História Don't Stop Believin' - Norminah - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Fifth Harmony, Laurinah, Norminah, Norminah Strong, Romance
Visualizações 70
Palavras 6.059
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


SÓ VEM AGOSTO!
FIFTH HARMONY
TEEN CHOICE
MTV MUSIC AWARDS

E MEU CORAÇÃO COMO FICA?

Capítulo 10 - Our Destinies


Fanfic / Fanfiction Don't Stop Believin' - Norminah - Capítulo 10 - Our Destinies


Dinah Jane Hansen e Normani Kordei Hamilton: Apaixonadas pelo calor dos raios amarelados e ferventes do sol daquele dia que aos poucos se iniciava.
Domingo, 12 de Fevereiro de 1995│ Detroit, Michigan, Estados Unidos. │ Parque Central de Detroit│06:07am.

"Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo". 

O mundo é um lugar grande, enorme, cruel porém imenso. Mas há sempre um lugar tranquilo quando desejamos isso, fazendo acontecer. Caminhos difíceis nos levam para destinos incríveis, e essa era a intenção, seus destinos.

Elas não eram certas se correriam para norte ou sul, seguindo o sol pela tarde mais à oeste, ou até mesmo pela manhã, controlando seus passos ao oeste. Elas nem ao menos sabiam o tempo que demoraria, quando começariam ou terminariam.

No entanto, em metros ou pequenos quilômetros entre trilhos, pedregulhos, neve, calçada, chuva, frio, calor ardente e o sol que agora queimava seus rostos; poderiam constatas que sim, elas já haviam vivido muito. 

E estavam à viver onde quer que o tempo deseje, pois o tempo nunca para, ninguém para o tempo e sua mais virtude é passar. Elas passariam em sua velocidade, de acordo que os ponteiros desejariam correr, na lentidão torturante, ou em uma velocidade rápida o suficiente como um sopro. 

A vida é um sopro, e elas ainda tinham muito à viver. 

Elas viveriam sem procurar por ponteiros em seus pulsos ou em um grande monumento ao centro de Detroit que amanhecia rente seus castanhos; elas viveram sem olhar para trás; elas viveriam sem saber para onde ir, mas na certeza de estar indo à algum lugar.

Até porque, lugar nenhum sempre pareceu um ótimo destino.

Às vezes precisamos trilhar nossos caminhos sozinhos, principalmente quando nem nós sabemos para onde ir. 

Mas Dinah pareceu perceber que estar sozinha nem sempre é tão favorável após engatar uma conversa pacífica com uma desconhecida, uma vez que retirou forças de onde se encontrava, no fundo do poço. E cada sorriso que Normani lhe apresentava era um reconstruir de suas rasuras e os pedacinhos se completavam à cada palavra bonita que lhe era pronunciava.

Normani, não diferente, concordava totalmente. Ela iria à lugar nenhum, porém, iria à lugar nenhum com Dinah, e isso sim é melhor que qualquer lugar do mundo.

Principalmente para não perceber em algum momento de sua vida que somente viveu pela metade, e isso bastava. 

A polinésia tombou sua cabeça ao lado observando uma Normani pensativa, ela brincava com uma das centenas e inanimadas flores da cerejeira que ainda acolhiam-a da brisa gelada daquela manhã, ora ou outra seus olhos procuravam ao horizonte, onde a luz amarelada dançava em raios tímidos que aos poucos tomavam conta dos céus que horas atrás acinzentados. 

Quando em um possível turbilhão de pensamentos ela girava o caule prejudicado do perfumado conjunto de pétalas que em uma calma inabalável à qualquer coisa descabelava em unidades pequeninas. O ciclo constante, todavia com seu início e fim, era demarcado com o "bem me quer" e "mal me quer", no curvar de seus lábios à balbuciar sem sentido algum em um silêncio agradável. 

No repetitivo silêncio ela podia sentir o respirar calmo sobre sua bochecha, consequentemente esquentando seu corpo em um todo, mas em principal, suas bochechas. Ela sabia que bastava o pequeno arquear de seus olhos, que o caramelo queimado estaria por fitá-la, no entanto se contentou somente ouvindo, sentindo e cada vez mais desejando aquele respirar por perto. 

Diferente de seus olhos, era o que concretizava sua certeza de que ela estava ali, era real, verdadeiro, era Dinah, e Normani se sentia bem assim.

Piscou pesadamente vezes quando a risada abafada da mais velha se fez presente, uma vez que o ar ali liberado fazia alguns poucos cachos colidirem em suas bochechas ainda rubras, acompanhando-a quando sentiu cócegas com aquele contato em seu rosto. Permitiu-se sentir o apertar de ambas maçãs de seu rosto, e mordendo seus lábios brincou descontraidamente com os cadarços de suas botas, esses frouxos. 

:- Céus, você é irritante. - Brincou ainda envergonhada tentando desviar dos grandes dedos de Dinah que ainda faziam seu rosto ora ou outra enrugar com o aperto em suas bochechas. 

:- Eu sei. - Deu de ombros. Uma vez que relaxou a pressão de seus polegares e indicadores contra o rosto da mais nova, assim aquecendo com seus lábios cada um dos dois lados.

:- E por que não muda? 

:- Porque eu sei que gosta de mim assim. 

:- Certamente. - Riu, mas a verdade era que derretia-se de amores com a falsa confusão em um misto de decepção arrastando-se por suas expressões. 

E aquela que sorria amplamente da mais velha, em instantes, rápidos demais, desfez aquele sentimento de liberdade.

Questionava a si mesma em sua cabeça quando seria o último momento à enxergar aquele rosto, admirar aquele sorriso ou as tão marcantes expressões rente o olhar minucioso. 

Permitiu-se concordar com suas concepções; ela gostava de Dinah mais do que um dia planejou gostar de alguém. Mais do que um dia imaginou, mais ainda do que um dia tentou sentir.

Mas em questão de horas, ela soube o que era sentir isso. Soube o que era ter um turbilhão de borboletas agitadas com um conjunto de vírus estomacal remexendo-se em seu interior. Descobriu também que em poucas horas, teria histórias o suficiente para contar até o fim da vida.

Concretizou que a felicidade e o amor são flores que desabrocham em solos simples, basta livrar todas as camadas espinhosas quando necessário. 

As pálpebras caíram sobre seus olhos quando as grandes e aquecidas mãos guiaram seu rosto mais para perto até que ambos os lábios pudessem se encaixar. Ela perdia noção do tempo, ou até mesmo se estava a fazer aquilo realmente direito, desde que em uma sincronia nada perfeita ela pudesse acompanhar-lhe sem ensaios. 

Encontrava naquela bolha de sentimentos seus infinitos e pequenos universos, descobrindo cada detalhe imensurável surpreendendo-se com tudo que carregava além do castanho de seus olhos e de seus gestos tão inesperáveis. 

A boca é a porta para alma, e ambas compartilhavam a índole pura, ora conturbada, ora neutra ou calma o suficiente, todavia escondida por aí. Compartilhavam de suspiros e pequenos pedacinhos arrancados, pequenos sentimentos cutucando seus estômagos e foi ali, no calor de sentir uma boca na outra, dos lábios em sincronia dançante, que elas tinham certeza que começaram aquele dia com o pé direito. 

Foram segundos para resmungar na ausência de seu calor natural, mas o expirar para ter certeza que seu perfume natural ainda se fazia presente e aquilo não era nenhum sonho ou alucinação. Segundos para abrir seus olhos e fitar o sorriso tímido ao rosto adulto. 

Uma adolescente abafada pela vontade de crescer antes de seu tempo, amar antes do tempo, viver tudo o que deveria antes do tempo, e finalmente perceber, que ela não havia feito exatamente nada certo. Pois tudo tem seu tempo, tudo tem seu momento, seu sentimento. 

Ela descobria pouco à pouco com Normani o que era sentir borboletas, o que era gostar de um beijo sem uma bala de menta antes, o que era fechar seus olhos e não se preocupar em acordar com gritos ou discussões. Ela descobria aos poucos, que ainda tinha muito à viver.

E viveria esse muito com Normani, que dure o tempo que durar. 

Encaram castanho ao castanho, olhos nos olhos. 

Bem me quer.

O caramelo, em um escurecido setenta por cento cacau piscou pesadamente. 

Mal me quer. 

No entanto seus dentes arredondados foram aos poucos admirados conforme o curvar calmo e tímido de seus lábios, suas mãos coçavam em cobrir sua boca, não o fez. 

Bem me quer

O fez segundos mais tarde, ressoando murmúrios fracos conforme bocejava preguiçosamente. Em um bico estranhamente fofo coçava seus olhos demonstrando todo o cansaço que era afogado pela vontade de manter-se acordada. 

Mal me quer.

Prontamente gargalha, gargalha de forma suave, que Normani admirada e submersa da realidade além do que adentrava à seus ouvidos, comprovou que pássaros cantavam ao inverno, melhor que isso, eles não poderiam ser comparado à risada que agora escutava. Arrisca dizer que deveria ouvi-la na rádio. 

Bem me quer.

Mas por fim, ela acompanha seus movimentos minuciosos agora em silêncio de ambas as partes. Desgastante e perturbador, torturante. Ela se vira, fita-lhe os olhos e se vai...

Mal me quer.

Um vazio tomou conta de seu peito, portanto sabia que se levantar e correr atrás do corpo que em passos calmos se afastava, não era como tivesse pressa, muito menos fosse recíproco. 

Em um ato silencioso, Dinah fez diferente, recolheu alguma flor perdida - se negava retirar de suas raízes uma flor que provavelmente levou tempos à crescer - entre os diversos canteiros, e nessa brincadeira de bem me quer ou mal me quer, ela imensamente quis, ela verdadeiramente entregou-lhe a flor quando novamente por perto. 

Prendeu seu caule tomado por tempo natural entre seus dentes, não dançaria tango. Primeiramente  por totalmente desconhecer essa cultura. Segundamente, por não carregar um rosa em sua boca. Descartando essas impossíveis oportunidades, ofereceu-lhe as mãos e deu total impulso para que estivesse firme ao solo, agora de pé.

Ajudou-lhe a limpar vestígios de grama ou terra que o tecido de sua roupa poderia ter adquirido, desde pequeninas flores e seus polens, ou cerejas que grudavam aos poucos em seu sobretudo. Ora ou outra sua mão vagava pelas nádegas e coxas da mais nova em movimentos rápidos e nem um pouco notados.

Mas não era como se sentisse violada. 

Dinah nada se excitava, apenas tentava por ajudar, e conseguiu com certo sucesso em alguns instantes. 

Agachou-se e fez questão de amarrar seus cadarços antes de qualquer acidente, evitando todos eles, e quando já cansada de sentir aquele sabor nada comum ainda preso entre seus dentes, ela reatou sua coluna e entregou a flor. 

Sua coloração era alegre e viva para aquela estação, de toda forma estranha em manter-se tão saudável, tão... verdadeira. Carregava imperfeições em seu caule que envelhecia em seu tempo, certamente pela ausência de sua raiz, suas pétalas em mesmo estado, algumas com pequenos furos de lagartas, presumia.

O que era totalmente estranho para um inverno tão friento. 

Não era perfeita, mas perfeita aos encaixes pouco remendados de Normani. 

Perfeita como Dinah

:- Desculpa. - Ela sussurrou. 

:- Pelo o que? - Franziu o cenho e ergueu seus olhos confusos e curiosos em sua direção, focalizando no mordiscar dos canudos lábios e o suar frio de seu ofegar constante. 

:- Por não ser perfeita.. Eu realmente não queria... - Parou bruscamente com seu divagar quando Hamilton encobriu-lhe a boca e tal ato lhe fez perder o ar. 

Desceu seus olhos ao solo, notando assim que a mais baixa esteve sobre a ponta de seus pés, praticamente colando suas faces de tamanha proximidade. Ajudando seus calcanhares a não se cansarem, segurou em seu quadril ainda um tanto envergonhada em tocar seu corpo, de todo modo mantendo um certo apoio para Normani. 

E ela suspirou, diversas vezes para não lhe faltar o ar uma segunda vez.

:- E quem disse que eu pedi para você ser perfeita? 

Ela sorriu, o sorriso mais lindo que Dinah já contemplou com gosto, com zelo e principalmente sem a vontade de que ele acabasse. Com poucas palavras e ainda confusa pode suspirar longe de seus palmos, porém segurou-os retirando de seu local de origem, beijando o dorso.

:- Eu me referi à flor. 

:- Pois eu não. - Aqueceu com seus lábios a bochecha ainda rubra. 

Quando nos conformes, passou seu braço esquerdo por sua cintura privando de Dinah de somente passou seu direito sobre seus ombros escondidos entre tanto trapo e tecido. Aconchegadas e novamente em um silêncio cheio de êxtase e opaco ao mesmo tempo, elas por fim caminhavam em tremenda calma para o próximo destino. 

Todavia o mesmo; lugar nenhum. 

O ar de uma cidade que aos poucos começava à trabalhar não era tão presente em um Domingo nebuloso, a neblina branca e fumegante era o que contrastava o pequeno fluxo de pessoas e carros pelas avenidas e ruas daquela área de Detroit. 

As calçadas aos poucos eram apagadas dos coloridos desenhos feitos por giz, tornando tudo cada vez mais cinza, isso apenas enrugava cada vez mais o rosto de Normani, martelando em sua cabeça que quando voltar para Bloomfield Hills, teria de aturar especiarias e receitas frustradas de sua avó para limpezas de pele. 

Se funcionassem, estaria satisfeita. 

E se pegou um tanto alheia dos olhos de Dinah que queimavam seus passos descaradamente, a neblina confundia seus olhos, mas ela sabia para onde seguir e claro, levar Normani.

:- Bem, eu sinto que não conheço muito bem você. - Comentou com o peso de seu braço ainda prejudicando os ombros encolhidos de Normani, uma vez que mordiscou a ponta dos dedos de Dinah, que tentava lhe fazer cócegas ao pescoço. - Você não gosta muito de falar sobre, certo? 

:- É que talvez eu não tenha nada muito interessante para comentar. 

:- Vamos lá, Normani. - Mordeu seus lábios saltitando brevemente com o aperto em seu quadril, recebendo da menor uma risada abafada, todavia empolgante. - Eu sei que pode ter coisas para me dizer. 

:- Certo. - Ponderou alguns bons segundos naquela oportunidade, e entre alguns suspiros pausados ela continuou: - Pergunte-me algo que acabe com sua curiosidade. - Arqueou sua cabeça encarando suas expressões por instantes. 

Olhando bem em seu rosto, Dinah tentou procurar por sinais de seu sarcasmo, ou até mesmo ironia, todavia o olhar sério em sua direção mesclava totalmente seus conceitos. Confirmava que era sério. 

E em um fôlego só ela começou ainda um pouco atônita: 

 :- Porque você não namora?

Abaixou novamente seus olhos impedindo que a neblina os incomodasse, puxou as mangas de seu sobretudo e esfregou o nariz apenas para pensar em alguma resposta o suficiente. Sabia que uma terrível nuvem de pensamentos terríveis iria lhe atormentar à partir daquele ponto, cada vez mais que pensasse em um mesmo assunto. 

Engoliu em seco saltitando brevemente com a rouca voz tirando-lhe novamente em devaneios, prontamente parou quando os braços firmes contornaram seu quadril pressionando suas costas contra o tronco da mais velha. 

:- Não! Pare de pensar demais. - Sussurrou realmente incomodada. 

Abruptamente Normani virou-se contra seu tronco em um contato estranhamente apertado quando sentiu os seios da mais alta completamente pressionados aos seus. Fingiu indiferença e afastou-se alguns centímetros,  de toda forma o suficiente para Dinah ter certeza de que não sairia correndo, e assim, corada, esconder suas mãos aos bolsos de seu moletom. 

Tombou um tanto sua cabeça de forma que a estatura alta da polinésia pudesse encobrir os raios de luz solar que poderiam aquecer sua pele, e consequentemente incomodando seus olhos na misera atividade de fitá-la. Uma vez que impedidos por suas costas, queimou-as de forma ardente como as bochechas de Normani naquele mesmo momento.

Diferente de Dinah, que carregava agora uma palidez descomunal em suas expressões.

:- As pessoas... - Limpou a garganta em um pigarro coçando sua nuca por instantes. - As pessoas se afastam antes que tenha tempo de criar qualquer laço afetivo. Bem, ao menos quando elas se aproximam, o que já é uma grande novidade. - Riu sem humor, mordeu os lábios e novamente fitou o chão. 

Foi o mais verdadeiro e concreto a se dizer, ao menos contestando que : "Eu não sei" seria uma péssima resposta, e com isso, Dinah cada vez mais insistiria. 

:- Eu acho isso errado. - Exaltou-se um quarto mesmo que ainda mantendo um certo equilíbrio em sua voz. 

:- Olha bem pra minha cara e pergunta de novo! - Riu sem um pingo de humor, cruzou seus braço em frente ao troco, abaixo dos seios e contraiu seus ombros fungando o nariz pelo rastro de frio ainda presente.

Dinah lhe analisou em pena, coçou sua nuca e olhou para os lados, remexendo em sua cabeça momentos pelos quais passou por isso outras vezes, mas tudo que lhe era oferecido era a forma que sempre reagia; fugir. 

De tal modo, algo cutucava em seu peito que não era o certo a se fazer, talvez nunca foi; mas se não o tivesse, talvez nem nunca conheceria Normani. 

Segurou seus ombros e chocou ao seu corpo que embrulhou-a em um abraço apertado, aconchegante e com direito de beijos carinhosos ao topo de sua cabeça, Normani não evitou em enrugar seu rosto pela estranha sensação de estar em cuidados e recebê-los, mas não negava ser confortável. 

Se nega dizer que horas atrás se encolhia contra o assento daquele trem, agora aproveitava dos braços quentes da estranha que lhe ofereceu um futuro totalmente contraditório do que procurou ao fugir em busca de seus sonhos. Esvair e esquecer um pouco daquela pressão psicológica.

E sinceramente? Ambas precisavam daquilo, e mais do que justo, ambas completavam-se naquela situação do mesmo modo que seus corpos em um abraço cheio de saudades. 

Dinah, por amor.

Normani, por carinho.

E estranhamente juntas, desfrutavam o que à tempos, ou talvez nunca, haviam de deliciarem-se. 
Por segundos Dinah perguntou a si mesma se acolheria tão bem assim seu filho, esse carregado por Lauren... Ou melhor, o filho de Lauren. Sem um mísero fio de cabelo seu. 

:- Está tudo bem? - Tentou analisar seu rosto, mas ainda era receosa em soltá-la, embora bastante surpresa de ter retribuído ao aperto. E confessa, isso tinha certa partícula de felicidade em seu interior. 

:- Isso é frustrante. - Pigarreou contra o moletom de Dinah, cedendo em seus braços segundo à segundo de acordo que tinha certeza de que aquele momento foi apenas uma incógnita.

Recuando meio passo, Dinah segurou nas laterais de seu rosto jovial e selou com seus lábios sua testa, aquecendo aquela região. Lhe apresentou um sorriso fraco e assim permaneceu por breves segundos, quando interrompida de pensar, dizer ou fazer qualquer coisa: 

:- O que entende por amor? - Queixou-se a mais nova, novamente encolhendo seus braços contra as mangas de seu sobretudo. 

Dinah olhou para frente, sobre seus ombros - mesmo que mais baixos - e encarou um grande e paralelo nada, mais comparado à tudo. Umedeceu seus lábios como se degustasse aquele questionamento no ar, pouco temperado, mas cheio de especiárias à serem despertas.

:- Amor... - Cerrou seus olhos. - O amor está em todas as coisas, em todos os lugares e onde você menos esperar. - Voltou a fitá-la, observando o arquear de suas sobrancelhas. 

:- Exemplos... 

:- Bom. - Olhou em volta, embora divagasse ao "tudo", precisava de algo menos genérico à se comparar. Afasto alguns passos soltando seu rosto e assim dando a imagem de rabiscos exagerados em um tom amarelo enfeitando a calçada que pisavam. - Veja, provavelmente uma criança levou muito tempo fazendo isso. 

:- Hm... Talvez. - Tombou sua cabeça sugestiva, de forma que pudesse entender que desejasse que prosseguisse com suas explicações. 

A verdade era que a voz de Dinah havia se tornado o som mais satisfatório e agradável para a mulata, que minuciosamente analisava o movimentar de seus lábios e o sotaque arrastado da cidade grande. 

:- E o que aprendeu sobre amor? - Insistiu com um sorriso a brincar com o canto de seus lábios. 

Sem demoras Dinah pode provavelmente começar um belo resumo de todos seus relacionamentos falhos, de todas suas decepções e todas as possíveis situações que já teve de suportar pelo amor, em nome de seu amor. 

Mas não lhe parecia o certo a fazer, e seguiu suas intuições. 

:- Aprendi que amar é se mostrar vulnerável e se entregar sem nenhuma máscara, que às vezes abstrair e fingir demência é a melhor opção. - Avançou os passos que antes recuados e segurou em suas mãos, parte não escondida entre os tecidos. - É enfrentar as dificuldades juntos e entender que o outro tem tanto qualidades quanto defeitos, que não existe ninguém perfeito e que não tem como você “tirar” todos os defeitos da pessoa e deixá-la exatamente do jeito que você quer, amor próprio também é válido. - Ergueu suas mãos entrelaçadas e girou o corpo de Normani em seu próprio eixo, arrancando dela uma gargalhada contagiante. 

A pergunta nunca para para lhe perguntar se está preparado ou não, nem nunca se preocupará com possíveis respostas. O importante é deixar ir, e elas estavam em uma sincronia tão perfeita, que naquela aguçada coreografia de sentimentos em seus estômagos, aproveitariam para ir contra qualquer correnteza, seguindo vendavais ou simples nevoeiros, abrir os olhos contra a neblina e esperar que o sol limpe o tempo. 

Elas tinham tempo, destino e a presença de uma a outra. Isso bastava. 

:- É como um paradoxo, ao mesmo tempo que você está se mostrando vulnerável e dando àquela pessoa todas as chances para “acabar” com você, você fica mais forte ao lado dela. - E prosseguiu. - Girando e girando, sem medo de cair, sem medo de quebra a cara e, principalmente, sem medo do possível enjoou mais tarde. - Parou bruscamente encarando seu rosto empalidecido, todavia acompanhando-a em uma gargalhada escandalosa, as poucas pessoas que por ali começavam sua manhã monótona de Domingo encaravam-a como se fossem criaturas de outro planeta. - Eu aprendi que o amor não é só sair falando para todo mundo que se ama, não é só escrever seus sentimentos e escondê-los em envelopes em tom de vermelho, ou comprar cestas de café da manhã. 

Provavelmente adicionou tal opção ouvindo o roncar do estômago de Normani, que corando bruscamente repousou as mãos em sua barriga mordendo os lábios para que pudesse evitar mais uma de suas risadas. Negando de forma breve, Dinah afastou poucas mechas de seu rosto e novamente estava por beijar sua testa. 

:- Amar é demonstrar no dia a dia, com concessões, brincadeiras e principalmente, diálogo. Aprendi também, que eu não preciso falar toda hora um “eu te amo” para que a pessoa se sinta amada, eu posso demonstrar isso de centenas outras formas. - Sussurrou cada palavra em um mísero centímetro que se afastava, reatando sua coluna para encarar os olhos castanhos em certa distância. - E eu posso te amar de todas elas, Normani, mesmo que eu não esteja ao tempo certo de confessar isso. - Sorriu sem muita emoção. 

Era doloroso, doloroso para quem nem ao menos sabia em tão pouco o poder que certas três palavras tinham. E talvez, somente talvez, havia usado-as errado em muitos momentos de sua vida. 

Piscando pesadamente Normani deixava o coçar ao canto de seus lábios se abrirem em um sorriso amplo e cheio de muitas vontades de não encobri-lo, pois era verdadeiro e Dinah considerava imensamente belo. Sorria, simplesmente. Mas de todo modo, pois sabia que sempre que o fazia, Dinah estaria o correspondendo. 

:- Você não vê problemas em minhas imperfeições... - Começou.

:- Elas te tornam perfeita! - Foi rápida em cortá-la. - Para mim. - Sussurrou, mesmo em total certeza de que ouviria. 

E as expressões sorridentes se tornaram sérias, frias e o suficiente para fazer o corpo polinésio estremecer fechando a cara.

Engoliu em seco incontáveis vezes por segundo, porém fora surpreendida por abraço apertado não de sua iniciativa, mas aconchegante de tal modo. 

Beijava o topo da cabeça da mais baixa e fazia questão de ora ou outra levantá-la do chão. 

:- Somos balões cheios de sentimentos em um mundo repleto de alfinetes. 

E no arquear dos cachos sedosos e volumosos ela pode em seguida sentir o estourar de seus tímpanos, porém, na certeza de que seu coração pulsava e estava em bom estado. Perfeito estado, ela diria. 

:- EU  NÃO VOU DEIXAR O MUNDO ESTOURAR A PORRA DO MEU BALÃO!!! - E novamente gargalharam. 

Elas eram a mistura mais inanimada que existia, em um perfeito encaixe e harmonia. Tão diferentes, mas ao mesmo tempo, transbordando em conjunto. 

A faixada do Cass Café era simpática em novos olhos. Normani contemplava absorta com seus pensamentos enquanto fazia questão de gravar em sua cabeça as paredes com texturas em pedra, persianas bege entreabertas contra a grande vidraça, dando ampla visão ao lado de fora no conforto aconchegante de dentro. Como principal fonte de transporte à entregas, algumas bicicletas devidamente enfileiradas, provavelmente levando suas encomendas nas cestas frontais. 

Aquilo lhe soava familiar, e era uma nova sensação que Normani gostava de sentir.

Durante o restante do caminho, Dinah fez questão de continuar com seus dedos entrelaçados, atos que prosseguiu o mesmo até quando adentraram na conveniência soando o sino em cada abrir daquela porta com alguns avisos em seu verso. Melhor que a mulata, Jane sorriu para uma senhora de um pouco mais de um metro e cinquenta, pedindo por "o de sempre" e finalmente guiando-as para uma mesa com visão para a avenida neblinada de Detroit. 

Surpreendeu-se ao perceber que a mais nova retirava de seus bolsos um desgastado guia turístico, talvez pela chuva que haviam tomado, pois o mesmo se encontrava um tanto úmido. Ainda calada, ponderava as oportunidades que Normani tomava apoiando-o sobre a mesa e traçando alguns locais com uma caneta vermelha. 

:- Marcando seus destinos? - Intrigou colocando suas mãos entrelaçada sob a mesa. 

:- Os nossos, Jane. 

:- Os nossos. - Riu fraco, imensamente feliz com termo.

Primeiramente, pela palavra "nós" se encaixar tão bem em uma situação em sua vida, apenas. 

:- Bem... - Começou limpando sua garganta. - Eu não sei exatamente para onde poderíamos ir, são tantos lugares. - Rolou seus olhos pelas imagens em diferentes pontos enquanto mordia seus longes. - Eu nunca fui mais longe do que a saída de Bloomfield Hills, não sozinha e com esse desejo de descobrir um pouquinho desse mundo. 

E novamente adquiria a coloração vermelha em suas bochechas, o que Dinah sempre julgaria adorável comparado à qualquer outra pessoa. Assim internamente ela sorria, enquanto em seu rosto pedia permissão para pegar seus pertences, sem precisar virá-lo para ler as informações, já que sem perceber, Normani já o tinha de cabeça para baixo. 

Percebendo sua estupidez, foi apenas mais um acréscimo para o tremor de suas mãos, que sem vergonha alguma, Dinah assegurou-lhe por debaixo da mesa, enquanto equilibrando a caneta entre seus dedos começava a traçar pontos importantes. 

:- Vejamos... - Repetia os atos silenciosos da mais nova que nervosa mordia seus lábios. - Arte, você gosta de arte?! 

:- Oh, sim! - Sorriu largamente, talvez um dos sinais para algo que realmente gostasse, com paixão. Interferiu os pensamentos de Dinah observando a vontade que tinha de dizer algo. - Exceto aquelas que confundem os olhos e deixam-os ardendo. 

:- Bem, cada um enxerga a arte como bem entende. 

:- Eu prefiro fazer minha própria. - Admitiu. 
:

- Isso me soa muito melhor! - Sorriu sincera marcando com um círculo o ponto importante. - Poderíamos seguir daqui para Detroit Institute of Arts, tem uma estação aqui e perto e não teríamos problema com tempo, temos uma manhã inteira. 

:- Eu ouvi falar sobre. - Mordeu o interior de suas bochechas arqueando seu olhar ao caramelo penetrante, que sorria como seus lábios carnudos. - Tem exposições interessantes por lá... - Explicou. 

:- Oh, sim! - Imitou a Normani de diálogos atrás, arrancando uma risada frouxa e nasal da própria. - É um belo destino, uh? - E de tal modo fez que sim com a cabeça. 

Acenou com a cabeça agora para a garçonete, diferente de Dinah, que agradeceu com um belo sorriso à mulher de pele marcada pelo tempo, onde em possíveis expressões em relevo em sua face, pudesse contar uma estória. Ela sorriu simpática de modo cintilante enquanto enxugava as mãos no avental desejando bom apetite para as mulheres.

Dinah muito conhecia aquela senhora de meia idade. 

A mulata bem analisou a porção de alguns donuts e dois chocolates quentes, esses em frente à cada uma delas. Analisou com calma sem muito calcular a quantidade de açúcar que logo estaria ingerindo, era irônico pensar que a responsável pelos pedidos foi a mesma que interferiu na quantidade de glicose que adoçava seu café mais cedo. 

Segurou entre seus dedos sem muito querer sujá-los um dos doces fritos com cobertura aparente à morangos, bem possível por pedacinhos deles na grudenta cobertura. Em uma mordida generosa teve atenção da mais velha que engolia em seco tentando não atacá-la pelo açúcar ao canto de seus lábios e a vontade de retirá-los com sua própria boca. 

Voltou a observar o guia turístico ainda meio tonta, buscando com os próprios olhos certos pontos de interesse. 

:- Eu gosto da natureza. - Normani tirou-lhe atenção com um sorriso tímido, muito bem-vindo para os pensamentos alheios de Dinah que somente atrapalhavam o intuito delas ali. 

:- Parque Belle Isle parece bastante atraente.

:- Sim, eu gosto. Mas também tem o Belle Isle Conservatory, que fica por ali mesmo. 

:- É sim, é um jardim botânico. - Assentiu circulando ambas as regiões. - É muito bonito também.  

:- Eu imagino. - Deslizou seu polegar contra a alça de sua caneca, aquecida com o calor da bebida, uma vez que logo segurou-a em suas mãos pronta para elevar aos lábios. 

:- Cuidado! Talvez esteja quente. - Advertiu um tanto constrangida pelo pequeno susto de Normani ao tom rápido e elevado de sua voz. 

Foi rápida em pegar um guardanapo e limpar os respingos de chocolate quente e canela que se espalharam sob a mesma, amassando-os em seguida e pronta para degustar o melhor café da manhã daquelas redondezas. Comprova por sempre acordar mais cedo para tê-los em suas manhãs mais angustiantes.

Segundo Dinah, para começar bem aquele dia e todos os outros. 

Em minutos de exato silêncio, onde apenas a movimentação de entrar e sair daquele café, o tilintar de talheres, preencher de canecas, entregas e saídas de pedidos, encomendas, ligações e ora ou outra o caixa em seu barulho de destrave à acesso ao dinheiro,  Dinah se encontrou intrigada intrigada. 

Nada mais incomum que uma manhã agitada, mesmo sendo Domingo e feriado aos apaixonados. 

Notando seu silêncio, arqueou sua atenção à uma Normani que mexia descontraidamente com o restante de chantilly que sobrava ao fundo de sua caneca, que estranhamente esvaziou naquele meio tempo. Estava em uma temperatura agradável. Não deixou de contemplar o quão bela ficava com pequenos cachos contornando o formato de seu rosto, assim encobrindo seus olhos tão baixos que entristeciam a visão da loira. 

:- Você acha que... isso vai dar certo? 

Percebendo o tremer constante de sua própria voz ela franziu o cenho erguendo uma colher com o creme aromatizado em direção à sua boca, degustando em pequenas quantidades. Largando a colher ao interior da caneca, coçou a própria nuca e afastando seus cachos fitou-a, que ainda em silêncio bebia seu chocolate. 

:- Eu não faço ideia, Normani. - Admitiu em total razão, deslizou sua língua sobre os canudos lábios que antes sujos e suspirou exaustivamente relaxando seus ombros. 

:- Droga, estou tomando seu tempo com essa besteira. - Negou abaixando seu rosto, ora tentando, quando de forma surpresa Dinah segurou seu queixo forçando sua visão permanecer firme. 

:- Não diga asneiras, Normani! - Comprimiu sua boca imitando a mais nova mais vermelha que a cereja do bolo da vitrine metros dali. - Estou com você, aceitei isso por vontade própria, se for preciso quebraremos regras, pagaremos multas ou fugiremos delas, mas, estou aqui para isso. 

Confirmou com o sorriso que podia romper seus lábios tão bem alinhados ao curvar exuberante de um sorriso cheio de boas lembranças, ótimos motivos, uma vez que acompanhados de seus olhos brilhando cintilantes em um castanho caramelo feito sua pele.

Limpos e não por lágrimas. 

Deslizou suas mãos pelos ombros tensos de Hamilton, seus braços e alcançou as mãos geladas e agora nem um pouco escondidas, a forma morna de seu chocolate não foi o suficiente para aquecê-la, de tal modo a lareira central daquele café aquecia seus arredores da forma mais natural possível. 

Normani estava em casa, mesmo que em quilômetros de distância. 

Acariciou-lhe o dorso e beijava com forma sutil e calma quando bem entendia, um silêncio desgastante para Normani que ainda trêmula tentava encontrar algum consenso ou sentido em tudo aquilo. 

:- Estou aqui para lhe ajudar a encontrar sua luz, lhe ajudar a ultrapassar todas as barreiras que estiverem em sua volta impedindo que não encontre essa luz que você emana para todos, mas que ainda não perceber. - Beijou as dobras enrugadas de seus dedos em ambas as mãos e a mais nova riu pelas cócegas naquela região inusitada. - Vou lhe ajudar a perceber o quanto você é maravilhosa e não idiota, você não é tola, seu eu interior e exterior não são tolos, ambos são esplêndidos e lindos de serem vistos pelas pessoas em sua volta.

Soltou as mãos de Normani e elevou seus dedos, mais precisamente os polegares, para enxugar o raso de lágrimas que se acumulavam descendo por suas bochechas, entre seu balbuciar e sussurrar constante de "não chore", tentava acalmar as emoções tão cheias de hormônios de uma adolescente anos mais nova.

:- Você é incrível, amor, e eu estou aqui para lhe mostrar que isso é verdade. - Continuou. - Estou aqui para lhe mostrar o quanto você é fantástica, o quanto você é uma das melhores pessoas desse mundo, mesmo conhecendo-o tão pouco. Esse mundo não merece você, mas precisa de você como exemplo de pessoa à se seguir. - Riu sem muito humor, mas era nítida verdade que falava. - Estou aqui e vou lhe ajudar com tudo isso, vou lhe mostrar a pessoa magnífica que você é, mas só preciso que confie em mim... Uh?!

Não teve certa noção do tempo quando a mais nova já em seu colo aquecia suas pernas com as próprias coxas pressionadas as suas. Agarrava seu pescoço como um bebê coala no reflexo de fragilidade, mas ela sorria e isso completava todas as alegrias de Dinah naquele momento que por intuição e vontade do momento apertou-a contra seu peito. 

Era uma nova sensação que havia amado. 

:- Droga... - Lamentou respirando contra os cachos loiros. - Como lidar com você, Hansen? 

:- Comece ignorando meu sobrenome, para você posso ser qualquer coisa! 

:- Qualquer coisa? - Afastou-se de seu tronco, agora apoiando suas mãos sobre os ombros largos da loira, logo deferindo pequenos tapinhas ali naquela região ao seu assentir sacana. - Pensarei nessa hipótese. - Levantou-se meramente envergonhada com os tapas leves que recebeu em suas nádegas. 

Ela caçou por sua mochila pousando as alças em seus ombros segurando-as firmes. Com uma grande interrogação sob a cabeça, Dinah arqueava suas sobrancelhas com as ações da mais nova que pouco havia comido dos donuts para um possível estômago agitado. 

:- Eu poderia... Hm... - Gesticulou intercalando seus dedos entre suas vestes um tanto úmidas - quase que inesistentes - da chuva que haviam pegado.

De tal modo diminuía a temperatura corporal da negra. 

:- Banheiros aos fundos. - Sorriu sem muito mostrar os dentes. - Eu... Irei pedir para que embalem o restante e poderemos seguir em frente. - Comentou antes de começar à dobrar com todo cuidado o guia turístico, recebendo apenas o assentir silencioso e passos firmes, embora inseguros em direção na qual havia indicado. 

Foram minutos para encontrar a entrada, talvez pela lentidão. Mais alguns minutos para escolher uma cabine após lavar suas mãos, segundos para frustrar-se com o trinco que de nada servia, deixando-a entreaberta e rangendo à ponto de incomodar seus ouvidos. 

Minutos para fazer acrobacias para conseguir retirar sua roupa dentro daquele cubículo minúsculo e não cheirando tão bem para o horário, suportar o bile subindo em sua garganta e não chamar muita atenção à partir do momento que a porta se abrindo anunciava a presença de mais alguém. 

Ela que ainda vestia roupas mais secas e apropriadas à seu corpo sedento por calor, jamais esperava que esse alguém seria Dinah. 

Uma Dinah preocupada com sua demora que de cabine e cabine afastava as portas para conferir se ainda estava ali, sem a mínima delicada esquecendo por chamar seu nome, ela empurrou a última porta.

E foi ali que perdeu sua sanidade. 

Apenas sabia que na caixa, os donuts não mais se encontravam. Muito menos a própria caixa, que antes em suas mãos. 
Foi o que confirmou após seus olhos descaradamente fitarem uma Normani nua de cintura para cima, contra sua vontade, os cachos afastados, apenas contrastando com os bem visíveis seios expostos. 


Notas Finais


SÓ VEM 5H3!! ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...