História Don't let me down - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão
Visualizações 10
Palavras 3.549
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Poesias, Shoujo (Romântico)
Avisos: Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


espero que gostem!

Capítulo 8 - The present and the afraid


Fanfic / Fanfiction Don't let me down - Capítulo 8 - The present and the afraid


Pov’s Alice

Nos contos de fadas onde as princesas são salvas por príncipes e vivem felizes pra sempre é sempre tudo bonito e maravilhoso. Mas, infelizmente, a nossa realidade é muito distante desse sonho de felicidade.

Hoje é um dia domingo, sem aulas, sem dever de casa, só eu e minha cama, pelo menos até eu decidir levantar para comer alguma coisa.
Desço as escadas e não vejo meu pai. Decido procurar por ele, vejo nos quartos, mais ele não estava em lugar algum. Começo a ficar preocupada, então decido ligar para o celular dele.
Não demora muito e logo ele atende.
_ Olá querida! Eu ia te ligar!_ Diz ele, parecendo meio preocupado.
_ Pai, por que não veio? Aconteceu alguma coisa?
_ Bem, é que aconteceram alguns problemas aqui, mas nada para se preocupar.
_ O que foi?
_ A caminhonete quebrou e o concerto vai demorar mais ou menos duas semanas.
_ Duas semanas?_ digo surpresa.
_ Sim, então não vou poder voltar tão rápido. Mas, sei que você consegue se cuidar sozinha.
_ Mas......
_ Está tudo bem! Eu volto antes de você perceber. Eu tenho que ir querida, te ligo depois._ Diz ele, parecendo ocupado.
_ Ok.
Depois disso, decido ir fazer meu próprio café. Preparo bacon, torradas, ovos e como assistindo ao meu programa favorito.
Um tempo depois vou tomar banho. Entro no banheiro e quando tiro a blusa dou de cara com a grande cicatriz no meu braço. Aquilo me irritava por muitos motivos, mas por outro lado, me fazia pensar e me divertia com isso.
Enquanto brincava com as bolhas na banheira ficava pensando na época em que ficava fazendo bolhas de sabão com Emy no parque. Por um momento me sinto feliz por ter essa lembrança ainda na minha mente.
Depois disso, vou para o quarto e pego o celular para ver o Facebook um pouco. Vejo as fotos das pessoas e alguns vídeos. Algum tempo depois, recebo uma mensagem, era Alex.

_ Oi.
Decido responder.
_ Oi.
_ O que está fazendo?
_ Vendo TV. E você?
_ Tentando acabar com o tédio.
_ Sei.
_ Vai fazer alguma coisa hoje?
_ Não, só ficar em casa.
_ Por que não saímos? Podíamos ir até a praia ou algum outro lugar, se você quiser.
_ Sim. Talvez a gente possa convidar o Dylan também.
_ O Dylan? Bem, é que...
_ O que foi?
_ Nada. Tudo bem.
_ Ok então.
_ Vou te buscar as três horas, pode ser?
_ Sim.
_ Até.
Termino de ver o programa e vou me arrumar. Quando abro o guarda roupa fico naquela dúvida cruel de qual roupa escolher. Logo, pego uma calça jeans, minha blusa preta e uma blusa xadrez, calço meus tênis e arrumo o cabelo de um jeito diferente. Pego o celular,  
mas desisto da ideia de chamar o Dylan. Passa um tempo e a campainha toca. Vejo pela porta, era Alex.
_ Oi!_ Digo, tentando não parecer muito nervosa.
_ Oi! Nossa, você está bonita._ Diz ele, se admirando.
_ O-Obrigada..._ Me sinto enrubescer.
_ Bem, vamos._ Diz ele, indo em direção a bicicleta azul que ele deixou no jardim da frente.
Subo na garupa e fico de costas.
_ Por que vai deste jeito?_ Pergunta ele, parecendo confuso.
_ Bem, eu gosto de ficar vendo a vista deste lado. Sou assim desde criança. Bem confuso, não é?
_ Não, parece bem com você fazer isso. (risos)_ Ele sorri e olha para mim.
_ Para onde vamos?_ Pergunto.
_ Aonde você quer ir?
_ Bem........ Não pensei muito nisso.
_ Então, vamos só andar por ai, até acharmos um lugar que você queira ir.
_ Mas, você também pode escolher._ Digo.
_ Eu não sou bom em escolhas, se é que me entende. (risos).
_Ok.

Alex sobe na bicicleta e começa a andar. Começo a olhar tudo em volta e sentir o vento batendo no meu rosto e em meu cabelo fazendo ele ir de um lado pro outro.
Ficamos andando pela estrada principal até chegarmos na praça perto da escola. Quando chegamos perto, vimos que tinha um parque com alguns brinquedos.
_ Nossa! Faz tempo que não vejo um parque por aqui! Digo, animada.
_ Acho que esse lugar esta bom para ficarmos!_ Diz Alex, indo em direção a praça.
Ele deixa a bicicleta presa e vamos para a bilheteria.
_ Que tal irmos na montanha russa?_ Pergunta ele.
_ M-Montanha russa?_ Pergunto nervosa. Tenho um certo medo de brinquedos radicais.
_ Você não quer? Podemos ir em....
_ N-NÃO! Tudo b-bem.... Vamos!_ Digo, tentando não demonstrar medo.
Quando subimos no carinho meu coração começou a acelerar.
_ Alice, você está bem?
_ S-Sim, claro!_ Digo, tremendo.
_ Eu vou ficar aqui, se precisar._ Ele diz, colocando sua mão em cima da minha, fazendo minha tremedeira parar na mesma hora.
_ O-Ok.....
O carinho começa a se mover. Ele sobe mais e mais e quando chegou no ponto mais alto, fechei meus olhos e pude sentir a força da descida e o vento forte balançando meu cabelo.
_ ALICE, ABRE OS OLHOS!_ Diz Alex, gritando com voz risonha.
_ N-NÃO CONSIGO!
_ EU ESTOU AQUI! ABRE!_ Ele diz.
Abro os olhos e quando olhos para Alex, vejo em seu rosto um sorriso que me tranquilizou. Olho para frente, e logo, aquela vista que me dava medo, se transformou em uma maravilhosa aventura em velocidade máxima.
Comecei a gritar e sorrir junto de Alex, ainda segurando sua mão com força.
Quando saímos do brinquedo, mesmo estando mais calma, não consegui conter a ânsia de querer vomitar, e acabei tendo de correr para longe dali.
_ Você está bem?_ Diz Alex, passando a mão em minhas costas, tentando me aliviar.
_ D-Desculpa.... E-Eu não consegui......_ Não conseguia olhar para ele de tanta vergonha. Me sentia como uma completa idiota.
_ Tudo bem!  A primeira vez que andei em uma dessas eu acabei vomitando quando ainda estava no carrinho. Então, você não tem que sentir vergonha!_ Ele falou de um jeito tão natural que acabei rindo só de imaginar a cena._ Bem, acho que já chega de montanhas russas!
_ É.
_ Quer comer alguma coisa?
_ Pode ser. O que vamos comer?
_ Vamos ali. Conheço uma lanchonete ótima!_ Ele me leva até o lugar.
Conseguia sentir o cheiro bom da comida so de me aproximar do lugar. Entramos e sentamos, Alex pediu para o garçom anotar o pedido, quando olho para frente vejo que o garçom era Dylan.
_ Boa noite..... Alice e...
_ Alex._ Diz Alex, olhando estranho para Dylan.
_ Boa noite, Dylan!_ Digo, dando um sorriso para aliviar a tensão.
_ Sim, desculpa. O que vão pedir?_ Diz Dylan.
_ O que quer Alice?_ Pergunta Alex.
_ Eu quero um... hambúrguer e fritas, por favor.
_ E quero o mesmo!_ Diz Alex.
_ Qual a bebida?
_ Um refrigerante e...
_ Um refrigerante também, por favor._ Digo.
_ Certo, logo vai estar pronto._ Diz Dylan, saindo para preparar o pedido.

_ Não sabia que ele trabalhava aqui._ Digo, tentando entender o por que daquele olhar de Alex.
_ Eu também não. Ele não estava aqui semana passada._ Diz ele.

Eu e Alex ficamos conversando um pouco enquanto esperávamos. Passaram-se alguns minutos e não demorou muito até Dylan aparecer para trazer a comida.
_ Aqui está! Aproveitem.
_ Obrigada... Dylan, quando começou a trabalhar aqui?               _ Pergunto.
_ Comecei esta semana, por isso estou como garçom.
_ Legal!
_ Garçom!_ Outro cliente chama.
_ Desculpe, tenho que ir. Até depois.
_ Até._ Disse.

Começamos a comer e Alex estava em silêncio, me fazendo sentir como se tivesse feito algo errado.
_ Alex... eu....
_ Desculpa Alice, eu não estou me sentindo bem._ Ele disse se levantando e caminhando em direção ao balcão.
_ Alex, espera!_ Disse, indo atrás dele.
Ele paga a conta e sai me deixando para trás.
_ Alex, por favor, espera!_ Digo, correndo e tentando alcança-lo.
_ Desculpa Alice, eu tenho que ir._ Ele para e diz isso ainda de costas para mim.
_ Mas, o que foi que aconteceu? Por que está agindo assim de repente?_ Digo, mudando meu tom de voz.
_ Não foi nada. Depois a gente se fala._ Ele começa a andar de novo.
Começo a ficar com raiva e decido pegar meu sapato e jogar nele para chamar sua atenção.
_ AI! Ei!_ Ele se virá e parece estar com raiva.
_ Foi por causa do Dylan? Somos amigos, qual o problema nisso?
_ Nenhum! Já disse que depois falamos disso.
_ NÃO! EU QUERO FALAR AGORA......_ Começo a me sentir tonta. Quando menos percebi, estava já caída no chão.
_ Alice! Você está bem?_ Alex corre para me ajudar, e me pega no colo.
_ E-Estou...... Só preciso ir pra casa.
_ OK. Eu te levo._ Ele se levanta e me carrega nos braços.
_ Alice!_ Ouço a voz de Dylan._ Desculpe, eu vi você caindo, você está bem?_ Ele tenta me tocar mas Alex o detém.
_ Ela está bem, sim. Eu vou leva-la para casa._ Alex diz, com um olhar sério. Logo ele se virá deixando Dylan paralisado no mesmo lugar.
_ Não precisava ter sido tão rude com ele!_ Digo, descendo dos braços dele.
_ Espera Alice!
_ Não, eu vou sozinha para casa. Obrigada por tudo, mas eu vou embora._ Digo e começo a caminhar para longe dali.

A medida que ia andando pelas ruas, ficava pensando no quanto foi vergonhosa e estúpida a atitude de Alex. Ele começou a agir de um jeito totalmente diferente e estranho do que ele costumava ser. Comecei a pensar se ele não estava agindo assim por preocupação, ou talvez seriam só ciúmes de me ver com outro garoto.
 
_ Alice? _ Uma voz familiar surge.
_ Pai?_ Viro para ver se era ele mesmo.
Ele estava na caminhonete, já concertada, voltando para casa.
_ Filha, o que está fazendo aqui sozinha?_ Ele pergunta, saindo do carro e indo até mim.
_ E-Eu estava na praça com Alex e decidi vir para casa.
_ Alex estava com você?
_ Sim, mas eu disse à ele que viria sozinha.
_ Entendo. Venha, vamos para casa.
Entro na caminhonete e enquanto ia olhando pela janela, sentia o vento bater no meu rosto e começo a ficar com sono.
Logo, acordo com a mão do meu pai no meu ombro e ele me chamando para entrarmos em casa.
Tomo um banho e depois vou para o meu quarto. Me deito na cama e me sinto com um pouco de dor de cabeça. A única coisa que queria era não pensar em nada, só dormir um pouco.
Infelizmente, isso não foi possível. Logo, que comecei a pegar no sono, recebo uma mensagem no celular. Vejo que era Alex. Dessa vez, decido não responder e fiquei pensando “ele me deixou aquela hora e agora quer falar comigo? Não mesmo!”. Desliguei o celular e voltei a tentar dormir.
Algum tempo se passou e depois de tanto esforço, pego um dos livros que ganhei de Amy e começo a ler. Com o passar do tempo lendo, o sono finalmente chegou e foi me tomando aos poucos.

_ Oi Ali! Você parece bem triste hoje!_ Ouço a voz de Amy.
_ Amy....
_ Não fique triste com Alex. Ele é meio idiota, mas é bem legal.
_ Amy, se você estivesse aqui eu saberia o que fazer.
_ Você sempre sabe o que fazer. Só precisa seguir em frente.
_ Ok..... Amy, eu.........

PIPIPIPI_ Som de despertador.
_ AHHH! AMY!_ Acordo sorrindo, mas percebo que foi só mais um sonho.
_ Alice, está tudo bem?_ Meu pai pergunta da cozinha?
_ Tudo pai. Já vou descer._ Digo, me levantando da cama.
Sinto um pouco de frio e coloco meu casaco.
_ Bom dia, filha! Você dormiu bem? Eu ouvi um grito seu.
_ Tudo bem... (suspiro)._ Sinto um desconforto e começo a tossir.
Me sento um pouco para tomar café e sinto meu pai colocando a mão em minha testa.
_ Acho que você está com febre.
_ Febre?_ Coloco a mão em cima da minha cabeça e me sinto mesmo quente.
_ Acho melhor não ir hoje para a escola, eu vou ligar para o diretor.
_ Não. Eu vou sim. Não estou me sentindo indisposta.
_ Ok, mais eu vou levar você, caso sinta algo.
_Ok.
Termino de tomar café e vou me arrumar. Desço as escadas e corro até a caminhonete.

No caminho para a escola converso um pouco com meu pai.
_ Como está a tia Abgail?
_ Está ótima, como sempre....... Já ia esquecendo! Ela mandou isto para você.
Era um presente que tinha um lindo papel e um laço vermelho. Abro e vejo que era um lindo casaco lilás de renda.
_ Pai, é lindo!_ Digo, muito feliz.
_ Sim! Agradeça sua tia depois.
_ Ok.

Depois disso, meu pai me deixou no portão da escola e foi embora. Fiquei vendo ele ir embora e buzinando para mim ao dar a curva.
Entro dentro do pátio, ando calmamente até a sala, de repente esbarro em Dylan.
_ Ai... Desculpa, eu estava destraida!
_ Percebi. Tudo bem!_ Ele diz sorrindo.
_ Estava indo pra sala?_ Pergunto.
_ Sim! Mais estou meio perdido. Onde fica a sala 13?
_ É a minha sala! Vem comigo._ Digo, guiando ele até minha sala.

Chegamos e entramos na sala, para nossa surpresa, o senhor Ross estava de volta. Ele nos repreende e nos manda sentar logo.
Ao ir para o meu lugar, notei que Alex não estava presente. Comecei a lembrar do que aconteceu na noite passada e me sinto entristecer.

As aulas pareciam mais longas e chatas sem a presença dele ali. Nem mesmo na hora do intervalo consegui me destrair.
Decido ir comer algo na cantina, de repente, me encontro com Samantha e sua amigas. Tento me afastar, mas elas acabam me vendo. Logo, uma delas me para.
_ Oi Alice!_ Diz Samantha.
_ O que você quer?_ Falo me sentindo ficar com raiva.
_ Calminha! Eu só quero conversar com você.... Sabe, os seus machucados já sararam?_ Ela levanta um pouco minha blusa enquanto outras garotas me seguram.
_ Me solta!_ Digo, tentando me soltar.
Ela olha um pouco para mim e começa a rir.
_ Vejo que consegui deixar marcas em você! Que feio Alice! (risos).
_ O que você quer?
_ Cadê o Alex, seu namoradinho?
_ Ele não é meu namorado!_ Digo, desviando o olhar.
_ Então, pelo seu olhar vejo que ele não esta aqui hoje.Bem, isso é..... ÓTIMO!
_ O que?
_ Quero te levar à um lugar!_ Diz ela, colocando um saco de papel em minha cabeça.
_ ME SOLTA!_ Minha voz estava abafada, sabia que ninguém iria  me ouvir.

Samantha e as outras me arrastam por um tempo e logo param. Quando tiram o saco de minha cabeça, vejo que estávamos no banheiro. Começo a ficar nervosa e pensar em como sair dali.
_ Vamos começar!_ Diz Samantha, me fazendo ajoelhar.
_ O que vão faz...... AHHHHHHH! _ Sinto alguém me dando um chute muito forte nas costas, me fazendo cair no chão de tanta dor.
_ O que foi? Já caiu?_ Diz uma delas, rindo.
_ SUAS .........AHHHHHHHHH COF COF_ Sinto outro chute e começo a tossir e percebo que o chão estava com sangue.
_ Nossa, bateu bem forte! Está sangrando!_ Diz Samantha, ainda não parecendo satisfeita.

Mais alguns minutos depois se passaram e a tortura continuava. Cheguei a pensar que desta vez, não iria sobreviver.

“ Por favor! Alguém, me salve! “

_ PAREM COM ISSO OU CHAMO O DIRETOR!_ Ouço uma voz masculina.
_ Quem é você?_ Ouço Samantha perguntar.
_ Sou amigo dessa garota quem vocês estão machucando..... Saiam de perto dela.
_ Afastem-se! _Ouço a voz do doutor Law._ Alice, calma! Vou levar você._ Diz ele me pegando no colo e me levantando._ VOCÊS TODAS, SAIAM JÁ DAQUI!_ Ele diz seriamente.

_ N-Não consigo s-sentir meu b-braço..._ Digo, tentando não chorar.
_ Calma, você vai ficar bem. _ Ele entra na sala da enfermaria e me coloca em cima da cama._ Já é a segunda vez que elas batem em você. Isso está ficando sério._ Ele começa a checar meus batimentos com o estetoscópio.
_ P-Por que ela e-esta fazendo i-isso comigo?
_ Ela está te torturando. Mas ainda não se sabe o motivo. Eu vou cuidar para que ela e essas garotas sejam punidas severamente.

_ Argh!_ Sinto dor ao sentir Law tocar em meu corpo.
_ Seus órgãos vitais parecem bem, mais você vai sentir dor por um bom tempo. E seu pulso está quebrado.
_ Droga..._ Digo, me sentindo dilacerada.
_ Acho melhor você ficar aqui na enfermaria. Eu vou pegar uma bolsas de gelo e você vai tomar um pouco de soro. Eu vou chamar seu pai.
_ Por f-favor, não!
_ Alice voc....
_ Não quero que ele fique preocupado.
_ Ele vai ficar mais preocupado se não avisarmos.
_ Mesmo assim. Por favor.
_ Eu vou pensar, mais não faça esforço. Eu volto logo._ Ele sai para pegar as bolsas de gelo e o soro.
Fico deitada sentindo dor em todo meu corpo e penso em como não fui capaz de me defender. Me senti tão fraca e impune que comecei a chorar de frustração.

(Batida na porta)
_ Posso entrar?_ Ouço a voz de Dylan.
_ Dylan... argh._ Tento me levantar.
_ Ei ei, não faz isso. Precisa ficar parada ou vai piorar._ Ele diz, me colocando deitada novamente.
_ Foi você não é?
_ Sim. Desculpa, eu tinha que impedir.
_ Obrigada...
_ O que foi?
_ Eu sou fraca.
_ Você estava cercada e eles te seguraram muito forte. Foi uma luta injusta.
_ Eu sei, mais, eu devia ter .......
_ Alice, você não devia ter passado por aquilo. Elas vão ser punidas. Você não precisa mais se preocupar.
_ Mais, é tão frustrante..._ Não aguento , começo a chorar.
_ Eu sei... _ Dylan me abraça.

_ Aham, com licença. _ Diz Law, entrando na sala.
_ Sim senhor._ Diz Dylan.
_ Você deveria estar na sala, rapaz!
_ Sim, eu já vou....... Eu venho te ver depois Alice.
_ Ok._ Digo.

_ Bem, eu vou colocar aqui.
_ Argh._ Sinto um “choque” logo que a bolsa é colocada em cima de mim.
_ Pronto ..._ Ele pega meu braço e procura uma veia para colocar o soro._ Bem, eu tenho que sair para falar com o diretor. Descanse Alice.
_ Ok.
 
Algum tempo depois, a dor parecia ter se amenizado um pouco. Logo, me sentia adormecer aos poucos, sentis meus olhos se fechando.

“ Eu vou te achar de novo, ALICE!”
_ Não........ Nãoooo!_ Grito.
 _ Alice, calma._ Doutor Law fala, segurando minha mão.
_ O que aconteceu?
_ Você adormeceu por duas horas. Decidi trazer uma sopa para você já que estava sem comer. Venha, vou te ajudar a se levantar._ Ele me levanta devagar.
_ Obrigada._ Pego a sopa e coloco um pouco na boca. Estava deliciosa.

Horas depois, chega a temível hora de ir embora. Estava preocupada em como iria para casa, já que estava machucada e não consegui andar.
Antes que eu pudesse perguntar como iria para casa, vejo meu pai entrando na sala da enfermaria.
_ Alice, filha, me desculpa._ Meu pai me abraça.
_ Ai, pai, ta apertando._ Digo.
_ Quem fez isso?
_ Er....
_ Senhor Caliel, será que podemos conversar lá fora?
_ Sim... Eu já volto filha.
_Ok.

Não conseguia ouvir a conversa.
Fiquei pensando na hora em que estava sendo torturada, em como séria mais fácil se tivesse sido como daquela vez. Eu não culpo Alex por não ter ido para a escola, talvez ele estivesse passando mal ou outra coisa. Ou talvez foi por nossa briga.

Não demora muito, meu pai e o doutor Law voltam. Eles me ajudam a sair da sala e andar até o carro. Enquanto caminhava, vi Samantha pelo vidro da diretoria junto com as garotas que ajudaram ela a me machucar.
Por um momento, ela desvia o olhar para mim, e consigo sentir a raiva naquele olhar.
O sentimento de medo e ansiedade se fizeram presentes em mim naquele momento.

No caminho de volta para casa, fico calada. Não consigo pronunciar uma palavra sequer.

Meu pai me tira do carro e me carrega até o quarto, onde me deixa deitada.
_ Eu vou pegar uns curativos e vou preparar um jantar nutritivo para você.
_Ok.....
_ Filha, não fique assim. Elas vão receber um castigo e juro que não vou mais permitir que isso aconteça.
_ Não é isso, pai. Eu me sinto muito... fraca e incapaz.
_ Você não é nada disso. Eu nunca vi alguém ser tão forte e persistente como você.
_Obrigada...
_ Bem, descanse. Eu já volto.
_ Ok.

Aquele foi um dos dias que experimentei os sentimentos de medo e raiva.
Eu mesmo não querendo demonstrar, estava com medo de continuar indo para a escola e mais ainda de sair para qualquer lugar. Parecia que ela estaria em todos os lugares me esperando.

Só quero poder entender o por que de ela me odiar tanto.
 



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