História Dos Bastidores - Amor e Algumas Intrigas - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Homossexualidade, Revelaçoes, Romance Gay, Segredos, Traição
Exibições 43
Palavras 1.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - A festa e os maus pressentimentos


 

Contado por Henrique.

Antes de eu ir trabalhar na manhã seguinte Lucas me avisou que faríamos uma visita aos seus pais...imediatamente o clima fechou para nós dois. Eu não disse nada, seus pais não eram carrascos com ele, entretanto tinha apenas um detalhe...coisa boba, que fazia a relação dele com os pais não ser das melhores, sempre que Lucas fazia suas visitas eles ficavam na defensiva, e o grande motivo para essa implicância com o filho caçula era eu.

-Por favor amor, hoje é aniversário do André e eu não quero ir sozinho. - Ele tentava me persuadir com seus olhinhos meigos, mas seria pior se eu deixasse ele ir sozinho, então apenas assenti a contra gosto.

Quando eu conheci seus pais foi ódio a primeira vista, a mãe dele nem fez questão de olhar na minha cara, mas eu ouvi quando ela chamou o filho de canto e disse "Se era pra namorar um homem que pelo menos fosse alguém mais descente", alguém com um nível social melhor que o meu para ser mais especifico, não sou idiota e percebi o motivo desse desgosto de primeira.  Mas eu diria que com seu pai foi um pouco pior, ele nem se preocupou em fingir que gostava de mim e deixou a mesa assim que eu falei sobre o meu trabalho, eu era garçom e pelo visto isso não agradou muito, não agradou nenhum pouco pra falar a verdade.

(...)

Entrei no restaurante onde eu trabalhava irritado por ter de visitar os meus sogros, essas festas com a família dele sempre eram um martírio para mim.

E o dia passava apressado, servindo, limpando mesas, acompanhando toda a correria que era meu dia, servi mais uma mesa antes de chegar o horário do meu descanso, e quando ouvi meu nome ser chamado me dei conta de que esse meu martírio estava apenas começando.

-Oi sumido. - Filipe falou soltando a mão do namorado e me abraçando.

César me cumprimentou tentando não parecer nervoso, continuei calado, e então Filipe voltou a falar.

-Tá no seu horário de almoço né, por que não vem almoçar com a gente, já faz um tempinho que eu não te vejo.

Mexi nos meus cabelos um tanto sem graça com o convite, mas não tive como recusar.

César e eu trocamos olhares durante todo o tempo de almoço, as vezes eu tentava disfarçar, mas era inevitável, acredito que o Filipe tenha estranhado, óbvio, já que depois de trocar olhares confusos entre nós dois ele passou a tratar o César com muito mais intimidade cheio de gestos carinhosos e até roubando selinhos sem se importar de estarmos em público.

O fato é que aquilo me irritou e vindo de mim isso não era normal, eu já devia estar acostumado com isso.

-E como tá indo o seu namoro Henrique? - Filipe perguntou de forma inocente, mas por alguma razão eu sentia como se fosse uma provocação.

-Está maravilhoso, o Lucas voltou de viagem ontem, mas e vocês dois...quando vão assumir o namoro para os seus pais? - Ver o quanto meu amigo ficou sem graça me fez querer rir, naquele dia definitivamente eu não estava me reconhecendo.

-Pergunta isso para o seu amigo. - César falou se afastando irritado.

Filipe me lançou um olhar de pavor e eu fingi não perceber, César foi embora deixando nós dois sozinhos e então eu comecei a refletir melhor sobre as minhas atitudes, eu tinha conhecimento de que esse era o ponto fraco da relação deles e me aproveitei disso para fazer uma provocação, assim como me aproveitei da fragilidade do César para dormir com ele, foi então que eu me perguntei quando me tornei uma pessoa tão baixa? Acho que ninguém iria entender minhas razões, contudo amar da maneira que eu o amava já era algo que ia além da minha compreensão, é difícil viver acompanhando dos bastidores sem poder contracenar...eu somente vi uma oportunidade e me agarrei a ela, acho que é isso que o amor faz com a gente, nos deixa impulsivos. 

Porém machucar o Filipe nesse percurso não estava nos meus planos, eu havia me arrependido de ter tocado nesse assunto com os dois, ainda mais quando o meu amigo me olhava como se fosse me bater a qualquer momento.

-Você tinha que abrir essa boca grande pra falar besteira. Caramba Henrique, você sabe que falar disso deixa o César chateado.

-Foi mal, eu não sabia que ele ia sair todo irritadinho só por casa de um comentário.

-Tanta faz, depois eu converso com ele. 

Filipe e eu terminamos nosso almoço em silêncio e no fim dividimos a conta.

-Passa lá em casa pra gente conversar, já faz um tempinho que não fazemos isso. - Meu amigo me deu um abraço apertado e eu correspondi, as vezes dava saudades de dormir na sua casa e ficar atoa.

Independente das nossas pequenas rivalidades eu ainda amava ele como um irmão e escolher enganar o Filipe foi uma das decisões mais difíceis que eu podia tomar e mais burra também.

O trabalho ainda não tinha acabado para  mim, e quando o meu turno finalmente terminou voltei para casa, eu ainda precisava me arrumar para sair com o Lucas para uma festa que eu não fazia a menor questão de participar...as vezes namorar requer sacrifícios...

(...)

Lucas conversava com os seus pais enquanto eu procurava um canto mais isolado da festa para esperar o seu retorno, me encostei próximo a piscina mandando uma mensagem no celular dele e esperei.

A noite estava estrelada e depois de um tempo de pé optei por me sentar no chão, a demora dele já estava tirando minha paciência e lembrar do semblante de desprezo dos meus sogros certamente não era muito animador

-Melhora essa cara. - Lucas se abaixou sentando do meu lado e acabamos ficando por lá, não deixei ele voltar e Lucas não insistiu e depois de namorarmos um pouco a verdadeira festa finalmente começou.

Seu primo André tinha acabado de completar 18 anos e como parte do presente os mais velhos liberaram a casa antes da meia noite e o canto que antes era só nosso logo começou a se encher de pessoas e meu namorado e eu perdemos completamente a privacidade de minutos atrás.

Essa com certeza foi uma péssima ideia, a liberdade que os pais daqueles garotos deram logo se tornou libertinagem, eles não se importavam em beber além do que devia, aquele pessoal dançava como se não houvesse amanhã se agarrando e aposto que metade daqueles adolescentes eram menores de idade, mas isso não era da minha conta...

-Te achei. - André falou puxando Lucas e pelo olhar dele já percebi de longe que ele estava pra lá de bêbado.

-Não André, me deixa aqui. - Lucas falou se soltando do primo e olhando para mim como se pedisse permissão.

-Pode ir Lucas. - Falei e antes de sumir com o primo ele me deu alguns selinhos dizendo que já já voltava pra ficar comigo.

"Ainda estou pensando em você"

Enviei essa mensagem para o César e bloqueei meu celular, aquela noite eu não queria uma resposta, me encostei mais na parede e tentei refletir, mas não era uma tarefa fácil com aquela musica alta e aquele monte de gente gritando e falando alto ao meu redor.

E depois de alguns minutos sozinho me levantei indo atrás de algo pra beber, afinal, eu ainda estava numa festa e não faria mal nenhum aproveitar um pouco mesmo não conhecendo nem um terço daquele pessoal.

Fiquei próximo ao bar aproveitando das bebidas ao tempo em que eu tentava ignorar um grupinho de adolescentes que olhavam pra mim dando risadinhas e cochichando, coitadas, pensei enquanto pegava mais um copo achando graça naquelas garotas magrelas que tentavam chamar minha atenção, mas o que me fez arregalar os olhos foi olhar para a piscina e ver aquele primo bêbado se esfregando no meu namorado.

-Pra mim já deu. - Falei deixando o copo de lado caminhando na direção onde eles dançavam.

-Se divertindo muito Lucas? - Indaguei e no mesmo momento eles se separaram.

Meu namorado se atracou no meu pescoço e eu podia sentir o cheiro de bebida exalar.

Ele estava bêbado!

-A festa acabou gatinho. - Falei arrastando ele para fora um pouco arrependido de não ter ficado ao lado dele.

Terminei o levando para a minha casa carregado e depois de tomar um banho frio com a minha ajuda Lucas dormia feito um anjo todo encolhido na minha cama. Me deitei de frente para ele acariciando seu rosto com cuidado, não dava para abandona-lo, suspirei e tomei uma decisão, não era certo magoar pessoas especiais como o Lucas e o Filipe para viver um papel que não era meu, nunca foi. Peguei meu celular antes que eu me arrependesse do que eu iria fazer, eu iria sofrer, mas com o tempo essa dor passaria, eu já superei isso uma vez...

Eu estava pronto para discar seu número, no entanto ele foi mais rápido, como se adivinhasse o que eu estava pensando em fazer César me ligou, atendi no primeiro toque.

-Eu já ia mesmo te ligar. - Falei sem o menor ânimo, porém o silêncio do outro lado da linha me deixou confuso.

-César? - E só sua respiração se fazia presente.

-Responde alguma coisa ou eu vou ficar preocupado.

-Henrique...me ajuda por favor. - Eu não sabia por quê ele chorava do outro lado da linha, mas eu sabia que não podia recusar ajuda.

Me vesti com as mesmas roupas que eu usava na festa e saí de casa deixando meu namorado dormindo sozinho, meus sentimentos eram maiores do que a minha vontade de fazer o que era certo, e depois daquela ligação tudo que eu tinha eram maus pressentimentos.








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