História Dor de verão - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Dor
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Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desculpem-me.

Capítulo 1 - O único, portanto o Fim.



Dor de verão.
Catarina Jones, talvez a menina mais linda que um dia cruzou a vida de Maxon, a única que realmente chamou sua atenção, ele se lembra todos os dias da primeira vez que ele viu aqueles olhos verdes,em uma tarde fria de inverno no sul de Seattle um dos estados mais chuvosos do país, sentada no banco da praça no meio de uma tempestade, ali naquele exato momento maxon conheceu a única mulher que ele amou, seus cabelos vermelhos e longos eram levados pelo vento delicadamente assim visto por maxon, sua pele pálida encandeava os seus olhos e quando finalmente seus olhares se encontraram aqueles olhos verdes preencheram por alguns segundos todo o vazio que um dia maxon sentiu, ele sabia que não poderia seguir sem nem ao menos saber o nome dela, maxon segurava um guarda chuva na mão direita e uma sacola na outra mão, a chuva era intensa mas Catarina permanecia sentada naquele banco, maxon seguiu em sua direção, seu coração palpitava tanto que a metros dava para escutar seus batimentos, suas pernas tremiam e maxon achou que não conseguiria andar, ele pensava no que iria dizer aquela completa estranha, ele tinha medo de gaguejar, quando finalmente ele chegou perto o suficiente para que Catarina percebesse sua presença, ela então o olhou profundamente ele nunca viu aquela menina, mas naquele momento para maxon ela era a única coisa que ele iria querer para sempre – você não esta com frio – perguntou maxon, sua voz era baixa e falha, sua própria tremedeira o incomodava. Catarina virou seu olhar para maxon o olhou de cima a baixo – desculpe mais eu não o conheço – respondeu erguendo uma sobrancelha com uma voz sexy. Maxon então se sentou no outro lado do banco – me desculpe, eu realmente não sei o que estou fazendo aqui, meu coração esta tão acelerado que eu acho que vou ter um infarto, minhas mãos e pernas tremem tanto que chega a doer, eu não consigo pensar direito, para falar a verdade é a primeira vez na vida que eu tenho coragem de falar com uma menina que eu nunca vi, eu não sei o que é, mas eu preciso saber seu nome – disse maxon sendo o mais sincero possível, ele era um rapaz bonito as meninas de sua escola eram completamente encantadas por aqueles cabelos castanhos e aqueles olhos azuis cor do céu, mas para Catarina ser bonito não era algo importante. – você não se incomoda com a chuva? – perguntou Catarina – pra falar a verdade eu prefiro o verão – respondeu. Os dois então se olharam novamente e Catarina sorriu. – eu me chamo Catarina Jones – disse ela se levantando – é um enorme prazer Catarina Jones – disse maxon encantado com tanta beleza. – quando é que eu vou poder vê-la novamente? – perguntou ele todo constrangido. – amanha no mesmo banco no mesmo horário – respondeu Catarina. Maxon concordou com a cabeça e Catarina seguiu sumindo entre a neblina caminhando na chuva. Durante toda a noite, ele andou pela casa, Catarina era a única coisa em que ele pensava, ele não jantou não dormiu, maxon nunca sentiu aquilo, ele não sabia que aquilo era ruim ou bom, a ansiedade e as borboletas no estomago não eram algo comum para ele. Acordou ás 6 horas da manhã assim como em todos os dias, falou com todos de sua família, pegou a bicicleta na garagem e foi para a escola assim como costumava fazer todos os dias, mas naquele fatídico dia ele estava mais rápido que o normal. Assistiu todas as aulas, mas seus olhos não saiam do relógio, e quando finalmente o tão esperado toque, ele correu nem ao menos falou com seus amigos, foi voando para a pracinha mesmo sabendo que ainda faltavam 2 duas horas para as 17h horário em que ele havia marcado com a completa estranha, ele se sentou e esperou pacientemente, quando sentiu pingos atingirem seu corpo, era a chuva frequente naquele horário, quando ele olhou para sua frente a sombra de uma pessoa estava vindo em sua direção, quando olhou seu relógio marcava exatamente 17h, Catarina se aproximou falou com ele mas sem contato físico, diferente da maioria ela era reservada, mas maxon respeitava e ate achava fofo isso nela, bastante formam era a forma que ela falava e isso o encantava, a conversa perdurou ate as 21h da noite, quando Catarina falou que precisava ir, por uma ultima vez eles fizeram apenas contato visual e Catarina seguiu sumindo da vista de maxon na escuridão da noite assim como ela fez da ultima vez, mas dessa vez maxon estava mais feliz, ela deu a ele seu numero e falou que ele poderia ligar quando quisesse, passaram a madrugada toda conversando, e marcaram de se encontrar todos os dias no mesmo lugar e hora, assim seguiu durante semanas, cada dia que se passava maxon sentia que ela era a pessoa certa, ele não escondia o tamanho da felicidade que sentia, todos ao seu redor percebiam que cada dia o brilho nos olhos de maxon aumentava, só em pensar em Catarina seu coração apertava, seus olhos ficavam cheios de lagrimas, ele se arrepiava, o que ele sentia era tão forte que ele onde ele estava acabava vendo ela entre as pessoas, ele escutava sua voz o chamando, seus pensamentos foram todos roubados por Catarina que mesmo na sua forma diferenciada dava a entender que sentia o mesmo por ele, mesmo sendo cedo demais, maxon tinha certeza de que era amor. Durante 2 meses de inverno maxon todos os dias maxon e Catarina se encontravam no mesmo lugar na mesma hora, e todas as vezes chovia. 
- Eu queria te convidar para passar o feriado de verão comigo e minha família na casa de praia na florida, você acha que seus pais deixariam? – perguntou maxon pelo telefone, - Eu não sou fã do verão – respondeu Catarina, - O verão é a melhor estação do ano, é quando tudo nasce novamente, as pessoas ficam mais vivas – falava maxon com muito entusiasmo, - eu tenho que desligar, amanhã a gente termina a conversa – disse Catarina com a mesma maneira fria de sempre. 
Maxon e Catarina eram confidentes fieis, conversavam absolutamente sobre tudo, e dividiam seus problemas, as brigas com seus pais, os problemas na escola, embora Catarina quase nunca falasse para maxon não importava, ele já conhecia ela o suficiente, ser fechada era algo normal dela, todos os dias na praça, todos os passeios pelo shopping, as brincadeiras no parque de diversão, os beijos roubados, as experiências que ele nunca tinha experimentado aquilo tornava Catarina mas que próxima dele. Cada segundo o sentimento deles crescia, e ficava mais forte, eles passaram a se ver mais fazes por dia, Catarina passou a dormir escondida dos pais de maxon no quarto com ele, embora  com 16 anos e 17, maxon e Catarina nunca tinham passado dos beijos com ninguém e para eles eram importante demonstrar todo o amor que sentiam um pelo outro, e na noite que finalmente aconteceu, maxon sentiu o coração de Catarina junto ao seu, seus lábios passarem por seu pescoço, sentiu suas mãos apertarem a carne de Catarina, congelar naquele momento para sempre era tudo que ele queria, o cheiro dela ficou em seu corpo a felicidade era a única coisa que ele sentia junto ao prazer. – Eu amo você Catarina Jones – falou maxon ao pé do ouvido de Catarina. – Eu também amo você Maxon – respondeu 
Pela primeira vez em toda a sua vida, ele soube o que a palavra amor significava de verdade. Os meses, os dias, as horas, os segundos que eles estiveram juntos foram os únicos momentos de plena felicidade para maxon. Alguns dias seguiram, e quando finalmente o verão chegou, maxon planejava varias coisas para eles fazerem, ele queria conhecer os pais dela e queria que seus pais conhecessem a mulher da sua vida, mas pela primeira vez em meses Catarina não atendeu o telefone, maxon tentou mais depois de 5 vezes ele parou, assim como fazia todos os dias ele foi para a escola, passou a tarde toda esperando ate que fosse encontrar sua amada na praça, e quando ele chegou, cedo  como costumava fazer ele sentou no mesmo banco de sempre só que dessa vez acompanhado do sol que dificultava sua visão, olhava fixamente para o lugar de onde Catarina sempre vinha e avistou, uma sombra, seu coração disparou mais quando ele pode ver o rosto, não era sua amada, ele continuou esperando ate as 21h sentado naquele banco da praça, vendo varias pessoas passarem, quando finalmente decidiu ir para casa, ao chegar em casa ele pela primeira vez em meses se sentia estranho, abriu a porta e uma voz surgiu logo atrás dele – filho tem uma carta pra você ai sobre a mesa – disse a mão de maxon logo atrás dele. 
Ele foi ate a mesa e pegou a carta que no envelope estava destinada a maxon enviada por C.J (Catarina Jones) Ele subiu e quando chegou ao quarto jogou a bolsa no chão e sentou na cama, abriu o envelope delicadamente não queria rasgar a carta que ele achava ser de amor. 
“ Meu caro maxon, não sei bem como deveria começar esse carta, antes de mais nada me perdoe pelo que eu fiz, saiba que eu nunca vivi com ninguém o que vivi com você, tudo o que passamos superou a realidade, não sou uma pessoa religiosa mas poderia facilmente acreditar que nossos destinos estavam traçados a muito tempo, no primeiro dia em que eu o conheci, minhas mãos suavam muito, sei que poucas vezes demonstrei o que sentia, perdoe-me, essa coisas não são simples para mim, me desculpe pelo que eu fiz, mas tudo estava ficando serio demais, eu não deveria ter deixado chegar ate aqui, mas se isso continuasse seria pior para os dois, não pense que o que sinto não é real, você foi a única pessoa por quem eu pude sentir afeição, mas as coisas que estão dentro de mim me controlam e machucar você seria algo que eu não suportaria, vai ser difícil, vai ser insuportável, você vai se sentir vazio, toda sua felicidade vai sumir a dor vai tomar conta da sua alma, mas isso algum dia será apenas uma lembrança ruim, sei que você não vai entender meus motivos, você não me conhece de verdade, você apenas conhece a Catarina que eu sou quando estou com você, mas isso é bem mais profundo que isso. Apenas me perdoe por não ser boa o suficiente, por não ser quem você pensa, meu querido maxon me desculpe por não ter te amado, por não ter te amado o tanto que você merece mas infelizmente eu não consigo mais viver com tudo isso, quero que seja feliz, encontre alguém que não seja como eu, viva a sua vida o quanto puder, dizer adeus é difícil mas é preciso, não chore pois sempre que você lembrar de mim eu vou estar ai com você, apenas viva maxon. Um ultimo beijo, eu te amo maxon.” Ele não entendeu nada, sua cabeça estava tão confusa ele não sabia o que aquilo queria dizer, ele pensava no que havia feito de errado, ele gritava e chorava, transtornado ele estava, naquele momento seu coração não existia mais. Ele desceu correndo as escadas, quando finalmente chegou na sala, toda a sua família estava sentada assistindo ao jornal, uma noticia trágica apertava o coração de sua mão, seu pai parecia não entender o porquê de algumas pessoas cometerem aquele ato, e quando maxon se aproximou da TV e finalmente pode ver do que se tratava ele conseguiu ver “corpo de uma jovem foi encontrado em baixo da ponte ao que parece ela se jogou” Naquele momento toda a dor que maxon sentia era incapaz de descrever, aquilo era pior que perder a vida para ele. Ele caiu no chão em prantos, seus pais logo foram tentar ajudar e entender o que havia acontecido, mas a única coisa que ele falava e repetia era – minha vida acabou – junto a lagrimas maxon gritava. Para ele morrer teria sido menos pior, depois de horas quando consegui se recompor e explicar a todos do que se tratava ele recebeu apoio de sua família mais a dor era insuportável. 
Logo depois de informarem o suicido da menina Catarina Jones, a policia tentou entrar em contato com sua família que depois de semanas foi encontrada em uma casa abandonada, todos estavam mortos, Catarina Jones, 17 anos de idade, nascida no dia 02\06, nativa da Califórnia, diagnosticada como sociopata, era acusada de matar 5 meninos no estado da Califórnia, mas segundo a policia seus pais insistiam que ela não teria feito aquilo, estavam foragidos e eram procurados pelo país todo, segundo o médico que tratava do caso da menina, Catarina apresentava uma maneira de direcionar seu ódio em meninos de sua idade, assim como fez cinco vezes quando entrava em surto Catarina precisava ser internada pois era perigosa para todos. 
Maxon não acreditava, mas no dia que conheceu Catarina aos mãos dela suavam pois pela primeira vez ela teria tomado coragem de sentar em algum lugar que ele pudesse vê-la, mas ele não sabiam que ela já o seguia a bastante tempo desde que se mudou para Seattle a vida de Catarina era seguir maxon sua próxima vitima, mas foi diferente daquela vez, Catarina sentia a necessidade de ferir maxon de alguma maneira ela queria causar dor a ele, mas algo estava impedindo que ela o matasse pois ela desperdiçou todas as oportunidades, por diversas vezes ela o olhava dormindo e o que ela mais queria era mata-lo, estava confusa e percebeu que se ela acabasse com sua vida ela faria uma mal maior ainda para maxon, e quando ela decidiu que faria aquilo, ela foi para casa e matou todos os seus familiares enquanto eles dormiam, e quando finalmente chegou o verão ela sabia que já era a hora. 
Mesmo com tudo isso, Catarina seria a única mulher que maxon amaria em toda a vida triste vida, ele não se recuperou do fato ocorrido, fez diversas terapias mais nada adiantava, maxon ate o seu ultimo dia de vida tomava remédios para depressão. Ele nunca chegou a se casar, não teve filhos e depois da morte dos seus pais ele permaneceu em sua casa, era visitado uma vez no ano pela sua irmã que morava em outro estado, todos os dias de sua vida maxon ficava sentado na praça das 17h ás 21h assim como quando estava com Catarina, ele morreu aos 80 anos, seu corpo foi encontrado na banheira do seu quarto, causas naturais. 
O amor de maxon nasceu no inverno junto ao frio, e morreu no verão quando as coisas nascem e o calor trás a felicidade. 
Maxon nunca superou Catarina.
 



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