História Don't Touch Me - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan, Bts, Hoseok, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kookie, Namjoon, Seokjin, Tae, Taehyung, Yoongi
Exibições 48
Palavras 1.485
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


~Broteii

Não sei o que falar aqui :v
Vou postar o último cap quinta, e domingo eu posto o cap extra! ♡
Aguardem :3

Mas sem enrolação, boa laytura e desculpe qualquer erro ><

Capítulo 38 - Only Memories


Sozinho na sala, eu obsevei todos os espaços vazios onde ficavam os CDs e DVDs, todos que eu vi e ouvi ao longo dos anos, ao lado das danças e canções de Omma.

Ainda havia tempo para mais uma canção. Já que dançar seria impossível no momento.

Peguei um CD que estava perdido por ali, acho que os meninos esqueceram de pegá-lo, aproximei a cadeira de rodas do velho aparelho de DVD e comecei a cantar ao som da música.

A música era instrumental. Então pensei em eu mesmo criar uma letra ao som daquela batida. Era uma letra que se tratava de como eu era, com espinhos.

Era hora de aceitar quem eu era em todos os sentidos. Se em todas as outras músicas, eu era retratado como um menino normal, sem espinhos, na última canção eu seria como realmente era.

Como fora do início ao fim.

Com espinhos por toda a pele.

Ao final daquela manhã que os médicos me concederam, salvei em um pen drive a última música e o coloquei na estante que ficava na sala. E, em seguida, pedi que me levassem para fora do chalé e me deixassem observar a cidade ao longe.

Muito da minha história se passara naquelas ruas. Muito da minha vida havia se moldado a partir dos acontecimentos do meu aniversário de dezesseis anos, numa esquina que agora estava lá, abaixo das colinas, misturando-se a tantas outras na minha visão distante.

No fim, tudo valera a pena.

Até mesmo os desfechos.

-x-

 

Jungkook entrou no meu quarto do hospital com um sorriso bobo na face, carregando algo nas mãos, embora estivesse escondendo de mim o que era.

-O que você traz aí? –perguntei.

-Algo que você gosta muito, com certeza.

Continuei com cara de interrogação, então logo ele emendou:

-Eu sei que você reconheceu qual era o CD e o DVD preferido de sua mãe porque eram os mais gastos da estante que você encontrou, anos atrás. Usei o mesmo princípio quando estivemos hoje cedo no chalé.

-Não estou entendendo – falei, confuso.

-Você nunca me respondeu qual era seu livro preferido. Sempre disse que amava vários da mesma forma e não poderia escolher um preferido.

-E é verdade.

-Talvez. Mas hoje, enquanto você cantava na sala, dei uma boa olhada na sua estante de livros de uma forma que nunca havia visto. Porque eu quero saber tudo sobre você, Jimin. Nunca é tarde demais para descobrir algo novo, ainda mais algo tão importante assim.

-E o que você descobriu em minha estante, Jungkook?

Ele mostrou o que escondia atrás das costas. Era meu velho exemplar de O Pequeno Príncipe.

-Você é danado mesmo! Esse é realmente um dos meus favoritos.

-De todos os livros de sua estante, ele é o que tem as folhas mais gastas. Aposto que você já as folheou mais do poderia contar.

-Você está certo. Não sei dizer quantas vezes li esse livro. Talvez seja por causa da rosa... – falei.- Pensando bem, é por muitos motivos.

-“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” – ele falou, citando uma passagem do livro.

Aceitei o desafio, e respondi com uma de minhas citações favoritas:

-O amor é a única coisa que cresce conforme se reparte.

-Esse livro é realmente demais, posso entender porque você gosta tanto dele. Eu também o li várias vezes quando era mais novo.

-Se você reparar na história, ela tem muito de mim. Acho que o que nos cerca com uma história mais profundamente é quando nos vemos nela. E eu sempre me vi na rosa e no apego gigante que desenvolvi pelas pessoas que me cativaram ao longo da vida.

-Você é uma rosa única, Chim. Realmente tem muito dessa história em você.

Passamos o restante da tarde conversando não apenas sobre aquele, mas sobre vários livros que marcaram nossas vidas.

Era impressionante o poder das histórias, e eu fazia questão de que a minha fosse feliz no final.

Estava sendo.

-x-

 

Eu penso em vários dias da minha vida.

Na borboleta que matei com meu toque, quando pequeno, sem querer. Nas flores estranhas, cujas pétalas tinham formato de animais diversos, que carreguei com Tae certa vez na floresta.

No dia que eu, Jungkook e os meninos nos sentamos no topo do cânion pela primeira vez e conversamos sobre as nuvens.

Cada dia da minha vida havia sido bonito. Olhando para trás agora, eu sabia disso. Conseguia ver isso claramente.

Havia, de fato, beleza em tudo.

E não me refiro apenas aos dias bons, mas também aos dias aparentemente ruins. Sim, como o dia em que fui apedrejado ou o dia em que descobri que cresciam espinhos em meu coração. Cada dia tinha seu brilho e havia direcionado minha vida para o que ela era agora: bonita.

E se um dia eu quis que as pessoas não me olhassem mais, hoje eu sentia que nada, nenhum olhar ou insulto, poderia me derrubar.

A dor tinha trazido insegurança muitas vezes, mas agora ela me fortalecia, e eu aprendi, no final das contas, o quanto era bonito.

O caminho que me levara até essa conclusão era sinuoso, repleto de luz e trevas, mas era um caminho, e qualquer caminho é importante.

Aprendi que há sonhos que só existem para nunca serem realizados.

Eu jamais poderia tocar alguém. Eu e Jungkook não teríamos um primeiro nem um último beijo. Não teríamos beijo algum.

Mas isso não importava, porque eu tinha alguém que gostava de mim como eu era.

E isso mostrava a beleza de tudo, até mesmo dos sonhos que nunca se realizariam, porque sempre há algo além deles que nós nem imaginamos.

A jornada para que eu compreendesse isso tinha sido longa, mas muito bonita. E ainda hoje tenho alguns momentos em que me entrego às dúvidas e me questiono. Sou humano, frágil em tudo que sinto e penso, por mais que queira provar o contrário.

Mas, lá no fundo, hoje sei e aceito que sou bonito como sou e que ninguém jamais terá o direito de pensar o contrário – seja a respeito de mim ou de qualquer outra pessoa, porque cada uma carrega uma beleza diferente.

Ser feliz é uma escolha. Ser bonito é também uma escolha, porque é a gente que decide como vai se enxergar quando olhar no espelho a cada novo dia.

Eu agora me enxergava bonito, mesmo com os espinhos. E decidira que as últimas páginas do livro da minha vida seriam felizes, porque eu merecia isso.

A caminhada fora longa até ali.

Ainda havia algo importante pendente em minha vida. Algo que não tivera um desfecho apropriado.

Meu curso de paisagismo.

No tempo em que frequentava as aulas, realmente não fizera amigos, mas também não lamentava por isso. As pessoas ali ainda não estavam prontas para aceitar o diferente e eu compreendi que cada um tem seu tempo.

Porém, gostava muito de estudar, principalmente sobre as plantas, que podia tocar e acariciar e que eram uma parte importante da minha vida.

Appa, Jungkook e os meninos, que faziam tudo e mais um pouco para minha felicidade, levaram um notebook para meu quarto do hospital para que eu continuasse a receber os e-mails com lições e materiais de pesquisa que os professores me enviavam.

Assim, mesmo a distância, consegui concluir o curso.

Os professores foram pessoalmente ao hospital me entregar o certificado de conclusão, que Appa mandou emoldurar e pendurar sobre a cama.

Era mais uma conquista, e fiquei profundamente agradecido por ter tido tempo o suficiente para alcançá-la. Mesmo com as dores, com a dificuldade respiratória e o cansaço excessivo, e mesmo conectado a tantos aparelhos, eu ainda conseguira realizar mais um sonho.

A imprensa em procurou. Alguns jornalistas fizeram uma matéria lá na escola de paisagismo, entrevistaram professores e depois pediram para falar comigo no hospital.

Eu sabia que a imprensa não era minha melhor amiga. Na ocasião de meu apedrejamento, sei que saíram matérias realmente especulativas e absurdas a meu respeito, e sei também que Kaeun ganhou um espaço para falar sobre mim na época e publicar fotos do famoso menino feito de espinhos.

Mas muitos haviam se apiedado de mim e tomado meu partido ao lerem aquelas matérias de anos atrás.

Só que nada disso me interessava agora.

Eu não precisava provar nada a ninguém e não me importava que mais matérias sobre mim fossem impressas, lidas, assistidas.

Não daria entrevistas, tampouco me importaria com aquilo tudo.

Apenas eu e as pessoas que me amavam sabíamos quem eu era, e isso era o que havia de mais valoroso.

Se as pessoas me viam como monstro ou vítima, não seria agora que mudariam de ideia, e eu realmente não me importava com isso.

Tudo o que me importava agora era o quanto eu havia crescido.

As pedras não mais me atingiam.

Os insultos e julgamentos já não tinham efeito nenhum em mim.

O resto era só memórias.


Notas Finais


~Saii


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