História Dos Bastidores - Amor e Algumas Intrigas - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Homossexualidade, Revelaçoes, Romance Gay, Segredos, Traição
Exibições 45
Palavras 1.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capitulo pra vocês...

Capítulo 5 - Um namorado e um amante


 

Contado por Henrique.

-Amor, volta aqui. - Meu namorado me puxava pelo braço me fazendo sentar do seu lado de novo no sofá da minha sala.

Lucas voltou mais cedo de viagem dessa vez, meu namorado trabalhava como modelo, sendo assim as viagens aconteciam com bastante frequência, e sinceramente isso nunca me importou. Todos diziam que eu era um puto de um sortudo por ter aquele loiro lindo do meu lado, mas não era Lucas quem preenchia meus pensamentos a maior parte do tempo, César era o dono da minha mente e meu coração.

-Quais são as novidades das semanas que eu fiquei fora? - Lucas me questionava deitando sua cabeça no meu ombro.

Fora o César e eu nos tornarmos amantes acho que nada de excepcional aconteceu. - Pensei enquanto acariciava distraído os cabelos claros do meu namorado.

-Aposto que ficou dormindo o dia inteiro, você é um tremendo preguiçoso Henrique. 

Acabei rindo, mas era mais por constrangimento do que por ver graça naquele comentário, eu podia amar o César mas ainda assim tinha um grande carinho pelo meu namorado, e por mais que eu tivesse começado essa relação com o intuito de esquecer outro eu não posso mentir, dizendo que Lucas não me fazia bem, a maior parte do tempo ele era bastante carinhoso...e bem sensível se comparado com o César...César, e mais uma vez eu pensando nele mesmo quando não devia pensar.

-Agora, deixando sua preguiça de lado, eu fiquei morrendo de saudade de você. - Ele falava com uma voz doce, e Lucas já subia no meu colo acariciando meu pescoço deixando beijos cálidos sobre ele antes de procurar minha boca me roubando um beijo lento e gostoso.

Acho que foi esse jeito gentil de me dar carinho que me fez procurar ele, o engraçado é que mesmo Lucas sendo de longe o mais apaixonado da relação fui eu quem pediu ele em namoro.

Eu deixava Lucas tocar meu corpo, e olhar seus pequenos olhos azuis doeu muito mais do que eu esperava, ele sorria apaixonado quando eu não sentia nada além de carinho, eu pensava em outro quando estava com ele, remorso...era exatamente o que sentia, foi então que eu percebi que o melhor seria terminar.

Afastei Lucas do meu colo, meu coração batia acelerado e minha mente me impulsionava a dizer de uma vez, fazer o certo, é isso...eu estava fazendo o certo. Baguncei meus cabelos respirando fundo antes de acabar de vez com a farsa que era nossa relação, olhei para Lucas que tinha as sobrancelhas franzidas, já não eram olhos apaixonados que eu fitava, mas quando ele começou a chorar perdi toda a minha determinação de segundos atrás.

-O que foi Lu? - Levei minha mão ao rosto angelical dele secando as lágrimas que teimavam em cair.

-Sou eu que tem que perguntar isso, o que foi Henrique? Por que tá me rejeitando desse jeito? - Lucas escondeu seu rosto sobre o meu peito. - As vezes você muda tanto e eu tenho medo de você me deixar.

Suas atitudes e palavras me desarmaram, no fundo eu sempre soube que Lucas era carente, e talvez tenha sido esse um dos motivos para eu ter o escolhido, éramos parecidos nesse ponto.

Desisti de terminar com ele chegando a conclusão que eu teria que disfarçar melhor, cuidar melhor dele, abracei seu corpo e me perdi mais uma vez em pensamentos enquanto deixava meu namorado descansar, isso certamente me traria problemas futuros, os problemas nunca surgem de imediato, eles só se acumulam e essa bola de neve que eu mesmo criei ainda se tornaria uma avalanche.
Lucas realmente dormiu, ajeitei ele no meu colo e levei ele para dormir no meu quarto.

-O que eu faço? - Sussurrei sozinho apagando a luz  voltando para a sala sozinho dessa vez.

Ansioso, andando de um lado para o outro sem saber onde eu estava me metendo, não dava para acabar de uma hora para outra com a minha relação com o César, mesmo que ela não fosse nem metade do que eu desejava ter com ele, era pelo menos uma relação, o mais perto que eu cheguei de ter o cara que eu sempre amei comigo, o problema maior era enganar meu namorado e meu melhor amigo, agora eu nem sabia mais se podia chamar ele assim...Que espécie de amigo era eu?

A campainha tocou e ainda irritado eu atendi, e se antes eu estava nervoso eu posso dizer que naquele momento cheguei bem perto de ter um colapso. César nem esperou eu dizer nada, ele veio me beijando e nossa...o beijo dele era incomparável, abracei seu corpo tirando ele do chão e eu não conseguia esconder a felicidade que ele me trazia.

-Que milagre é esse? - Falei ainda sobre o efeito dele.

-Ué, não posso vim te ver? Só senti saudade disso aqui. - Ele disse me dando alguns selinhos.
César entrou na minha casa como se já morasse lá e quando vi que ele entraria no meu quarto puxei ele pela cintura.

-Meu namorado chegou de viagem.

-Quer que eu vá embora? - Ele falou mexendo com os dedos na gola da minha camisa, olhei para as suas mãos e ele ergueu o olhar soltando um riso soprado.

-Claro que não, mas eu também não posso expulsar meu namorado sem mais nem menos. - Depois de eu falar isso o humor dele mudou da água para o vinho, César soltou minha camisa com raiva e fechou o semblante.

-O Filipe tá um porre hoje, vim aqui pensando em transar com você mas já vi que o seu namorado ocupado bem o seu tempo. - E como eu odiava quando ele era sarcástico.

-Não faz assim César, eu gosto muito de você mas hoje estou de mãos atadas.

Aquela carinha triste dele acabou com a minha noite, é claro que ele devia ter algum problema com o Filipe para aparecer sem se dar ao trabalho de me avisar e eu queria muito cuidar dele, no entanto César foi embora sem me deixar falar e foi então que percebi que levar essa relação seria mais difícil do que eu imaginava.





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