aos pés de Kyra. Ela ficou fitando a cabeça em seus pés absorta em pensamentos, não sabia muito bem o que fazer.

– Eu vou leva-la para o quarto – Loki disse.

– Faça isso – Odin disse um pouco rude – e chame alguém para tirá-lo dali.

Loki e Kyra saíram dali sem falar mais uma palavra sequer, no meio do caminho ele pediu para um dos guardas para irem até ao Salão, pois Odin tinha algo para eles. Loki então abriu a porta do quarto e Kyra jogou sua faca em cima da mesa tirando sua armadura logo em seguida. Deixou-a no chão e Loki se manteve em silencio deixando seu cetro ao lado da cama que estava bagunçada por causa do que tinha acabado de acontecer. Kyra sentou-se na beira da cama e fitou seus pés onde o par de botas estava sujo de sangue.

– Vou tomar um banho, não demoro – Loki disse.

Ela somente balançou a cabeça sem olhar para ele e voltou a pensar. Loki adoraria lê-la naquele momento, mas ele simplesmente não podia. Ela estava pensando em um modo de se vingar, ela queria tanto acabar com o seu antigo Reino que aquilo até queimava dentro de si. Ela achava que já tinha superado, porém estava enganada. Estava pensando em arrumar algum jeito de invadir o Reino, uma invasão que passasse despercebida e que ninguém a visse, que apenas morressem quando ela atacasse de surpresa. Faria uma entrada silenciosa e uma saída triunfal. Ela então pode rir pela primeira vez em instantes. Estava pensando como Loki, era engraçado. Ela balançou a cabeça e tirou o cabelo do rosto ficando de pé e tirando sua blusa preta que estava por baixo da armadura, voltou a sentar-se na cama fitando a parede.

Antes que voltasse a pensar em um modo de se vingar, Loki a interrompeu de dentro do banheiro mesmo.

– Eu estraguei tudo.

Ela continuou fitando a parede de modo que ele prosseguisse. Apoiou as mãos no colchão inclinando seu corpo um pouco para trás.

Ele entendeu – Ás vezes, mentiras são mais confortantes.

– Não, elas não são – ela sussurrou.

– Sim, são – ele saiu do banheiro com sua roupa preta de sempre, ela se perguntava se ele tinha apenas aquele tipo de roupa.

– Eu sabia o tempo todo que era ela...

– E o fato de se certificar acabou com você – ele a encarou.

Ela mudou o olhar de direção – Eu só... Não esperava por isso novamente. Mas estou bem, apesar de tudo, estou me sentindo bem. É bom ser detestada e conseguir se safar... Apenas me salvei graças á você, obrigada.

Ele somente a encarou – De nada.

– Você realmente ficou nervoso com a criatura por minha causa? – ela perguntou fazendo questão de encará-lo.

Ele riu e se encostou na mesa, fitou os pés de Kyra vendo um pouco de sangue. Ele não respondeu de imediato e ela fez de tudo para não conseguir lê-lo – Eu achei que ia enlouquecer novamente de tanta raiva – ele levantou o olhar até o rosto dela dando um fraco sorriso, quase imperceptível.

Ela sorriu. Era a melhor resposta que ela queria e podia escutar.

– Eu odeio você – ela riu e então ficou de pé, foi quando ele percebeu que ela estava somente de sutiã.

– Bom, eu gosto de você e gosto de ser odiado – ele não conseguia olhar para qualquer lugar que não fosse seu corpo – gosto muito mais de ser odiado por você.

Ela parou na frente dele sorrindo, levantou o rosto dele pelo queixo – Olhos nos olhos.

– Desculpa – ele riu e a puxou para si violentamente selando seus lábios nos dela. Ela imediatamente deu passagem á língua dele e ele trocou de lugar com a garota, que sentou-se na mesa fazendo-o ficar entre suas pernas. De imediato ela sentiu a mão fria e grande de Loki subir por suas costas, com apenas uma mão ele desabotoou o sutiã da garota e o jogou no chão logo em seguida. Ele quebrou o beijo, a viu sorrir deitando o rosto para trás. Ele simplesmente parou, não conseguia tirar os olhos dela e muito menos o sorriso estupido de seu rosto. Ele estava com um sorriso bobo, ele sabia disso e por mais idiota que estivesse se sentindo não queria evita-lo. Ele a segurou no colo e ela passou os braços em volta do pescoço de Loki, os corpos colados só aumentavam o desejo e os sorrisos. Ela então voltou a beijá-lo, assim que sentiu que estava firme em seu colo. Ele a deitou na cama e então sentiu as mãos da garota puxarem sua blusa para cima pela barra, ele resolveu ajuda-la e eles quebraram o beijo, mas rapidamente voltaram a se beijar.

...

Ela abriu os olhos e então percebeu que Loki não estava mais ao seu lado. Já devia se acostumar, pois toda vez que dormiam juntos, sempre que acordava ele não estava mais ali. Ela então se sentou na cama e se enrolou no lençol enquanto caminhava até o banheiro, precisava de um banho. Parecia estar mais cansada do que antes, deixou o lençol no chão do banheiro e então foi tomar seu banho rápido. Assim que saiu vestiu roupas limpas e colocou a armadura com a capa no tom dos seus olhos, azuis turquesa. Ela duvidava muito que eles podiam ficar vermelhos ou pretos naquele dia, ela estava satisfeita demais para se estressar ou aborrecer com alguma coisa.

Ela não sabia se esperava no quarto por Loki, ou se ia andar pelo Reino. Apenas tinha medo de que mais coisas ruins acontecessem. Ela então sentou-se na cama depois de arrumá-la e pegou as peças de roupas do chão, deixou-as em cima da mesa e então guardou sua faca em um dos bolsos da calça de couro, jamais iria andar sem a faca depois do ocorrido naquela tarde. Ela sabia que não podia permanecer em Asgard e sabia que não era da vontade de todos que ela ficasse ali, ela só ia piorar as coisas e Odin e sua família, não tinham nada a ver com as ignorâncias de sua mãe.

Ela tentava pensar em uma maneira de entrar em seu antigo Reino para saber o porquê da mãe querer tanto mata-la. Devia ter algum proposito, claro que tinha um proposito e isso acima de tudo Kyra gostaria de entender. Ela ia entrar no Reino de qualquer maneira passando despercebida ou não, correndo o risco de morrer principalmente, mas ela não se importava. Ela calçou suas botas e então saiu do quarto de Loki, não sabia para onde iria, mas tomou uma direção totalmente diferente da que iria para o Salão, que era provável onde todos estavam. Ela então foi caminhando em direção á ponte do arco íris e percebeu que alguns guardas estavam aglomerados por lá. Bem distantes, porém, aglomerados. Ela não entendeu e foi caminhando em direção á pequena confusão.

Ela então sorriu quando percebeu que Loki e Thor estavam em meio a um duelo, porém, tinham a ajuda de algum dos guardas. Ela então ficou observando de longe e percebeu que Loki sorria em alguns momentos, aquele sorriso que demonstrava que ele ainda tinha uma pitada de loucura dentro de si. Loki tinha três de seus guardas caídos ao chão, Thor ainda tinha seus dois guardas de pé lutando fielmente contra Loki, que por estar em desvantagem preferiu apenas ficar na defensiva. Loki então se transformou em três e novamente Thor caiu em seu truque. Loki o derrubou e então apontou o cetro no rosto de Thor, mas antes que pudesse se dar por vencido Thor o acertou com o martelo. Kyra viu Loki voar em sua direção e seguiu-o apenas com o rosto. Ele caiu exatamente do seu lado e ela apenas gargalhou.

– Oi – ele riu caído no chão, não estava conseguindo levantar.

Ela percebeu que Thor estava andando em direção aos dois – Isso significa que... Eu venci – ele ergueu as mãos e o martelo - ei guerreira.

Ela riu – Oi, deus do trovão.

Ele então ajudou Loki a se levantar e em seguida virou-se para ela – Querendo uma revanche?

– Eu quem devia perguntar isso para você – ela cruzou os braços com o sorriso sarcástico.

– Topa?

– Não hoje – ela respirou fundo – vou te dar tempo para se recuperar.

Loki então riu e estalou seu pescoço novamente. Ela pode perceber que ele tinha aquela mania. Thor então deu um aceno de cabeça e lançou um ultimo olhar tanto para Loki quanto Kyra e saiu andando de volta para dentro do Reino. Ela deu um fraco sorriso encarando Loki e ele o retribuiu.

– Posso perguntar por que você estava com seu irmão e esbanjando sorrisos?

– Posso dizer que estou de bom humor – ele deu uma fraca risada caminhando na direção oposta a de Thor – me acompanha?

– Claro – ela deu de ombros.

Os dois foram caminhando o mais longe possível do Reino, eles se sentaram á beira da ponta do arco íris onde conseguiam ver o abismo, ela evitou deixar as pernas em direção ao fundo preto que estava embaixo dos dois e apenas cruzou suas pernas como se fosse uma criança, Loki deitou-se ao lado dela e ela apenas sorriu o encarando. Ele sorriu de leve e então voltou a fitar o ar.

– Eu vou voltar para o meu Reino – ela disse, evitou encará-lo.

– Eu sei – ele disse.

– O que? – ela o encarou confusa.

– Eu soube disso no momento em que ficou pensativa no Salão. Você quer se vingar, eu faria o mesmo.

Ela então o encarou.

– O que tem em mente?

– Nada – ela disse – apenas entrar e tentar chegar á minha mãe como uma sobrevivente.

Ele balançou a cabeça e virou seu rosto para fita-la – Você sabe que isso é arriscado, não sabe?

– Na verdade – ela riu fraco – isso é suicídio.

Ele balançou a cabeça – Quando pretende ir?

Ela não respondeu.

– Não sabe ou simplesmente não quer me falar? – ele perguntou completamente tranquilo.

– Depois do seu ataque de loucura com aquela Criatura, você está aceitando isto numa boa?

– O que posso fazer? Não posso permitir que Asgard seja destruída – ele voltou a fitar o nada – quando pretende ir?

– Esta noite.

Ele então virou-se para encarar. E pela primeira vez ela ficou confusa se ele estava preocupado com isso ou não, ele balançou a cabeça e deu de ombros voltando a fitar o ar, porém em um silêncio que chegava a machuca-la. Ela olhou na mesma direção de Loki porque não queria lê-lo, nem se esforçar para isso.

– Então... – ela tentou puxar algum assunto, tentando manter a voz firme – é aqui que você fica para...

– Pensar – ele respondeu imediatamente – eu gosto daqui.

– É incrível – ela disse olhando ao seu redor.

Ele não disse mais nada, mas ela pode ver um fraco sorriso brotar em seu rosto. Loki então se pôs de pé e ela o encarou, ele estendeu a mão e ela se pôs de pé junto com ele.

– Temos que dormir... Na verdade você tem, eu vou com você até o Guardião do Tesseract que irá te transportar até seu Reino. De lá é com você – ele disse.

– Certo – ela balançou a cabeça.

Ele somente deu um fraco sorriso e então foram para o quarto de Loki, em silêncio. Um silêncio que foi bom para colocar os pensamentos em ordem. Loki abriu a porta do quarto como era de costume e os dois entraram em seguida, ele então tirou a armadura e ela fez o mesmo, ela estranhava aquele silêncio todo, porém, achava melhor assim, porque dessa maneira poupava a si mesma de despedidas. Loki deitou-se na cama e ficou esperando-a sair do banheiro de roupa trocada. Ela deixou a armadura em um canto ao lado da mesa onde estava sua coroa e sua faca. Ela então deitou-se delicadamente do lado de Loki, e ele deu uma fraca risada.

– Eu terei que sair antes de você para falar com o Guardião. Se acordar e eu não estiver aqui, não se assuste – ele virou o rosto para olhá-la.

– Certo – ela sorriu fraco – já estou acostumada.

Ele deu uma breve risada e então a encarou, somente a encarou e ela deu um fraco sorriso.

– Boa noite – ela desejou.

– Boa noite – ele respondeu de volta.

Ela então se virou para o lado, porém não fechou os olhos. Estava sem sono. Loki se manteve na mesma posição também com os olhos abertos. Era difícil para ela pensar em despedir-se. Primeiramente, não gostava de despedidas e em segundo lugar não queria se despedir justo dele, quem a trouxe de volta para a vida, assim ela podia dizer. Mas ela não podia por ele e Asgard toda em risco, seria assim. Ela já tinha tomado a sua decisão, sabia que as chances de voltar de lá viva eram mínimas, mas é claro, não impossíveis. Ia tentar de tudo para vê-lo novamente. Ela então fechou seus olhos e acabou dormindo, estava cansada e precisava de certa energia para seu plano.

Loki então percebeu que a garota tinha dormido, resolveu desde já falar com o Guardião.

Ou alguém que o convenceria melhor.

Ela acordou depois de algumas horas e Loki não estava do seu lado, como ela já sabia. Ela então sentou-se na beirada da cama pondo suas ideias em ordem. Ela sentiu um aperto no coração, mas tinha que ser forte, por ela e pelos demais. Se pôs de pé e então pegou sua armadura a colocando por cima da blusa branca, logo em seguida vestiu sua bota por cima da calça de couro e então pegou sua faca e deixou sua coroa ali. Não tinha porque leva-la, não era mais a mesma princesa de antes, jamais voltaria a ser. Ela então jogou uma água em seu rosto e abriu a porta do quarto de Loki, lançou um rápido olhar para trás, e deu um breve sorriso. Tivera bons momentos ali. Perfeitos momentos, na verdade.

Ela balançou a cabeça e então foi caminhando em direção aonde o Guardião estava, lá estaria Loki pronto para se despedir da garota. Ela então foi caminhando olhando para o chão de mármore pensando em como ia entrar, em como ia passar pelos guardas e tudo mais. Foi quando viu Loki parado ao lado de um enorme homem cuja a roupa e as armaduras eram de ouro. Ela então deu um fraco sorriso, e parou ao lado de Loki. Ele então a apresentou ao Guardião.

– Heimdall, esta é Kyra.

– Olá – ele disse – vocês querem ir para Reino Ezkeirdh, certo?

Ela então percebeu que ele era cego, mas não prestou atenção na pergunta.

– Certo – Loki respondeu.

– Espera – ela então encarou Loki – "vocês"?

– Você realmente acreditou em toda aquela baboseira de "proteger Asgard"? – Loki riu e então olhou para Heimdall – estamos prontos.

– Você realmente achou que ia sem mim, não achou, Loki? – Thor então apareceu ao lado de Kyra – tínhamos um trato.

– Não contava que fosse tão rápido – Loki revirou os olhos – isso não tem nada a ver com você, Thor. Não queremos que vá.

– Espera! – Kyra então fitou ambos – vocês estão loucos?

– Não, você quem está – Thor respondeu de imediato.

– Ela quer me matar. Vocês dois não tem nada a ver com isso, vocês não vão arriscar a vida de vocês por minha causa.

– E você acha que eu ainda me esforço para ficar vivo por alguma coisa além de você? – Loki perguntou.

Ela então paralisou, Thor deu um fraco sorriso.

"Boa resposta" ela pode ler Thor.

– Calado – ela o encarou, ele a encarou surpreso – vocês não podem ir! Eu nem sei se vou sobreviver, não quero meter vocês nisso, principalmente você, Loki – ela o encarou, seus olhos ficando cinzas – vocês não vão.

Thor então cruzou os braços ao lado de Heimdall que fitava o nada, somente ouvia a discussão esperando a decisão para poder leva-los onde queriam. Ele não teria cedido se não fosse Thor ter pedido e dito que Odin havia deixado. Em partes Odin havia deixado, mas não precisavam de entrar em detalhes.

– Nós vamos. Entenda de uma vez por todas que eu não me preocupo com Asgard, com Thor ou qualquer coisa que tenha aqui. Eu não pretendia voltar, eles que me trouxeram de volta e você sabe disso – Loki aumentou o tom de voz – assim que você adormeceu eu fui atrás de Thor, porque sabia que se eu falasse sozinho com Heimdall ele não liberaria.

– Minha mãe vai mata-los...

– Não somos tão fracos assim, Kyra. Temos capacidade de...

– Está na hora – Heimdall interrompeu Thor.

– Certo, apenas eu irei – ela disse.

– Tarde demais – Loki então sorriu.

Foi tudo muito rápido. Em questão de segundos ela estava parada no jardim do lado de fora de seu Reino, ela ainda estava de frente para Loki e Thor estava mais ao lado. Ela então esqueceu o medo de perde-lo que sentia e, olhou ao seu redor. Nostalgia. Mas não no ponto positivo. Ela fitou então o enorme Reino mais a frente. O portão azul turquesa parecia bem firme para Thor e Loki que nunca tinham visto aquele local. E era, ela sabia que a parte mais difícil seria ultrapassar aquele portão, mas ela tinha um plano, só não sabia se iria funcionar. Um forte de pedras estava em volta de todo o Reino, porém, era um forte invisível que nem Thor nem Loki podiam ver, só quem pertencia ao Reino. Eles então fitaram o enorme Palácio em uma cor apagada, uma cor que eles não sabiam explicar exatamente qual era. Mas Kyra sabia que de longe o Palácio tinha essa cor. O Palácio mudou de cor após a morte do Rei, logo que ela foi presa e suas irmãs mortas, o Palácio ficou nesta cor morta por causa da mãe.

Loki a viu cerrar os punhos. Ele sabia que ela tinha pensado em algo que a deixasse furiosa, foi quando ela virou-se para trás. Os olhos estavam vermelhos, ele resolveu ficar quieto, seria melhor se a deixasse falar e gritar o quanto quisesse.

– Nós vamos entrar, eu tenho o poder de abrir o portão, ainda sou uma princesa mesmo não pertencendo mais á este lugar. No momento em que o portão abrir, vocês correm. Espero que estejam prontos para lutar.



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