História Don't Listen In Secret - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Hong Jisoo "Joshua", Junghan "Jeonghan", Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Soonyoung "Hoshi"
Tags Café, Drama, Fluffy, Friendzone, Hoshi, Hozi, Jeonghan, Jihan, Jihoon, Romance, Seventeen, Soonhoon, Soonyoung, Wooshi, Woozi
Visualizações 154
Palavras 1.825
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Confession


Fanfic / Fanfiction Don't Listen In Secret - Capítulo 6 - Confession

Um amor platônico pode se dividir em três fases: primeiro vem os primeiros encantos, onde tudo é muito novo e ambíguo, já que ainda não temos certeza do que realmente estamos sentindo. Porém, a cada nova descoberta, a vida vai se tornando cada vez mais bonita. A segunda fase é a paixão, onde já temos a completa ciência de que estamos apaixonados por alguém perfeito aos nossos olhos e amamos este fato, enquanto distribuímos por aí suspiros e sorrisos bobos apenas ao pensar naquela pessoa tão especial. “Será que ele também sente isso por mim?” E aí começam as possibilidades, nossa imaginação começa a trabalhar melhor do que nunca e daí surgem as mais tarde chamadas de ilusões.

A terceira, porém, é a desilusão. O amor não correspondido, onde tudo de repente de algum jeito vem à tona, seja diretamente pela pessoa amada ou algo que aconteceu ou que simplesmente percebemos, e então nos damos conta que todas aquelas possibilidades tão felizes que criamos com nossa imaginação em seus melhores dias, todas aquelas fantasias passavam longe da realidade. É como se, durante esse tempo todo estivéssemos sonhando e apenas agora de repente despertássemos, com toda a realidade invadindo e tomando conta de nossa vida sem ao menos pedir permissão para entrar.

E agora eu, Lee Jihoon, posso dizer que já passei por todas essas fases, e agora me encontro em uma nova, uma quarta fase. Mas como isso pôde acontecer, se na terceira fase toda aquela história de amor chega ao seu trágico fim? Bem, digamos que meu caso seja um pouco peculiar, e que a terceira fase, que antes parecia ser a desilusão, na verdade fora confundida com uma outra, que acabo de denominar de confusão. No caso, todo aquele amor que eu achava não ser correspondido na verdade é, dando início à quarta, que gosto de chamar carinhosamente de final feliz. Então não é um amor platônico, na verdade. Porque os amores platônicos só possuem três fases.

 

Para o que fora apenas um selinho, nós dois estávamos ofegantes até demais. Mas foi porque aquele beijo tinha sido apenas um detalhe de tudo o que estava acontecendo com nós dois, de todas aquelas emoções de repente misturadas, que invadiram meu coração quando achei que a mim restava apenas o sofrimento e a dor.

– Eu... Eu nunca achei que algum dia isso de fato fosse acontecer... – Murmurei para mim mesmo, enquanto passava levemente os dedos sobre minha boca, tentando ao máximo reviver dentro de mim aquele tão curto momento onde os lábios de Soonyoung delicadamente encontraram os meus.

Eu precisava de mais daquilo. Definitivamente precisava, se não quisesse enlouquecer.

Lágrimas silenciosas escorriam novamente no meu rosto que se encontrava levemente baixo, enquanto fortes ondas de emoções que eu não sabia muito bem distinguir, mas que no fundo eram boas e ao mesmo tempo triste, percorriam pelo meu corpo, e principalmente pelo meu peito. A tristeza ainda não se fora completamente, porque esse tipo de sentimento sempre demora para nos deixar, mas enquanto ela ainda lutava para permanecer no meu coração, uma certa esperança brotava em seu lugar, como uma inocente, frágil e bela plantinha, que enterra lá no fundo suas fortes e saudáveis raízes.

– Eu também não. – Ele respondeu, o que no momento me surpreendeu, pois aquelas palavras murmuradas não foram exatamente direcionadas a ele, e sim a mim mesmo. Não que o fato de ter sido apenas um murmúrio tenha dificultado a ele ouvir, já que estávamos próximos o suficiente para ouvir até mesmo nossas aceleradas respirações.

Levantei o olhar para encarar novamente seu rosto assim que aquela voz que tanto gostava de ouvir tocou carinhosamente meus ouvidos, e logo em seguida comecei a prestar atenção no movimento gostoso de sobe e desce que seu peito fazia, devido à sua respiração acelerada que acompanhava o ritmo da minha, e imaginei como seria bom se eu pudesse simplesmente deitar a cabeça ali, fechar os olhos e sentir o balançar da respiração de Soonyoung.

Mas eu podia. Mesmo ainda não entendendo muito bem o que estava acontecendo, sabia que podia.

Lentamente passei meus braços pelas suas costas e deitei minha cabeça em seu peito, agradecendo aos céus pela primeira vez na vida por ser um pouco mais baixo que ele. Deus, eu conseguia sentir seu cheiro! A sensação de estar ali era realmente muito boa e superava minhas expectativas, e percebi que sua respiração se acalmava cada vez mais, assim como a minha, o que apenas tornava tudo melhor. Milhares de dúvidas borbulhavam pela minha cabeça, mas aquele não era o momento para elas.

Soonyoung automaticamente também me abraçou, e naquele momento, onde me encontrava envolvido por seus braços tão reconfortantes e aninhado àquele seu peito que transmitia o calor de seu corpo, me sentia totalmente protegido de toda a tristeza do mundo.

Acabamos, naquela mesma posição, nos acomodando em minha cama que não se encontrava muito longe daquele teclado que só hoje já presenciou tanta coisa como nunca havia presenciado antes em sua limitada vida de teclado. Soonyoung amontoou dois travesseiros na cabeceira da cama e encostou as costas nos mesmos, tomando a posição de meio sentado, enquanto eu, não querendo nunca mais deixar o peito de Soonyoung, continuei deitado com a cabeça sobre ele.

– Soon, eu ainda quero saber... – Murmurei, tentando entrar naquele assunto da forma mais delicada possível.

– É claro que quer. – Sua voz também soara baixa, e eu podia sentir suas vibrações. – Eu no seu lugar também exigiria alguma explicação. Desculpe... Por todo o sofrimento que acabei te causando. – Ele parecia extremamente envergonhado, o que deixou claro que suas desculpas eram verdadeiras. – Mas na verdade, a Lisa... – Assim como era difícil a mim ouvir aquele nome, também era difícil a ele falar. – Eu só a beijei por sua causa.

Por minha causa?

– Como assim, por minha causa? – Perguntei, um pouco indignado, mesmo ciente de que tudo faria sentido assim que ele explicasse.

– Eu sou apaixonado por você desde que me entendo por gente, Jihoon, e você deve entender muito bem como é difícil achar que seu amor não é correspondido, certo?

Certo. Eu entendia tudo muito bem.

– Bem, – ele continuou – eu tentei manter esperanças durante anos, mas elas simplesmente se foram com aquele seu comportamento durante aquela festa.

– Comportamento? O que eu fiz? – Levantei a cabeça de seu peito para poder encará-lo. Já estava começando a ficar com medo de ter feito alguma besteira, já que eu sempre faço besteiras sem nem mesmo perceber.

– Vendo agora que sei sobre seus sentimentos por mim não parece, mas naquela hora, quando minhas esperanças de que você pudesse sentir algo por mim estavam quase se esgotando, a forma como você se isolou de mim e ficou apenas comendo sozinho me fez pensar que você não gostasse de mim, que não me suportasse... Eu fiquei extremamente mal com aquilo, sabe? Então, tentando te esquecer e finalmente parar de sofrer tanto, resolvi aceitar um pedido que Lisa me fizera semana passada. Ela parecia tão interessada em mim...

“– Ei, Jihoon, eu vou lá fora tomar um ar. – Percebi que agora ele carregava uma expressão curiosamente amarga. – Depois a gente se fala, ok?”

Então aquele curioso amargor em seu rosto... Era na verdade por minha causa?

– Não era nada daquilo! – Precisei rir de todo aquele desentendimento. – É que você parecia tão entretido com seus amigos que eu não quis me intrometer! Aliás, estava morrendo de ciúmes enquanto me isolava de vocês! – Dei mais uma risada, e ele sorriu ao perceber que eu não estava bravo com ele e que minha tristeza aparentemente passara. – Você já deveria saber como sou tímido!

– Sim, eu deveria... Mas você sabe como todos os nossos pensamentos se tornam pessimistas nessas situações, não sabe?

– Sim, eu sei. – Aproximei-me e passei a acariciar aquele rosto que tanto amava, contornando com os dedos o formato 10:10 de seus olhos, de seu sorriso, sentindo a maciez de seus lábios...

Eles são tão fofinhos... Eu gostaria tanto de senti-los mais uma vez nos meus, nem que por apenas um segundo... Será que poderia?

– Sim, Jihoon. Eles são seus. – Soonyoung respondeu, e fui tomado pelo espanto por ele ter adivinhado minhas dúvidas sem eu ao menos pronunciá-las. Ou será que pronunciei...?

Ainda um pouco hesitante, reduzi ainda mais a distância entre nós, fechei os olhos e encostei os lábios nos seus. Eles eram tão macios... Então senti seus braços me envolverem, me apertando contra seu peito, e sua boca se abrir, fazendo o mesmo acontecer com a minha. De repente, sua língua entrou em contato com a minha, e então... eu me sentia nas nuvens. O beijo de Soonyoung era lento e reconfortante, me dava tempo para desfrutar de cada sensação, de cada toque, cada movimento... Mesmo que eu já tenha dado meu primeiro beijo há muito tempo – que por sinal não me rendeu uma boa experiência – era como se estivesse vivendo aquela mistura de sensações novas novamente, reescrevendo-as como um autor reescreve partes de sua história que não ficaram muito boas, colocando no lugar momentos incríveis e mágicos.

– Não precisa mais hesitar, Jihoon... – Ele sussurrou, assim que nos separamos. – Eu sou seu, e não poderia estar mais feliz com isso.

– Você é o meu Soonyoung... – O sorriso incontrolável que eu exibia mal me deixava falar direito. – E eu sou o seu Jihoon.

O sorriso que Soonyoung me dava em resposta era tão grande quanto o meu, e depois daquilo, passamos um bom tempo apenas daquele jeito, admirando um ao outro, trocando às vezes leves selares, até que o sono acabou o pegando, e então, assim que o posicionei confortavelmente em minha cama, tirando seus sapatos e também os meus, cobri a nós dois com meu cobertor que nos esperava dobrado no pé da cama e voltei a deitar em seu confortável peito, que me provocava a melhor sensação do mundo ao me aquecer durante aquela noite fria.

Agora que dormia, a respiração de Soonyoung era muito mais calma e profunda, o que conseguiu também acalmar meu coração que ainda processava tudo aquilo. Enquanto refletia, acabei finalmente pegando em um profundo e confortável sono.

No mundo dos sonhos, estava numa praia deserta, com apenas Soonyoung diante de mim. A água que vinha e voltava batia carinhosamente em seus pés. Se me perguntassem, não saberia o que estávamos fazendo ali... Ao mesmo tempo que nossa presença naquele lugar fazia o maior sentido. Sim... Pensando bem, estava lá porque finalmente chegara a hora de encontrar minha felicidade, mais conhecida como Kwon Soonyoung, que agora, depois de saber de tudo o que eu sinto, finalmente pode me corresponder e seguir comigo o caminho da felicidade. Ele lentamente se aproximava, até que, assim que diminuiu toda a distância entre nós, acariciou meu rosto com uma das mãos e abriu a boca para falar...

“Eu te amo, Jihoon. Sempre te amei e sempre te amarei, e nem a morte poderá nos separar.”

.☕.

Você é o meu Soonyoung... E eu sou o seu Jihoon.



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