História Don't Go Away - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Irene Adler, Janine, Jim Moriarty, Mary Morstan, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Philip Anderson, Sally Donovan, Sherlock Holmes
Tags Angst, Johnlock, Sherlock, Sherlock Bbc, Teenlock
Visualizações 68
Palavras 3.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie!

Queria avisar que não revisei esse capítulo com toda a atenção que eu gostaria... Então, peço desculpas por qualquer erro.

Boa leitura :D

Capítulo 7 - VII


Fanfic / Fanfiction Don't Go Away - Capítulo 7 - VII

A noite de Sherlock foi passada em claro.
Antes do namoro com John, estava acostumado a ter poucas horas de sono. Estava sempre sendo perturbado por pensamentos negativos, relacionados a todas as áreas de sua vida.
Entretanto, desde que conheceu o loiro, a situação mudou. O conforto trazido pelos momentos dos dois fazia Sherlock dormir tranquilamente por horas!
Sem contar as noites em que os dois dormiam juntos... Era quando o cacheado realmente se sentia confortável, protegido, descansado.
Agora... Ele não sabia como recorrer a algo positivo.

A volta de James Moriarty para sua vida se mostrou um verdadeiro pesadelo! E a madrugada se destinou a planejamentos para sair daquele inferno.
Por mais que o homem tivesse enfatizado sua incredibilidade diante de qualquer pessoa que pudesse ajudar, Sherlock tinha que tentar! E se não acreditassem em suas palavras, ele mostraria as mensagens, encontraria o taxista que o viu na entrada do parque com o professor... Tentaria de tudo!
Mas logo em seguida, duvidou da possibilidade.
Será que Moriarty seria idiota a ponto de utilizar um número de telefone rastreável para mandar-lhe as mensagens? Principalmente correndo o risco do moreno denunciá-las?
E Londres tinha cerca de duzentos mil taxistas... Como ele iria encontrar uma pessoa da qual nem ao menos foi capaz de captar informações? Seu palácio mental estava em caos e ele não guardou detalhe algum enquanto estava no veículo.

A única saída parecia apelar para sua família. Mais especificamente, Mycroft.
Eles podiam ter suas diferenças, mas o funcionário do governo o escutaria. Ainda que pensasse que o garoto estivesse enlouquecendo ou exagerando, com certeza investigaria sua história!
Portanto, era claro que ele seria a primeira pessoa para qual contaria dos últimos acontecimentos. Não queria os olhares de reprovação ou dúvida dos outros.
E acima de tudo, não queria envolver John.
Estava envergonhado, arrependido de não ter dado ouvidos ao loiro, preocupado com as consequências para ele.
Apesar de que, parte de si, acreditava que as ameaças de Moriarty eram tão insanas quanto ele. O que ele poderia fazer contra Watson?
No caso de Victor, devia ser lembrado que o professor não precisou de muito esforço.
James apenas revelou aos pais de Trevor a relação, sem fazer nada especificamente errado.
Fora uma invasão de privacidade? Sim, sem dúvidas.
Uma falta de respeito? Também.
Todavia, nada que tivesse apresentado perigo aos adolescentes.
E esse raciocínio conseguiu, enfim, acalmar o cacheado. Ele só precisava conversar com o irmão e se ver livre daquele lunático. Tudo voltaria a normalidade.

Se o moreno acreditasse em sinais, diria que teve um naquela manhã.
Assim que acordou, viu que não estava sozinho em casa. Por um milagre, Mycroft ainda não havia saído para o trabalho.

- Bom dia, irmãozinho.

- Bom dia. – disse receoso, pensando a melhor forma de iniciar o assunto tão pensado.

- Não conseguiu dormir? Está com olheiras terríveis.
O funcionário do governo lia um jornal, sentado à mesa da sala de jantar. Os empregados da casa já haviam arrumado a mesa de café da manhã e, observando, Sherlock deduziu que o irmão se sentara há uns dez minutos.

- Estava pensando em muitas coisas. – sentou-se para não parecer tão nervoso quanto estava. – Bem, hm, você acha que poderíamos conversar?
Apesar de tentar ao máximo parecer casual, a pergunta despertou grande atenção do mais velho. Ele abaixou o jornal, para olhar o outro melhor.

- Conversar? – Myc ergueu uma das sobrancelhas, mas logo concordou com a cabeça. – Claro. Pode ser no caminho para seu colégio? Eu te dou uma carona e aproveitamos o trajeto.
O homem terminou o chá que bebia, demonstrando que estava prestes a sair.

- Ah, não... Talvez não dê tempo de falarmos tudo.
Sherlock julgava que a conversa não era apropriada para uma carona até o colégio. Deviam ter tempo para falar, com calma, sozinhos. Era um assunto complicado demais para ser lidado com desleixo.
Mycroft considerou as palavras, pois de fato, o caminho até o colégio do irmão era curto. Parte de si queria se adiantar e questionar o assunto, mas estava longe dele parecer curioso demais. Era raro Sherlock querer conversar com ele... Tinha que ter cuidado para não afugentá-lo!

- Bem, podemos jantar juntos essa noite. – o homem se levantou, vestindo o paletó pendurado nas costas da cadeira na qual estava. – Eu venho para casa um pouco mais cedo, para me preparar para a viagem de amanhã. Aproveito, faço um jantar para nós dois e conversamos.
A ideia parecia muito boa. Embora fosse difícil para Holmes mais novo prolongar aquele assunto, a sugestão do irmão pareceu oferecer o tempo e a calma necessárias para que pudessem conversar.

- Parece uma excelente ideia.
Seu plano inicial, de qualquer forma, seria ignorar Moriarty e suas ameaças vazias. Então, não teria problema em esperar até a noite para poder se livrar do homem de vez. Algumas horas não iriam mata-lo.
 

Mesmo que não fossem tocar no assunto de Sherlock, Mycroft manteve a oferta da carona.
A maior parte do trajeto foi feita em silêncio, excetuando-se momentos em que falaram sobre a viagem do funcionário do governo no dia seguinte, para a Irlanda.
Chegaram logo no colégio e assim que saiu do carro, o cacheado avistou Watson encostado ao portão.
Foi uma pena que não estivesse confortável o suficiente para admirar o lindo sorriso que o loiro lançou ao vê-lo caminhando em sua direção.

- Como você está? – John encurtou a distância que faltava, jogando os braços ao redor do pescoço do mais alto. – Se sente melhor?
Ele olhava o moreno atentamente, estando na ponta dos pés para deixar o rosto próximo.
Sherlock fechou os olhos e concordou com a cabeça. Aproveitou alguns segundos para respirar fundo o perfume que tanto lhe agradava e passar os braços ao redor do tronco do namorado.

- Isso vai soar clichê, mas... Estou melhor agora. – Sherlock sorriu, abaixando o rosto até que encostasse a testa na do outro. – Como você está?
John riu de leve com o comentário do alto, subindo suas mãos pela nuca e pelos cachos de Holmes.

- Com certeza melhor agora.
Roçaram o nariz um no outro e, pela primeira vez desde o final da tarde anterior, Sherlock se sentiu calmo. Watson era a única pessoa capaz de trazer-lhe aquela sensação mesmo em situações extremamente adversas.
Lamentavelmente, eles precisaram lembrar que estavam na porta do colégio e não deixar a demonstração de carinho continuar. Logo estariam se beijando e certamente alguém viria reclamar, ainda que não estivessem dentro da instituição.
 

- O que você comeu que pode ter feito mal? – John perguntou enquanto se dirigiam para a sala de aula.

- Não faço ideia. Todavia, o importante é que estou melhor. – Sherlock quis desconversar, para não precisar aumentar a mentira. – O que fez na tarde de ontem?

- Era folga de Harry, então fui visita-la.
Ao chegarem a classe, aproveitaram as poucas pessoas ali para continuarem conversando.

- E como foi com Victor e Molly? – o loiro mordeu o lábio levemente, tentando não parecer demasiadamente preocupado ou curioso.
Holmes não queria falar sobre a sua tarde, mas era um assunto inevitável. Especialmente a parte em que passou próximo a Trevor.

 - Bem... – ele vasculhou o Palácio Mental, tentando encontrar os pontos principais da conversa oportunos a John. – Molly ficou conosco durante uma hora, pois teve que cuidar de alguma criança. Depois, Victor me pediu desculpas pelo tipo de relacionamento que tivemos, as consequências e... – pensou em outras informações que fossem relevantes. – Ele contou que está estudando Arte e falamos um pouco sobre você.
O objetivo foi atingido. Dizer que os dois falaram sobre John animou o loiro. O resto dos comentários também, pois ele aprovou a atitude de Victor em pedir desculpas, mas saber que ele estava, de certa forma, “presente” na conversa, agradou bem mais.

- Sobre mim? – Watson sorriu, pegando uma das mãos do namorado. Não o fitava diretamente.

- Sim. – Sherlock brincava com os dedos do outro, enquanto o observava olhando para os próprios pés. – E aparentemente, é muito fácil para os outros perceberem o quanto eu gosto de você.
O loiro corou levemente.
Sentia um incrível afago em seu peito toda vez que Sherlock falava assim sobre ele e sobre como seus sentimentos eram aparentes. Era quase um sonho!
Para alívio de Holmes, John não teria tempo de fazer mais perguntas sobre o dia anterior, pois o primeiro professor chegara na sala, bem como os amigos do casal.

Conforme as aulas corriam, o desconforto crescia em Sherlock.
Ele queria tanto que não fosse quarta-feira!
Saber que ao final da manhã teria que olhar para James Moriarty ensinando-lhe biologia era de gerar calafrios. Ele desejava ter conseguido conversar com Mycroft antes de precisar encarar o homem novamente...
Ainda era difícil de processar que o professor simpático era o amigo de adolescência do irmão mais velho, além de uma de suas pessoas preferidas durante a infância. Pior ainda que essas duas pessoas, sendo uma só, se apresentassem como o ser mais repugnante que o moreno já conheceu!
Como ficaria indiferente aquilo? Como poderia ouvir seus colegas falando bem sobre ele e não exalar raiva, por saber a verdade? Era uma situação delicada.
Muito delicada e Sherlock não tinha muita experiência em ser delicado.

- O único alívio é que a última aula será de biologia. – John suspirou ao final da aula de física.
Faltava apenas um período para que James entrasse em sala, então o comentário fez com que o incômodo de Sherlock se aproximasse ainda mais do limite.

- Está longe de ser um alívio. – murmurou o cacheado, atraindo a atenção do loiro, de Molly, Philip e Sally.

- Sherlock, vai continuar implicando com James? – Watson revirou os olhos.
James... O nome fez Holmes fechar os punhos. Ele precisava se controlar.

- Está tudo bem com você, Holmes? – Anderson perguntou, mostrando-se de fato preocupado. – Você está meio estranho desde a primeira aula. Achei até que vocês dois tinham brigado.
O cacheado respirou fundo. Por mais que odiasse os comentários de Anderson, pelo menos o garoto havia cortado o assunto sobre o professor.

- Obrigado pela preocupação, Anderson. Está tudo bem. – ele o fitou rapidamente, acenando com a cabeça.

- Ele passou meio mal ontem à noite... Talvez ainda esteja se recuperando. – John disse amargamente, cruzando os braços e se afundando na cadeira.
Sherlock queria falar para ele que estava tudo bem, mas não estava.
Apesar de não ser por conta dos motivos cogitados, era uma verdade. Por alguns segundos, quando estava praticamente a sós com o namorado, pensou que o dia seria normal. Entretanto, com a proximidade da última aula, a situação mudava.
Moriarty era um estorvo difícil de ser ignorado.
 

Como esperado, o último período foi o pior de sua vida.
Ele não conseguiu manter o olhar dirigido à frente da classe, não sentiu ser possível fitar aquele homem e agir como se tudo estivesse normal. Cada relance da silhueta do professor o fazia lembrar das palavras da tarde anterior, dos comentários sobre o relacionamento com John... Quem ele pensava ser? Como cogitou ter direito de agir daquela forma?
Holmes nunca havia se sentido coagido, nem mesmo ao ser repreendido por policiais quando invadia cenas de crime ou ao enfrentar criminosos. James soube como atingir o cacheado, como tirar-lhe as estruturas.
Apesar de se esforçar ao máximo para pensar em outros assuntos, que tornassem a aula mais rápida e menos torturante, os mesmos pensamentos voltavam.
O que deveria ser uma hora pareceu dois dias, mas enfim, o sinal tocou. Era como se tivesse acabado de ser libertado de um longo castigo! Chegou a suspirar aliviado.

- Vejo vocês na sexta-feira! – o professor se despediu dos alunos, sorrindo para cada um.
Sherlock tentava ultrapassar os colegas, buscando chegar rapidamente até a porta.
- Ah, Sr. Holmes? – o chamado arrepiou o moreno.
Aquilo não podia estar acontecendo! Ele ia abordá-lo no colégio? Bem, era difícil duvidar do limite das loucuras de James...
- Sherlock, o professor está chamando. – John sussurrou, tocando em seu braço. – Vai lá.
O garoto engoliu a seco e respirou fundo, com pesar. Acenou com a cabeça para o namorado, fazendo o caminho até a mesa na qual o professor estava apoiado.
Ele pôde ver o loiro olhando para os dois, fazendo um sinal indicando que o esperaria fora do colégio, antes de sair definitivamente.
- O que quer? – Sherlock disse entredentes.
A classe estava vazia, então o moreno fazia questão de manter uma boa distância entre os dois. Não queria qualquer tipo de contato físico com o outro.
- Que rude, Sherly! – o homem fez um bico emburrado, como se tivesse ficado magoado. – Primeiro não responde à minha mensagem de Bom Dia e agora, me trata assim?
Holmes revirou os olhos e precisou morder o lábio para não cuspir naquele ser nojento a sua frente. Chegava a revirar o estômago a forma como ele agia!
Entretanto, qualquer oposição não seria inteligente. Por pior que parecesse, ele precisava fazer o obsessivo acreditar que estava tudo tranquilo, pelo menos até que ele conseguisse conversar com o irmão. Ele tinha que fazer esse esforço.
- Desculpe. – falou enquanto fitava o chão.
- Assim é melhor. – o homem sorriu, orgulhoso do jovem. – Como passou a noite?
As piores respostas vieram à mente de Holmes, mas o filtro recém acionado alertava não serem adequadas.
- Bem. – ele ainda não o olhava.
Vasculhava qualquer coisa que pudesse ser interessante pelo resto da sala. Infelizmente, sentia o olhar do outro sobre si.
- Acho melhor eu ir embora. John está me esperando.
Ouviu a risada do mais velho e teve sua atenção atraída. O que era tão engraçado?
- Claro. – James sorriu, após parar as risadas. – Eu mal posso esperar pelo momento em que você estará livre desse garoto.
Uma nova lufada de ar foi necessária para Sherlock. A vontade em rebater o comentário era tão grande...
- Eu estava com saudades de você, mas posso esperar mais um pouco. – ele tentou se aproximar, mas Holmes deu passos para trás. – Você vai se acostumar com isso, não se preocupe.
Uma nova risadinha surgiu, fazendo o mais novo querer vomitar. Ele nunca se acostumaria com aquilo. Era revoltante.
- Responda às minhas mensagens, ok? Agora que retomamos o contato, quero aproveitar ao máximo!
O professor piscou sedutoramente para Sherlock, fazendo sinal com a cabeça em direção a porta. Era a permissão que precisava para poder se ver livre de vez.
E assim que passou pela porta, começou a contar os segundos para que Mycroft chegasse em casa. Não enrolaria um minuto sequer para tratar do assunto!
 

Como forma de aliviar a espera, o garoto aceitou o convite de John para passar a tarde no apartamento.
O loiro sentiu que desde que conversaram, antes da primeira aula, o humor do cacheado havia mudado. Ele não sabia dizer bem o que estava acontecendo, mas sentia que alguma coisa o preocupava.
Tentou, durante a tarde, utilizar tudo o que agradava o moreno para tentar animá-lo, mas foi em vão. Apenas em breves momentos, quando estavam se beijando ou deitados conversando sobre alguma coisa aleatória, ele sentia Holmes relaxar. Entretanto, rapidamente, ele voltava ao estado anterior, como se o assunto que lhe angustiava o atingisse.
Era difícil.
John não queria ser egoísta, mas... Eles passaram as últimas semanas afastados, por conta da preparação do loiro para as entrevistas das faculdades! Ele queria apenas uma tarde romântica, pra recuperar o tempo perdido!
Sem contar que, uma pequena parcela de sua mente insista que aquele comportamento estranho podia estar relacionado ao encontro com Victor Trevor.
Por mais que eles houvessem conversado como amigos, até falando sobre John, devia ter bastante sentimento envolvido ali. Tanto negativos, por conta da turbulência do namoro e seu final, quanto positivos, devido a o que eles sentiam um pelo outro.
Era muito difícil.
E não foi diferente quando Sherlock quase correu da casa de Watson, alegando que tinha combinado com Mycroft de jantarem juntos. E nem ao menos convidou o namorado!
John torcia, fortemente, para que fosse passageiro. Isso porque um frio estranho invadiu sua espinha, um medo inexplicável...
Desejava muito que fosse apenas algo repentino. Quem sabe causado pelo tal mal estar alimentar do dia anterior?

 

Sherlock saiu rapidamente do apartamento de Greg e John quando recebeu uma mensagem de Mycroft, avisando que estava saindo  do escritório.
Ele nem esperaria o jantar para falar com o irmão! Assim que se encontrassem, despejaria todas as informações e provas que tinha.
Estava ansioso e o trânsito que enfrentou para chegar à residência fez piorar. Cogitou, diversas vezes durante o caminho, sair do automóvel e seguir andando!
A única parte boa dessa demora era que, com certeza Mycroft chegaria primeiro e ele não teria mais nenhum minuto de espera.
E ao chegar, enfim, repassava as palavras que seriam ditas. Ele iria direto ao ponto: contaria sobre as mensagens desde a época do namoro com Victor e que elas voltaram quando começou o namoro com John. Mostraria tudo ao irmão!
E, para completar, o principal: Contaria sobre a pessoa que as manda! Reproduziria os absurdos que ouviu de Moriarty e pediria, pelo menos até a apuração de tudo, proteção para John e para si mesmo.

Com um suspiro alto e a mão posicionada na maçaneta da casa, Sherlock foi se livrando da armadura que precisou vestir desde a madrugada. Sua maior preocupação seria resolvida e ele não precisaria mais esconder o modo como se sentia. Falaria absolutamente tudo para Myc. Até sobre a imprudência de marcar um encontro com um estranho!
Seguia a passos pesados pelos corredores da residência, em busca do irmão. Felizmente, não precisou de muito esforço, ouvindo a voz do mais velho vindo da sala de estar.
Com certeza, estava falando ao telefone, acertando os últimos detalhes da viagem do dia seguinte. Sherlock não incomodaria. Sentar-se-ia no sofá e esperaria que a ligação terminasse.
Todavia, conforme se aproximava do cômodo, sua dedução inicial começou a ser destruída.
- É um ótimo cargo. Devo confessar que tive indicações internas, por conta de um tio meu, porém estou sendo bastante útil e tenho possibilidades de crescer.
A voz ao fundo do irmão dava-lhe a impressão de que estava explicando um pouco de sua função dentro do governo britânico.
- E você? Eu nem imagino com o que possa estar trabalhando.
Mycroft parecia interessado na conversa. Quem seria seu interlocutor?
Ele não tinha muitos conhecidos. E praticamente nenhum que não fosse de seu trabalho ou relacionado a Greg.
De qualquer forma, Sherlock não ficaria curioso nem se intrometeria. Chegou devagar à sala, desejando se jogar no sofá.
- Sherlock! – Mycroft estava sentado no sofá e se levantou ao ver o irmão. – Veja quem eu encontrei quando saí do trabalho!
 

O corpo do garoto paralisou ao perceber que o irmão não estava falando ao telefone e sim com uma visita. Ainda mais pelo fato da visita ser a única pessoa a qual não desejava ver. Muito menos dentro de sua própria casa!
- Você lembra dele, não é? Moriary? – Holmes mais velho chamou o cacheado para perto, com um gesto de mão.
- Como vai, Sherlock? – James abriu um sorriso cortês. – É um prazer vê-lo.


Notas Finais


Mais um capítulo e eu espero que estejam gostando!

Como eu sempre gosto de compartilhar ideias que tenho, queria dizer que estou pensando seriamente na próxima fic!
Tô animada com a ideia, mas não vou começar a escrever agora porque eu não funciono escrevendo mais de uma coisa ao mesmo tempo. Principalmente com meu histórico de não terminar o que eu começo. Hahaha
Enfim, a ideia principal seria Johnlock "maduros" mas em um universo alternativo no qual Sherlock é bailarino e o John jogador profissional de Rugby. Vai ter Rosie maravilhosa e os dois se apaixonando aos pouquinhos, ajudando um ao outro nos problemas que vão surgir e cuidando da pequena.


De qualquer forma, obrigada por estarem lendo e dando um feedback tão carinhoso e positivo. Obrigada meeesmo <3


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