História Dos Bastidores - Amor e Algumas Intrigas - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Homossexualidade, Revelaçoes, Romance Gay, Segredos, Traição
Exibições 26
Palavras 1.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Dois capítulos no mesmo dia, milagre eu sei...

Esse está dividido em dois pontos de vista...espero que compreendam os pensamentos e as ações dos personagens...

Beijos e Boa Leitura!

Capítulo 14 - O certo e o culpado


 

Contado por Henrique.

Cheguei até a casa do meu namorado um pouco atordoado, como chegamos a isso? César era meu amigo, eu realmente não desejava me afastar, mas ele não facilitava e se nossa amizade não era mais possível a distancia era a melhor opção.

Toquei a campainha e fui atendido pela minha sogra que me recebeu com o mesmo sorriso torto de sempre, ignorei a cara feia dela e entrei já indo para o quarto do meu namorado, eu sabia bem o caminho. Abri a porta, mas estava tudo vazio, porém Lucas estava lá, o barulho do chuveiro o denunciava.

Tirei meus tênis e me deitei na sua cama, ele não demorou a sair.

-Seu amigo tá melhor Henrique - Lucas não me cumprimentou, não me beijou e nem sequer sorriu, isso só podia significar uma coisa...ele estava com raiva.

Mas ele me entenderia quando eu explicasse, Lucas não costumava ser rancoroso.

-Deixei ele em casa agora a pouco, o médico disse que ele chegou perto de um coma alcoólico.

Lucas arregalou os olhos e mordeu a boca.

-Nossa amor, foi tão grave assim...que amigo era esse? - E pelo tom de voz dele eu podia perceber que ele estava se arrependendo das possíveis besteiras que passavam pela sua cabecinha.

-Sim amor, o César bebeu demais. - Falei me sentando na cama.

-Ah era o César. - Lucas falou de um jeito que eu sinceramente não entendi, apenas ignorei. - Vou vestir uma roupa amor.

-Não precisa colocar nada, só tira a toalha que tá ótimo. - Abri um sorriso malicioso conseguindo arrancar o primeiro sorriso dele naquele dia...eu estava no caminho certo.

-Prefiro me trocar agora, você vai sair comigo.

-Nossa, planejei passar o dia juntinho com você, só nós dois na cama.

Lucas não me respondeu, mas eu podia ver seu sorriso enquanto ele procurava uma cueca, passei minha língua sobre os meus lábios e ajeitei meu membro na calça vendo ele se trocar, e poucos minutos depois meu namorado já estava vestido se deitando comigo na sua cama.

-Só cinco minutos ok. - Lucas falou e eu apenas concordei beijando sua boca macia.

Segurei sua nuca deixando o beijo me levar, Lucas se arrepiava fácil e meu coração já se enchia só por estarmos juntos, eu devia ter deixado ele invadir meu coração antes. Perdemos uns 20 minutos em beijos quentes e brincadeiras, mas ele insistiu que o encontro era inadiável e eu não pude recusar.

Lucas e eu tínhamos muitas coisas que nos unia, ele me fazia bem, tínhamos uma boa sintonia, combinávamos, eu ainda não amava ele, mas eu sentia que não seria tão difícil. As vezes só o amor não é o suficiente, César e eu tínhamos esse sentimento, mas ele não me dava a paz que Lucas me dava e essa paz eu não desperdiçaria, a chance de viver um romance sem preocupações, sem discórdias, a chance de ser amado sem ter que dividi-lo com ninguém, Lucas me proporcionava coisas que o César jamais me daria...Eu sempre soube que me unir a ele teria um fim destrutível, mas felizmente abri meus olhos a tempo de ver que a felicidade estava ali, bem ao meu lado, eu só tinha que segura-la para não deixar escapar...era para ser o Lucas, ele era o certo.

Contado por César.

Decepcionado, essa palavra me definia, Henrique estava sendo injusto comigo, eu só precisava de uma chance para provar que eu estava o amando de verdade, eu sei que eu podia fazer o Henrique feliz se ele deixasse, mas ele insistia em continuar com aquele garoto tosco.

Destranquei a porta cansado, eu só queria dormir pela eternidade, acho que não estava pedindo muito, porém a vida não me dava descanso.

-Oi. - Filipe me saudou com um sorrisinho sem graça, por um momento me esqueci que ele ainda tinha a chave.

-Saí da minha casa e devolve minha chave. - Estiquei minha mão esperando que ele me entregasse a chave, mas ele se fez de idiota.

-Me desculpa César, eu exagerei mas era só ciúmes...o Henrique andou conversando comigo, eu agi por impulso, eu errei e você também, mas nós dois nos amamos, esquece tudo que eu disse e eu finjo que você nunca chamou por ele...eu só quero você, eu te amo.

Um mês, ele demorou UM MÊS para me procurar, meu sangue esquentava de raiva, eu praticamente implorei para ele não ir embora e agora ele achava que podia chegar um mês depois me falando palavras bonitinhas que eu voltaria como se nada tivesse acontecido, como se a nossa relação já não fosse uma droga antes do Henrique aparecer? Não, não era tão fácil assim, havia muito mais envolvido, e agora ainda tinha um fator que para mim era o maior dos motivos para não voltar para o Filipe, eu estava apaixonado pelo Henrique.

-Acabou Filipe, vai procurar alguém que presta por que "eu" não presto pra você, me esquece cara.

-Eu te conheço César, você ainda me ama, só não quer dar o braço a torcer. - Filipe falava cheio de si.

-Eu não te amo, agora me deixa em paz por que eu quero dormir.

Filipe sempre foi mais ciumento, tanto que eu me surpreendi por ele não ter surtado quando eu sem querer troquei o nome dele pelo do Henrique, ele sempre foi o mais possessivo da relação, mas naquele dia Filipe ultrapassaria todos os limites da nossa relação.

Filipe me agarrou tentando me beijar, um beijo que eu não correspondi, mas ele não parecia normal, Filipe me agarrava contra a minha vontade me imprensando contra a parede, eu não queria machucar ele, contudo ele me apertava, me senti sufocado, desesperado, e sem pensar muito bem no que eu fazia acertei um soco na sua boca, mas juro que me arrependi quando vi o sangue escorrer.

-Filipe?

Chamei por ele preocupado, mas num reflexo rápido ele me jogou no chão, cai de cara, e eu jurava que ele viria me bater...mas isso não aconteceu, ele foi bem mais cruel, Filipe montou em cima de mim me impedindo de me mexer. Inicialmente eu não entendi o que ele fazia só fui perceber quando suas mãos chegaram no cós da minha calça...

-Me solta Filipe, me solta agora. 

-Você ainda é meu César, vou te fazer se lembrar disso.

Me mexi desesperado, mas parei quando ele imprensou meu rosto contra o chão...ele me falava coisas que não faziam o menor sentido e o que veio depois já era esperado por mim, Filipe fez sexo comigo sem o meu consentimento e eu não consegui fazer nada. Diferente de mim acho que ele sentiu prazer, ele até gemeu meu nome e dessa fez eu só sentia nojo.

Filipe beijou minha nuca se levantando na sequência, tirando todo o peso que antes estava em cima de mim...Não me mexi, não chorei e nem me levantei do chão, continuei paralisado até ouvir a porta ser trancada...ele foi embora. Eu devia sentir raiva dele, ódio...mas a única pessoa que eu conseguia culpar era eu mesmo, a culpa era minha e não dava para não me odiar.

Filipe era uma boa pessoa, nunca chegamos a tamanha falta de respeito, apesar de todo ciúmes e vacilos que ele ocasionalmente dava comigo nunca chegamos a nos machucar, nunca passamos de discussões, nunca...Mas agora chegamos longe demais por minha culpa, eu fiz isso com ele, fui eu que o traiu, eu me apaixonei pelo seu melhor amigo e chamei por ele ao invés do Filipe, causei nossa separação e agora eu causei esse surto nele...não tinha como ser pior...bom, na verdade tinha, era mais doloroso quando a única pessoa que eu queria chamar estava cuidando de outro, o Henrique não me ajudaria e provavelmente me desprezaria mais se soubesse disso.

Filipe nunca me assumiria para a sua família e Henrique jamais deixaria o Lucas por mim e eu não culparia eles por isso, eu estava bem longe de ser a melhor opção, primeiro afastei o Henrique quando ele ainda me amava e agora isso aconteceu, e eu ainda não sabia como ajeitar as coisas, talvez nem houvesse concerto. Filipe não me respeitava mais e Henrique já não sentia amor por mim, não, não tinha concerto.
 



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