História Dos Bastidores - Amor e Algumas Intrigas - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Homossexualidade, Revelaçoes, Romance Gay, Segredos, Traição
Exibições 27
Palavras 1.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capítulo novo...

Um beijo a todos e Boa Leitura!

Capítulo 13 - Vamos brindar


 

Contado por Henrique.

Infelizmente meus planos de passar uma semana inteira com o meu namorado tiveram que ser cancelados, motivo? Filipe me ligou na manhã seguinte praticamente implorando para me ver, segundo meu amigo se ele ficasse sozinho acabaria fazendo alguma besteira, por via das dúvidas decidi voltar. Lucas não quis demonstrar, mas sua decepção era bem evidente, contudo ele me entendeu, eu não podia deixar o Filipe sozinho sem saber o que tinha acontecido.

A notícia não podia ter sido mais inesperada para mim!

Fui recebido com um abraço sufocante, os olhos inchados e vermelhos mostravam que ele chorou, não era legal ver o Filipe pra baixo. Conversamos sozinhos no seu quarto e a cada palavra era como se um tapa fosse disferido no meu rosto, ele confiava em mim e continua confiando mesmo que eu não merecesse...Sempre soube que o Filipe era um pouco possessivo, mas nunca pensei que ele terminaria por tão pouco.

-Pode ter sido um mal entendido Filipe. - Menti tentando reverter essa situação, eu estava assustado com o que o César disse, ele chamou mesmo meu nome.

-Mal entendido o caralho, eu não quero nem olhar para a cara dele. - Filipe falou com certa mágoa na voz, mas eu podia ver nos olhos dele que era da boca para fora, ele amava o César.

-Já pensou em como o César deve ter ficado? - Tentei ajudar, não era a minha intenção que isso acontecesse.
Acho que nunca se passou pela minha cabeça que os dois um dia chegariam a terminar e menos ainda que a causa seria eu.

-Eu penso em como eu fiquei Henrique, se coloca no meu lugar pelo menos uma vez, o que você pensaria se o Lucas gemesse meu nome? - Ele virou o rosto perdido nos próprios pensamentos assim com eu.

Fiquei um tempo encarando minhas próprias mãos pensando em como o César deve estar arrasado, não medi as consequências das minhas ações e agora eu não podia me sentir pior, culpado, infeliz...Entrei em um conflito interno, eu deveria falar com ele? No meu intimo eu sabia que a maior parcela de culpa era minha e o remorso não me deixava ter paz, uma vez eu prometi que faria o César feliz...não cumpri com a minha promessa e acabei sendo a razão da sua infelicidade.

Era péssimo ser tratado como vitima sabendo que eu era o responsável por isso, mas eu não podia fazer nada, dizer a verdade nunca foi opção...Filipe me abraçou pelos ombros se desculpando quando era eu que devia me desculpar.

-Eu sou muito idiota Henrique, cheguei a ficar com raiva de você mesmo sabendo que você não me trairia desse jeito. - Ele beijou meus cabelos se afastando em seguida com o mesmo semblante abatido e confuso.

Sim, com certeza eu me sentia extremamente desconfortável dentro dessa situação, culpado sem dúvida, no entanto eu não conseguia me arrepender de ter tido um dia o cara que eu amei na minha vida...Que tipo de pessoa sou eu? Certamente não sou o melhor modelo de ser humano.

Passei o restante do dia junto com o meu amigo, assistindo filmes bobos de comédia como nos velhos tempos, eu sentia que devia isso a ele. E no fim da noite bebemos para encerrar o dia.

Filipe encheu dois copos com Whisky me entregando um, entornei a bebida esperando meu amigo sentar do meu lado.

-Antes de beber vamos brindar Henrique. - Ele abriu um sorriso estranho, não entendi onde ele queria chegar.

-Brindar por que cara?

-Vamos brindar a uma pessoa muito especial. - Ele ergueu o copo e eu acabei entrando na onda dele. - Um brinde ao puto do meu ex namorado.

(...)

Um mês depois...

Nada mudou na minha vida, com a exceção de que o César literalmente desapareceu nesse mês que se passou e meu amigo só para variar continuava gostando dele, Filipe ainda não tinha dado o braço a torcer, mas nós dois sabíamos que ele queria voltar, era apenas o maldito orgulho que não deixava ele tomar uma atitude...Minha relação com o Lucas estava mais firme do que nunca, ele era um namorado maravilhoso e eu fazia o possível para retribuir na mesma intensidade o amor que ele me dava, Lucas me fazia bem, seu amor era leve, completamente diferente do César.

E nesse momento meu namorado esperava eu terminar de me vestir, passei os dedos pelos meus cabelos tentando arrumar, dei uma última olhada no espelho e puxei meu namorado em seguida. Dirigi animado até a balada em que passaríamos aquela madrugada, mas minha noite perfeita com meu namorado tinha tudo para dar errado.

Lucas e eu dançamos quase a noite toda, e eu aproveitava nossa proximidade para agarrar ele, não que ele reclamasse...estava longe disso. Meu coração batia no ritmo da música, eu estava simplesmente adorando passar essa madrugada com o meu namorado, Lucas dançava de olhos fechados, o corpo colado no meu, beijei sua boca esquecendo dos outros, a pista poia estar cheia mas minha atenção era toda nele, e depois de beijar meu namorado Lucas me puxou para falar perto do meu ouvido, quase gritando por causa do som alto.

-Amor vamos pro bar, cansei de dançar.

Na mesma hora segurei sua mão e arrastei ele desviando de várias pessoas que se agarravam na pista.

Lucas pediu um drinque de frutas, mas eu preferi uma dose de vodka, mexi a bebida antes de levar a boca, mas antes de eu beber Lucas chamo minha atenção.

-Vamos brindar? - Lucas falou erguendo o copo, eu apenas imitei o seu gesto.

-Brindar à que amor? - Perguntei curioso sem tirar meu sorriso por estar curtindo com ele.

-A nossa felicidade.

A Alegria dele me contagiava, brindamos e ficamos pelo bar mesmo, bebendo, nos beijando e rindo á toa. Se eu estava feliz? Com certeza, mas minha alegria tinha prazo de validade.

-Vou passar no banheiro. - Avisei meu namorado e me levantei deixando o bar.

O banheiro estaria quase vazio quando eu entrei, se não fosse por um trio que sem o menor exagero, praticamente transavam ali, se fosse qualquer outra pessoa eu teria ignorado e passado direto, claro que teria, mas não fiz isso...Voltei assim que vi o César entre eles completamente bêbado e sem muita noção do que fazia. Não sei medir a raiva que me deu quando vi ele ser tocado por aqueles homens.

Não me importei com os xingamentos que eu recebi, só puxei ele do meio daqueles pervertidos, César mal conseguia se manter de pé, eu não sabia bem por que, mas eu sentia que devia protege-lo, se ele estivesse em sã consciência eu não me meteria...pelo menos era no que eu queria acreditar, eu sempre gostei de me enganar, afinal. 

César me xingava de todos os nomes possíveis enquanto eu "carregava" ele para fora daquela balada, puxei ele para a calçada e nos sentamos ali.

-Você é um babaca, me solta. - Ele tentava me empurrar, o que obviamente não resultou em nada.

-Tá ficando louco, eu não vou te deixar voltar.

-Não to te pedindo você não manda em mim...

Revirei os olhos, se lidar com ele sóbrio já era complicado com um César bêbado parecia dez vezes pior. César tentou me beijar e por alguma razão aquilo me deixou ainda mais irritado, empurrei ele que acabou deitado na calçada rindo sem nenhum motivo, como ele podia achar graça nisso? Me afastei um pouco tentando clarear minha mente, até ele começar a me chamar.

-Henrique...Henrique to me sentindo mal. - César me chamou, mas eu não dei muita atenção, pensei que era mais uma das palhaçadas dele.

Meu celular começou a tocar e eu me afastei por um minuto, não foi por muito tempo, mas eu devia saber que não era uma boa ideia deixar ele ali sozinho...

-Alô?

-Henrique onde você tá? - Lucas perguntou, de longe eu podia ouvir o som de música alta.

-Lucas eu encontrei um amigo muito bêbado e trouxe ele para fora, eu não vou voltar, desculpa amor.

-Tá bom Henrique, eu pego um táxi. - Lucas desligou, mas eu não tinha muito o que fazer, depois eu me resolveria com ele.

Guardei meu celular no bolso e voltei para ajudar o César, no entanto ele estava pior do que eu imaginava, droga, minha preocupação triplicou quando eu o encontrei desmaiado...peguei ele no colo as pressas e corri até o meu carro, César estava mole nos meus braços, fiquei completamente preocupado. Dirigi até o hospital mais próximo nervoso, por que ele fazia essas coisas? E lá se foi uma das minhas melhores noites...O atendimento foi rápido e eu não pude deixar de me assustar quando o doutor me disse que ele chegou bem perto de ter um coma alcoólico.

Quando César finalmente foi liberado já eram quase dez da manhã, foi desconfortável olhar para ele já sóbrio quando nem assunto tínhamos, eu ainda sentia um pouco de raiva por ele ter bebido tanto, mas naquele momento escolhi ficar calado. Entramos no carro e eu levei ele para casa. Não sei ao certo quais sensações senti estando com ele depois dos últimos acontecimentos, mas a euforia que eu sentia antes não existia mais, era diferente, mas seria mentira dizer que já não sentia nada, com certeza não era da mesma forma de antes, mas ainda haviam vestígios.

-Por que me ajudou? - César me questionou com um olhar triste e cansado.

-Aqueles caras estavam quase te estuprando, não queria que eu te deixasse lá bêbado do jeito que você tava. - Respondi um pouco grosseiro.

-Eu refleti muito durante esse tempo que fiquei sozinho e percebi que o que eu sinto pelo Filipe não passa de um carinho forte, foram 4 anos, meu coração teria que ser de pedra para não sentir nada. - Ele desabafava comigo, e eu o ouvia com atenção.

-Ele ainda gosta de você. 

Fui sincero com ele, Filipe era meu amigo e eu acompanhava de perto o sofrimento dele em ficar distante do César, sabendo que a maior parte desse sofrimento foi por minha causa.

-Eu sei, ele ainda me manda dinheiro toda semana...mesmo quando eu recuso ele me manda mesmo assim.

Não dava para entender a relação dos dois, me calei absorvendo cada palavra que ele dizia, eu sabia que o Filipe ainda o ajudava, só não entendia por que os dois não se resolviam de uma vez.

-Você devia falar com ele. 

Falei como um amigo, chegava a ser nostálgico conversar com ele sobre o Filipe, me fazia lembrar o tempo que estudamos juntos, mas o que César me falou em seguida eu sinceramente não esperava ouvir...

-Eu te amo Henrique. - E ele me deixou sem resposta.

Em outro tempo ouvir essas palavras seriam a minha maior alegria, contudo agora eu não sentia mais do que remorso, eu estava comprometido e não quebraria mais a minha fidelidade com Lucas, era muito tarde pra voltar atrás. No inicio eu pensava que seria a felicidade dele, me enganei...eu seria a causa dos seus problemas, sua desgraça...o fim da sua relação com o Filipe era só o começo...Há lugares que não são nossos por direito, Filipe deveria estar com ele e não eu, mas agora o estrago já estava feito, eu não podia corresponder, não dava para fazer isso sem machucar mais pessoas além de nós dois.

-Acho que é aqui que você desce. - Estacionei o carro em frente a casa dele ignorando seu olhar choroso e abri a porta para ele descer.

-Você está sendo injusto comigo Henrique. 

Vi ele secar uma lágrima nervoso e descer do meu carro em seguida, conforme eu acelerava a imagem dele ficava mais distante, sumindo aos poucos, até não se ver mais nada.

Tudo estava fora do lugar e eu já não sabia qual era o meu papel nessa trama.





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