História Doushite - Capítulo 3


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Categorias Digimon
Personagens Kari Kamiya, Sora Takenouchi, Taichi "Tai" Kamiya, Takeru "T.K." Takaishi, Yamato "Matt" Ishida
Exibições 7
Palavras 1.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Eu, um irmão ciumento e um namorado possessivo


Fanfic / Fanfiction Doushite - Capítulo 3 - Eu, um irmão ciumento e um namorado possessivo

Doushite

Capitulo 3: Eu, um irmão ciumento e um namorado possessivo

By Misako Ishida

 

Se eu gostei quando Hikari me contou que estava namorando meu melhor amigo? Não! Nem um pouco, fiquei enlouquecido. Já era difícil aceitar que minha pequena irmãzinha estava crescendo e ter que aceitar que meu melhor amigo a estava tomando para si? Aquilo foi demais.

Não pense errado. Yamato é uma das pessoas mais confiáveis, leais e honestas que conheço. Sei que ele não faria mal algum à Hikari. Mas namorá-la? Com beijos e abraços?! Urrrg. Não posso sequer pensar nisso.

Hikari é uma menina meiga, pura e inocente. Ela é linda! Uma verdadeira beleza rara. Mas não para ficar nos braços dos outros. É incrível como não percebi nada antes. Deveria ter feito algo a respeito. Minha reação diante dela foi de completa confusão e incredulidade. Isso pareceu chateá-la. Depois entendi que era a minha aprovação e compreensão que ela buscava. E eu sou o tipo de cara que não é capaz de negar absolutamente nada à sua irmã mais nova.

Fora minha namorada, Sora, quem me abriu os olhos.

- Não é melhor que ela esteja com alguém que você conhece e confia do que com um completo desconhecido? – ela me perguntou.

Sei que ela tinha razão, mas meus instintos de irmão mais velho me impediam de enxergar qualquer coisa além de Yamato com as mãos em cima da minha doce irmãzinha.

- Aceite que ela está crescendo, Taichi. Ela não é mais uma criança e você não pode impedi-la de viver essas experiências. Você concordando ou não, ela estará com ele porque gosta dele. Mas seria bem mais fácil e simples se você apoiasse a decisão deles. – falara minha namorada em tom de sermão.

E foi assim que eu busquei conversar com Yamato e expor a forma como me sentia em relação a eles dois juntos. Meu amigo era maduro, muito mais do que eu, e aceitou meus sentimentos completamente, me prometendo que jamais machucaria Hikari.

Eu o faria cumprir com essa promessa, senão ele sentiria o peso da minha fúria. O fato de ele ser meu melhor amigo não iria amenizar nada, talvez apenas piorasse. Mas estava torcendo para que ele não vacilasse com ela.

Era um fato que Hikari estava feliz. Passava os dias sorrindo a toa e cantarolando as músicas de Yamato. Às vezes era enjoativo vê-la mais doce do que o habitual. Mas, eu estava suportando firme.

Sora me ajudava nessa tarefa. Ela era a mais perfeita de todas as namoradas e era minha. Confesso que meu maior medo é perdê-la. Ela me completa, me faz a pessoa mais feliz do mundo e me faz querer ser um homem melhor. Sei que sou bem imaturo às vezes e que quase sempre costumo agir por impulso, mas ela me freia e me faz raciocinar.

Costumamos passar todos os finais de semana juntos. Quando eu tenho uma partida de futebol ela está lá para torcer por mim e quando ela tem uma partida de tênis eu estou lá para torcer por ela. Somos praticamente um casal perfeito.

Mas, dizem que nem tudo na vida são flores. E apesar de nosso paraíso ser bem florido, parecia que o inverno se aproximava pela primeira vez. Ela trabalhava na floricultura de sua mãe e um dia começou a contar as histórias daquele rapaz que ia lá quase diariamente para comprar flores. Cada flor tinha uma ‘desculpa’ diferente e ela achava o máximo que um cara como aquele entendesse o quanto as flores servem para as mais diversas situações.

Não me agradou nada. Comecei a suspeitar que esse tal cara na verdade tinha como única desculpa vê-la quase todos os dias. Além disso, ela passou a ficar na floricultura nos finais de semana também. A senhora Takenouchi que me desculpe, mas eu detesto o fato dela fazer a minha namorada trabalhar no final de semana.

Em decorrência disso, passamos a nos ver menos. Ela estava sempre cansada e menos disposta a sair. Aos poucos fui ficando irritado e chateado com a situação. E foi desse jeito que passamos a discutir por pequenas coisas.

Um dia, Sora disse que estava cansada demais para sair. Então ficamos em minha casa para assistirmos um filme. Estava chovendo bastante naquele dia e pouco antes de Sora chegar, Hikari apareceu em casa com Yamato. Os dois estavam ensopados. Emprestei umas roupas para ele e nós três ficamos na sala assistindo.

Quando Sora chegou notei algo peculiar. Yamato parecia incomodado com a presença dela. Quando ela o cumprimentou como se a tempo o conhecesse achei estranho. Eles haviam se visto apenas uma vez. Mas não comentei nada.

Parecia estar meio paranoico, por isso procurei me distrair e deixar isso de lado. Mas eu notava como ele estava diferente. Parecia olhá-la quando ninguém percebia. E eu fiquei incomodado. Por que ele estava desse jeito?

Quando estive a sós com ela, perguntei se eles se conheciam. E sua resposta não me agradou em absoluto.

- Claro! Ele é o garoto das flores que te falei. Como o mundo é pequeno, não acha?!

Sim, o mundo era pequeno demais. Desde então passei a ficar atento neles quando nos encontrávamos. Hikari insistia em que fizemos uma saída de casais. Não gostava disso, mas era uma forma de vigiá-la e de vigiar Yamato também.

Numa dessas saídas, após várias outras, vi Yamato olhando para Sora a distância quando achou que ninguém prestava atenção. Grande erro. Ele sentia algo por ela. Eu tinha certeza. Seu olhar era diferente, era calmo e feliz. Era fácil saber porque ele sempre era fechado e sério. Então qualquer coisa diferente era facilmente percebida nele quando ele se descuidava. Como naquele momento.

Aquilo me tirou do sério. Não falei nada, mas minha expressão e humor se transformaram. Eles não entendiam o que estava acontecendo e quando Sora falou algo comigo, eu fui grosso com ela. Notei que ela tinha ficado sem jeito e chateada. Além disso, todos ficaram desconfortáveis. Pedi desculpas e tentei me acalmar.

Mas a forma como meu amigo passou a me olhar, como se estivesse me condenando pela forma que eu tratava a Sora foi a gota d’água para mim. Eu sei que ela não tinha culpa, mas novamente descontei nela.

Comecei a discutir com Sora por uma besteira qualquer e quando dei por mim estava tão nervoso que acabei falando mais alto com ela. Foi nesse momento que Yamato interferiu defendendo-a. E foi assim que uma guerra silenciosa foi travada entre nós dois. 

CONTINUA...



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