História Double Problem - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Tags Ação Drama, Comedia, Romance
Visualizações 119
Palavras 5.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OEEEEEEEEEEEEEEE! VORTEI
AQUI VAMOS NÓS COM MAIS UM CAPITULO DELICINHA E TEMOS SURPRESINHASSSSSSSSSS
VOCES VAO GOSTAR HAHAHAHAHAH <3
POREM QUANTO MAIS VAMOS PASSANDO OS CAPITULOS MAIS PROXIMO CHEGAMOS PERTO DAS TRETAS, DOS BAGULHOS LOUCOS E AS COISAS NAO VAO FICAR BOAS!
SEGUREM OS FORNINHOS! SAHUSHUAHSUHAUSHA

BOA LEITURAAAA <3 COMENTEM MUUUITO!!!
BEIJOOOOOX

Capítulo 19 - Colocando as cartas na mesa


Fanfic / Fanfiction Double Problem - Capítulo 19 - Colocando as cartas na mesa

Era sexta feira pós-feriado de ação de graças. Todas as famílias haviam confraternizado como de costume, mas então as coisas voltavam a normalidade. Ruby pegou o ônibus para New Jersey logo pela manhã e assim que chegou ao terminal rodoviário, chamou um taxi para terminar o caminho até o condado onde a amiga morava. Ela já havia ido a casa de Rose alguns finais de semana para passar feriados juntamente com Emma, mas a mãe da amiga era muito apegada aos padrões tradicionais e isso sempre causava um desconforto não apenas em Ruby que além de ser homossexual também tinha a mãe namorando uma mulher, mas também causava em Emma, por ela não ter família e ter que se virar apenas com a irmã.

Ruby só estava indo porque sabia que a amiga precisava muito dela e que a situação deveria estar fazendo a loira arrancar os cabelos. Rose já era paranoica e cheia de umas suposições malucas, imagina agora achando que esta gravida, com a possibilidade de estar carregando um filho de um garoto que nem é seu namorado e que ela teve apenas dois encontros. A morena suspirou enquanto o taxi fazia a entrada no condado e seguia pelas ruas e ia em direção ao bairro da amiga.

O carro parou em frente a casa da menina. Estava exatamente como ela lembrava. Ruby pagou ao homem e o viu tomar seu caminho. Ela pegou sua mala e foi ate a porta e tocou a campainha esperando por Rose.

─ RUBY! ─ a loira se jogou sobre a amiga e a abraçou. Ruby quase caiu do pequeno degrau.

─ Meu senhor, Rose! Eu sei que sou irresistível, mas vamos com calma né? ─ a morena sorriu ─ tem que pelo menos chamar pra sair antes, ter os preliminares ─ ela piscou.

─ Você não muda mesmo! ─ Rose riu e deixou que a amiga entrasse.

Rose ajudou Ruby com a mala e elas subiram as escadas indo direto para o quarto da garota. A loira deixou a bagagem em um canto e puxou a amiga para sua cama a fim de desabafar logo e tirar todas as suas loucuras de dentro da sua cabeça. Rose não aguentava mais guardar tudo aquilo dentro dela. Para alguém como ela, que fala mil palavras por segundos, ficar com tudo aquilo e quieta era uma vitória. Ela merecia algum premio se houvesse uma premiação para isso, talvez o Guinness.

A morena deixou que ela falasse tudo. Começando em como ela encontrou o garoto no supermercado e em como ele foi bacana e super simpático a ajudando com as compras. Ruby sabia o quanto Rose era péssima nas compras para a cozinha, tanto que quem fazia isso em Nova York era ela. Ela contou então que descobriu que ele se mudou com a mãe para o condado depois que os pais divorciaram. Foi ai que ele pediu o seu endereço, pois queria marcar alguma coisa com ela e logico que Rose não negou.

Ela contou que eles saíram de moto pela cidade e foram a um lado do lago pela estrada que não tem acesso de ninguém. É uma área parecida com um parque, mas não é fechado e nem foi construído nada ali, é apenas uma área verde livre. Detalhou como foi a conversa, o lanche e ate quando eles chegaram aos “finalmente”. Segundo ela, foi maravilhoso e o garoto sabia muito bem o que fazia e ela estava precisando. Ruby riu, mas sabia que apesar dela estar animada com essa parte, logo a parte preocupante viria.

Rose então disse que quando terminaram e ficaram deitados ela percebeu que em nenhum momento ele mencionou a camisinha ou a colocou e ela, como estava tão inerte nos encantos de Alex, não se lembrou também. Foi quando o encontro se tornou em algo incomodo.

─ Ok, então ele te chama pra um encontro e não leva camisinha? ─ Ruby perguntou e Rose ficou pensativa.

─ Não sei se ele não levou ou se esqueceu, também não sei se ele pensava que um simples piquenique ia se transformar em sexo! ─ ela falou desesperada e colocou a mão no rosto.

─ Ah! Me poupe Rose! ─ a morena bufou ─ ate parece que ele não queria te comer! Ele não fez isso no primeiro encontro porque não teve chance! ─ a loira arqueou a sobrancelha.

─ Não posso acreditar que ele seja do tipo romântico? Ainda pode existir uns perdidos por ai! ─ ela falou na defensiva. Ruby riu alto.

─ É! Por isso ele se esqueceu da camisinha! Na época dessas pessoas não havia esses tipo de coisa, alias só transavam depois do casamento, então para de dar uma de romântica! Porque você deu foi outra coisa! ─ Rose riu.

─ Ai Ruby, eu to tão fodida e não é no bom sentido! ─ a loira colocou a mão no rosto novamente.

─ Mas ele finalizou o trabalho lá dentro mesmo? ─ Rose só a encarou ─ Ok, já entendi!

─ Pra piorar eu não estava tomando o anticoncepcional direito e ate que parei, tava na seca mesmo! ─ ela bufou ─, mas agora o que eu vou fazer? Teoricamente é pra minha menstruação vir no meio da semana que vem, quero estar morta ate lá!

─ Cala boca idiota! ─ Ruby bufou ─ você pode fazer um teste de farmácia e descobrir por si própria! ─ Rose suspirou.

─ Não tenho coragem o suficiente pra isso, sou praticamente uma franga pra esses tipos de pressão ─ ela bufou.

─ Eu fico com você, se quiser ate compro com você! ─ a morena falou calmamente.

─ Eu queria tanto que Emma estivesse aqui também! ─ Rose respirou fundo ─ aquela vaca me trocou pela Srta. Gostosona e deve ta só transando! E sem a preocupação de ficar gravida! ─ Rose falou indignada.

─ Nossa se ela transou com a Regina e não me contou, eu vou brotar minha mão na cara daquela loira branquela e esfregar a cara dela no brejo! ─ Rose riu.

─ Você acha que ela já não cedeu pra aquela demônia que exala sexo onde passa? ─ Rose bufou ─ eu aposto minha virgindade!

─ Rose, você não é virgem! ─ Ruby a encarou.

─ EXATAMENTE! ─ as duas riram.

Mary acordou naquela manha e tomou o café da manha junto com Ella, Ariel e a pequena Ashley que não parou de falar um segundo sobre a torta de morango. Ela achava incrível como a memoria da criança era ótima. Nunca prometa algo para uma criança se não pretende cumprir porque provavelmente ela vai te cobrar ate você cansar! E Ashley já contava as horas para quando voltasse da escola com a mãe e a nova “tia” para ir ao mercado comprar os ingredientes.

Depois da refeição, cada uma tomou o seu rumo. Ella seguiu para a escola da filha antes de ir para o trabalho. Ariel e Mary foram direto para o restaurante. Mais uma vez a ruiva havia lhe emprestado roupas e depois que acabasse o turno, as duas seguiriam para a escola de Ashley, seguiriam para o mercado e depois passariam em algumas lojas para ajudar Mary a comprar algumas peças para seu guarda roupa ate ela receber seu primeiro salario e poder ela mesma ir o complementando.

A morena ficou sob a supervisão da amiga. Aprendeu como mexer em cada maquina, em cada aparelho, como atender os clientes e como funcionava o cardápio. O restaurante possuía o diferencial por oferecer pratos prontos e também deixar livre para a pessoa montar sua própria porção. Também tinha vários sanduiches, sopas, opções vegetarianas, sem glúten e até veganas. Ariel explicou com detalhe o que significava cada opção para caso o cliente perguntasse e quais as opções poderiam ser adicionadas a alguns pratos ou tiradas.

Mary ficou atenta a tudo. Fez o seu melhor e foi simpática com todos os clientes, mesmo aqueles que estavam tão apressados que se esqueciam de dizer um simples “bom dia”. Para ela era uma falta de educação, mas Ariel a avisou que em uma cidade grande as pessoas se esqueciam das cordialidades e dos pequenos gestos que podiam fazer uma grande diferença. A morena concordou e tentou se manter o mais positiva possível. Atendeu das oito da manhã ate as cinco da tarde juntamente com a ruiva.

Como Ariel era a mais antiga, ela quem fechava o caixa e o restaurante. Mary a esperou e elas então saíram. Pegaram o ônibus ate o bairro onde ficava a escola publica que a pequena loira estudava e encontraram Ella esperando a menina na saída.

─ E aí garotas? ─ ela sorriu ─ prontas pra aguentar Ashley na cozinha?

─ Eu não tenho que ta pronta pra nada! ─ Ariel falou na defensiva ─ ela quem tem que aguentar o pequeno furacão!

─ Vocês falam como se a menina fosse jogar farinha no teto! ─ Mary riu e as duas se entreolharam.

─ Melhor eu ficar quieta ─ a ruiva falou e riu. Ashley saiu e quando avistou as três saiu correndo e foi para os braços da mãe.

─ MÃE! ─ ela a abraçou.

─ Paixão da minha vida! ─ ela beijou a filha e a colocou no chão e segurou em sua mão ─ como foi seu dia?

─ Foi muito legal! ─ ela falou animada ─ eu fiz um desenho com tinta! Depois nós brincamos na areia e depois a professora deixou que cada um lesse a pagina de um livro!

─ Que divertido! ─ Ella falou e sorriu para a menina.

─ Ei! Cadê meu beijo? ─ a ruiva falou e encarou a pequena. Ashley abriu os braços e se jogou no colo dela a beijando varias vezes no rosto ─ nossa! Quantos beijos bons! ─ ela beijou a bochecha da menina.

─ Agora a tia Mary! ─ ela correu para a morena e a surpreendeu a abraçando. Mary retribuiu o abraço e os beijos.

─ Você é muito carinhosa! ─ ela elogiou a menina.

─ Mamãe disse que carinho é bom e que todo mundo gosta de carinho! ─ ela falou voltando a segurar a mão da mãe e seguindo com as três o caminho para o mercado.

─ Sua mãe é muito inteligente! ─ Mary falou sorrindo.

As quatro seguiram para o mercado. Mary colocou a menina em um dos carrinhos e entregou a lista que tinha feito para ela. Com sua ajuda ela ia esperando a pequena ler, com algumas dificuldades e ia pegando cada ingrediente. Ella e Ariel aproveitaram para comprar alguns suprimentos para a casa e a morena ajudou nessa parte prometendo ficar com os jantares a partir daquele dia.

Saíram de lá com as sacolas e foram para o shopping para a alegria de Ashley que era viciada em compras e deixava sua mãe louca. Não conseguiram fazer compras sossegadas sem a menina provar metade do mostruário disponível para sua idade. Ariel e Ella ajudaram Mary a escolher algumas peças básicas para o dia a dia e para usar no trabalho, roupas íntimas, alguns produtos de higiene pessoal e entre outras coisas. As duas dividiram a conta deixando a morena sem graça e totalmente constrangida por tanto carinho com ela.

Chegaram em casa próximo das sete e meia da noite. Mary deixou as coisas em seu quarto e levou as compras do mercado para a cozinha. Preparou o jantar para todas e então chamou sua pequena grande ajudante para preparar a torta. A menina estava empolgada e prestava atenção como uma verdadeira chefe de cozinha. Ajudou a morena a colocar as medidas certas, a mexer tudo na batedeira ate virar uma massa ao ponto de modelar com as mãos. Depois elas se divertiram amassando na bancada. Ashley estava toda suja de farinha e a cozinha também. Com a massa pronta, Mary explicou a ela como fazia o recheio e com cuidado, deixou que a loirinha mexesse a colher de pau na panela e dissolvesse os morangos e fizesse a calda para o recheio. A diversão foi garantida para as duas.

Mary não parava de pensar nas suas meninas em todo o tempo que esteve com Ashley. Ela costumava fazer varias dessas tortas e sempre contava com a ajuda de uma delas. Ela se lembrava de que Emma era quem gostava de participar das aventuras na cozinha. Sentiu-se mal por não ter insistido com Emmily. Talvez fosse sua culpa a menina não ter nenhum sentimento por ela. Ela sabia que não havia sido uma boa mãe. Não estava presente sempre que queria, sempre estava com namorados que eram ruins para ela e para as filhas. James que parecia o melhor acabou se mostrando o pior e ela nem sabia o que tinha acontecido com ele. Mas ela carregava um peso enorme no coração por não poder ter tido mais tempo com suas meninas e poder consertar tudo o que errou. Tinha medo que talvez fosse tarde demais, que talvez Emma também tivesse ressentimentos com ela. Esses pensamentos sempre a assombravam antes de dormir e a acompanhavam durante o dia.

Depois de toda a festa que foi terminar de madrugada com muitas risadas e boas conversas. A família Mills se despediu de cada convidado. Dona Aurora ajudou Cora a levar o que sobrou para dentro e as meninas ajudaram a levar as louças. As crianças já estavam dormindo. A cama elástica tinha funcionado muito bem para cansa-las ate tarde do dia seguinte. Com o principal arrumado, elas entraram e foram cada uma para seus quartos. A noite havia sido ótima, mas muito cansativa com todos os preparativos e ainda teria que desmontar tudo no dia seguinte.

Emma e Regina acordaram próximo das nove da manha, era uma manhã de sábado e toda a euforia de quinta feira já havia passado. Zelena e Belle ainda dormiam. Elas aproveitaram para ficarem na varanda curtindo o segundo dia de namoro oficial. Regina ainda não tinha acreditado que Emma tinha tido toda aquela coragem que ela estava chamando mais de “cara de pau” de pedi-la em namoro e ainda na frente de David. Conhecendo como o conhecia, sabia que ele não ia deixar por isso e ainda iria insistir. Ela agradecia em mente que logo elas estariam de volta a Nova York e ele estaria em Los Angeles e ninguém incomodaria ninguém. As duas estavam na rede, enroladas em cobertores, que ficava pendurada na varanda ao redor da casa e curtiam a brisa gelada do outono que dava entrada para o inverno.

─ Eu não sabia que você cantava! ─ a morena falou a encarando e Emma sorriu sem graça.

─ Eu não canto, na verdade não mais ─ ela suspirou ─ eu aprendi a tocar violão com um menino em um dos abrigos em que fiquei e foi ai que descobri que gostava de cantar, mas nunca cantei na frente de ninguém, principalmente de tantas pessoas como ontem! ─ a loira riu.

─ Eu amei! ─ Regina falou e ajeitou uma mecha da loira ─ você tem um dom incrível, mas prefiro que fique exclusivo pra mim! ─ ela sorriu e Emma riu.

─ Gosta de exclusividade é? ─ a loira a puxou pela cintura e a beijou várias vezes.

─ Eu gosto, alias hoje é o nosso segundo dia de namoro oficial, então você é exclusividade minha ─ ela riu e beijou a loira.

─ Muito possessiva! ─ Emma falou entre os beijos.

─ Só cuido do que é meu! ─ a morena mordeu os lábios da loira lhe arrancando um leve gemido.

─ Todinha sua! ─ Emma então ficou por cima dela, mas então elas foram interrompidas por uma voz conhecida, alias muito conhecida, mas que não deveria estar lá.

─ Nossa! Eu não acredito que chegou nesse nível! ─ a tal voz falou e Emma e Regina se separaram e encararam as duas figuras paradas na varanda.

─ Sinceramente, eu não sei se choro ou se insiro uma piada lésbica aqui ─ a outra voz conhecida falou.

─ Ruby? Rose? ─ Emma falou sem entender ─ O que? Como?

─ Como vocês chegaram aqui? ─ Regina perguntou sem entender.

*Flashback On*

Ruby estava com Rose na sexta feira e elas ainda estavam na indecisão de comprar um teste de gravidez de farmácia para a loira que não tinha a coragem nem de chegar perto da rua da farmácia. A morena pensava em alguma forma de fazer a amiga se sentir melhor, mas tudo o que ela sugeria não funcionava. Ela sabia que Rose precisava de Emma e que a presença das Mills faria toda a diferença naquele momento. Elas haviam se tornado como uma família e seria um grande apoio para a pequena ter suas melhores amigas ao redor.

Foi quando ela teve uma ideia louca. Muito louca. Sabia que convencer a mãe de Rose seria o passo mais difícil, pois convencer a sua mãe seria mamão com açúcar. Ela já estava acostumada a usar certos artifícios com a mulher e sempre ganhava nos seus discursos dramáticos carregados de murmúrios e choramingo. Ela então aproveitou que Rose estava no banho e ainda eram duas da tarde e fez uma ligação para a mãe.

─ Mae! ─ ela atendeu empolgada ─ tudo bem? Liguei por que eu estava com saudade... ─ ela mordeu os lábios. Sabia que a mãe não ia cair nessa.

─ Ruby o que você quer? ─ Anitta foi direta e Ruby rolou os olhos.

─ Preciso muito de um grande favor da senhora e você não vai só estar me ajudando, vai ajudar Rose também, pensa que ato de bondade maravilhoso esse! ─ ela falou e segurou para não rir. Ouviu sua mãe suspirar.

─ Você é impressionante sabia? ─ a mulher falou e a morena riu ─ o que precisa? Lembrando que eu não disse ainda se irei fazer!

─ Preciso usar seu cartão pra comprar duas passagens pra New Orleans e claro, pra me manter la, mas lembrando que é uma emergência! ─ Ruby pronunciou seria ─ pense em todas as vezes que eu te dei orgulho, pense no quão bonita eu estava naquele desfile! ─ Anitta riu.

─ Ai, ai Ruby, como eu lido com alguém como você? ─ a mulher suspirou ─ você tem permissão pra usar o cartão, mas use com juízo! Dinheiro ainda não nasce em arvore mocinha!

─ Muito, muito obrigada mamãe! Prometo que quando achar uma arvore de dinheiro eu levo direto pra você! ─ a mulher riu novamente. Sua filha sempre lhe surpreendia, mas sabia que ela era consciente e nunca a decepcionava. Confiava em Ruby.

─ Se cuida filha e me avise quando chegar à Louisiana! ─ Ruby assentiu e se despediu.

A morena então abriu o notebook e procurou as passagens na internet. O voo mais próximo saía às quatro da tarde e elas podiam pegar direto de Newark em New Jersey no aeroporto Newark Liberty. Ela não pensou duas vezes e comprou as passagens para elas. Não sabia se a mãe de Rose iria deixar a menina ir para a outra ponta do estado, mas estava confiando na sua intuição. Quando a loira saiu do banho, Ruby então a surpreendeu com a noticia e disse para ela arrumar as malas e arranjar uma ótima desculpa para a mãe porque as duas iriam para o aeroporto em algumas horas para New Orleans. Rose apenas ficou estática por alguns minutos sem conseguir processar a informação.

─ Vamos! Não temos o dia inteiro e você ainda tem que convencer sua mãe! ─ Ruby a apressou ─ eu vou tomar banho e você se vira com ela!

A morena não sabia que magia negra a loira tinha feito que convencesse Ingrid, mas também não queria saber. O importante era que tinha funcionado e que elas estavam a caminho do aeroporto. O tempo de voo era de três horas, então elas chegariam às sete horas no estado do Jazz e ficariam em um hotel ate descobrirem onde era a casa da família Mills. O embarque foi feito e elas chegaram ao aeroporto internacional Louis Armstrong às sete e quinze.

Pegaram um taxi para um hotel da cidade e se hospedaram por uma noite. Ruby então perguntou se havia alguma lista telefônica disponível no hotel. Ela tinha assistido a um filme onde se podiam encontrar os telefones e ate endereços das pessoas residentes da cidade de onde era a lista telefônica. O problema era achar um lugar que ainda fornecesse esse tipo de coisa já que hoje em dia todos usam a internet ou aplicativos. No entanto para a sorte das duas, o hotel era antigo e o dono ainda tinha uma lista telefônica antiga guardada.

Elas procuraram pelo sobrenome das meninas e foi exatamente como Ruby pensou. Ela achou o nome de Cora Mills e lá estava sua caixa postal com endereço e telefone. Agora era torcer para que elas ainda morassem no mesmo lugar e que não fosse uma surpresa ruim. Elas não tinham viajado mais de mil quilômetros para voltarem no dia seguinte com cara de taxo e sem poder encontrar as amigas.

Na manha seguinte, as duas levantaram cedo e arrumaram o tinham trazido. Tomaram café e então pagaram a conta no hotel. Perguntaram ao senhor do balcão como podiam pedir um taxi e ele mesmo telefonou para um amigo taxista que chegou em quinze minutos. Elas indicaram o endereço e com um frio na barriga e ansiedade, foram em direção ao desconhecido torcendo para que fosse a casa de suas amigas onde encontrariam também Emma.

*Flashback Off*

─ E foi assim que nós chegamos ate aqui ─ Ruby explicou para as duas que ainda não acreditavam que Rose Ruby estavam a sua frente.

─ Vocês são loucas! ─ Regina falou rindo.

─ Olha, eu achava que vocês eram só meio fora da casinha, mas vocês são totalmente doidas ─ ela riu e saiu da rede para abraçar as duas ─ eu estava com tanta saudade!

─ Não parecia! ─ Rose cruzou os braços e não a abraçou ─ tava ai toda de tico, tico no fubá com a Srta. Gostosona...

─ Tico, tico no fubá? ─ Regina riu alto ─ meu senhor, de onde você tira essas expressões?

─ Não importa, você nem tava pensando em mim! ─ Rose fez bico.

─ Meu amor, eu sempre penso em você! ─ Emma segurou as bochechas da amiga e Ruby rolou os olhos ─ você sabe que é minha anãzinha de jardim né?

─ Nossa Emma, eu devia brotar a mão na sua cara sapatônica, mas só não faço isso porque to sensível! ─ ela abraçou a amiga. Regina rolou os olhos e levantou para abraçar as meninas.

─ Que barulheira é essa aqui fora ein? ─ Zelena aparece com cara de sono ─ não se tem nem mais respeito com o sono alheio! ─ ela resmungou.

─ Ih! Que foi ruiva? Dormiu com o Latrel? ─ Ruby perguntou e então a ruiva abriu os olhos para encarar bem a figura que estava parada a sua frente.

─ RUBY? ─ ela gritou.

─ Em carne, osso e pura gostosura! ─ ela piscou.

─ Eu vou te matar sua vaca! ─ Zelena foi ate ela e Ruby sem entender correu ao redor das meninas ─ você dormiu com a minha irmã mais nova e não me contou? Como pode fazer isso? ─ Zelena resmungava e corria atrás dela pelo gramado da casa.

─ Pelo amor da santa periquita Zelena! ─ Ruby falava enquanto corria ─ quem te contou isso? ─ ela bufou ─ foda-se! Ok! Eu deveria ter te contado, mas como que eu ia chegar e falar que comi a sua irmã? ─ Ruby parou e segurava a ruiva pelos ombros.

─ Chegava e falava oras! EU COMI A SUA IRMÃ! ─ Zelena esbravejou ─ é melhor rezar pra essa santa periquita mesmo! ─ as outras apenas assistiam a cena. Belle então apareceu na varanda com cara de confusa.

─ Regina, o que esta acontecendo? ─ a loira perguntou ainda com voz de sono.

─ Sua irmã mais velha ta tentando matar a sua ultima transa a tapas! ─ a morena riu ─ vem assistir, ta divertido! ─ Belle então percebeu a presença de Rose.

─ ROSE! ─ ela falou espantada ─ como?

─ Longa historia amiga, acho melhor você salvar o lobo mau ali porque a vovozinha que vai matar ela! ─ Rose comentou e Belle foi ate os fundos onde Ruby discutia com Zelena.

─ Zel, me escuta! Eu não planejei isso e meu senhor, eu não amarrei ela! ─ Ruby falou em sua defesa.

─ Não interessa! Ai não acredito que vocês trocaram saliências! ─ Ruby riu alto.

─ Saliências ─ a morena riu de novo ─ ótima palavra essa! ─ Belle então interveio.

─ Zelena, ta louca! ─ ela separou a ruiva de perto do pescoço de Ruby ─ agora vai matar todo mundo que resolver dormir comigo?

─ Não, mas essa Tarzan de samambaia podia ter me contado! Achei que confiasse em mim! ─ Zelena bufou. Belle riu alto.

─ Meu bem, como você acha que eu fiquei depois de transar com a irmã mais nova da minha melhor amiga? Não acha que no mínimo teria medo de te contar? ─ Ruby suspirou.

─ Porra Ruby! Justo a Belle! ─ a ruiva resmungou.

─ Ah! Então a Emma pode comer a Regina que ta tudo bem! ─ a morena resmungou.

─ Esse papo lésbico ta muito engraçado! ─ Rose falou chegando com Emma e Regina.

─ Você não ri não sua dentista da Barbie! Que eu não engoli bem essa! ─ a ruiva bufou e Regina riu com o apelido.

─ Já ouviu a expressão “não engole, cospe” ─ Ruby falou e Zelena colocou a mão no rosto.

─ Eu mereço! ─ ela riu e Ruby a abraçou ─ não me abraça não sua biscate, eu ainda to brava!

─ Sou biscate, mas sou de família, me respeita! ─ a morena se defendeu.

─ Agora o circo ta montado! ─ Emma riu.

─ Ah! Elas vão amar saber que você enfrentou o ex da Regina e pediu ela em namoro na frente de todo mundo no jantar! ─ Belle falou cruzando os braços.

─ VOCÊ FEZ O QUE? ─ Ruby e Rose gritaram juntas.

─ Puta merda ein Belle! ─ Regina bufou.

─ Acha que eu ia ficar na merda sozinha? Eu não! Arrasto vocês comigo! ─ a pequena riu.

Elas entraram na casa e levaram as malas para os quartos. Cora foi apresentada as outras duas amigas e ficou contente com a surpresa. As meninas foram para o quarto e ficaram conversando. Belle e Ruby contaram como aconteceu na noite em que elas dormiram juntas. O clima ainda ficava estranho quando elas falavam sobre o assunto, mas as duas não se encaravam e procuravam não cruzar os olhares.

Regina e Emma contaram sobre o pedido de namoro e obvio que Ruby perguntou se Emma já havia encontrado o vale encantado no meio das pernas da namorada. A loira enrubesceu nos 50 tons de Emma Swan e então contou que elas já haviam experimentado algumas coisas uma sobre a outra. As piadas foram muitas, Ruby e Rose não podiam perder a oportunidade de fazer Emma sentir-se envergonhada e constrangida, era o papel delas na Terra, de acordo com elas mesmas.

Zelena então contou sobre Robin. Falou como tinha conhecido o rapaz e como tinha conversado com ele, que não tinha sido nada programado e que ate então ela não sabia como ele havia descoberto seu telefone. Com certeza ele devia ter procurado sua ficha medica que ela deixou quando entrou na faculdade e pegou o numero que ela anotou lá. Disse que ele lhe mandava mensagens, mas que ela não sabia se respondia ou não. Disse que se lembrava do que Emma havia lhe alertado, mas que ela queria muito conversar mais com ele e que Robin parecia muito interessado em fazer o mesmo.

Então foi a vez de Rose contar o porquê elas tinham saído as pressas de New Jersey. Contou que havia encontrado Alex, o menino de arquitetura que era sua paixão platônica e que acabou saindo do platonismo. Falou sobre o encontro no mercado e sobre o outro encontro no parque que rendeu um sexo muito bom, de acordo com a loira, mas que acabou em um desastre, porque eles não tinham usado camisinha.

─ Puta que pariu Rose! ─ Emma bufou ─ como você faz uma coisa dessas!

─ Emma não briga comigo que eu choro! ─ a loira falou e fez bico.

─ Tudo bem ─ disse Regina ─ Rose, meu bem, você só vai tirar essa duvida quando fizer o teste, não tem outro jeito! ─ Rose bufou.

─ Eu to morrendo de medo! ─ ela choramingou ─ e se der positivo? Gente o que eu vou fazer com uma criança? Eu ainda sou uma criança!

─ Amiga, não coloca a carroça na frente dos bois ─ disse Belle ─ primeiro vamos na farmácia e depois você ve se surta ou não, mas de qualquer forma nós estaremos com você! ─ todas concordaram.

Fiona estava na casa do pai e mexia em seu notebook. Pesquisou mais sobre a vida de Emma Swan e não descobriu nada muito chamativo sobre a garota. Como era uma boa hacker, conseguiu seus dados bancários e todas as transações que ela fazia nos últimos dias. O que lhe chamou a atenção foi que ela possuía muito dinheiro para uma simples estudante de jornalismo da NYU e que morava num alojamento estudantil.

─ O que conseguiu filha? ─ Gold sentou ao lado de Fiona.

─ Emma Swan, 22 anos, estudante de jornalismo da NYU, solteira e no momento esta em Punta Cana ─ ela falou sem esboçar nenhuma emoção ─ cresceu em orfanatos a partir dos dez anos de idade e possui uma irmã chamada Emmily, mas não pesquisei sobre ela, meu foco esta nessa loira que move muito dinheiro em diferentes contas e paga tudo a vista!

─ Interessante ─ ele falou em tom misterioso ─ acha que é uma boa vitima?

─ Ela não me parece ser muito difícil e você me conhece pai, eu não desisto de um bom negocio ─ Fiona falou e sorriu.

─ Eu sei, por isso você é a melhor! ─ ele colocou a mão em seu ombro.


Notas Finais


QUEM QUER UMA MAE IGUAL A DA RUBY LEVANTA A MAO \O/ SHUAHSUAHSUASH
GOSTARAM DAS NOSSAS MENINAS JUNTAS NOVAMENTE?
ZELENA MATANDO A RUBY FOI PRA ACABAR SHUAHSUAHSUHAUSH MAS FAZ PARTE E AGORA VEREMOS COMO FICA O TESTE DE GRAVIDEZ, SERA QUE DAVID VOLTA? RUBY E BELLE? ZELENA E ROBIN?
MUITAS PERGUNTAS....
ATE A PROXIMA!!


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