História Double Identity - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor Doce, Comedia, Drama, Policial
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Palavras 1.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Lalalala

Capítulo 5 - Capitolo quattro.


6 de março, de 2017. 

 

Uma semana tinha se passado desde o roubo da Mona Lisa, as coisas ainda não tinham se acalmado por completo, mas pelo menos deram uma amenizada. 

Ao contrario do que aconteceu em Roma e em Florença, a investigação do roubo da obra de Leonardo Da Vince estava indo bem. Benjamin tinha se dedicado tanto que conseguiu descobrir perfeitamente como o roubo aconteceu, talvez até conseguiria descobrir mais sobre as identidades dos ladrões se as câmeras não tivessem sido desligadas. O ruivo tinha que admitir, -A1 era muito inteligente, ele tinha pensado em cada detalhe. Não tinha deixado nenhuma digital, não deixou cair algum fio de cabelo, desligou as câmeras de segurança sem ninguém perceber nada, desligou também o sistema de segurança que era de alta definição. 

Durante essa semana, Benjamin descobriu que Augustine não era tão santa quanto parecia. Ela só parecia ser boazinha, mas no fundo ela tinha um grande interesse por trás dessa gentileza toda com o ruivo. Ele era o investigador-chefe, Augustine era só mais uma investigado no meio de tantos naquela agencia, era como se a presença dela ali não fizesse falta se fosse embora. A morena queria se sentir importante, ela não tinha estudado tanto para não ser reconhecida como deveria. Em sua concepção ela que deveria ser a investigadora-chefe e não o Benjamin, afinal, sobre os casos da Itália ele não tinha descoberto nenhuma pista, e as que tinham o próprio –A1 tinha  deixado.  

Benjamin começou a ter mais cuidado com Augustine, pois a mesmo podia encontrar uma forma que ele fosse deposto de seu cargo. O ruivo não gostava da ideia de que seu querido cargo fosse tomado por uma mulher que nem ao menos tinha completado um mês na agência.  

-Benjamin?!- O ruivo levou um cutucão forte nas costelas. 

-AI! 

-Estou te chamando tem cinco minutos e você nem da sinal de que há uma alma nesse corpo lindo! 

Christopher não estava exagerando, ele realmente estava chamando seu amigo à cinco minutos, parecia que a alma havia saído do corpo. 

-Não precisava me bater! 

-Precisava, sim!  

-Não precisava, não! 

-Ah, é? Então me fala o que eu estava de perguntando! 

Benjamin ficou uns 10 segundos pensando em algo enquanto olhava para as paredes e teto da lanchonete em que estavam. 

-Você estava me perguntando se eu, hã...- Coçou a cabeça e olhou para o rosto irritado de seu amigo.- Se eu ia no almoço de domingo no seu apartamento...? 

-Isso é uma pergunta?! 

-Talvez. 

-Você ERROU!- Christopher praticamente berrou, o que fez as outras pessoas no local olhar quem era o maluco berrando.- Não acredito, nem meu melhor amigo me escuta mais, eu podia 'tá falando que alguém da minha família morreu, podia 'tá falando que eu estou com uma doença em estado terminal e só tenho mais um dia de vida, podia estar desabafando e você não teria prestado a mínima atenção! 

Benjamin ia falar algo, mas mal abriu a boca e Chris  voltou a falar com mais drama ainda. 

-Tudo bem, eu entendo, não sou bom o suficiente para você. Benjamin com certeza precisa de alguém com mais qualidades do que eu, afinal, você é o cara, né? O foda, o ruivinho que todo mundo quer, o destruidor de corações. É claro que alguém como você nunca prestaria atenção em mim. Eu sou só um pobre mortal inútil, um zé ninguém, ou como diria minha falecida nonna: um estorvo. Um peso desnecessário que ninguém gosta. UM ESTORVO! 

O moreno gritou e todos as pessoas na lanchonete olharam para os dois. Benjamin colocou sua mão na boca do outro para impedi-lo de continuar com esse monólogo dramático, o ruivo já tinha se acostumado com isso. 

-Se você continuar gritando assim ou fazendo drama, eu vou arrumar um motivo pra te dar um mandato de prisão, me entendeu? E se voc...CHRISTOPHER! 

Chris lambeu a mão do outro para faze-lo tira-la de sua boca, o que deu certo, mas deixou um ruivo muito zangado. 

-O QUE EU DISSE SOBRE TAMPAR A MINHA BOCA COM A SUA MÃO?! 

-E O QUE EU DISSE SOBRE CRISES DE DRAMA E GRITOS EM LOCAIS PÚBLICOS?! 

-VOC- 

-PAREM OS DOIS! SE CONTINUAREM COM ESSA LADAINHA EU VOU CHAMAR A POLICIA! 

Isso foi o gerente da lanchonete brigando com os dois. 

-Desculp- 

-NÃO QUERO DESCULPAS, QUERO QUE SAIAM DA LANCONETE! AGORA! 

O ruivo e o moreno não falaram mais nada, só pagaram a conta e saíram da lanchonete rindo da situação que acabaram de passar. Essas situações aconteciam entre três ou quatro vezes ao mês, tinha si tornado ao normal aos dois, começarem a brigar, alguém brigar com eles por isso e serem expulsos de algum lugar, geralmente era nessa ordem. 

Os dois podiam discutir de vez em quando, mas nunca uma discussão influenciou a amizade dos dois. Eram ótimos amigos, bons amigos. 

*** 

20 de março, de 2017. 

Os dias foram se passando e a primavera ia dando os primeiros sinais de vida, as flores começavam a florescer e o clima foi melhorando, mesmo que ainda era aconselhável andar com algum casaco. 

A primavera em Paris era linda, os pássaros cantando, o vento levando as pétalas das flores consigo espalhando seu perfume por toda Paris. Christopher gostava do inverno, mas também amava a primavera e como ela chegava. Ela não chegava nem muito quente e nem muito fria, o que tornava extremamente agradável caminhar pela manhã nas praças. Logo estaria no hospital novamente e voltaria e faria o mesmo de sempre. 

Enquanto caminhava pela praça rumo ao seu trabalho encontrou uma rosa no meio de um jardim de margaridas. Ficou surpreso por ter encontrado uma ali, abaixou-se e passou delicadamente seus dedos pelas pétalas desceu pelo pequeno e espinhoso caule da flor. Sorriu de um jeito melancólico e a arrancou bruscamente do chão fazendo algumas pétalas caírem. Tirou sua raiz e a jogou em qualquer lugar segurando a pequena rosa pelo caule, mesmo que os espinhos estivessem machucando sua mão. 

-Desculpe-me por machuca-la, mas saiba que se eu não fizesse isso outra pessoa faria. 

Sentou em um banco na praça e ficou olhando para a rosa em sua mão. 

-Acha que se o Benjamin descobrisse que o -A1 sou eu ele me perdoaria pelo que fiz e vou fazer? 

Sabia que estava conversando com uma rosa, mas mesmo assim decidiu continuar, tentar adivinhar o que ela responderia se tivesse consciência. O ventou veio e levou uma pétala consigo, para o moreno aquilo foi um sim. 

-Não se engane rosinha, não é por quê somos melhores amigos que ele me perdoaria pelos meus atos. Mas, ele provavelmente não vai nem suspeitar de mim, então acho que não tenho com o que me preocupar.- Deu um longo suspiro e prosseguiu. - Sabe, eu me odeio por mentir 'pra ele, eu não sabia que iam colocar ele parar a ajudar com o caso aqui em Paris. Ele nunca mentiu 'pra mim, sempre disse a verdade por mais que ela doesse. Eu não gosto que mintam para mim, mas eu minto para os outros, que belo hipócrita eu sou. 

Estava cabisbaixo, só olhava para a rosa em sua mão. Dessa vez o vento levou duas pétalas, Christopher recebeu isso como um consolo. Continuou a conversar com a rosa como se fosse sua consciência lhe dando dicas e dizendo o que fazer. Ele podia conversar com suas irmãs, mas não queria preocupa-las com suas paranoias, elas já tinham problemas demais para se preocuparem.  

Decidiu se levantar e seguir o seu caminho senão ia chegar atrasado, mas antes de ir colocou a rosa encima do banco e falou um obrigado por ela se ocupar em ouvi-lo e um pedido de desculpa pela dor que lhe tinha causado. 

 

*** 

Londres. 

 

A noite estava fria e silenciosa, as ruas estavam desertas de um jeito meio sombrio. A única pessoa que ainda caminhava entre os becos de Londres era um homem que andava muito apressado, praticamente correndo como se algo o perseguisse, algo não: alguém. 

Ele tinha medo, tinha medo de morrer. Ele tinha mudado de cidade, tinha mudado até de país, mas alguém continuava o perseguindo como se aquilo não passasse de um jogo que o divertia mais e mais. Não sabia quem era, mas sabia o que era. Um assassino de aluguel que mandaram para mata-lo por causa de um divida muito grande, admitia que não tinha sido muito inteligente apostar tudo e perder tudo logo em seguida para uma das pessoas mais ricas e poderosas de Las Vegas. Agora sua vida dependia se conseguiria ou não fugir desse terrível assassino. 

Para o assassino, tudo não passava de mais um trabalho que fazia sempre. Só tinha deixado esse homem vivo até agora à pedido de seu cliente para que as suspeitas de sua morte não caíssem sobre ele. 

Mal sabia a futura "vítima" que o assassino já o tinha na mira a muito tempo, só não tinha atirado ainda, porque queria ter certeza que a bala atravessaria a cabeça do outro. O homem por sua vez estava fazendo tudo  que o assassino tinha previsto. Ele estava correndo e olhando para os lados indo até um beco sem saída. 

"Uno" 

O assassino tinha começado a contar mentalmente para atirar. 

"Due" 

"Tre" 

Puxou o gatilho do alto de um prédio e viu sua bala ir em direção ao alvo e atravessar a cabeça do mesmo. Seu trabalho estava completo.  

Levantou-se e deu uma rápida olhada no céu estrelado e lembrou que não demoraria muito para rever um velho amigo. 


Notas Finais


Hmm, quem será esse assassino?
Eai, vcs gostaram do cap?É um cap pequeno e simples, mas eu gostei mesmo assim.
Alguém aí tem algum amigo dramatico como o Chris?kkkkjkkjjj
Bjs e até o proximo cap, obrigado por lerem
<3


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