História Don't Let Me Down - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Christian Pulisic, Emre Mor, Marc Bartra, Marco Reus, Mario Götze, Pierre-Emerick Aubameyang
Personagens Christian Pulisic, Personagens Originais
Visualizações 16
Palavras 1.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpa pela demora!

Capítulo 3 - Bônus: how he met her mother


Quinta-feira. Oito horas da manhã. Maria Helena, mãe de Maria, estava na porta do apartamento apertando a campainha quase sem nenhum intervalo de tempo. Com a desculpa de cortar caminho para fugir do trânsito caótico do Rio de Janeiro, a mulher decidiu visitar a filha. 

O som de ding-dong estava irritante. As inúmeras ligações não faziam efeito nenhum. Sua paciência estava se esgotando. 

Mesmo com a filhote de labrador arranhando a porta, não havia nenhum sinal de Maria. 

Procurou, então, em sua bolsa a chave reserva e quando abriu a porta, ainda que Maddie estivesse pulando e tentando agarrar sua calça de tecido, seu foco foi direto para o móvel principal do cômodo. 

O lençol estava no chão. Cecília dormia em cima de Christian, que mantinha as mãos apoiadas entre a coxa e o bumbum da brasileira.

— MARIA CECÍLIA ALMEIDA GAMA – A voz da engenheira ecoou por todo apartamento, o que foi o suficiente para a menina acordar e cair do sofá assustada – É pra isso que eu pago apartamento um pouco mais perto da faculdade? – Continuou com o mesmo tom depois de fechar a porta. 

Maria levantou-se rapidamente, virou para o menino que já tinha acordado sussurrando que era a mãe dela e caminhou em direção a ela. 

— Oi mãe – Ela respondeu sem graça enquanto pegava a filhote de labrador no colo – Eu posso explicar tudo. 

— Claro que pode! – Seu tom de voz já estava normal, porém continuava firme – O que conversamos quando conseguimos esse lugar?

— Nada de garotos, exceto se for para fazer trabalho – Maria respondeu balançando a cabeça quase de forma debochada. 

— Pelo seu jeito e o dele, vocês não estavam focados nos estudos. 

A menina segurava o riso e não parava de desviar o olhar assim como uma criança que faz besteira e tenta esconder a qualquer custo.  

Sabia que já era maior de idade, que podia ficar com quem quisesse, que podia fazer outras coisas mais, tecnicamente ainda vivia quase debaixo da asa de Helena. Não só por causa disso, mãe é mãe e ponto final.

Cecília olhou para Pulisic, que não estava entendendo nada do que estava acontecendo ali. A brasileira sussurrou avisando que explicaria tudo. 

— Por que você não me apresenta seu amigo? – Disse a mãe, agora andando para deixar sua bolsa em cima da pequena mesa de jantar e de maneira quase irônica.

— Eu juro que ele é uma exceção! 

— Maria, para de desculpas!

— Seu inglês ainda tá bom? 

— Como assim? – Afeição da mulher ficou confusa – Esse é menino que suas amigas disseram que você conheceu na Disney?

Cecília ficou pálida e apenas balançou a cabeça afirmando.

— Maria, eu sou sua mãe a 19 anos. Você deveria ter a confiança de falar "Mãe, estou namorando com um menino que conheci em outro país. Será que ele pode ficar comigo?". A resposta seria não, mas eu te ajudaria a vê-lo. 

A estudante de arquitetura respirou fundo sem saber o que responder. Decepcionar Maria Helena não estava sem planos, pelo menos não por esse assunto. 

Mordeu a bochecha por dentro, mania que tinha quando ficava nervosa, colocou a filhote no chão e fez sinal para o norte-americano se aproximar. 

— Mommy, esse é o Christian – MC começou a falar em inglês - Ele não é meu namorado, está ficando em um hotel e ele veio pro Brasil por conta própria porque a gente precisava se resolver e não dava para fazer isso via skype. 

A mãe apenas respondeu com o olhar que dizia "esses adolescentes".

— Prazer, senhora... – O jogador olhou para a brasileira confuso, afinal não sabia o sobrenome da própria "sogra". 

— Gama... – Ela sussurrou rindo um pouco. 

— Gama. 

— Nada de formalidades, não sou tão velha – A matriarca falou, fazendo o casal rir baixo – Prazer, Christian. Infelizmente é um pouco chato nos conhecermos assim. 

Pulisic estava tão sem graça que tinha certeza de que seu rosto estava completamente avermelhado e que seu sorriso estava quase empedrado. 

Nenhum dos dois estavam prontos para algo assim.

— Filha, você não tem aula de hoje? - Perguntou como se nada tivesse acontecido.

— Tenho, mas é só mais tarde. 

— Por que você não vai arrumando suas coisas, tomando um banho, que eu dou carona pros dois? 

Maria até podia falar, "Mas tá cedo" ou "Não quero porque tô com preguiça", mas pela cara de Maria Helena era a famosa hora de quero-conversar-com-seu-ficante-sobre-a-vida-a-verdade-e-o-universo. 

E assim ela saiu do ambiente sussurrando "good luck".

No momento inicial, o silêncio era constrangedor. 

Depois que a engenheira começou a falar, Chris relaxou um pouco. Só um pouco mesmo pois suas mãos não paravam de soar.

Maria Helena pediu para contar como ele havia conhecido a filha – queria ouvir do ponto de vista dele -, como eles estavam mantendo contato e etc. 

Obviamente escondendo toda "malcriação" que a menina havia feito.

— Então vocês conversam todo dia num horário fixo pra não ter problemas com fuso? 

— Isso, foi mais ela quem definiu isso. Ela não queria que ficasse tarde pra mim. 

— E você é jogador mesmo? 

— Sim, jogo no Borussia Dortmund, na Alemanha, e pelo time oficial dos Estados Unidos. 

— Sempre pensei que Maria fosse namorar com alguém do vôlei e não do futebol – A matriarca riu – Ela desde pequena gosta muito do esporte e nós levávamos nos jogos e tudo mais, e ela amava quando no final alguns jogadores iam para a arquibancada para falar com o público. 

— Mas nós não estamos namorando... – "Mas bem que eu queria", ele pensou. 

— Conheço minha filha. Ela não se dedicaria a alguém dessa maneira se não gostasse muito.  

Então, pela primeira vez naquele dia, Christian sorriu genuinamente.

A mãe aproveitou então para contar mais sobre a menina. Falou sobre o fato dela ser filha única e sempre rejeitar a ideia de ter irmão, de não se importar de ir pra obra com os pais e sempre imaginar esses lugares como grandes fortalezas, de o fato de ter feito dança do ventre por bastante tempo, de ter misturas doidas com comida como, por exemplo, comer biscoito amanteigado com nutella e café. 

Mães são as melhores fontes para descobrir aquilo que os filhos queriam esconder, principalmente daqueles que queriam impressionar. Porém o fato de Maria ser geniosa e ficar irritada porque algo não deu certo é desde sempre, e sobre isso, o norte-americano já desconfiava.

Ele, sentindo-se confortável, contou sobre sua família, carreira e tudo mais. Helena viu que era um bom garoto e pela idade, era focado em seus objetivos mesmo sabendo de tudo sobre o meio. 

Quase quinze minutos depois, a brasileira apareceu com sua mochila, pasta e usando seu vestido amarelo com margaridas que a deixava com cara de criança - mais do que ela já tinha. 

Enquanto Christian foi trocar de roupa, Maria ficou muito feliz em saber que dona Helena tinha gostado de seu crush e ficou ainda mais a não ter a necessidade de contar sobre o acontecimento para o pai pessoalmente.  

— Vocês... Como posso dizer... Fizeram sexo? - Perguntou a mãe tentando se discreta.

— Não, mãe. Só dormimos - Maria respondeu um tanto sem graça.

— Posso contar pro seu pai mais aliviada agora. 

Depois de tudo isso, foram tomar café na padaria da esquina e MC ficou animada em apresentar uma de suas comidas favoritas: pão na chapa com ovo. 

Mesmo que toda situação tenha começado com uma discussão em uma língua na qual não sabe uma palavra, para o Capitão América – ou filhote de imperialismo, como a menina costumava chamar quando estava com raiva – conhecer a mãe dela não tinha sido tão ruim assim.


Notas Finais


Obrigada por lerem <3

Sigam a Maria no insta: @mariacecilialmeida

Um beijo e até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...