História Don't go again, Loki. - Capítulo 8


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Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Darcy Lewis, Frigga, Heimdall, Jane Foster, Lady Sif, Loki, Odin, Personagens Originais, Thor
Tags Fanfic, Loki, Romance, Thor
Exibições 49
Palavras 5.445
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Você vai morrer.


Loki então cortou a cabeça do primeiro que apareceu com a parte afiada de seu cetro. Por enquanto não viriam muitos, somente se a situação ficasse precária. Thor matou o segundo dando-lhe uma martelada direto na cabeça, ele voou, porém ela pode ver o estrago que foi feito. Foi quando vieram mais uns cinco, e isso porque eles nem tinham entrado no castelo direito. Kyra deixou seu cetro permanecer uma faca, não tinha necessidade de usá-los. Sabia que aqueles soldados que vinham ataca-los ali ainda não tinham nenhuma especialidade em luta, eram somente mensageiros. Mas estava faltando pelo menos um, ela tinha certeza porque um deles já foi avisar a Rainha que tinham intrusos. Ela então deu um fraco sorriso e cortou a garganta do que estava mais a frente, á sua direita estava Thor lutando com o outro e á sua esquerda Loki, que não se deu ao trabalho de usar seu cetro, resolveu lutar. Kyra então guardou sua faca, o quarto soldado veio para cima da garota que estava de costas para ele, e então assim que ela se virou ele paralisou.

– Oi Junk – ela deu um fraco sorriso e deu um soco em seu rosto, ele cambaleou, mas tornou a ir para cima da garota. Ela então lhe deu mais três socos e ele caiu de bunda no chão. Ela sabia que Junk era o pior dos soldados, tanto como o mensageiro, como lutador. Se é que ele poderia ser considerado um lutador. Ela então segurou-o pelo pescoço e quebrou o pescoço dele deixando-o caído no chão. O quinto e ultimo soldado, a encarou com a mesma cara de Junk, porém, ela não o conhecia. Ele então deu as costas para os três e então saiu correndo para dentro do Reino, Kyra encarou Loki e Thor e eles puderam perceber que ela estava furiosa. Seus olhos estavam em um tom vermelho fogo que somente Loki já tinha visto antes, ela então saiu andando em direção ao soldado covarde e assim que percebeu que ele ia entrar, ela correu. Em um único salto o alcançou e jogou-o no chão. Ela então parou na sua frente com um fraco sorriso.

– Prince... Princesa Poison?

– Não sei quem você é – ela então transformou sua faca em seu cetro. Os raios ficaram vermelhos da cor de seus olhos e ela então sorriu sarcasticamente – mas não me importo.

Ela então atingiu-o no pescoço e logo em seguida Thor e Loki pararam ao seu lado. Thor não estava surpreso, ele só estava assustado, não com medo, apenas assustado. Ele sabia que ela não era uma garota indefesa, mas ela estava se mostrando tão louca quanto Loki e ele percebeu que o irmão estava gostando, mais até do que ela. Loki sorriu para a garota que retribuiu o sorriso. Ela rodou o cetro na mão e Thor então respirou fundo. Ele quem tinha escolhido ir, para proteger Loki e a garota, e ele adorava uma batalha, então, deixou de prestar atenção na fúria da garota e resolveu "se divertir".

Ela então abriu as portas do palácio. E as enormes paredes prateadas estavam a mesma coisa, ela então deu um fraco sorriso e eles perceberam que mais vinham em sua direção. Estes sim eram lutadores, os que eram enviados em guerras e batalhas, mas eles estavam prontos. Kyra ergueu seu cetro e Loki fez o mesmo, Thor segurou seu martelo firme em sua mão e ela lançou um olhar para cada um.

– Espero que estejam prontos, não quero vê-los morrer.

– Você não vai – Thor disse.

– Afinal – Loki completou – somos deuses.

Ela então sorriu fraco, Loki viu e Thor também. Os dois sorriram no mesmo momento, porém, Loki deu seu sorriso maníaco, Thor foi o primeiro a atacar, com seu martelo derrubou três dos aproximadamente vinte que vinham na direção dos dois, alguns deles também tinha um cetro e ela sabia que eram fortes. Kyra então apontou seu cetro para uma fila que eles estavam fazendo e o raio vermelho foi em uma única direção, na mesma intensidade. Todos caíram. Thor então olhou para trás dando um sorriso assustado. Ela então riu, Loki correu até a multidão e quando Kyra deu por si o resto estava caido as seus pés, ela então sorriu. Continuaram andando e quando chegaram perto de um enorme corredor, Kyra puxou Thor e Loki para um canto, onde ninguém pudesse vê-los. Dois soldados passaram correndo por eles, sem sequer vê-los. Ele então os encarou, instruindo-os:

– Prestem atenção – ela olhou para os dois, seus olhos ficaram azuis turquesa – este corredor é dividido em três partes, todos dão no mesmo lugar, no Salão onde os tronos ficam. O corredor da direita passa pela cozinha e pela sala de jantar, esse corredor é o dos empregados, cozinheiros, mordomos; o corredor da esquerda é o corredor dos guardas, dos soldados, dos mensageiros, mas ambos tem uma porta em que saem no Salão. E o do meio é o mais prático e rápido, porém, é onde tem mais guardas, os melhores guardas para ser mais exata.

– Eu vou pela esquerda – Loki disse.

– Eu fico com o corredor direito – Thor então rodou o martelo – vejo vocês lá dentro.

– Eu espero – Kyra disse.

Thor então saiu correndo em direção ao corredor da direita. Loki e Kyra permaneceram parados por algum tempo, para certificarem de que Thor estava bem. Claro que ele estava.

– Promete que vai ficar bem? – ela perguntou.

– Eu não podia estar melhor – ele sorriu fraco – se cuida, certo?

Ela balançou a cabeça – Eu te dou cobertura.

Os dois então saíram de trás do canto onde estavam ocultos e Loki foi para seu lado, os guardas do corredor central o enxergaram, mas antes que pudessem alertar aos outros Kyra os atingiu com seu raio azul e eles então gritaram de dor, o que chamou mais guardas para o corredor central, o que em certo ponto era bom, porque assim teria menos guardas no corredor onde Loki estava. Kyra então estremeceu. Ela conhecia todos os guardas que estavam parados evitando que ela entrasse no Salão. Exatamente todos, e eles estavam com um sorriso no rosto, eles não tinham dó, não sentiam pena e acima de tudo eram os melhores, eles sabiam. Ela mais ainda.

Kyra segurou seu cetro firme, porém, se manteve parada olhando-os. Estava pensando em um jeito de mata-los. Ela não tinha muita escolha, quando o primeiro avançou ela fez o mesmo, só ele quem tinha ido em sua direção, os outros ficaram parados apenas assistindo, convencidos de que iam ganhar. Não tinham ordens para mata-la, mas também não tinha ordens para mantê-la viva. Kyra estendeu seu tridente na altura do pescoço do primeiro soldado, e ele a encarava nos olhos. Ela então deu um sorriso orgulhoso e então soltou uma breve risada.

O sorriso dos outros soldados sumiram. Kyra então apoiou seu pé no tórax do soldado que tentou ataca-la tirando seu tridente de dentro de sua garganta. Foi rápido, porém, único. Ela tinha matado em um único golpe. Foi de imediato. Os outros soldados se colocaram e posição de ataque e ela fez o mesmo, mas sequer se mexeu. Todos vinham correndo em sua direção e ela pode contar. Eram doze. Eram.

O primeiro que tentou ataca-la, ela o empurrou para trás de si com a porta do tridente, enfiou a ponta mais afiada no que estava a sua frente e então virou-se para trás para acertar o que ela tinha empurrado. Tornaram apenas dez. Ela rodopiou assim como fez na sua "batalha" com Thor e então sorriu, seu cetro novamente, por ter sido transformado em uma faca, fez com que Kyra cortasse o pescoço dos três que vinham á sua frente. Sete. Os outros dois que ficaram atrás de si a seguraram, um por cada braço, ela não teve muito o que fazer, sua faca caiu no chão e ela não pode fazer nada a não ser usar suas próprias mãos, o que não foi um mau negócio, deu uma cotovelada no que estava á sua direita e ele somente afrouxou a mão em seu braço, eles eram muito mais fortes, mas ela era mil vezes mais esperta. O que eles tinham de força, ela tinha de inteligência. Foi quando seus olhos foram ficando pretos e ela então se soltou dele. Deu um soco no que segurava seu braço esquerdo e esse sim cambaleou, ela sorriu. O que estava a sua direita foi correndo em sua direção e ela somente abaixou para pegar sua faca, ele se virou para ela e de imediato a garota afundou sua faca em seu pescoço, acertando uma das veias. O outro que estava á sua esquerda somente sentiu sua garganta sendo cortada, Kyra novamente transformou sua faca em cetro e foi mais rápida dessa vez. Correu em direção aos outros três que vinham em sua direção, e simplesmente fez com que eles perdessem a cabeça. Literalmente perdessem a cabeça. Os dois guardas que restaram a fitaram parados em suas posições, o cetro dela mudava de cor naquele exato momento, os raios embutidos agora ficaram vermelhos assim como os olhos da garota. Foi rápido. Ela enfiou a ponta mais afiada de seu tridente na testa de um, e empurrou o outro para a porta, que se abriu.

Ela foi andando em direção ao Salão, e quando o ultimo tentou se levantar, ela atirou contra ele. Um raio de luz vermelha voou de seu tridente e o estrondo foi mais alto que ela imaginou. Ele caiu ao pé da escada e ela então parou no meio do Salão. Olhou para o trono, porém a mãe não estava lá. Ela então olhou para o lado e viu a mãe de costas, sequer se virou para saber do que se tratava, mas é claro que ela já sabia.

– Ora, ora – ela então se virou, os olhos vermelhos como os da filha – vejamos quem resolveu aparecer.

– Ora, ora – Kyra disse fechando seu punho em volta do cetro – vejamos quem tentou me matar e não conseguiu.

A mãe então sorriu cinicamente e sentou-se no trono – Fico feliz em vê-la aqui.

– Não fica não – Kyra apoiou-se em seu cetro.

– Tem razão – ela riu furiosa – você matou meus melhores homens. Com quem aprendeu a lutar desse jeito? – ela respondeu a própria pergunta – ah, claro. Com os deuses.

Kyra então a encarou. Como ela sabia? Foi quando Thor e Loki estavam entrando no Salão, sendo carregados por dois enormes soldados cada um. ela se perguntava como eles tinham conseguido pegar Thor e Loki, que são tão espertos e fortes. Ela então olhou para Thor á sua direita quem estava com parte da armadura danificada, porém sem nem um arranhão e logo em seguida olhou para Loki quem estava com parte da boca cortada e parte da capa queimada. Ela então fitou a mãe.

– Você vai morrer, Debra.

Ela então gargalhou – Não, querida. Você vai morrer.

Ela então ergueu seu cetro, Debra a encarou e então prosseguiu:

– Mas não seria nada divertido se te matasse primeiro. Eu vou te torturar, é mais divertido...

Assim que ela disse a palavra "torturar" Loki tentou se soltar bruscamente.

– Oh – Debra sorriu cinicamente, ela sim era louca – eu tenho algumas duvidas á esclarecer, não precisa responder – ela levantou-se do trono e desceu os três degraus que a levariam até Kyra, no centro do Salão – primeira: você realmente acha até hoje que sua irmã era uma bruxa? – ela riu andando lentamente, Kyra a encarava – que seu pai morreu de desgosto? Que sua irmã era mau com você por pura vontade? – ela gargalhou fitando a filha – oh céus! Você acreditou nisso esse tempo todo.

– O que? – Kyra perguntou com os dentes trincados.

Thor encarou a mãe da garota, assim como Loki. Porém Loki se preocupava com a garota, tinha medo de que ela fizesse algo por impulso e que esse algo a prejudicasse.

– Eu matei seu pai, sua irmã e tecnicamente – ela riu – matei sua irmã mais velha. Te joguei naquele abismo e me tronei a Rainha daqui. Eu até que fui uma boa atriz, não fui?

Loki viu Kyra cerrar os punhos, a mãe então subiu as escadas sentando-se novamente no trono, Kyra lançou um rápido olhar á Loki que somente a encarou, ele estava machucado, porém, estava aguentando firme.

– Sabe, eu acho que vou acabar com o loirinho ali primeiro – ela olhou Thor assim que virou-se de frente para a filha – porque sei que vocês se importam menos com ele.

Kyra encarou Thor com os olhos apertados, ele tentou se soltar, mas desistiu logo em seguida. Debra prosseguiu:

– Em seguida vou matar seu namoradinho ali – ela fitou Loki – coitadinho, tão bonito, tão charmoso com esses olhos...

– Cala a boca! – Kyra gritou, Thor, Loki, os soldados e a mãe a fitaram – cala essa merda de boca, sua estupida!

– Se eu fosse você eu teria mais respeito. Nunca se esqueça de que o amor só te destrói, Kyra – ela fitou a filha sem dar um único sorriso – o amor acaba com você antes mesmo de você esperar algo em troca.

Kyra encarou Loki com os olhos apertados, ela não sabia o que fazer. Foi quando viu um fraco sorriso brotar no rosto dele, porém, Debra também percebeu.

– Por que está sorrindo, hein? Você não percebe que vou acabar com sua namorada, seu irmão e toda a crença de Asgard, seu idiota? – ela perguntou furiosa – será como se vocês jamais tivessem existido – ela riu e fitou a filha – que saber? Tenho uma ideia melhor.

Foi quando Kyra gritou. Ela caiu de joelhos no chão e tentou erguer os braços para o pescoço, estava ficando sem ar, mas não conseguiu sequer levantar seu braços, a armadura estava apertando-os, assim como estava apertando seu pescoço e seu tórax. Ela tentava puxar todo o ar possível para os seus pulmões, mas quanta mais força fazia, pior ficava. Loki se mexeu de todas as maneiras possíveis tentando se soltar dos soldados e então encarou a mãe de Kyra furioso, a única coisa que saiu de sua garganta foi um grito, um grito desesperado:

– Pare com isso!

Ela então gargalhou – Vejo que gostou da armadura que mandei para você.

Ela então apoiou uma das mãos no chão, tentando manter-se acordada. Loki fitou Thor na esperança de que ele fizesse alguma coisa, na esperança de que ele estivesse pronto para o que eles tinham planejado. Thor então deu um berro, sua voz – como sempre grave – ecoou pelo Salão:

– Agora, Loki!

Debra virou-se para olhar o que estava acontecendo, ela não entendeu nada. O deus da capa verde ainda estava no mesmo lugar sendo dominado por dois de seus soldados, foi quando ela olhou para o deus da capa vermelha. A cabeça dos dois soldados que o segurava estavam no chão, e ele então se soltou. Ela percebeu que Loki estava com seu cetro erguido, ele quem tinha arrancado a cabeça dos dois, mas como? Ela então voltou a encarar perplexa o Loki que estava sendo dominado, e ela então percebeu que era apenas um clone, um holograma. Ela encarou furiosa os dois deuses que agora estavam lado a lado, Thor estava com a mão direita erguida, como se estivesse chamando algo. E estava.

Os dois soldados agora livres de Loki correram em direção á Thor. Eles não sabiam o que ele estava planejando, mas era melhor acabarem com aquilo logo de uma vez. Debra agora estava de pé em frente á seu trono, fitando o que estava acontecendo. Loki foi em direção aos dois soldados e segurou ambos pelo pescoço soltando seu cetro no chão. Ele estava furioso. Debra olhou para a parede quando misteriosamente um buraco foi aberto nela, era o martelo de Thor que tinha feito aquilo e que agora estava em sua mão. Loki levantou ambos dos soldados pelo pescoço e os jogou no chão logo em seguida, Thor somente jogou seu martelo em direção á Kyra que estava ajoelhada no chão sem ar.

Ela voou. A mãe então esqueceu toda a ação de Loki quando viu a filha voar até a parede, Kyra bateu na parede e caiu ao chão logo em seguida, Thor pegou seu martelo de volta e Loki – ainda segurando os dois soltados pelo pescoço – fitou onde Kyra tinha caído.

– Não! – Debra berrou vendo que a armadura agora estava partida em duas, a garota podia respirar novamente.

Foi quando Loki quebrou o pescoço dos dois no mesmo compasso. Debra havia perdido, ela sabia disso. Assim que se virou para sair dali, fugir como uma covarde Loki estava atrás dela, empurrou-a para o trono e então a prendeu pelo pescoço passando o cetro em volta de modo que a enforcasse se ela sequer tentasse fugir.

– Se você mover um musculo, eu te mato. E acredite – ele olhou para Thor ao lado de Kyra certificando de que ela estava bem – eu quero muito fazer isso.

Debra então paralisou, ficou estática. Seus olhos ficaram cinzas, mas ninguém percebeu além dela mesma.

– Thor! – Loki berrou com sua voz furiosa – o martelo.

Thor então foi em direção á Loki e Debra, delicadamente deixou seu martelo em cima das pernas da Rainha. Foi como se ela tivesse sido mutilada, não sentia nada nas pernas além de um peso, tamanho era o peso que ela estava com dificuldade de respirar. Thor ficou parado ao lado da Rainha, sabia que ela não iria á lugar nenhum, porém, não queria arriscar afinal, ela é uma bruxa.

Loki desceu as escadas correndo, e em um rápido compasso se ajoelhou ao lado de Kyra que tossia com os braços e os joelhos apoiados no chão. Ela não tinha visto nada do que tinha acontecido, só sabia que Loki havia feito seu truque. Ele não disse nada, somente a encarava tentando puxar o ar de volta para seus pulmões, mas ao mesmo tempo que estava esbaforida por ar, estava tossindo pela falta dele. Foi quando Loki ajudou-a a se sentar, e ela estava enxergando normalmente de novo, pode ver a cara de fúria de Loki e então deu um fraco sorriso, seus olhos estavam sem cor algum, estavam verdes, mas era um verde apagado. Era seu olho ao natural, como se fosse uma frágil humana. Ela respirava fundo agora parando de tossir, estava voltando ao normal.

– Não me olhe assim.

– Eu vou mata-la.

– É meu trabalho, se lembra? – ela então tossiu novamente.

– Você não está em condições...

– Eu vou mata-la – ela disse confiante, Loki pode ver uma fraca cor vermelha em seus olhos, sentiu-se um pouco mais aliviado.

– Respire primeiro, depois faça o resto.

Ela então respirou fundo, seu tórax estava dolorido, não por causa da armadura que a apertou cada segundo mais, mas por causa do forte impacto com o martelo de Thor, mas ela não estava reclamando, ele tinha salvo ela. Ela então olhou para Thor que estava em pé ao lado do trono de Debra, desceu seu olhar até o martelo e novamente o subiu para o rosto amedrontado da mãe, os olhos dela estavam cinzas, Kyra então riu, ainda fraca, mas riu.

– O que? – Loki perguntou fitando-a.

– Muitas coisas – Kyra estava ofegante, ela então o encarou – sua fúria, os olhos cinzas de minha mãe, você fazendo dupla com Thor, se preocupando comigo, ele me salvando... – ela precisou de ar para continuar – posso dizer que hoje é um dia do contra.

– Eu estou furioso sim, acredito que enlouqueci de novo... – ele olhou para Thor – trabalhei em dupla com Thor – ele voltou a fita-la – eu quase te perdi... De novo.

– De novo? – ela perguntou pousando a mão em seu tórax.

– Quando brigamos ainda no abismo – ele sussurrou – e eu fui embora, eu achei que não a veria mais.

– Você quem foi embora – ela disse fitando seu braço direito, estava completamente marcado. Ela então percebeu que seu pulso estava sangrando, pouco, mas estava. Ela olhou a mão esquerda e o pulso estava sangrando um pouco mais do que o direito. Mas nada que pudesse prejudica-la. Loki olhou para os pulsos da garota e tirou o cabelo dela em volta do pescoço, ele percebeu que a armadura por ter sido apertada demais, havia cortado Kyra, assim como o pescoço da garota também estava cortado – O que? – ela perguntou.

– Seu pescoço está igual seu pulso.

Ela então fitou a mãe, seus olhos ficaram vermelhos – Duas vezes? – ela ficou de pé e aumentou o tom de voz – tentar me matar duas vezes sua desgraçada? Duas que quase deram certo, não é?

Debra estremeceu quando viu a filha de pé, Thor pode perceber. Ele riu fraco e cruzou os braços, Debra fitou Thor por ele ter soltado uma breve e fraca risada e ele então apontou para Kyra como se estivesse mandando-a prestar atenção na garota.

– Você realmente acreditou que ia conseguir se safar de tudo isso? Que ia matar todos e que não ia sofrer nada? Você é uma estúpida – Kyra falava em um tom médio, não necessitava gritar para Debra ouvir, o Salão não era tão grande assim, ela olhou para Loki que ficou de pé junto com ela.

– Você acha que eu não sofri, eu...

– Eu não quero escutar a sua voz – Kyra berrou – estou falando sério, mamãe – ela falou firme.

Ela então foi andando até a ponta das escadas.

– Eu nunca confiei muito em você – Kyra disse – sinceramente, mãe. Eu fazia de tudo para ser a melhor para todos, mas acima de tudo para ser a melhor para você. E o que você fazia? Você me odiava cada dia mais, odiava meu pai e as outras filhas... Na verdade, você só gostava mais da Virginia porque ela me odiava assim como você, ela se deixava manipular. Você me dá nojo – Kyra riu balançando a cabeça – você matou meu pai. O único que importava comigo e principalmente com você, sua desgraçada – ela fechou os punhos, Thor percebeu e ficou rígido, ele sempre se esquecia de como ela podia ser furiosa e vingativa, por isso era tão perfeita para o irmão – sabe o que mais? – Kyra a encarou.

E então fez uma pausa indo até o centro do Salão, pegou seu cetro e o apontou para a mãe, Thor descruzou os braços pronto para sair de perto quando necessário, Loki a fitou com um fraco sorriso no rosto, mas ela só transformou seu cetro de raios vermelhos na simplória faca de sempre. A mãe então soltou o ar pesado, completamente aliviada.

– Isso foi um suspiro de alivio? – Kyra gargalhou – espero que não, porque você não vai sair imune dessa vez.

Ela abriu a boca, Kyra lançou um olhar e ela então ficou quieta novamente.

– Sabia que Asgard realmente existe? Lembra que você ficava me chamando de engraçada por acreditar que ele – ela apontou para Loki – e ele – apontou para Thor logo em seguida – realmente existem? Eles estão aqui, na sua frente agora. Lembra de como você debochava da minha cara quando eu pedia para você ler algum livro para mim antes de dormir e você jogava na minha cara que contos de fadas, magias e Asgard não existiam? Você sempre soube, não soube? – foram várias perguntas retóricas, ela não queria a resposta – não... – ela riu – você nunca teve capacidade para procurar saber, pois então – ela olhou para Thor e apontou para ele em seguida – este do seu lado ai, te colocando medo com esse tamanho é Thor, o deus do trovão. No seu colo esmagando suas pernas está seu martelo, poderoso, não é? – ela então sorriu, estava se sentindo uma louca, talvez estivesse sendo, ela então gritou – este perto de mim, ela virou-se para encarar Loki – é Loki Lafeyson – ela fitou a mãe – o deus das travessuras, do fogo, da trapaça, da manipulação e sim, ele é tudo isso. Ele é muito poderoso, afinal, ele é um deus e, querida – ela riu fraco – ele é mais forte do que você imagina. Eles são reais, mãe. Assim como eu estou aqui na sua frente, depois de quase morrer pela segunda vez... Você consegue imaginar como estou me sentindo um lixo por ter que matar minha própria mãe antes que ela finalmente consiga me matar?

– Você não precisa – Thor disse – só dê o castigo que ela necessita.

Kyra então mudou seu olhar de direção, fitou Thor com a mesma cara de Loki. Ela não disse nada, ela sabia que ele tinha razão, mas não sabia ao certo o que essa piedade iria causar para ela e para os demais.

– O que você ainda possui? – ela perguntou esperando uma resposta.

– Posso responder?

– Eu fiz uma pergunta – Kyra fitava Debra ríspida.

– Nada.

Kyra então encarou Loki, ela pode lê-lo, mas não estava prestando muita atenção no que ele pensava, ela não sabia o que fazer. Estava perdida.

– Você matou sua irmã, eu matei seu pai e Prize – Debra então falou – eu estou em desvantagem, vocês acabaram com meus soldados e meu Reino... Acaba com isso de uma vez, Kyra.

Kyra voltou a fitar a mãe, em silêncio.

– Eu não vou conseguir erguer um Reino novamente nem com toda magia existente. Eu precisei do seu pai para isso – ela encarava Kyra com a cabeça erguida – não arrependo do que fiz, mas não tenho orgulho – ela então respirou fundo – não me humilhe, não me torture, apenas... Acabe com isso logo e tudo vai ficar em paz. Eu quero que tudo isso acabe.

– Por que está me pedindo isso? – Kyra a fitou com os olhos agora em um tom cinza – você realmente é maluca.

– Não fique com medo – ela fitou a filha nos olhos – não seja covarde como eu sou.

– Calada! – Kyra gritou fechando seus olhos, eles ficaram pretos – eu não vou matar você. Eu não sou como você.

– Não – Debra riu fraco – você me odeia demais. Isso só te torna minha semelhança, Kyra – ela então ergueu a mão direita com o cetro, todos ficaram em posição de ataque, mas ela balançou a cabeça novamente – eu sinto muito, minha filha.

Um clarão tomou conta do Salão por dois segundos. Kyra então abriu seus olhos novamente e fitou a mãe sentada no trono com o martelo de Thor ainda em cima de suas pernas, ela então paralisou, ficou estática, sem reação, com certeza não esperava que aquilo acontecesse, que a mãe implorasse a morte, que a mãe pedisse desculpas e que se matasse por não ter opção.

Ela então lançou um olhar até Loki que estava tão surpreso quanto ela. Mas não mais do que Thor, quem estava ao lado da Rainha agora pálida e morta debaixo de seu martelo, ele estava completamente surpreso, fitando-a. Kyra então voltou a fitar a mãe depois de seu olhar encontrar com o olhar perplexo de Thor, ela não disse nada. Não estava capacitada naquele momento para dizer algo, poderia certifica-los de que estava tudo bem, mas não estava. Ela pensou que seria fácil matar a mãe, mas sabia que não era tão covarde e sangue frio quanto aparentava ser. Loki encarava Kyra, mais preocupado com o que ela podia fazer, não contra ele, contra Thor ou contra qualquer pessoa, mas o que ela podia fazer consigo mesma.

Ela deixou a faca cair de sua mão enquanto respirava fundo, ela queria gritar e ao mesmo tempo permanecer forte. Mas ninguém é forte o tempo todo, e ela sabia disso melhor do que ninguém. Thor então a encarou.

– Kyra?

Ela não o encarou.

– Loki, ela não está... Parecendo bem.

– Kyra? – Loki foi até ela.

– Não me encosta – ela sussurrou ainda fitando a mãe pálida.

Loki não disse mais nada, somente se afastou. Subiu as escadas e disse para Thor pegar o martelo, Loki também não parecia nada bem, ele ainda estava furioso por quase tê-la perdido e por todo aquele drama da mãe de Kyra, mas ele preferiu guardar sua indignação para si, ficaria feliz em queimá-la já que não teve o prazer de mata-la. Thor então ficou fitando o irmão tentando entender onde ele pretendia chegar. Ele então colocou a mãe de Kyra nos ombros e Kyra então despertou.

– O que vai fazer? – Thor perguntou sussurrando, mas não recebeu uma resposta em troca.

Ele então foi caminhando pelo corredor no qual tinha chegado. Kyra o seguiu com o olhar e Thor então o seguiu com seu martelo em mãos, ele foi caminhando sem falar uma única palavra, abriu uma das portas que o direcionava para o lado de fora do Palácio, em uma sacada que provavelmente quase ninguém usava. Ele deixou o corpo de Debra encostado no muro á sua frente Thor então abriu a porta gritando:

– O que pensa que está fazendo, irmão?!

– Queimando.

– O que? – Thor perguntou – você é maluco?

– Você não sabia? – Loki provocou sem lançar um único olhar para o irmão.

– Você não pode fazer isso, você nem falou com a Kyra – ele apontou para a porta – que está lá dentro sem esbanjar uma única reação.

– É melhor para ela, essa mulher era uma bruxa... Quem garante que ela não está fingindo?

– Ela morreu!

– E eu vou queimá-la para certificar, ela não vai sentir dor, Thor – Loki então o encarou e foi quando ficou quieto, Kyra estava logo atrás de Thor. Thor também se virou quando percebeu que tinha alguém atrás de si. Kyra estava com o cetro de Loki e sua faca em mãos, em suas mãos ensanguentadas por causa de seu pulso que agora não sangrava mais.

– Eu faço – ela estendeu o cetro de Loki até ele.

– O que? – Loki perguntou – você não precisa, eu faço e depois...

– Eu faço – ela o encarava com seus olhos pretos, estavam vagos.

Thor estava quieto, era uma decisão da garota, ele não tinha porque interferir. Loki então fitou o irmão rapidamente e logo em seguida olhou para Kyra. Deu dois passos para trás e então a deixou queimar o corpo da própria mãe. Ele não queria que ela passasse por isso, ele sabia que ela não iria matar Debra, ele sempre soube que ela não era tão fria quanto demonstrava. Ela então transformou sua faca em seu cetro e os raios saíram dourados, como se fossem faíscas, foram em direção ao corpo de Debra e em questão de segundos ela estava em chamas.

Kyra engoliu seco e preferiu não assistir, já tinha sofrido demais por um dia. Ela então abriu a porta e saiu de uma das áreas externas do Palácio. Loki foi logo atrás e Thor sabia que não era o momento certo para ir até os dois, ele sabia que era o menos "bem vindo" quando esses dois estavam juntos, ele então ficou fitando o corpo de Debra no chão. Loki estava andando logo atrás de Kyra quando a puxou pelo braço sem segurar com força porque ela ainda estava marcada, foi quando ela se virou e o abraçou. Ele não soube o que fazer, ele não sabia nem se devia abraça-la.

– Eu não queria – ela disse abafado perto do pescoço de Loki – eu só criei uma fachada para parecer que eu estava com raiva, mas eu... – ela o fitou chorando – em momento algum eu a detestei, Loki.

– Eu sei – ele sussurrou um pouco assustado com a mudança de humor repentina – eu nunca te vi como uma... Assassina.

Ela fitou Loki – Eu... Estou perdida.

– Não, você não está. Você está ai, como sempre esteve, nervosa e confusa. Eu... Você sabe que eu estou aqui, apenas para você.

Ele então fez uma breve careta somente entortando a boca, ele não era fã de sentimentalismo e sequer sabia como ser sentimental, ele então balançou a cabeça e a viu sorrir, fraco, porém ficou satisfeito por ter tirado um sorriso da garota.

– Ela pediu desculpas, disse que sentia muito.

– Ela não tinha escolha – Loki disse – olha, eu sei que você ama sua mãe, sempre amou apesar de tudo, mas ela não tinha mais escolha, Kyra. Ela sabia que iria morrer mesmo que nós a soltássemos, ela não tinha mais nada nem ninguém, ela não queria mais nada. Foi escolha dela, não foi sua. Você não é a culpada. Se não tivesse vindo até aqui, ela teria mandando te matar até conseguir.

– Não queria que terminasse assim – ela balançou a cabeça e secou as lágrimas.

– Eu sei – Loki repetiu – mas, apenas vamos embora, certo? Você fez tudo o que podia.

Ela então encarou Loki, Thor voltou para o Salão dizendo que eles estavam atrasados, que teriam que correr para o local onde chegaram se quisessem chegar em Asgard á tempo, ela só não sabia se Odin a aceitaria de volta, além de matar a irmã e o cunhado, ela agora tinha matado a mãe, parcialmente. Loki então a segurou pela mão, pela primeira vez ela pode sentir a firmeza de Loki, ele deu um fraco sorriso e então a puxou para fora dali, e ela sabia que aquele lugar deixaria de existir, que o Reino Ezkeirdh nunca mais voltaria a ter vida. Nunca mais.



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